São Mateus (Espírito Santo)

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Município de São Mateus
"Rainha do Cricaré"
"Capital Cultural do Espírito Santo"
"Sama"
Foto aérea de São Mateus, por Thiago Guimarães

Foto aérea de São Mateus, por Thiago Guimarães
Bandeira de São Mateus
Brasão de São Mateus
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 21 de setembro de 1544 (470 anos)[1]
Gentílico mateense
Lema Trabalhar o Presente, construir o futuro
Padroeiro(a) São Mateus e São Benedito
Prefeito(a) Amadeu Boroto (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Mateus
Localização de São Mateus no Espírito Santo
São Mateus está localizado em: Brasil
São Mateus
Localização de São Mateus no Brasil
18° 43' 00" S 39° 51' 31" O18° 43' 00" S 39° 51' 31" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Litoral Norte Espírito-santense IBGE/2013[2]
Microrregião São Mateus IBGE/2013[2]
Municípios limítrofes Boa Esperança, Conceição da Barra, Jaguaré, Linhares, Nova Venécia, Pinheiros, São Gabriel da Palha, Vila Valério.
Distância até a capital 215 km[3]
Características geográficas
Área 2 338,727 km² (BR: 653º, ES: 2º)[4]
Área urbana 10,9503 km² (ES: 9º) – est. Embrapa[5]
Distritos Barra Nova, Itauninhas, Nestor Gomes, Nova Verona, São Mateus IBGE/2013[2]
População 122 668 hab. (ES: 7º) –  estatísticas IBGE/2014[6]
Densidade 52,45 hab./km²
Altitude 36 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,735 (ES: 36º) – alto PNUD/2010[7]
PIB R$ 1 474 484,000 mil (ES: 11º) – IBGE/2012[8]
PIB per capita R$ 13 184,81 IBGE/2012[8]
Página oficial
Prefeitura www.saomateus.es.gov.br

São Mateus é o segundo município mais antigo e sétimo mais populoso do estado do Espírito Santo, Brasil. Foi fundado em 21 de setembro de 1544, recebendo autonomia municipal apenas em 1764. Originalmente, chamava-se Povoado do Cricaré, sendo rebatizado no ano de 1566 por Padre José de Anchieta para o nome de São Mateus. Sua população atual gira em torno dos 121 mil habitantes, sendo considerado um marco na colonização do solo do Espírito Santo.[1]

É considerado o município com a maior população negra do estado. Tal fato se dá, pois, até a segunda metade do século XIX, o Porto de São Mateus era uma das principais portas de entrada de negros no Brasil. Também há a forte presença de italianos, que são responsáveis pela colonização de grande parte dos sertões mateenses.

Sua economia está baseada na oferta de serviços e na exploração e produção de petróleo. Na década de 1970, foram descobertos vários campos de exploração e na década de 1980, essas descobertas foram ampliadas. Na década de 2000 foi implantado na região de Campo Grande o Terminal Norte Capixaba, responsável pelo escoamento de toda a produção da região.

Também destaca-se pelo forte apelo turístico, tanto histórico quanto de temporada. O carnaval de Guriri, principal balneário do município, é um dos mais animados do estado e chega a ser conhecido nacionalmente, recebendo, principalmente, turistas de Minas Gerais.

Localiza-se a uma latitude 18º42'58" sul e a uma longitude 39º51'21" oeste, estando a uma altitude de 36 metros. Sua área total é de 2 338,727 km², equivalente a 5,12% do território capixaba. Limita-se ao norte com os municípios de Boa Esperança, Pinheiros e Conceição da Barra; ao sul com São Gabriel da Palha, Vila Valério, Jaguaré e Linhares; a leste com o oceano atlântico e a oeste com Nova Venécia. Dista da Capital do Estado, Vitória, 215 km.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Do início da colonização, em 1544, até meados do século XVI, a pequena povoação que se formou as margens do Rio São Mateus era apenas conhecida como Povoação do Cricaré. O nome São Mateus é em homenagem ao evangelista Mateus, pois, Padre José de Anchieta, em 1566, ano de uma de suas peregrinações pela então Capitania do Espírito Santo, ao visitar a pequena povoação, celebrou uma missa no dia 21 de setembro, dia de São Mateus. Como era costume na época batizar locais e acidentes geográficos com o nome do santo do dia, Anchieta rebatizou a Povoação do Cricaré para São Mateus.[9] [10]

História[editar | editar código-fonte]

Período pré-cabralino[editar | editar código-fonte]

Família de índios Aimorés.

Antes do inicio da colonização portuguesa a região de São Mateus era habitada por índios Aimorés, também conhecidos como Botocudos.[11] Urnas funerárias encontradas na região de Barra Nova, na década de 1960, além de peças de cerâmica encontradas em uma escavação ao lado do Hospital Roberto Silvares, em 1998, são atribuídas à etnia Tupi, da qual os aimorés fazem parte, e são datados como sendo do período que vai do século X até o século XVI.[12]

Há relatos em manuscritos, que datam do início da colonização, que havia nessa região a incidência de índios antropófagos. Estes índios não sabiam nadar, como os demais índios Tupis, mas remavam com habilidade e manuseavam argila com destreza.[12]

As tentativas dos padres jesuítas em tentar catequizar os indígenas foram fracassadas. Afonso Brás, primeiro missionário do Espírito Santo, afirmou, em carta de 1551, que após receberem o batismo os índios fugiam e voltavam ainda piores, tornando a cultuar suas crenças e a praticar seus costumes.[12]

Chegada dos primeiros colonizadores[editar | editar código-fonte]

Não há data precisa da chegada dos primeiros colonos, nem a indicação dos seus nomes, mas, pela tradição oral, os primeiros colonizadores portugueses chegaram a São Mateus por volta de 1544. Há notícias de que, sobressaltados com as frequentes investidas dos índios, os colonos de Vasco Fernandes Coutinho dividiram-se em grupos abandonando a Capitania, fugindo para as capitanias mais próximas, ou dirigindo-se ao interior. Alguns desses colonos poderiam ter rumado para o norte, em direção ao Rio São Mateus.[9]

A falta de informação sobre os primeiros anos da colonização faz com que muitos historiadores levantem hipóteses, nem sempre prováveis. Uma delas é que o povoamento de São Mateus poderia ter se iniciado com a chegada de náufragos. Na história do Padre José de Anchieta lê-se que, ao passar pelo Rio São Mateus, em 1596, celebrou missa para alguns náufragos. Carece, no entanto, de documentação para tornar-se fato histórico.[9] [13]

No entanto, o mais provável é que os primeiros colonos devam ter vindo da vizinha Capitania de Porto Seguro, cujo donatário era Pero do Campo Tourinho. Pode-se afirmar, no entanto, que a documentação histórica que registra a presença mais remota de portugueses na região é a que trata da Batalha do Cricaré, ocorrida em fins de janeiro de 1558. Outra é a narração epistolar de uma viagem e missão jesuítica do padre Fernão Cardin que veio a Vila de Sam Matheus, em setembro de 1583.[13]

