Venda Nova do Imigrante

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Município de Venda Nova do Imigrante
Vista de parte da cidade através de um mirante.

Vista de parte da cidade através de um mirante.
Bandeira de Venda Nova do Imigrante
Brasão de Venda Nova do Imigrante
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de maio de 1988
Gentílico vendanovense
Prefeito(a) Dalton Perim (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Venda Nova do Imigrante
Localização de Venda Nova do Imigrante no Espírito Santo
Venda Nova do Imigrante está localizado em: Brasil
Venda Nova do Imigrante
Localização de Venda Nova do Imigrante no Brasil
20° 20' 24" S 41° 08' 06" O20° 20' 24" S 41° 08' 06" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Central Espírito-santense IBGE/2008[1]
Microrregião Afonso Cláudio IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Domingos Martins (L), Castelo (S), Conceição do Castelo (O), e Afonso Cláudio (N).[2]
Distância até a capital 103 km
Características geográficas
Área 187,894 km² [3]
População 20 468 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 108,93 hab./km²
Altitude 730 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,728 (ES: 13º) – alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 297 209 000 IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 14 520,66 IBGE/2010[6]
Página oficial

Venda Nova do Imigrante é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Segundo o censo demográfico de 2010, sua população é de 20.468 habitantes. Foi criado em 10 de maio de 1988, emancipando-se de Conceição do Castelo.

História[editar | editar código-fonte]

Abandonadas com o fim da escravidão, grandes fazendas da região foram divididas em pequenas glebas e vendidas, a partir do final do século XIX e início do século XX, a algumas dezenas de famílias italianas. Assim como a maioria dos municípios da região serrana, Venda Nova foi colonizada por imigrantes italianos. Os primeiros desbravadores chegaram por volta de 1892, da província de Treviso. Três anos depois dezenas de famílias deixaram as terras onde haviam se instalado inicialmente e foram para o Alto Castelo, tomando posse das áreas loteadas pelo Governo. Parte desses imigrantes italianos também ajudaram a fundar o município de Afonso Cláudio em 1892.

A união da comunidade sempre foi um forte marco em Venda Nova. Os imigrantes se juntaram para construir escolas, igrejas e até uma usina geradora de energia elétrica, capaz de movimentar máquinas de beneficiamento de café e iluminar casas e demais prédios.

Até a década de 1940, todos os habitantes da localidade eram descendentes de italianos, e só falavam a língua vêneta, ou simplesmente vêneto, língua italiana da região de mesmo nome no Nordeste da Itália. Devido à altitude do município, a construção de estradas e as comunicações em geral eram difíceis. Em 1951, o início da abertura da BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte, trouxe enorme transformação. A rodovia corta a cidade de leste a oeste e durante muitos anos funcionou como sua principal avenida.

O agroturismo foi um grande fator para o desenvolvimento da região. As dificuldades de comunicação e transporte fizeram com que os italianos fabricassem vários produtos em casa, como queijo, pães, vinhos, biscoitos, doces, massas, aguardentes e moinho para milho e café.

Em 1991, os produtores se associaram ao Centro de Desenvolvimento Regional do Agroturismo, criando e organizando roteiros de visitação para os turistas e abrindo uma lojinha no centro da cidade. Atualmente, cerca de 80 produtores participam do Agroturismo, cada um com uma peculiaridade.

O nome de Venda Nova surgiu porque antigamente havia uma pequena mercearia, que era chamada simplesmente de venda. Essa mercearia foi reformada e ficou conhecida como venda nova, dando nome ao local. Como a cidade foi colonizada por imigrantes, com a emancipação, em 1988, foi adotado o nome de Venda Nova do Imigrante para evitar confusão com outras localidades brasileiras de mesmo nome.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para

Venda Nova do Imigrante

J F M A M J J A S O N D
 
 
178
 
28
16
 
 
104
 
29
16
 
 
120
 
29
16
 
 
82
 
26
14
 
 
54
 
25
11
 
 
21
 
25
9
 
 
34
 
24
9
 
 
34
 
25
10
 
 
57
 
25
12
 
 
120
 
26
14
 
 
181
 
27
15
 
 
201
 
27
16
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: [2]

Devido à altitude e ao relevo acidentado, o município possui declividade acima de 30% em mais da metade de área, fato que contribui para os inúmeros pontos panorâmicos. A sede da cidade encontra-se a 730 metros de altitude, porém algumas localidades possuem altitudes maiores que 1.200 metros. O ponto culminante do município está a 1.548 metros. Venda Nova do Imigrante é considerada a cidade mais elevada do Espírito Santo.

Os rios do município não possuem grandes extensões, mas por outro lado são encachoeirados com belas quedas d'água. Os principais rios são: o Viçosa e o Providência, ambos compondo as bacias dos rios Castelo e Itapemirim.

