Belo Vale

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Município de Belo Vale
"Rainha das Tangerinas"
Belo Vale1.jpg

Bandeira de Belo Vale
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 17 de dezembro
Fundação 17 de dezembro de 1938
Gentílico belovalense
Lema Belo Vale Livre para Crescer
Prefeito(a) Wanderlei de Castro (PMDB)
(20092012)
Localização
Localização de Belo Vale
Localização de Belo Vale em Minas Gerais
Belo Vale está localizado em: Brasil
Localização de Belo Vale no Brasil
20° 24' 28" S 44° 01' 26" O20° 24' 28" S 44° 01' 26" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Microrregião de Itaguara IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba
Distância até a capital 82 km
Características geográficas
Área 365,437 km² [2]
População 7 536 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 20,62 hab./km²
Altitude 797 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,733 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 47 930,000 mil IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 6 416,28 IBGE/2009[5]
Outras informações
Ficha técnica
CEP 35473-000
Padroeiro São Gonçalo
Vínculo diocesano Arquidiocese de Belo Horizonte
Comarca Belo Vale
Vereadores 9
País BRAlogo1.png Brasil
Macrorregião Sudeste
Área urbana 5 km²
Frota de Veículos 2.158 (2010)
Empresas 234 registradas(2009)
População Ocupada 814 (2009)
Índice Gini 0,39 est. 2003
Número de Agencias Bancarias 2 (2009)
Movimento Financeiro R$126.639.568,00 (2005)
Alunos Matriculados 1.566 (2009)
Consumo de Energia Eletrica 4.602 MW (2003)
Consumo de Água 1.301.678 M³ (2008)
Eleitores 7.129 est.(2008) TRE-MG

Belo Vale é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2010 era de 7.536 habitantes.

Por estar localizada no quadrilátero ferrífero, é uma cidade onde se notifica intensa atividade de extração de minério de ferro. A economia da cidade se vê voltada para a agricultura, evidenciada pela produção de Tangerina Pocan.

Belo Vale possui um setor turístico relativamente atrativo, onde encontra-se cachoeiras belíssimas, a famosa Fazenda Boa Esperança e o Museu do Escravo,com peças e utensílios usados pelos Senhores de Escravos, é o único museu no Brasil exclusivo da época da escravidão.

Seus principais distritos são: Salgado, Laranjeiras, Roças Novas, Costas, Pintos, Santana, Lajes, Curral Moreira, Chácara, Moreira, Posse, João Alves, Noiva do Cordeiro, Chacrinha, Pedra, Troia, Arrojado, Palmital, Boa Morte e Barra Nova.

Em termos de festividades, destacam-se a Semana Santa com encenações na praça da igreja, a festa de Nossa Senhora de Santana em 26 de julho, o rodeio, relizado em setembro e o pré-carnaval Mamãe Virei Bicha, uma semana antes do carnaval.

Índice

[editar] História

Em 1573, o explorador Sebastião Fernandes Tourinho, sai de Porto Seguro e desce pelo Vale do Jequitinhonha descobrindo minas de esmeraldas. Sucessivas expedições, chefiadas por Antônio Dias Adorno, Mauro Azevedo, Antônio Rodrigues e Bartolomeu Bueno. Durante décadas seguem por este caminho. Visam não somente a exploração de pedras preciosas e ouro, mas também estão imbuídos do firme propósito de escravizar índios.

Alguns registros históricos mencionam que já em 12/03/1603, o Bandeirante Nicolau Barreto chegou ao sertão do Rio Paracatu, afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, bem perto da região conhecida como Vale do Paraopeba.

Em 21/09/1664, Fernão Dias Paes Leme, recebe da Coroa Portuguesa, uma carta régia, na qual era mencionada a existência de riquezas em solo mineiro. Abria-se assim o processo para a exploração oficial destas terras.

Em 20/12/1672 o rei de Portugal, já conhecedor das riquezas abundantes por estas terras mineiras, outorgou a Fernão Dias Paes Leme uma carta patente, onde era nomeado Governador das minas de prata e esmeraldas e detentor do direito de explorar pedras preciosas.