Comercio negreiro[editar | editar código-fonte]

Maquete do interior de um navio negreiro

A entrada de escravos no município se dava através do Porto, tendo início no período colonial e estendendo-se e se intensificando durante o século XIX, principalmente após a proibição do tráfico transatlântico em 1850 até a abolição da escravatura, tendo no auge, 16 empresas situadas no porto, atuando exclusivamente neste ramo.[14]

A chegada de navios negreiros ao Porto era festivamente aguardada pela população, principalmente pelos compradores, na expectativa de escolherem as melhores peças. Ainda a bordo, os escravos era preparados, ou seja, homens e mulheres azeitados, os ferimentos e tumores cobertos com ferrugem e pólvora. Em caso de infecção intestinal, o ânus era preenchido com estopa. Devidamente desembarcados, os negros acorrentados em fila indiana eram tangidos até o mercado. Ali eram examinados pela sua compleição física e até origem tribal. Dava-se preferência na compra de negros da canela fina, do calcanhar para trás e da nádega pequena, sendo consideramos os melhores para o serviço na roça.[15]

Outro fato importante relacionado ao comércio escravista é que na região de São Mateus registra-se a apreensão do último navio negreiro clandestino que circulou na costa brasileira, em 1856, após a lei de 1850 proibindo o tráfico de escravos africanos para o Brasil.[14] Algumas dessas embarcações chegavam a amontoar mais de 300 cativos, que vinham nus, mal alimentados e acorrentados uns aos outros, numa viagem que durava mais de 90 dias. Muitos não resistiam aos sofrimentos impostos, morriam e eram jogados no mar.[15]

No período entre 1863 e 1887, foram negociados um total de 606 escravos na cidade, sendo 326 homens e 269 mulheres. Os preços destes cativos variavam bastante, em função de fatores diversos tais como sexo, idade, ofício, condição física, dentre outros, além de estarem sujeitos incidentes específicos, tal como a proibição do tráfico transatlântico na década de 1850.[16] De acordo com os registros do cartário de primeiro oficio do município, a subida dos preços dos escravos em São Mateus se deu a partir de 1868, quando alcançou a cifra de 1:028$500 (mil e vinte e oito contos e quinhentos réis) para os homens e de 1:018$750 (mil e dezoito contos e setecentos e cinquenta réis) para as mulheres, um aumento considerável visto que no ano anterior (1867), a média era de 375$000 (trezentos e setenta e cinco conto de réis) para os homens e de 637$916 (seiscentos e trinta e sete contos e novecentos e dezesseis réis) para mulheres.[16]

Imigração Italiana[editar | editar código-fonte]

Fazenda Cachoeira do Cravo, primeira a contar com mão-de-obra italiana

O estado do Espírito Santo foi o primeiro a receber uma grande leva de imigrantes italianos, por volta do ano de 1874. Estes colonos tinham por motivação as grandes mudanças políticas enfrentadas pela Europa no princípio do século XIX.[17] Estas mudanças geraram conflitos internos na Itália, com consequências drásticas para o povo, em especial, os que habitavam as regiões limítrofes do norte deste pais.[18]

Concomitantemente a isto, havia o fato da recente abolição da escravatura no ano de 1888, o que culminou na escassez de mão de obra especializada para o trabalho nas lavouras de café.[19]

Em São Mateus, a primeira leva de italianos desembarcou no Porto no ano de 1887, a pedidos do Barão dos Aymorés que, precavendo-se da eminente abolição da escravatura, solicita então ao consulado da Itália no Brasil, imigrantes para trabalharem em sua fazenda, às margens da Cachoeira do Cravo, no Rio São Mateus.[20]

Sucessivos desembarques trazendo imigrantes italianos ocorreram no antigo porto até o fim do século XIX. Quando aqui chegavam, recebiam tratamento semelhante aos que os negros escravos recebiam. Sendo assim, eram colocados em praça pública a fim de serem escolhidos pelos senhores de terra, sendo obrigados a passar pelo vexame de estenderem as mãos para os fazendeiros analisarem. Os que possuíam mãos grossas e calejadas eram levados para o trabalho nas fazendas, sendo que, os que possuíam mãos finas, eram taxados de preguiçosos e deixados à própria sorte no porto.[21]

Elevação do povoado à Vila[editar | editar código-fonte]

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, a partir da segunda metade do século XVII, o governo português, percebendo a possível ameaça de perda de controle das mesmas, resolveu tomar providências para evitar a subida de aventureiros em busca de ouro.[22]

Em 1764, o então ouvidor da Capitania de Porto Seguro, Thomé Couceiro de Abreu, seguindo recomendações da Coroa Portuguesa, apos vários levantamentos, ultrapassou os limites territoriais de sua capitania e tomou as medidas necessárias para a elevação da povoação à categoria de vila, entendendo que tal ação seria necessária para que fosse evitada a invasão por intrusos através do Rio São Mateus, das minas de ouro recém descobertas.[23] O nome escolhido, Villa Nova do Rio de Sam Matheus, foi o mesmo dado por Anchieta.[24] Esse fato se deu no dia 27 de setembro de 1764.[9] [13]

No ano da elevação à categoria de vila, a povoação de São Mateus, que ficava no alto do planalto, já contava com duas ruas ladeando a Igreja Matriz. Delas partiam quatro travessas que iam até o Córrego da Bica, na época chamado de Córrego do Mato. Nessas duas ruas havia poucas casas de alvenaria, onde moravam os mais ricos, geralmente proprietários de terra. Os outros, com menos poder aquisitivo e prestigio político e social, moravam em casas de taipa. Escravos, serviçais e agregados moravam nas travessas.[23]

Por essa época, a Capitania do Espírito Santo estava sendo administrada diretamente pela Coroa Portuguesa As dificuldades eram tantas que os donatários não conseguiram dar conta de tão árdua tarefa. Bem por isso que o povoado foi elevado à categoria de vila, sendo submetido, a partir de então, a Capitania de Porto Seguro, até janeiro de 1823.[23] Dentre as providencias tomadas estavam a medição de ruas, a construção da casa de câmara e cadeia e implantação de um pelourinho.[25]

Criação do município[editar | editar código-fonte]

Em 3 de abril de 1848, através de decreto do Presidente da Província do Espírito Santo, Dr. Luiz Pedreira de Couto Ferraz, a Vila Nova do Rio São Mateus foi elevada a cidade, com o mesmo nome que foi dado pelos primeiros colonizadores: São Mateus.[26]

O povo mateense tomou conhecimento desta notícia depois do dia 13 de abril de 1848, quando foi encaminhada correspondência à Câmara municipal comunicando o fato. Para comemorar o importante acontecimento uma grande festa foi realizada nos dias 21, 22 e 23 do mesmo mês e ano. Ao ser elevado à categoria de município, o território de São Mateus totalizava uma área de 13.588 km², o que correspondia a 29,8% do território capixaba. A criação da comarca aconteceu em 23 de março de 1853.[26]

