Castelo (Espírito Santo)

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Município de Castelo
Vista panorâmica do município

Vista panorâmica do município
Bandeira de Castelo
Brasão de Castelo
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 25 de dezembro de 1928
Gentílico castelense
Prefeito(a) Jair Ferraço Junior (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Castelo
Localização de Castelo no Espírito Santo
Castelo está localizado em: Brasil
Castelo
Localização de Castelo no Brasil
20° 36' 14" S 41° 11' 06" O20° 36' 14" S 41° 11' 06" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Sul Espírito-santense IBGE/2008[1]
Microrregião Cachoeiro de Itapemirim IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Vargem Alta, Muniz Freire e Alegre
Distância até a capital 144 km
Características geográficas
Área 668,971 km² [2]
População 34 826 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 52,06 hab./km²
Altitude 100 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,726 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 308 789,720 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 301,74 IBGE/2008[5]
Página oficial

Castelo é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Localiza-se a uma latitude 20º36'13" sul e a uma longitude 41º11'05" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Sua população estimada é de 37.331 habitantes.

Localizada ao sul, uma das mais belas cidades do Espírito Santo, é também uma das mais progressistas do estado. Possui um ótimo padrão de vida, sendo sua população predominantemente descendente de italianos. Seu índice de desenvolvimento humano (IDH) é 0,762 (médio alto), estando na 16ª posição entre os 78 municípios do estado.

O município tem seu relevo bastante acidentado, com temperatura média de 22°C.

História[editar | editar código-fonte]

Castelo foi inicialmente, como a maioria do territorio brasileiro, povoado por índios, estes, da etnia Botocudos e Puris que habitavam as montanhas e vales da região.

Os registros iniciais da colonização, no início do século XVIII, surge das viagens às minas gerais e da procura de ouro pelos mineradores em busca deste metal nobre. Porém a vida dos destemidos desbravadores não era nada fácil, devido aos embates com os nativos que viam suas terras serem invadidas por estranhos.

A colonização se originou especificamente na Serra do Castelo, que mais tarde daria nome à cidade, assim chamada devido a formação dos montes e vales que lembravam os castelos medievais europeus. Neste local foram encontrado os primeiros vestígios do mineral, sendo pioneiro nesta atividade extrativista o minerador Pedro Bueno Cacunda, que viria posteriormente a fundar o Arraial de Santana. Os conflitos entre os índios e mineradores não findariam por ai. Após 1770 a crise entre os nativos e os invasores se acirraram de tal maneira que os primeiros se refugiaram na gruta do Limoeiro e logo ofereceram resistência aos desbravadores, expulsando-os para as regiões vizinhas em direção à Vila de Itapemirim, acompanhando o curso do rio Caxixe, aproximadamente nas imediações da Fazenda do Centro, que viria a receber esse nome posteriormente.

Por volta de 1845 os primeiros fazendeiros da região, iniciando a exploração agrícola nas margens do rio Castelo e do Caxixe, já utilizando nesse período a mão de obra escrava, impulsionaram sobremaneira o desenvolvimento da localidade.

A partir de então, a Fazenda do Centro passou de arraial de mineração à qualidade de povoado servido de capela, senzala, engenho, paióis de café. Ressalte-se que essa propriedade foi posteriormente palco daquela que seria a primeira reforma agrária no Brasil com a aquisição da Fazenda pelos padres agostinianos que, tempos depois, a repassariam, em pequenas propriedades, a imigrantes italianos.A fazenda do Centro encontra-se exposta à visitações onde podemos ver e estar em um grande ícone do passado, história, "escravatura".

