Castelo (Espírito Santo)
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Nota: Para outros significados de Castelo, veja Castelo (desambiguação).
| Município de Castelo | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 25 de dezembro de 1928 | ||||
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| Gentílico | castelense | ||||
| Prefeito(a) | Cleone Gomes do Nascimento (PT) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sul Espírito-santense IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Cachoeiro de Itapemirim IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Vargem Alta, Muniz Freire e Alegre | ||||
| Distância até a capital | 144 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 668,971 km² [2] | ||||
| População | 34 826 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 52,06 hab./km² | ||||
| Altitude | 100 m | ||||
| Clima | Não disponível | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,762 médio PNUD/2000[4] | ||||
| PIB | R$ 308 789,720 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 9 301,74 IBGE/2008[5] | ||||
Castelo é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Localiza-se a uma latitude 20º36'13" sul e a uma longitude 41º11'05" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Segundo o IBGE a população em 2010 é de 34.826 habitantes.
Localizada ao sul, uma das mais belas cidades do Espírito Santo, é também uma das mais progressistas do estado. Possui um ótimo padrão de vida, sendo sua população predominantemente descendente de italianos. Seu índice de desenvolvimento humano (IDH) é 0,762 (médio alto), estando na 16ª posição entre os 78 municípios do estado.
O município tem seu relevo bastante acidentado, com temperatura média de 22°C.
Índice |
[editar] História
Castelo foi inicialmente, como a maioria do territorio brasileiro, povoado por índios, estes, da etni Botocudos e Puris que habitavam as montanhas e vales da região.
Os registros iniciais da colonização, no início do século XVIII, surge das viagens às minas gerais e da procura de ouro pelos mineradores em busca deste metal nobre. Porém a vida dos destemidos desbravadores não era nada fácil, devido aos embates com os nativos que viam suas terras serem invadidas por estranhos.
A colonização se originou especificamente na Serra do Castelo, que mais tarde daria nome à cidade, assim chamada devido a formação dos montes e vales que lembravam os castelos medievais europeus. Neste local foram encontrado os primeiros vestígios do mineral, sendo pioneiro nesta atividade extrativista o minerador Pedro Bueno Cacunda, que viria posteriormente a fundar o Arraial de Santana. Os conflitos entre os índios e mineradores não findariam por ai. Após 1770 a crise entre os nativos e os invasores se acirraram de tal maneira que os primeiros se refugiaram na gruta do Limoreiro e logo ofereceram resistência aos desbravadores, expulsando-os para as regiões vizinhas em direção à Vila de Itapemirim, acompanhando o curso do rio Caxixe, aproximadamente nas imediações da Fazenda do Centro, que viria a receber esse nome posteriormente.
Por volta de 1845 os primeiros fazendeiros da região, iniciando a exploração agrícola nas margens do rio Castelo e do Caxixe, já utilizando nesse período a mão de obra escrava, impulsionaram sobremaneira o desenvolvimento da localidade.
A partir de então, a Fazenda do Centro passou de arraial de mineração à qualidade de povoado servido de capela, senzala, engenho, paióis de café. Ressalte-se que essa propriedade foi posteiormente palco daquela que seria a primeira reforma agrária no Brasil com a aquisição da Fazenda pelos padres agostinianos que, tempos depois, a repassariam, em pequenas propriedades, a imigrigantes italianos.A fazenda do Centro encontra-se exposta à visitações onde podemos ver e estar em um grande ícone do passado, história, "escravatura".
O distrito de Castelo foi criado em 31 de julho de 1881, pertencendo assim ao município de Cachoeiro de Itapemirim, vindo a conseguir sua autonomia administrativa em 25 de dezembro de 1928.
[editar] Geografia
Coberto pelo relevo de rochas cristalinas, com terreno acidentado pelas derivações da Serra da Mantiqueira, a cidade exibe diversas belezas natuarais: Forno Grande, Serra da Povoação, da Estrela do Norte, da Prata, do Pontão e Sete Voltas.O ponto culminante é o Pico do Forno Grande, um afloramento rochoso com cerca de 2,080 mts de altitude situado no Parque Estadual do Forno Grande. Do cume avista-se o Pico da Bandeira de um lado e o mar e as cidades litorâneas do outro.
No município há também o Parque Estadual de Mata das Flores, com remanescentes da Mata Atlântica. Assim como o Parque Estadual do Forno Grande, também é administrado pelo IDAF.
[editar] Hidrografia
Os rios que cortam a cidade são o Caxixe e o Castelo que têm suas nascentes no alto das montanhas, dirigindo-se para as imediacões da cidade. No passado tinham seus leitos límpidos e navegaveis, mas devido a atual degradacão já não possuem as mesmas qualidades.
[editar] Economia
O município é o segundo pólo econômico do sul do Estado, tendo um comércio diversificado, e indústrias de confecções, tinta minerio e minerais. É produtor de pedras ornamentais. Possui uma faculdade que mantém vários cursos de graduação.
[editar] Turismo
É propício para a prática de esportes radicais como vôo livre, montanhismo, etc., possuindo vários pontos ideais para campeonatos de paraglider.
Sede de importantes campeonatos de voo livre, a nível nacional e mundial.
Em termos de turismo, destaca-se a festa de Corpus Christi, quando as ruas da cidade são enfeitadas com imensos tapetes coloridos, feitos com pedras, palhas de cereais, materiais reciclados (DVDs, tampinhas de garrafas,caixas de fósforos) e outros materiais. Os tapetes possuem num total de quase 3,5 km de extensão, atraindo gente de todo o Brasil.
O santuário da Nossa Senhora Rosa Mística ou Santuário de Aracuí (Santuário Imaculada Esposa do Espírito Santo), também um ponto religioso e com um forte apelo ao turismo, todo em granito, rocha mineral existente em abundância neste município capixaba.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.