O município de Conceição da Barra foi o primeiro a se emancipar politicamente de São Mateus, ainda no século XIX. Outros desmembramentos só vieram ocorrer no século XX, quando Barra de São Francisco foi emancipado através do decreto de lei 15.177 de 31 de dezembro de 1943. Em seguida veio Nova Venécia que foi emancipada através da Lei Estadual n°767 de 11 de dezembro de 1953. A emancipação de Boa Esperança, por força da Lei Estadual n° 1912, foi em 28 de dezembro de 1963. Por último Jaguaré, em 13 de dezembro de 1981, através da lei n° 3445.[26] [27]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 2 338,727 quilômetros quadrados, constituindo-se no segundo maior município (em área) do Espírito Santo. Destes, 2 332,3007 km² constituem a zona urbana e os 155,49 quilômetros quadrados restantes constituem a zona rural.[5] Situa-se no nordeste da região Sudeste do Brasil, na Mesorregião Litoral Norte Espírito-Santense (Microrregião de São Mateus),[2] a 64 km da divisa com o estado da Bahia, estando na latitude de 18º43’15” Sul e longitude de 39°51’46” Oeste[5] . Seus municípios limítrofes são Conceição da Barra ao norte, Pinheiros e Boa Esperança a noroeste, Nova Venécia ao oeste, São Gabriel da Palha e Vila Valério a sudoeste, Jaguaré e Linhares ao sul, estando o Oceano Atlântico a leste.[28]


Relevo e Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Relevo mateense próximo à divisa com Nova Venécia

O relevo mateense é, predominante, plano, estando a sede do município a 37,7 metros no nível do mar.[29] A parte central do município, é constituída de chapadões terciários com leve declividade para o litoral, possuindo altura entre 30 e 100 metros. Na parte oeste, são encontradas formações graníticas com até 350 metros de altitude e o litoral constitui-se num relevo plano, com regiões alagadiças e dunas, não ultrapassando 4 metros de altitude.[30]

Sendo assim, pode-se encontrar no município três tipos distintos de solos[31] , sendo estes:

Cachoeira da Jararaca no Rio São Mateus

Dentro do município são encontradas três bacias hidrográficas. A Bacia do Rio Doce abrange uma pequena área do município, podendo ser observada na região do Vale da Suruaca. A bacia do Rio Itaúnas abrange uma pequena área do distrito de Itauninhas, sendo a bacia do Rio São Mateus a mais abrangente entre as três, drenando mais de 90% da área mateense.[31] [33] [34]

A bacia do Rio São Mateus, também conhecido no município por Rio Cricaré, possui aproximadamente 103 351 km². Banha dez municípios nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, desaguando no Oceano Atlântico, no município de Conceição da Barra. Tem como principais afluentes os rios Cotaxé, também conhecido como Braço Norte do Rio São Mateus, Preto, Mingal da Vovó, Panela Velha e Pirapococa. Além disso, este rio possui a característica quase única de possuir um defluente: o Rio Mariricu.[34] [35]

A cidade também possui 43 quilômetros de litoral[35] , onde são encontradas as praias do Abricó, Aldeia do Coco, Barra Nova, Bosque, Brejo Velho, Caramujo, Gameleira, Guriri, Campo Grande, Oitizeiro, Ranchinho e Urussuquara, sendo Guriri a mais conhecida destas.[36] [37]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima mateense é caracterizado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, como tropical quente super-úmido (tipo Aw segundo Köppen),[38] tendo temperatura média anual de 24,4 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas elevadas.[39] [40] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 26,7 °C, sendo a média máxima de 31,8 °C e a média mínima de 21,4 °C,e o mês mais frio, julho, de 22,0 °C, sendo 27,2 °C e 16,8 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[41]

A precipitação média anual é de 1 054,9 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 57,1 mm. Em novembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 163,7 mm.[41]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para São Mateus Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,0 31,8 32,0 30,4 29,4 28,0 27,2 27,6 27,7 28,3 29,0 29,9 29,4
Temperatura mínima média (°C) 21,2 21,4 21,4 20,3 18,8 17,4 16,8 16,9 17,9 19,2 20,3 18,3 19,4
Precipitação (mm) 156,6 84,4 114,6 95,7 57,1 47,1 67,0 53,2 79,7 139,0 163,7 153,4 1 054,9
Horas de sol 192,9 180,6 180,6 185,3 184,1 158,6 169,6 175,4 123,4 110,6 110,2 150,9 1 922,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[42] [43] [44] 10 de janeiro de 2015
Fonte #2: Jornal do Tempo (Dados climatológicos do período entre 1961 e 1990)[41]


Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Frutos da palmeira Allagoptera arenaria, endêmica da região de São Mateus

Em São Mateus, na região costeira, predominava a Restinga. Nos tabuleiros e vales dos rios, a cobertura era de Mata Atlântica, com abundância de madeiras de lei.[45]

Quase toda a área de Mata Atlântica deu lugar a monocultura de reflorestamento (eucalipto), à pecuária e às diversas culturas presentes no município, como o café, o coco e a pimenta-do-reino.[31] [46]

No entanto ainda são encontradas algumas diversidades em ilhas não devastadas, com algumas espécies de bromélias e orquídeas, além da Palmeira-indaiá, Ipê-amarelo, Embaúbas, Quaresmeiras, Samambaias, entre outras.[46]

Caranguejo Guruçá saindo da toca

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 2013, apenas 15,425 km² (7%) de toda área do município era coberta por vegetação nativa. Destes, 9,899 km² eram cobertos por Mata Atlântica, 2,066 km² de restinga, 1,452 km² de mangues e 2,008 km² de vegetação de várzeas.[47] Nestas áreas ainda preservadas é possível encontrar animais como aranhas, caranguejos, borboletas e libélulas entre os invertebrados; cobras, jabutis e lagartos entre os répteis; rãs e sapos entre os anfíbios; periquitos, pombos, sabiás, sanhaços e tucanos entre as aves; e ariranhas, capivaras, lontras e saguis entre os mamíferos.[33]

No município existe apenas uma Estação Ecológica que é a de Barra Nova. [31] A criação desta reserva foi um dos condiciamentos ambientais impostos à Petrobrás para a implantação do Terminal Norte Capixaba, no distrito de Barra Nova. O local é considerado de extrema importância para peixes, anfíbios, aves e mamíferos, além de servir como área de desova de quatro das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo.[48] [49]