Em 1673, Matias Cardoso de Almeida, capitão e mestre de campo, partiu de São Paulo com 125 homens aproximadamente, organizando lugares de pouso e plantações para suprir a Bandeira de Fernão Dias. Matias Cardoso era um experiente sertanista que já havia atingido algumas vezes a Serra da Mantiqueira e Espinhaço, sendo por isto escolhido para seguir na frente. Na mesma região, onde mais tarde seria fundado o segundo povoado mineiro, Matias Cardoso de Almeida formou um conjunto de roças de grãos e víveres, que serviria para abastecer e suprir novas bandeiras. Estas roças receberam o nome de Roças Novas de Matias Cardoso de Almeida. Segundo alguns, provavelmente este é o mesmo lugar onde se localiza o povoado belovalense de Roças Novas.

Em 21/07/1674, Fernão Dias começou sua aventura na companhia de grande comitiva, com aproximadamente 1241 homens. Nesta comitiva se destacavam entre outros, seu irmão sacerdote e católico, Padre João Leite da silva, seu genro Manoel Borba Gato, seu filho Garcia Rodrigues Paes e um segundo, filho bastardo, José Dias - que mais tarde se rebelou contra o pai. E ainda: Antônio Bicudo de Alvarenga, Antônio Gonçalves Figueira, Antônio do Prado da Cunha, Baltazar da Costa Veiga, Bartolomeu da Cunha Gago, Belchior da Cunha, Diogo Barbosa Leme, Domingos Cardoso Coutinho, Francisco Pires Ribeiro, João Bernal, João Carvalho da Silva, José de Castilhos, José de Seixas Borges, Marcelino Teles, Pedro Leme do Prado e seu sobrinho Francisco Dias da Silva. Este liderava os índios que o acompanhavam na missão. Partindo de São Paulo, da capitania de São Vicente, seguindo o curso do Rio Tietê e passando pelo Vale do Paraíba, chegaram à Serra da Mantiqueira. A partir dali, atingiu e fundou novas terras, incluindo Ibituruna, que é o primeiro povoado de Minas Gerais, nas proximidades do Rio das Mortes, oito meses depois de ter iniciado o percurso.

Já no ano de 1675, a Bandeira chegou numa linda região, às margens do Rio Paraopeba (que quer dizer rio do peixe chato) e ali fundou o segundo povoado de Minas gerais, São Pedro do Paraypeba.

Em 09/03/1681, D. Rodrigo de Castelo Branco, de origem portenha (Castel Branco), saiu de São Paulo como enviado real para encontrar a Bandeira de Fernão Dias , acompanhado de um dos filhos do bandeirante. Quando se encontrava repousando no povoado de São Pedro do Paraypeba (Distrito Belovalense, Santana do Paraopeba), foi surpreendido com a chegada da Bandeira chefiada por Garcia Rodrigues Paes. Esta voltava do sertão, das paragens do Vupabuçú, trazendo o corpo do bandeirante Fernão Dias Paes que morreu sem encontrar as pedras preciosas, que na verdade encontrou turmalinas. Em 28/06/1681, o nome de São Pedro do Paraypeba foi oficializado quando aconteceu a transcrição do primeiro documento público, realizado em toda a história de Minas Gerais. Isto se deu em razão deste fato ter sido na véspera do dia dedicado ao apóstolo Pedro. Hoje, infelizmente, este lugar está reduzido a umas poucas ruínas.

Entre os anos de 1675 e 1681, fazia parte da Bandeira de Fernão Dias, o Sr. Antônio Gonçalves Figueira. Alguns historiadores, entre eles Décio Lima Jardim e Márcio Cunha Jardim, creditam a fundação do arraial. Este arraial fica a 8 Km de Sant’Ana, e mais tarde, ficou conhecido como São Gonçalo da Ponte.

Em 04/04/1750 a igreja de Santana do Paraopeba foi provida de vigário.

Em 1757, dois portugueses, Gonçalo Álvares e Paiva Lopes chegaram ao arraial, próximo ao Rio Paraopeba, onde construíram duas igrejas. Uma dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte, localizada a 06 Km do arraial e inaugurada em 1760. A segunda dedicada a São Gonçalo e inaugurada em 1764. Posteriormente, com a construção de uma ponte em frente à igreja, o arraial passou a ser conhecido com São Gonçalo da Ponte.