Devido à sua posição geográfica, o município possui clima ameno (tropical de altitude), com duas estações: de maio a setembro (clima frio e seco) e de outubro a abril (clima ligeiramente quente e maior umidade), período este de maior índice de precipitação. As temperaturas médias anuais variam de 7,3°C a 9,4°C no mês mais frio, e de 25,3°C e 27,8°C no mês mais quente, com umidade relativa do ar em torno de 75% e um índice pluviométrico de aproximadamente 1.220 mm/ano.

A vegetação predominante é de Mata Atlântica. Em decorrência de correntes migratórias, parte da mata foi devastada para o desenvolvimento da agricultura, sendo que 30% dela encontra-se preservada e habitada por animais silvestres.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Apesar do relevo acidentado, o município é bem servido por meios de ligação terrestre com estradas em excelente estado de conservação e uma malha distribuída por toda a extensão do município, sendo que os 9,5 km ligando a comunidade de São José do Alto Viçosa à BR-262 foram asfaltados (Rodovia dos Produtores). Além das vias vicinais, o município está ligado aos grandes centros pela Rodovia Presidente Costa e Silva (BR-262) - que corta a cidade ligando Venda Nova à Belo Horizonte e Vitória, acedendo à BR-101 - e pelas rodovias estaduais ES-166 Pedro Cola (Castelo) e ES-472 Francisco Vieira de Mello (Conceição do Castelo).

Há uma subestação da Escelsa, responsável pelo fornecimento da energia para todo o município e outras partes da região.

O fornecimento de água tratada é de responsabilidade da CESAN, atendendo a sede e o distrito de São João de Viçosa, além de acompanhar o abastecimento nas comunidades rurais fiscalizando as nascentes e reservatórios, uma vez que 70% das propriedades rurais utilizam-se das nascentes. Cerca de 65% das propriedades possuem fossas sépticas e o município atingiu, em 1999, o índice de 100% de cobertura do saneamento básico nas áreas residenciais com a conclusão das Estações de Tratamento de Esgoto nas localidades de São João de Viçosa, Bicuíba, Camargo e Alto Caxixe, além da que já existe na Sede. O serviço de limpeza pública é diário; todo o lixo domiciliar recolhido é encaminhado para tratamento em aterro sanitário.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Fachada da Igreja São Pedro.
Festa da Polenta

O município de Venda Nova do Imigrante é nacionalmente conhecido pela forte influência da cultura dos ancestrais italianos, uma manifestação dessa influência pode ser vista na Festa da Polenta. Realizada sempre na segunda semana de outubro, durante três dias, a festa resgata a cultura italiana com atrações como danças, músicas e comidas típicas.

Casas coloniais

Venda Nova possui 17 casas do século XIX, feitas de estuque, assoalho de madeira, engradamento em palmito e telhado colonial. A casa dos Scabelo, construída em 1825, é a mais antiga do município.

Cachoeira do Alto Bananeira

Cachoeira com sete quedas entremeadas na Mata Atlântica.

Acesso no km 106 da BR-262, mais 4,8 km de estrada.

Casa da Cultura

Possui museu com mais de 600 peças que contam a saga da colonização italiana em Venda Nova, iniciada em 1892.

Centro da cidade. Funciona de segunda a sexta, de 8 às 17h.

Caxixe Frio

A paisagem do lugar é encantadora, com vista para a pedra do Forno Grande e Pedra Azul, em Domingos Martins. Esta região é a maior produtora de morango e hortaliças do Estado.

Acesso no km 98,5 da BR-262.

Igreja de Pindobas

Esta foi a primeira igreja do município, e está bem conservada.

Acesso pela rodovia Pedro Cola, km 8, Pindobas.

Mirante da Torre de TV

Daqui pode-se ter uma visão panorâmica do Pico do Forno Grande, da Pedra Azul e de toda a cidade de Venda Nova do Imigrante. A rampa para asa delta e parapente abusa dos 1.189 metros de altura do morro. Leva ainda à Pedra do Rego, um dos pontos mais altos do município.

Acesso no km 106 da BR-262, mais 6,7 km de estrada.

Missa na Igreja de São Pedro

Após a missa das 9h, no domingo, cantarola italiana com um bom vinho.

Morro do Filleti

Com 1.110 metros de altura, este morro também possui rampa para decolagem de asa delta e parapente. O acesso é fácil para qualquer veículo e o local é apropriado para caminhadas.

Entrada no km 99,2 da BR-262, a 6 km da sede.

Pedra do Já 7

Mirante e rampa para decolagem de asa delta e parapente. A altura é de 1.211 metros. Próprio para caminhada ecológica.

Entrada no km 108 da BR-262.

Serra do Engano

Uma estrada sinuosa, com vista panorâmica, leva à cachoeira dos Barcelos e ao pico da Pedra do Garrafão, a 1.548 metros de altitude.

Vale de Lavrinhas, a 2 km da sede.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. [1]
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto Municipal 2006-2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 01 ago. 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]