Toda a área de Restinga ainda presente no município é considerada Reserva da Biosfera da Mata Atlântica[49] , além de toda a faixa litorânea mateense ser parte integral da área de amortecimento do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.[50] [51]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 109 028 habitantes.[52] Segundo o censo daquele ano, 53 930 habitantes eram homens e 55 098 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 84 541 habitantes viviam na zona urbana e 24 487 na zona rural.[52] Na primeira década do século XXI, o número de habitantes em São Mateus cresceu 20,56%, sendo, nesse período, um dos municípios com maior crescimento populacional do Espírito Santo.[53] Já segundo estatísticas divulgadas em 2014, a população municipal era de 122 668 habitantes, sendo o sétimo mais populoso do estado.[6] Da população total em 2010, 28 124 habitantes (25,80%) tinham menos de 15 anos de idade, 74 752 habitantes (68,56%) tinham de 15 a 64 anos e 6 152 pessoas (5,64%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 75,6 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 2,0.[7]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de São Mateus é considerado alto, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no ano de 2010. Seu valor era de 0,735, sendo então o oitavo maior de todo o estado do Espírito Santo e o 897º maior do Brasil.[7] Considerando apenas a educação, o índice é de 0,655, o índice da longevidade é de 0,843; e o de renda é de 0,719.[7] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 49,7% e em 2010, 84,6% da população vivia acima da linha de pobreza, 9,7% encontrava-se na linha da pobreza e 5,7% estava abaixo[54] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,577, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[55] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 60,9%, ou seja, 19,9 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,1%.[54]

Evolução demográfica de São Mateus[56] [57] [58]


Etnias e emigração[editar | editar código-fonte]

São Mateus é uma cidade multirracial, sendo seu povoamento inicial realizado, em suma, por índios, portugueses, africanos e italianos.[59] Segundo o censo de 2010 do IBGE, em pesquisa de autodeclaração, a população era composta por 62 464 pardos (57,29%), 30 717 brancos (28,17%), 14 842 pretos (13,61%), 905 amarelos (0,83%) e 101 indígenas (0,09%).[60] No mesmo ano, 108 897 habitantes eram brasileiros (99,88%), sendo 108 835 natos (99,82%) e 62 naturalizados brasileiros (0,06%), e 131 eram estrangeiros (0,12%).[61]

Em relação à região de nascimento, 96 784 eram nascidos no Região Sudeste (88,77%), 10 324 no Nordeste (9,47%), 658 no Norte (0,60%), 378 no Sul (0,35%) e 298 no Centro-Oeste (0,27%). 85 647 habitantes eram naturais do estado do Espírito Santo (78,56%), sendo 59,017 naturais do município (54,13%). Entre os 23 381 naturais de outras unidades da federação (27,30%), Minas Gerais era o estado com maior presença, com 7,784 habitantes residentes (7,14%), seguido por São Paulo com 2 208 habitantes residentes (2,02%), e pelo Rio de Janeiro, com 1 144 habitantes (1,05%).[62] [63]

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de São Mateus é composta majoritariamente por 59 867 católicos (54,91%), 36 227 evangélicos (33,23%), 9 468 pessoas sem religião (8,68%) e 1 297 testemunhas de Jeová (1,19%). Há também 637 espíritas (0,58%), 110 católicos apostólicos brasileiros (0,10%), 51 católicos ortodoxos (0,05%), 51 seguidores de novas religiões orientais (0,05%), 50 candomblecistas (0,05%), 42 umbandistas (0,04%), 20 esotéricos (0,02%) e 12 budistas (0,01%). Além disso, 148 tinham religião não determinada ou com múltiplo pertencimento (0,14%) e 278 não souberam responder.[64]

Igreja Católica Apostólica Romana

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, São Mateus está situada na Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo, com sede em Vitória. A cidade representa a sé episcopal da Diocese de São Mateus, que foi criada pelo Papa Pio XII através da Bula Papal Cum Territorium em 16 de fevereiro de 1958, ao ser desmembrada da então Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória.[65]

Sede da Assembléia de Deus em São Mateus

Na cidade as comunidades são regidas por três paróquias, sendo elas: Paróquia São Mateus no Centro, Paróquia São Daniel Comboni em Guriri e Paróquia Santo Antônio no bairro Santo Antônio.[66] Em janeiro de 2015, a Diocese de São Mateus encontrava-se em Sede vacante, isto é, sem um bispo titular, haja vista que Dom Zanoni fora nomeado bispo coadjuntor da Diocese de Feira de Santana.[67] No entanto, havia Dom Aldo Gerna como bispo emérito.[68] Na mesma ocasião, a circunscrição também contava com 30 padres diocesanos,[69] 10 padres combonianos,[70] 2 freis capuchinhos[71] , 2 diáconos [69] e 9 monjas beneditinas vivendo em clausura no Mosteiro Beneditino da Virgem de Guadalupe. [72]


Igrejas Protestantes

Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade forte presença de diferentes denominações protestantes. A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, tendo destaque para a Assembleia de Deus com 9 843 membros, a Igreja Batista com 7 908, a Igreja Universal do Reino de Deus com 1 630 membros e a Igreja Cristã Maranata com 1 315 membros.[64]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de São Mateus à noite

Segundo a Lei orgânica municipal, aprovada em 5 de abril de 1990, a administração municipal se dá pelos poderes executivo e legislativo.[73] O primeiro representante do poder executivo foi João dos Santos Neves, então Presidente do Governo Municipal, cabendo ressaltar que anteriormente a administração era feita de forma integral pela Câmara de Vereadores.[74] Amadeu Bororo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), é o prefeito eleito nas eleições municipais em 2012, ao conquistar um total de 38 742 votos (69,27% dos eleitores),[75] tendo Keydson Quaresma Gomes como vice-prefeito.[76]

O poder legislativo, por sua vez, é constituído pela câmara municipal, composta por onze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[77] ) e em janeiro de 2015 estava composta por quatro cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB); duas cadeiras do Partido da Mobilização Nacional (PMN); uma cadeira do Partido Social Democrático (PSD); uma cadeira do Partido Comunista do Brasil (PC do B); uma cadeira do Partido Humanista da Solidariedade (PHS); uma cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT) e uma do Partido Democrático Trabalhista (PDT).[78] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[73]

A cidade sedia a Comarca de São Mateus, que é classificada como de terceira entrância e cuja área abrange apenas ao próprio município.[79] Havia 77 697 eleitores em dezembro de 2014, o que representava 2,923% do total do estado do Espírito Santo.[80] São Mateus também possui duas cidades-irmãs, sendo estas Sondrio (Itália Itália)[81] e Luoyang (China República Popular da China).[82] A iniciativa de adotar Sondrio como cidade-irmã é da Diocese de São Mateus, visto que Dom Aldo Gerna, bispo emérito da diocese, é natural dessa cidade. Já a parceria com Luoyang é iniciativa do poder executivo municipal e visa a cooperação comercial entre as duas cidades.[82]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município de São Mateus é subdividido em cinco distritos, sendo eles: Barra Nova, Itauninhas, Nestor Gomes, Nova Verona e a Sede.[2] Segundo o censo demográfico de 2010, a Sede contava com 77 090 habitantes, seguido de Barra Nova com 16 342, Nestor Gomes com 10 823, Itauninhas com 3 343 e Nova Verona com 1 430.[83] . A cidade possuía em 2015, 56 bairros divididos em 6 zonas, 15 bairros na zona leste; 15 na Zona Oeste; 9 na Zona Central; 8 na Zona Sul; 7 na Baixada do Cricaré e 2 na Zona Norte.[84] Dentre os bairro mateenses, Guriri destaca-se como o mais populoso, contando em 2010 com 12 470 habitantes.[83]