Em 1826 a igreja de São Gonçalo da Ponte também foi provida de vigário. Em 1832, com o decreto de 14/07, os curatos de Santana do Paraopeba e São Gonçalo passaram a pertencer ao curato de Bonfim da comarca de Ouro Preto. Em 1839, foi aprovada a Lei 116 de 09/03 criando o distrito de São Gonçalo da Ponte, em Bonfim. Perdeu esta condição em 01/04/1842 (Lei 1667) e recuperando o “status” de distrito através da Lei 472 de 31/04/1850. Em 04/07/1857, de acordo com a Lei 816, o Distrito de São Gonçalo da Ponte foi elevado à condição de freguesia. Pela Lei 1254 de 25/11/1865 a freguesia foi transferida para Santana do Paraopeba. Voltou para São Gonçalo da Ponte em 16/09/1870 (Lei 1667) e novamente para Santana do Paraopeba em 30/11/1880 (Lei 2706). Em 1881, São Gonçalo da Ponte readquiriu a condição de freguesia.

Em 1914, o professor Mário França Pinto, encantado com a beleza da região exclamou: “que belo vale”! Foi proposta ao Congresso Mineiro a mudança do nome do Distrito. Em 18/09/1914 a Lei estadual 622 alterou o nome de São Gonçalo da Ponte para “Bello Valle”.

Também em 1914, operários e engenheiros chegaram na região para abrir a malha ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB).

Em 20/06/1917 é inaugurada a sede da estação ferroviária de Bello Valle, aportando na região imigrantes , empresários e comerciantes. Com isto, o distrito de Belo Vale começou a crescer e a se desenvolver, surgiram pequenas fábricas, um jornal e um comércio variado, que se destacou na região.Enquanto circulou o trem de passageiros, a estação era ponto de encontro, especialmente da juventude, que ali se encontrava nos horários de chegada e partida dos comboios. Muitas famílias originaram-se em romances que ali nasceram, num momento mágico e eternizado no tempo.

Estação de Bello Valle

No ano de 1926 é construída a ponte Melo Viana, obra magestosa para época, toda feita de cimento(na época o cimento era importado da Europa).

Em 1938 o então interventor de Minas Gerais Benedito Valadares institui o município de Belo Vale se emancipando de Bonfim.

Também passaram a imcorporar o município de Belo Vale os distritos de Santana do Paraopeba, Moeda e Coco.

Em 1953 os distritos de Moeda e Coco se emancipam de Belo Vale com a criação do município de Moeda. no mesmo ano é criada a Comarca em Belo Vale.

Depois de vários anos Belo Vale se tornou da Comarca de Congonhas. Mas há poucos anos atrás foi refeita a comarca de Belo Vale, que abrange os municípios de Belo Vale e Moeda.

[editar] Geografia

[editar] Território

O município de Belo Vale possui 365km², representando 0,0623% do estado, 0,0395% da região sudeste e 0,0043% do território nacional.

O município de Belo Vale divisa com os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais e Jeceaba.

O seu perímetro urbano representa em torno de 5km².

O município possui apenas dois distritos sendo Belo Vale e Santana do Paraopeba(Costas).

Suas principais localidades rurais são Boa Morte, Pintos, Arrojado Lisboa, Chacrinha, Laranjeiras, Chácara dos Cordeiros, Roças Novas de Baixo, Roças Novas de Cima, Noiva dos Cordeiros, Vargem de Santana, Costas, Palmital, João Alves e Lages.

[editar] Localização e Distâncias

Belo Vale esta localizado na região central do estado de Minas Gerais.

Belo Vale esta localizado dentro do Quadrilatero Ferrifero de Minas Gerais.

A sede municipal se encontra a 21 km da BR-040 a principal ligação do município, a 82 km da capital Belo Horizonte, 42 km de Congonhas, 14 km de Moeda, 95 km de Itaúna, 395 km do Rio de Janeiro, 660 km de São Paulo, 805 km de Brasília, 570 km de Vitória por meio rodoviário.

Já por meio ferroviário Belo Vale esta a 110 km de Belo Horizonte, 52 km de Congonhas, 16 km de Moeda, 530 km do Rio de Janeiro, 811 km de São Paulo, 1283 km de Brasília, 816 km de Vitória. Seus muinicípios vizinhos são Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba, Congonhas e Ouro Preto.