O distrito de Castelo foi criado em 31 de julho de 1881, pertencendo assim ao município de Cachoeiro de Itapemirim, vindo a conseguir sua autonomia administrativa em 25 de dezembro de 1928.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Coberto pelo relevo de rochas cristalinas, com terreno acidentado pelas derivações da Serra da Mantiqueira, a cidade exibe diversas belezas naturais: Forno Grande, Serra da Povoação, da Estrela do Norte, da Prata, do Pontão e Sete Voltas.O ponto culminante é o Pico do Forno Grande, um afloramento rochoso com cerca de 2,039 mts de altitude situado no Parque Estadual do Forno Grande. Do cume avista-se o Pico da Bandeira de um lado e o mar e as cidades litorâneas do outro.

No município há também o Parque Estadual de Mata das Flores, com remanescentes da Mata Atlântica. Assim como o Parque Estadual do Forno Grande, também é administrado pelo IEMA.

Bairros de Castelo[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a sede do município é composta por 22 bairros, totalizando uma população urbana de 25,7 mil habitantes. Seguem os bairros (ordenação alfabética):

  • Aracuí
  • Baixa Itália
  • Bela Vista
  • Cava Roxa
  • Centro
  • Esplanada
  • Exposição
  • Garage
  • Independência
  • Ivo Martins
  • Niterói
  • Nossa Senhora Aparecida
  • Pantanal
  • Pouso Alto
  • Santa Bárbara
  • Santo Agostinho
  • Santo Andrezinho
  • São Miguel
  • Vila Barbosa
  • Vila Isabel
  • Vila Nova
  • Volta Redonda

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios que cortam a cidade são o Caxixe e o Castelo que têm suas nascentes no alto das montanhas, dirigindo-se para as imediações da cidade. No passado tinham seus leitos límpidos e navegáveis, mas devido a atual degradação já não possuem as mesmas qualidades.

Economia[editar | editar código-fonte]

O município de Castelo é o segundo maior pólo econômico do sul do Estado, possuindo um comércio diversificado, e indústrias de alimentação, confecções, tintas, limpeza industrial e extração e beneficiamento de minério e outros minerais. É grande produtor de pedras ornamentais. Situa-se na cidade o maior e mais completo complexo frigorífico do Espírito Santo, pertencente a Companhia de Alimentos Uniaves (Grupo Globoaves). A indústria de tecnologia tem, nos últimos anos, crescido e vem atraindo mão de obra de outros municípios.

Na agricultura destaca-se a cultura de café arábica, tanto em quantidade como em qualidade. É em Castelo, mais precisamente na localidade de Batéia, a origem do café que representa o Brasil na World of Coffee, concurso internacional anualmente realizada em Viena, Áustria. A produção de feijão, hortaliças e frutas contribuem para geração de divisas para o município. Mais recentemente, produtores do município deram início ao cultivo de macadâmia, aliada a produção em conjunto com o café, que permite a antecipação de sua colheita.

A cidade vem constituindo-se como pólo regional de ensino, possuindo uma Faculdade e uma Universidade a distância, que mantém vários cursos de Graduação e Pós Graduação.

Turismo[editar | editar código-fonte]

É propício a prática de esportes radicais como escalada, montanhismo, vôo livre, entre outros, sendo dotado de vários pontos ideais para campeonatos de paraglider, tais como a Rampa Apeninos e do Ubá. Castelo já foi sede de importantes campeonatos de vôo livre, tanto em nível nacional quanto em mundial. Em Favereiro de 2013, Castelo foi sede da etapa brasileira do World Wingsuit Race.

Em termos de turismo religioso, destaca-se a festa de Corpus Christi, quando as ruas da cidade são enfeitadas com imensos tapetes coloridos, feitos a partir da utilização de pedras, palhas de cereais, materiais reciclados (CDs/DVDs, tampinhas de garrafas, caixas de ovos, caixas de fósforos), entre outros materiais. A extensão dos tapetes totaliza, aproximadamente, 3,5 km e, atrai público de todas as partes do Brasil.

O santuário da Nossa Senhora Rosa Mística ou Santuário de Aracuí (Santuário Imaculada Esposa do Espírito Santo), também um ponto religioso e com um forte apelo ao turismo, todo em granito, rocha mineral existente em abundância neste município capixaba.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 31 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]