Economia[editar | editar código-fonte]

Divisão do PIB em 2012[8]
Setor Valor
Primário R$ 278.692.000,00
Secundário R$ 245.387.000,00
Terciário R$ 854.086.000,00
Impostos R$ 96.320.000,00
Total R$ 1.474.484.000,00

O Produto Interno Bruto (PIB) de São Mateus em 2012 era de aproximadamente um bilhão e quatrocentos mil reais, representando 49,8% do PIB total de sua microrregião, caracterizando-se assim como o maior desta e o décimo primeiro do estado.[8] Do valor total do PIB mateense no referido ano, R$ 278.692.000 advieram do setor primário, R$ 245.387.000 do setor secundário, R$ 854.086.000 do setor terciário e R$ 96.320.000 foram arrecadados com impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita era de R$ 13.184,81.[85]

Em 2010, 71,3% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 8,7%.[7]

Setor primário

O setor primário gerou, em São Mateus, aproximadamente 280 milhões de reais de 2012, caracterizando-se como o segundo setor em contribuição para o Produto Interno Bruto.[8] Em 2010, das pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais do município, 22,75% trabalhavam no setor agropecuário e 2,82% na indústria extrativa.[7] Dentre as atividades primárias mateenses, possuem relativo destaque as extrações de petróleo e gás natural, a silvicultura e a plantação de Coco Verde. No entanto, também merecem destaque as culturas de macadâmia, café, pimenta do reino e, em menor escala, a fruticultura e a pecuária.

Extração de petróleo na região do Nativo
  • Petróleo e Gás Natural: As primeiras descobertas de jazidas produtivas de petróleo e gás natural do Espírito Santo ocorreram em São Mateus, no ano de 1967.[86] [87] Segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER), no ano de 2013, foram produzidos, em média, 2800 barris de petróleo por dia, em 150 poços em terra e na Plataforma de Cação, sendo o município responsável por 23% da produção petrolífera capixaba.[88]
  • Coco Verde: São Mateus destaca-se nacionalmente por ser o terceiro maior produtor de coco verde do Brasil. Em 2010 o município apresentava uma produção de aproximadamente 75 milhões de frutas por ano. Este valor representa 3,66% da produção nacional, 25% da produção da Região Sudeste e aproximadamente 48% da produção capixaba, utilizando 3740 ha de área plantada.[90]
Um pé de macadâmia
  • Macadâmia: A produção de macadâmia confere ao município o título de segundo maior produtor deste fruto no Brasil. Inserida em São Mateus por volta da segunda metade da década de 80, apresentava em 2012 uma produção de pouco mais de 300 ton por ano, utilizando aproximadamente 500 ha de área plantada. Vale ressaltar que, desta produção total, cerca de 98% é exportada para Estados Unidos e China. [91] [92]
Plantação de pimenta do reino as margens da BR-381
  • Café: No município, destaca-se a produção de café da variedade Conilon, sendo o sexto maior produtor deste no estado. [93] Segundo o IBGE, em 2013 foram produzidas 21 mil toneladas deste grão em 12.500 ha. O rendimento médio foi de 1.620 quilos por hectare, gerando uma receita aproximada de 82 milhões de reais. [94]
  • Pimenta do Reino: O Estado do Espirito Santo apresenta-se como segundo maior produtor de pimenta do reino do Brasil, sendo São Mateus seu maior produtor.[95] . Em 2013 o IBGE estimou uma produção de 4.480 toneladas em 1.600 ha de área plantada, conferindo um rendimento médio de 2.880 quilos por hectare e gerando uma receita aproximada de 52 milhões de reais.[94]
  • Fruticultura: Não há no município destaque para outra cultura frutífera que se não a de coco. No entanto, pode-se salientar que no ano de 2013 ouve a produção de 6.720 toneladas de banana, 900 toneladas de limão, 56.700 toneladas de mamão, 75 toneladas de manga, 6.000 toneladas de maracujá e 210 toneladas de uva.[94]
Setores secundário e terciário

Em 2010, 6,45% da população ocupada trabalhava na indústria de transformação,[7] sendo que 245.387 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário), que configura-se atualmente como a menor fonte geradora do PIB mateense dentre os três setores de produção.[8] Ainda assim, a industria é o setor que vem apresentando maior crescimento dentro do município. Isto se dá pela instalação de plantas industriais tais como o Termina Norte Capixaba[97] e as fábricas de automóveis da Volare[98] e da Agrale.[99]

Em 2010, das pessoas economicamente ativas, 8,80% trabalhavam no setor de construção, 1,06% nos setores de utilidade pública, 15,06% no comércio e 37,21% no setor de serviços,[7] sendo, em 2012, o setor que gerou a maior parcela do PIB mateense: R$ 854.086.000,00. [8]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Prédio do Hospital Maternidade de São Mateus

Em 2009, o município possuía 63 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 32 deles públicos e 31 privados. Neles a cidade possuía 165 leitos para internação, sendo que 123 estão nos públicos e os 42 restantes estão nos privados, sendo que estes últimos atendiam ao Sistema Único de Saúde (SUS).[100]

Em 2012, 68,8% dos partos realizados no município eram cesarianas e 1% das crianças nasceram sem realizar pré-natal. Ouve 1 óbito materno em 1748 nascimentos, o que representa uma taxa de 57,2 óbitos para cada 100 mil nascimentos e 20,5% das crianças nasceram de mães adolescentes, isto é, mães com menos de 20 anos.[101] Em 2013, 96,1% das crianças com até 1 ano estava com a carteira de vacinação em dia.[102]

Em 2012, foram registrados 21 casos de AIDS no município, sendo nove casos em homens e 12 em mulheres. Além disso, em 2011, foram registrados 648 casos de dengue, dois de malária e um de leishmaniose.[103]

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012 houveram 512 casos de óbitos nos hospitais mateenses, sendo 384 homens e 242 mulheres. Dentre as causas mais frequentes, destacam-se 167 óbitos por doenças do aparelho respiratório, 124 por doenças do aparelho circulatório, 72 por doenças do aparelho digestivo e 58 óbitos provenientes de causas externas, tais como acidentes, lesões e envenenamentos.[104]

A cidade conta com uma farmácia pública municipal que fornece medicamentos de forma gratuita.[105] . Além disso, o município realiza campanha de vacinação contra gripe no mês de maio,[106] e contra raiva animal no mesmo mês.[107]

Educação[editar | editar código-fonte]

Pavilhão de aulas do CEUNES

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica médio entre as escolas públicas de São Mateus era, no ano de 2013, de 5,4 nos anos iniciais e 4,3 nos anos finais . O municípios estava na posição 2 171 entre os 5 565 municípios do Brasil, quando avaliados os alunos dos anos iniciais e na posição 2 054 quando avaliado o IDEB dos anos finais. Além disso, dentre os 78 municípios capixabas, São Mateus encontrava-se na posição 36 nos anos iniciais e na posição 30 nos anos finais.[108] Além disso, o valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era, em 2010, de 0,655, enquanto o do Brasil é 0,849. Em 1991, o índice era de 0,251.[7]