[editar] Relevo

A região central da cidade esta localizada a 810 metros, mas o ponto mais alto da cidade chega a 900 metros aonde estão localizadas as antenas.

A sua altitude maxima esta localizada no alto da serra do mascate a 1.612 metro de altitude e sua minima a 786 metros no leito do rio paraopeba.

O relevo é considerado 20% plano, 70% ondulado e 10% montanhoso.

Por causa de seu relevo e dificil a entrada de industrias de grande porte no município devido a dificuldade de escoação dos produtos.

[editar] Hidrografia

O índice pluviometrico anual de Belo Vale é 1.670mm.

Seu principal rios são o rio paraopeba e o ribeirão dos paivas, todos sendo afluentes da bacia do rio São Francisco.

[editar] Clima

O município de Belo Vale possui um clima semelhante a de toda a maioria do estado de Minas Gerais. O clima Tropical de Altitude.

Suas temperaturas médias anuais são de 18ºc, mas as maximas chegam até 23ºc e suas minimas até 14ºc.

[editar] Demografia

O Municipio de Belo Vale possui 7.536 habitantes segundo o censo de 2010.

Desde o ano de 1970 a população de Belo Vale esta se decrescendo. A partir de 2009, a população está retornando o seu crescimento. Veja no quadro abaixo:

Vista do centro de Belo Vale
Ano População Urbana Rural
1970 8.746 2.383 6.363
1980 7.247 2.256 4.991
1991 7.040 2.471 4.569
2000 7.429 3.136 4.293
2007 7.262 3.680 3.582
2009 7.470 4.290 3.180
2010 7.536 3.295 4.291

Destes segundo a estimativa 2010, a população urbana de Belo Vale é de 3.295 habitantes e da zona rural é 4.291 habitantes. Veja a evolução da população urbana e rural.

O que se pode registrar é um decrescimento populacional ao longo dos últimos 40 anos, mais devido a migração do povo belovalense a outras cidades como Belo Horizonte, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, entre outras, em busca de estudos para maior qualificação profissional e emprego.

[editar] Bairros de Belo Vale

Os atuais bairros de Belo Vale são:

  • Barra Nova
  • Bela Vista
  • Boa Vista
  • Catombeira
  • Centro
  • Estruão
  • Ipanema
  • Niterói
  • Ponte Queimada
  • Residencial Belo Vale
  • Santo Antônio
  • São Francisco
  • Tijuca
  • Vila Carijós
  • Vila das Pereiras
  • Vila do Rosário

[editar] Economia

A Economia do Município se baseia principalmente na agropecuária. Seu PIB de 2008 era R$44.552.000,00. Veja a evolução do PIB nos últimos anos:

Ano PIB Crescimento Setor Agropecuario Setor Industrial Setor de Serviços PIB per capita
1999 R$15.145.130,00 8,54% R$3.522.220,00 R$1.949.550,00 R$9.613.740,00 R$2.135,52
2000 R$17.667.950,00 14,27% R$3.653.170,00 R$3.242.000,00 R$10.772.590,00 R$2.370,26
2001 R$18.864.470,00 6,34% R$3.350.120,00 R$2.802.070,00 R$12.712.280,00 R$2.516,26
2002 R$21.720.590,00 13,14% R$3.717.540,00 R$3.058.410,00 R$13.728.980,00 R$2.880,33
2003 R$26.876.480,00 19,18% R$5.874.580,00 R$3.662.770,00 R$15.642.410,00 R$3.543,37
2004 R$28.257.640,00 4,88% R$5.839.730,00 R$3.819.210,00 R$16.701.170,00 R$3.703,98
2005 R$30.817.760,00 8,30% R$5.518.310,00 R$4.185.920,00 R$18.662.120,00 R$4.016,39
2006 R$31.505.110,00 2,18% R$5.113.490,00 R$4.724.290,00 R$19.936.760,00 R$4.082,56
2007 R$35.286.000,00 10,71% R$6.040.000,00 R$5.743.000,00 R$21.742.000,00 R$4.856,00
2008 R$44.552.000,00 20,79% R$9.565.000,00 R$6.767.000,00 R$28.220.000,00 R$5.962,47
2009 R$47.930.000,00 7,04% R$9.656.000,00 R$7.915.000,00 R$30.359.000,00 R$6.416,28

[editar] Agropecuário

O principal de gerador de empregos no município de Belo Vale é o setor primário ou agropecuario. Registra um PIB de R$9.656.000,00 no ano de 2009.