Colégio Polivalente

O município contava, em 2012, com aproximadamente 26 582 matrículas nas redes públicas e particulares. Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 81 instituições de pré-escola, 71 pertenciam à rede pública municipal e 10 eram particulares. Dentre as 90 escolas do ensino fundamental, 69 pertenciam à rede pública municipal, 11 a rede pública estadual e 10 eram particulares. Dentre as 13 instituições de ensino médio, 6 pertenciam à rede pública estadual, 1 a rede pública federal e 6 eram particulares.[109] Também haviam 282 docentes na pré-escola, 1 060 no ensino fundamental e 306 no ensino médio.[109]

Em 2010, 55,68% dos jovens com mais de 18 anos possuíam o ensino fundamental completo e 43,49% possuíam o ensino médio. 96,28% das crianças entre 5 e 6 anos estavam frequentando a escola.[7]

A cidade contava, em 2015 com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) oferecendo educação em nível técnico[110] e duas instituições de ensino superior federais, sendo elas o Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES), pertencente a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)[111] e um campus do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).[110]

Educação de São Mateus em números[109]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 3 415 282 81
Ensino fundamental 18 609 1 060 90
Ensino médio 4 558 306 13


Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Centro de Detenção Provisória de São Mateus

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é presente em São Mateus.[112] Em 2012, o índice de homicídios para cada 100 mil habitantes era de 68,9, sendo o sexto município mais violento dentro do Espírito Santo e o 93° do Brasil.[113] Levando-se em consideração os cidadãos que declaram-se negros ou brancos, a taxa de homicídio por etnia foi de 93,3 homicídios para cada 100 mil pessoas que declaravam-se negras e 9,5 para as que declaravam-se brancas.[114] O índice de suicídios para cada 100 mil habitantes foi de 3,6, sendo o 21° a nível estadual e o 1008° a nível nacional.[115] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 63,5 para cada 100 mil habitantes, sendo o segundo município em numero de mortes no trânsito dentro do estado e o 54° a nível nacional.[116]

O município conta com duas unidades prisionais. O Centro de Detenção Provisória de São Mateus, inaugurado em 2009, possui 2 126 vagas e tem por objetivo abrigar presos temporários ou que aguardam julgamento.[117] A Penitenciaria Regional de São Mateus é gerida pela iniciativa privada, sendo reconhecida como modelo de gestão prisional. Inaugurada em 2011, atualmente conta com 534 internos, sendo que 76 destes são mulheres.[118]

Em 2011 foi instalada no município uma Guarda Civil Municipal, que recebeu Guarda Cidadã por nome. Esta instituição recebeu por missão a proteção e a defesa do patrimônio público municipal, bem como dos usuários que utilizam destes.[119]

São Mateus abriga também o 13º Batalhão de Polícia Militar do Espírito Santo. Criado em 22 de junho de 2010, sendo originário da Quinta Companhia Independente, abrange os municípios de São Mateus, Conceição da Barra, Jaguaré e Pedro Canário e tinha em janeiro de 2015 o Tenente Alex Voney de Almeida como comandante.[120] Além disso o município abriga a Décima Oitava Delegacia Regional de Polícia Civil[121] e uma Delegacia da Polícia Federal.[122]

Habitação, serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

Construção de habitações populares no município

No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 32 729 domicílios particulares permanentes, sendo 25 714 na área urbana e 7 015 na zona rural. Do total de domicílios, 28 851 eram construídos em alvenaria revestida, 3 456 de alvenaria não revestida, 167 de madeira reaproveitada, 97 de madeira aparelhada, 66 de estuque revestido, 26 de estuque não revestido, 11 de palha e 52 de outros materiais.[123]

Ainda segundo o IBGE, em 2010, dos 32 729 domicílios mateenses, 30 891 eram casas, 1 779 eram apartamentos, 73 eram cômodos ou cortiços e 50 eram casas de vilas ou em condomínios. Quanto à condição de ocupação dos imóveis, 23 647 domicílios eram próprios, 5 858 eram alugados, 3 236 eram cedidos e 52 encontravam-se em outras condições. Com relação ao fornecimento de água, 26 154 domicílios possuíam abastecimento de água proveniente de rede geral, 6 103 de poço, nascente ou cisterna, 223 de caminhão pipa, 165 de água da chuva armazenada em cisterna, 24 de rios, lagos, córregos e igarapés, 124 de outras formas. Quanto aos destino do lixo, 27 299 domicílios tinham o lixo coletado, 5 142 queimavam seu lixo, 221 jogavam em terreno baldio, 87 enterravam, dois jogavam em rio ou mar e 42 davam outros destinos. Por fim, 32 664 domicílios possuíam energia elétrica, sendo que 129 não possuíam.[124]

Central de distribuição da Escelsa

A empresa responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto é a autarquia Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).[125] Atualmente o SAAE atende a 80% dos domicílios mateenses com água tratada.[124] Possui no município duas Estações de tratamento de água, sendo uma na sede do município, que realiza a captura de água no Rio São Mateus, e outro em Guriri, que faz a captura de água no Rio Mariricu e possui equipamentos para realizar a dessalinização de água salobra, quando este rio passa por períodos de seca.[126]

A responsável pelo abastecimento de energia elétrica em São Mateus é a Espírito Santo Centrais Elétricas S. A. (Escelsa), subsidiária da EDP no Brasil, que atende a 67 dos 78 municípios do estado do Espírito Santo.[127] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido pelas operadoras Claro[128] , Oi[129] , Tim[130] e Vivo.[131] O código de área (DDD) de São Mateus é 027[132] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 29930-210 a 29949-990.[133]

A cidade possuía em janeiro de 2015 dois jornais, sendo eles a Tribuna do Cricaré[134] e a Folha Acadêmica.[135] Possuía também 5 canais de rádio, sendo a Rádio Cricaré na frequência 1120 AM[136] e quatro rádios operando em FM, sendo elas a Rádio Ilha 87,9 FM[137] , a Rádio Kairós 94,7 FM[138] , a Rádio Musical 105,1 FM[139] e a Rádio SIM 105,9 FM.[139]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Aeroviário

O município conta com o Aeroporto Tancredo de Almeida Neves. Este aeródromo recebeu, durante a década de 50, voos regulares da extinta NAB, sendo que, atualmente, não conta com linhas comerciais, estando apto a receber helicópteros e aeronaves com até 50 passageiros.[140] Há a previsão da ampliação de sua pista, que atualmente conta com 1 350 m e passaria a ter 1 650 m, além da troca de toda a iluminação noturna, que atualmente só é acionada quando solicitado.[141] [142]