Na agricultura é grande o destaque as culturas de citros (tangerina pokan, laranjas, etc), milho, feijão, batata doce, etc.

Belo Vale e o maior produtor de tangerina pokan de Minas Gerais
Ano da Produção de Tangerina Quantidade Produzida (toneladas) Valor da Produção (reais) Área Plantada (hectares) Área Colhida (hectares) Rendimento Médio (Kg por hectare)
2004 2.790 698.000 620 620 4.500
2005 9.300 2.325.000 620 620 15.000
2006 2.728 818.000 620 620 4.400
2007 2.500 875.000 625 625 4.000
2008 9.375 6.188.000 625 625 15.000
2009 6.375 10.838.000 972 972 6.558



Hoje Belo Vale é o maior produtor de Tangerina Pokan do estado de Minas Gerais.

A Pecuária se apresenta como grande criador de gado de corte. Nossas pastagens naturais (capim gordura e jaraguai), são o sustento para que o rebanho esteja gordo na entre-safra.

Belo Vale possui um grande rebanho nelore
Rebanho Cabeças
Bovino 14.400
Eqüinos 394
Suínos 1.700
Galináceos 17.920
Caprino 20
Muares 32

A criação de equino das raças Campolina, Mangalarga marchador e Pôneis, despontam como uma nova fonte na economia do município.

[editar] Indústria

O setor secundário ou industrial de Belo Vale detém de um PIB no ano de 2009 de R$7.915.000,00.

O município tem pequenas industrias de produçao de tijolos e blocos.

Possui também alambiques de produção de cachaça de excelente qualidade.

Se ve também em Belo Vale uma grande extração de minerio de ferro que é retirado da serra do mascate, pelas companhias: Vale, CSN, Itaminas, Nogueira Duarte, Polaris, além da extração de areia realizada no rio paraopeba e ribeirão dos paivas pela mineradora Rosa do Vale.

Além de pequenas fábricas alimenticias na produção de doces, bicoitos, etc.

No povoado de Noiva do Cordeiros possui uma pequena fabrica de Lingerrie e produtos de limpeza.

[editar] Serviços

O setor terciario ou serviços é a principal fonte do PIB de Belo Vale tendo no ano de 2009 um PIB de R$30.359.000,00.

Belo Vale é um município que possui duas agencias de bancos(Banco do Brasil e Bradesco), alem do Banco Postal localizado na agencia dos Correios e também possui uma agencia das lotericas da Caixa Economica Federal.

Belo Vale é um grande fornecedor de serviços para o município vizinho de Moeda.

O comércio local é pequeno com lojas desde de géneros alimenticios a roupas.

Também contamos com o Sindicato dos Produtores Rurais de Belo Vale, Moeda e Piedade Gerais, sediado em Belo vale, que objetiva organizar e ajudar os produtores rurais.

[editar] Transportes

Atualmente Belo Vale possui uma rodoviaria, com bilheterias, lanchonete e loja de lembrançinha.

[editar] Transporte Rodoviario Municipal

Belo Vale possui varias linhas de ônibus que fazema ligação entre a zona rural e a cidade. Segue abaixo as principais comunidades rurais que tem linhas de transporte

  • Roças Novas de Baixo
  • Roças Novas de Cima
  • Boa Morte
  • Pintos
  • Costas
  • Vargem de Santana
  • Laranjeiras
  • Chacara dos Cordeiros


[editar] Transporte Rodoviário Interurbano

Belo Vale possui linhas que ligam a cidade a Belo Horizonte e a Congonhas. Estas linhas são operadas pela empresa Pássaro Livre.

[editar] Transporte Ferroviário

A anos o transporte de pessoas não é mais utilizado, mas a MRS logistica S/A opera no município com o tranporte de cargas e principalmente na escoação do minerio de ferro produzido na serra.

[editar] Transporte Aéreo

O relevo no município de Belo Vale impossilita a criação de um aeroporto. Os helicópteros usam os campos de futebol da cidade para pousarem.

[editar] Educação

98% das 3000 crianças belovalenses em idade escolar estão nas salas de aula. São 3 escolas no centro e 19 nos arredores da cidade.

A Escola Estadual Gama Cerqueira, com 1200 alunos, é a única que oferece os cursos completos de ensinos fundamental e médio.

Também na Escola Gama Cerqueira tem o Grêmio Estudantil para a representação dos estudantes.

Nas demais, todas municipais, somente as quatro primeiras etapas do ensino fundamental.

Os alunos das quatro últimas etapas do ensino fundamental e os do ensino médio que moram nos distritos são trazidos/levados de onibus. São três turnos: manhã (7h às 11h30), tarde (12:30h às 17h) e noite (16:30h às 22h45). Todas as escolas são gratuitas.

Há também, no centro, 2 escolas pré - escolares - uma municipal, outra particular. E ainda dois outros cursos particulares - Inglês e Informática.

Há pouco tempo foi instalado no município uma escola tecnica que oferta cursos de otima qualidade para os jovens Belovalenses.

Há de se reconhecer a ótima qualidade de ensino do município, comprovada pelo alto índice de aprovações dos jovens belovalenses em vestibulares de BH e outras grandes cidades.

Abaixo seguem os índices de Analfabetismo do ano 2000

Idade Porcentagem
7 a 9 anos 3,96%
10 a 14 anos 2,03%
15 a 17 anos 1,47%
18 a 24 anos 3,06%
Acima de 25 anos 14,17%

[editar] Saúde

A saúde do município de Belo Vale possui altos índices de qualidade.

A cidade possui um hospital com maternidade incluida, além de laboratorio de exames. Esse mesmo hospital atende a todo o município e a cidades vizinhas como Moeda. Também possui convenio com a Prefeitura Municipal de Belo Vale e com o plano de saúde UNIMED.

O município também conta com uma policlinica com vários tipos de especialidades e medicos a atender a polpulação. Algumas das especialidades são cardiologista, otorrino (Dr. Rodrigo Marcio Morais), pediatra, odontologia entra outros.

A partir do ano de 2005 foi implantado o PSF-Programa Saúde da Família, que abrange quase 100% das famílias belovalenses. Possui ainda muitos postos de saúde na zona rural do município com 5 equipes do PSF.

[editar] Administração

Prefeito: Wanderlei de Castro (2005/2012)(PMDB)

Vice-Prefeito: Simião Januário do Carmo (PMDB)

Presidente da Câmara: Ana Lúcia Fernandes de Castro Parreiras(2011/2012)(PMDB)

Juiz da Comarca: Dr. José Aluízio Neves

[editar] Poderes

Atualmente Belo Vale possui como sede do Poder Executivo a Prefeitura Municipal. Já para o Legislativo possui a Câmara Municipal, e para o Judiciario Belo Vale tem o fórum que abrange a Comarca dos Municípios de Belo Vale e Moeda.

[editar] Legislativo

O poder legislativo de Belo Vale é representado pela Camara de Veredores, que são responsáveis pela apreciação e aprovação das leis municipais. A cidade é representada por 9 vereadores. A Presidente é Ana Lúcia Fernandes de Castro Parreiras, Vice-presidente é Maurício Rodrigues Pereira e o Secretario da Mesa Geraldo Salvador dos Santos. A Câmara tem duas Assessoras Administrativas da Presidência, Sras. Simoni Ana de Paula e Daiane Helena. O Assessor Contábil é o Sr. Geraldo Evangelista e o Assessor Jurídico é o Dr. Antônio Geraldo Malta de Moura. Abaixo segue os seguintes vereadores e partidos.

Vereador Partido
Geraldo Salvador dos Santos PP
Ronei Barbosa da Silva PTB
Mauricio Rodrigues Pereira PTB
Ana Lucia Fernandes de Castro Parreiras PMDB
José de Moura Rocha PMDB
José Vicente do Carmo PMDB
Ataides Geraldo Teixera PSDB
Antonio de Castro Malta Filho PSDB
Dionisio Carlos Fernandes PSDB

[editar] Executivo

O Poder Executivo de Belo Vale é representado pelo Prefeito, Vice-prefeito e Secretarios Municipais, que são responsáveis pela aprovação das leis municipais. O atual prefeito de Belo Vale é Wanderlei de Castro e o Vice-prefeito é Simião Januário do Carmo. Abaixo segue a relação dos prefeitos belovalenses a partir de 1970.