Rodoviário
Terminal Rodoviário da Águia Branca

São Mateus tem uma boa malha rodoviária que a liga a várias cidades do interior do estado e às principais metrópoles da Região Sudeste do Brasil. A primeira estrada de rodagem foi aberta no município entre os anos de 1937 e 1938 e ligava São Mateus à então Vila de Linhares.[143] Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo (DER-ES), o município é cortado por 3 rodovias federais, sendo elas a BR-101, que corta toda a região litorânea do Brasil, sendo uma rodovia privatizada dentro do Espírito Santo[144] ; a BR-381, que tem início no município e o liga aos estados de Minas Gerais e São Paulo[145] ; e a BR-342, que liga o Espírito Santo à Bahia.[146] Também conta com dez rodovias estaduais, sendo que 6 são pavimentadas, uma atravessa processo de pavimentação, uma está sendo duplicada e as demais são em leito natural.[146] [147]

O município não possui rodoviária pública, no entanto, existem dois terminais privados, sendo uma de propriedade da Viação Águia Branca, que atende a si própria e à Viação Itapemirim, e um terminal pertencente à Viação São Gabriel, que além de si, atende à Viação Gontijo, à Viação São Geraldo e à Viação Nacional.[148]

Urbano
Avenida José Tozzi, no Centro

A Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Transporte é responsável pelo controle e manutenção do trânsito do município, desde a fiscalização das vias públicas e comportamento de motoristas e pedestres até a elaboração de projetos de engenharia de tráfego, pavimentação, construção de obras viárias e gerenciamento de serviços tais como os de táxis, alternativos, ônibus, fretados e escolares.[149] [150] O transporte coletivo de passageiros é realizado, desde 1975, pela empresa Viação São Gabriel Ltda.[151] Também há na cidade os serviços de táxi[152] e moto-táxi.[153]

Em 2013, segundo o IBGE, a cidade contava com uma frota de 40 320 veículos, sendo que 19 143 eram automóveis, 10 806 eram motocicletas, 3 442 eram caminhonetes, 3 227 eram motonetas, 1 118 eram caminhões, 659 eram camionetas, 371 eram ônibus, 164 eram caminhões trator, 148 eram utilitários, 117 eram tratores e haviam 1 106 veículos de outras classificações.[154]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Teatro, música e eventos[editar | editar código-fonte]

Queima de fogos em Guriri

São Mateus foi a primeira cidade do Espírito Santo a possuir um teatro.[155] Há registros no município de vários grupos de teatro ao longo de sua história, dentre estes podem ser citados o Grupo Mateense de Teatro Amador (GRUMATA), o Grupo Improvisando Arte Teatral (IMPROART), o Grupo de Teatro Popular, a Academia Elenco de Teatro, o Grupo Épico de Teatro, a Companhia Teatral Gêneses do Interlúdio[155] e o Grupo de Teatro Ascensão, que realiza a encenação da Paixão de Cristo no Bairro Ponte desde 1987.[156]

A cidade possui uma orquestra, que também atua como Banda de Fanfarra, denominada Lira Mateense. Fundada em 21 de setembro de 1909, caracteriza-se, ao lado da Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo, como os dois principais grupos do estado. Atua também na educação musical de jovens e adultos de forma gratuita[157] tendo, atualmente, Datan Coelho como Maestro.[158] Além disso, várias outras bandas de música popular alcançaram notoriedade estadual e até nacional, podendo citar as extintas Bandoasis e Banda Black-Out, o extinto grupo Pinzindim e o grupo de forró Trio Chapahalls.[159]

Sede da Lira Mateense

Com relação aos eventos, no mês de julho acontece, tradicionalmente, o Festival Nacional de Teatro (FENATE), que conta com apresentações de teatro de rua e oficinas de artes cênicas.[160] As apresentações ocorrem na Praça Mesquita Neto, no Centro e no Largo do Chafariz, no Porto de São Mateus, onde os grupos teatrais disputam o Troféu Anchieta.[161] Além disso também há: as festas a São Mateus, em setembro[162] e de São Benedito, em dezembro, padroeiros da cidade;[163] o aniversário da cidade, que é comemorado com shows nacionais, exposição agropecuária e desfiles cívicos, e apesar de ser celebrado em 21 de setembro, as festividades ocorrem durante vários dias;[164] O Guriri Road Fest, um encontro nacional de motoqueiros realizado desde 2003 na Ilha de Guriri;[165] o Festival de Verão, que consiste em uma série de shows de bandas conhecidas nacionalmente e realizado em Guriri;[166] o Reveillon, quando são realizados shows com artistas regionais ou conhecidos nacionalmente, havendo ainda queima de fogos de artifícios,[167] além de outros eventos de menor importância.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

São Mateus situa-se entre as cidades mais antigas do país[9] e é possuidora de um dos mais expressivos conjuntos arquitetônicos coloniais do estado, o casario do Porto, tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1976[1] . Na cidade alta, encontram-se os bens patrimoniais mais antigos do município, construídos entre os séculos XVIII e XIX. Além disso, são encontrados no município praias, rios, cachoeiras, dunas e manguezais.[168] Dentre os atrativos mateenses, pode-se citar:

Atrativos naturais
Praia de Guriri
  • Praia de Guriri: É a principal praia do município, estando localizada a 12 km de distância do Centro.[169] Possui águas agitadas e mornas, formando piscinas naturais na maré baixa.[36] De setembro a março ocorre o período de desova de tartarugas, sendo a praia reconhecida como exemplo de conservação, pois, mesmo registrando grande fluxo turístico, consegue adequar a iluminação e evitar a construção de barracas nas áreas onde as desovas ocorrem.[170] Além disso, quatro das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo desovam em Guriri[48] [49] [170]
Praia de Urussuquara
  • Cachoeiras: Dentro do município encontram-se três cachoeiras, todas no Rio São Mateus[176] : a Cachoeira do Inferno, localizada no KM 47 da Rodovia São Mateus x Nova Venécia, caracterizando-se como uma corredeira de mais de 1000 metros de comprimento, erroneamente nomeada como cachoeira. Seu nome está ligado a existência, no local, de um poço denominado Caldeirão do Diabo, responsável pela morte de muitos banhistas;[176] a Cachoeira da Jararaca, localizada pouco a baixo da Cachoeira do Inferno, sendo a mais utilizada por banhistas entre as três e a Cachoeira do Cravo, situada a 3 km da sede do Distrito de Nestor Gomes, sendo esta caracterizada pelo grande casarão as margens do Rio São Mateus, construído no século XIX pelo Barão dos Aymorés para servir de engenho movido a água.[176]
Atrativos culturais
Ruínas da Igreja Velha
  • Igreja Velha: As ruínas da Igreja Velha são o símbolo do município e seu principal cartão postal [88] e, ao contrário do que muitos pensam, nunca chegou a funcionar como igreja.[177] Sua construção teve início nos primeiros anos do século XIX, a pedido dos Jesuítas, sendo projetada para ter mais de 300 metros de comprimento.[178] Os recursos para sua construção vinham dos impostos de 1% de tudo que era exportado pelo antigo Porto.[177] No entanto, a obra foi paralisada em agosto de 1853, por decisão da Câmara Municipal, justificando que, para a ampliação da Igreja Matriz, gastaria-se cinco vezes menos, além de quem, para conclusão de sua obra, seriam necessários mais de 50 anos.[178] Em sua construção eram empregadas pedras que vinham como lastros nos navios que atracavam no Porto, sendo estas assentadas com argamassa a base de cal e óleo de baleia.[179]
Casario do Porto
  • Casario do Porto: Denomina-se Casario do Porto de São Mateus o conjunto de prédios construídos às margens do Rio São Mateus, a partir do final do século XVIII. Originalmente, estes casarões eram, em sua maioria, construídos em alvenaria de pedra, com as paredes internas e laterais em estuque. A construção desses prédios deu origem a um grande aglomerado de casas em torno de um largo que servia como terreiro para a carga e descarga dos navios que aportavam em São Mateus.[180] Com a abertura das primeiras estradas de rodagem, a partir de 1938, ano em que se inaugurou a estrada ligando São Mateus a Linhares, o declínio das atividades econômicas que se desenvolviam no porto se acentuou. O transporte por navio entrava em decadência e o velho Porto foi perdendo as grandes casas comerciais que se mudaram para a cidade alta. Os casarões, então abandonados, passaram a ser ocupados por prostitutas, havendo assim a modificação arquitetônica de vários destes. Em 1968, depois da ocorrência de muitos crimes de prostituição, foi determinada a expulsão das prostitutas, sendo que os casarões foram tombados pelo Conselho Estadual de Cultura em 1976[1] .
  • Biquinha: Trata-se de um reservatório de água construído em 1880, com um sistema de captação de águas das nascentes localizadas no sopé da encosta do vale do Rio São Mateus, abaixo dos terrenos da catedral, para levar água potável, por gravidade, até o chafariz do Porto. Integra o Patrimônio Histórico de São Mateus.[181]
  • Projeto Tamar: A base de pesquisa do Tamar em Guriri foi implantada em 1988, abrigando um centro de visitantes que também funciona como Museu Aberto das Tartarugas Marinhas de Guriri. Entre os principais atrativos estão um aquário e dois tanques de observação de tartarugas além da exposição de réplicas e silhuetas em tamanho natural das cinco espécies de tartarugas marinhas. Na temporada reprodutiva, durante o verão, organiza-se a soltura de filhotes nos finais de tarde.[170] [182]

Culinária[editar | editar código-fonte]

A proximidade de São Mateus com outros estados e a origem dos colonizadores do município contribuíram para a existência de uma culinária bem diversificada, onde se nota grande influência baiana, com predominância de pratos bastante condimentados, tendo destaque o vatapá, o acarajé, o mungunzá, o caruru, o quibebe, a moqueca, além de mariscos da região.[183] Quanto a moqueca, pode-se salientar que, em São Mateus, encontra-se tanto a moqueca baiana, preparada com azeite de dendê, leite de coco e pimenta, como a tradicional moqueca capixaba, que dispensa o emprego desses ingredientes, podendo ser acompanhada ou não com molho de camarão.[184]

Uma das iguarias de maior tradição no município é a moqueca de judeu, um peixe pequeno de água doce. Essa moqueca não é comercializada em restaurantes, sendo privilégio das famílias tradicionais da cidade. Além disso, peixes de água doce e de mar como Robalo, Pescadinha, Cascudo, Piau, Cangoá e Traíra, dentre outros, são consumidos no município. Também há grande apreciação por mariscos e crustáceos como Caranguejo, Siri e Sururu.[184]

Os produtos a base de mandioca, como a farinha, o beiju e a tapioca também são alimentos característicos do município, sendo preparados de forma artesanal pelas famílias descendentes de quilombolas.[184] [185]

Os colonizadores italianos contribuíram para disseminar o gosto pelas massas, sendo bastante consumido no município pratos como macarronada, agnoline, pizza, polenta, nhoque e panqueca, dentre outros. Algumas das famílias descendentes dos imigrantes italianos ainda conservam o hábito de preparar um macarrão caseiro conhecido como taiadela.[184]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Estádio do Sernamby

São Mateus possui atualmente a Associação Atlética São Mateus[186] como único clube de futebol profissional em atividade, tendo em outrora, abrigado as atividades do extinto Matheense Football Club.[187]

A Associação Atlética São Mateus foi fundada em 13 de dezembro de 1963 e dentre outras campanhas de destaque participou do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2011 - Série D e da 1ª Divisão do Campeonato Capixaba, sendo campeão em 2009 e 2011.[188] Seu estádio é o Estádio Manoel Moreira Sobrinho, mais conhecido como Estádio Sernamby, que tem capacidade para 7 500 pessoas.[186]

Competição de Mountain Bike na Trilha do Limão

O Matheense Football Club tem sua data de fundação incerta, porém anterior à 1922. Seu melhor desempenho em campeonatos estaduais foi o Vice-Campeonato Capixaba da Série B em 1994. Seu estádio era o Estádio Othovarino Duarte dos Santos, mais conhecido como Campo do Matheense. Possuía capacidade para cerca de 1.000 pessoas e ficava localizado no Bairro Sernamby.[187]

Na cidade há a organização de vários campeonatos amadores de futebol[189] , tendo como principais: a Copa do Café, que reúne os times dos distritos de Nestor Gomes e Nova Verona;[190] a Copa Litoral, que reúne os times do distrito de Barra Nova;[191] a Copa Cidade, que reúne os times dos bairros de São Mateus;[192] a Copa da Liga, que reúne os times do interior do distrito Sede;[189] e a Copa dos Campeões, que reúnes os campeões destes torneios.[189]

Regularmente, São Mateus é palco de competições de outras modalidades esportivas, como a Copa Norte Capixaba de Mountain Bike, com todas as etapas dentro do município,[193] a Corrida Rústica, realizada sempre no dia 21 de setembro,[194] o Enduro de Verão, competição de motocross realizada em janeiro,[195] além dos Jogos Estudantis Mateenses (JEM), torneio entre as escolas do município, onde os alunos se enfrentem em partidas de diversos esportes, como voleibol, voleibol de praia, handebol, futebol society, futebol de areia, basquetebol, futsal e judô.[196]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em São Mateus há quatro feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Segundo a prefeitura, os feriados municipais são: a Sexta-Feira Santa; o dia de Corpus Christi; o aniversário da cidade e dia de São Mateus Evangelista em 21 de setembro; e o dia de São Benedito em 27 de dezembro.[73] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[197] [198]

Vista panorâmica da orla de Guriri

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Nardoto, Elizer. História de São Mateus (em português). São Mateus-ES: Editora Atlântica, 1999.
  • Nardoto, Elizer. Imigração Italiana em São Mateus (em português). São Mateus-ES: Editora Tribuna do Cricaré, 2009. ISBN 978-85-909249-0-6.
  • Sossai, Edilene Cristina Rodrigues. Gostinho Cultural do Norte do Espírito Santo (em português). Vila Pavão-ES: [s.n.], 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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