Prefeito Gestão Partido
Wanderlei de Castro 2009/2012 PMDB
Wanderlei de Castro 2005/2008 PMDB
Mathuzalém de Castro Braga 2001/2004 PSDB
João Eustaquio 1997/2000 PFL
José Fernandes Braga 1993/1996 PMDB
João Eustaquio 1989/1992 PMDB
José Fernandes Braga 1983/1988 PMDB
Antonio Pinto Ribeiro Junior 1979/1982 ARENA
José Vitarelli 1975/1978 ARENA
Antonio Pinto Ribeiro Junior 1970/1974 ARENA

[editar] Judiciário

Belo Vale possui atualmente um fórum que reside a comarca de Belo Vale, que abrange os municípios de Belo Vale e Moeda, sendo o Juiz Presidente da Comarca o Dr. José Aluízio Neves e a Promotora Dra. Fernanda.

Na comarca de Belo Vale possui também o Cartório Eleitoral das cidades de Belo Vale e Moeda também tendo o Sr. José Aluízio Neves como o Juiz titular.

[editar] Turismo

[editar] Atrações Históricas

O turismo de Belo Vale conta com um grande potencial ainda pouco explorado. Os pricipais destaques turístcos são:

Fazenda Boa Esperança,A Fazenda da Boa Esperança está localizada a 5 km do município de Belo Vale. Construída provavelmente no último quartel do século XVIII, pertenceu por muito tempo à família Monteiro de Barros, tendo sido adquirida por volta de 1790 pelo Barão de Paraopeba, Romualdo José Monteiro de Barros, dos seus construtores, os Mendonça. A propriedade, por sucessão passou a seus herdeiros, a outros, e por último aos senhores Ântonio Pinto Ribeiro Júnior e Geraldo Magela Pinto que a venderam ao Estado de Minas Gerais e, por este, foi doada ao IEPHA/MG - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Lei nº 6.485 de 25 de novembro de 1974). Senhor de ricas lavras, o Barão de Paraopeba, que chegou a ser presidente da Província de Minas em 1830, viveu nesta tradicional Fazenda na época do Império, tendo hospedado várias vezes o monarca D. Pedro II, quando das suas visitas a Minas. Nessa época, segundo informações, a Boa esperança matinha uma senzala com mais de 800 escravos, cujas ruínas ainda podem ser vistas junto ao pátio fronteiro à fachada principal.

Fazenda Boa Esperança construída na época do Império

A arquitetura rural mineira mais que a urbana, apresenta soluções bastantes peculiares se comparadas com as paulistas ou litorâneas. No norte, o tipo predominante é a casa de 2 pavimentos com varanda de canto; em São Paulo, a casa baixa de 2 pavimentos com varanda de canto; em São Paulo, a casa baixa de taipa de pilão, construída sobre terreno plano, com varanda aberta entalada entre 2 cômodos externos. É uma arquitetura que se caracteriza funcionalmente pela boa distribuição das plantas, parte nobre, inteira e de serviço, autonomamente entrosadas, plasticamnete singelas, mas agenciadas em boas proporções e harmonicamente dispostas. Segundo Lúcio Costa, ostentam uma "saúde plástica perfeita"; as composições são claras, limpas, definidas bem moduladas e rítmicas. A Fazenda Boa Esperança ocupa uma área de cerca de 318 hectares que integram um interessante conjunto arquitetônico e paisagístico. A sede da Fazenda é tombada pelo antigo IPHAN, com apareceres do professor Lúcio Costa, do historiador Salomão de Vasconcelos e escritor Carlos Drummond de Andrade, desde 27 de agosto de 1959 e pelo IEPHA/MG, que através do decreto nº 17.009, de 27 de fevereiro de 1975, englobou no seu tombamento os anexos e todo o conjunto paisagístico formado por pequenas matas, cursos d'água e cachoeiras. Em síntese, resistindo ao tempo e às intempéries, a sede da Fazenda conseguiu sobreviver guardando os indícios da opulencia de outrora e mantendo o caráter do tratamento adotado para as construções mineiras da época.

Museu do Escravo, A 82km de Belo Horizonte, em Belo Vale, há um bonito museu em homenagem aos escravos. Num casarão de vários cômodos, na Rua Dr. Antônio Freitas Vitarelli, o turista vai encontrar várias peças do Ciclo do Ouro, instrumentos de tortura, literaturas e exposições. Também muitas peças dos senhores dos escravos, num ambiente com mobiliário e louças, numa clara tentativa de confrontar a vida de riquezas com a miséria dos escravos. No pátio do Museu há réplica de uma senzala.

Único museu exclusivo da época da escravidão

O Museu foi criado em Congonhas do Campo, nas dependências da Basílica do Senhor Bom Jesus. Em 1977 foi transferido para a Fazenda da Boa Esperança, em Belo Vale, e oficializado através de Lei Municiapl nº 504/75 de 10 de abril. Em 13 de Maio de 1988, primeiro centenário da abolição, foi inaugurado o prédio atual em estilo colonial, projetado por Paulo Bojanic. Composto de seis salas, o Museu conserva aproximadamente 3.500 peças. Entre instrumentos de repressão aos negros, imagens sacras e oratórios do século XVIII, destacam-se: mordaça, chibambo, tronco, gargalheiras, calceta de bola, liteira pertencente ao primeiro arcebisbo de Minas, negro, Don Silvério Gomes Pimenta, a edição do jornal da abolição e carta do Sumo Pontífice Paulo VI, congratulando-se com a criação do museu e enviando um quadro ao Papa Leão XIII, que tinha mandado ao Princesa Isabel a Rosa de Ouro. Ao fundo, um amplo pátio ladeado pela senzala, ao centro há um pelourinho. Na senzala, estão espostos grande parte das indumentárias do filme Quilombo dos Palmares, cedidas por Cacá Diegues. Como complemento, a Biblioteca Municipal, prédio em anexo, contém mais de mil títulos sobre a cultura dos índios e dos escravos negros. O Criador do Museu: Padre José Luciano Jaques Penido é natural da cidade de Belo Vale. Atualmente é assistente de diversas pastoarais e associações religiosas, na Paróquia de Santo Afonso, na cidade do Rio de Janeiro. Questionando sobre a discriminação e a cultura negra africana, ele diz: "A Cultura Indígena e Negra é apreciada em todo o mundo. Antigamente a noção de cultura tinha outro significado e se restringa às artes e costumes europeus, assim civilizados. A cultura dos índios e dos escravos negros não era reconhecida como tal no Brasil". Uma aula viva: A Prefeitura de Belo Vale também colabora. Hoje, a Prefeitura é responsável pela manutenção e limpeza do Museu, como também pagamento dos salários dos funcionários que ali trabalham. O Museu do Escravo é um ponto de referência em Belo Vale. Nada mais justo que o museu tenha sidobatizado com o nome de seu criador, Padre Dr. José Luciano Jacques Penido. Uma placa e uma pintura do retrato do Padre Penido estão na sala de entrada do Museu. Para todos os visitantes, o Museu do Escravo é uma verdadeira aula viva que resgata a história de um tempo de grande contraste, uma estrutura que gerou riquezas de poucos e causou sofrimento de muitos. Um aplauso e elogio mais que merecidos ao Padre Penido pela idéia, iniciativa e coragem de construiur o Museu do Escravo, que ficará, certamente como uma contribuição da família Jacques Penido, que se mudou para outra cidade mas não esqueceu a terra natal..

Calçada, trecho da Estrada Real, É uma estrada que sobe a Serra do Mascate e liga a Fazenda da Boa Esperança ao Forte das Casas Velhas, usada no século XVIII pelos que trafegavam do Rio de Janiero a Ouro Preto para os sertões do Paraopeba e São Francisco. Esta estrada é toda calçada em pedras grandes e com obras de arte como canaletas para água pluvial, muretos para proteção dos passantes, onde existem barrancos. A vista do vale, é linda. Esta estrada foi muito usada pela nobreza, que algumas vezes se hospedava na Fazenda da Boa Esperança e também a utilizava para transportar sua produção. Ao que tudo indica, era uma estrada vicinal que ligava a Fazenda à Estrada Real..

Igreja de Santana, Antigo arraial de São Pedro do Paraypeba, mais tarde distrito de ordenança de Sant'Ana e São Gonçalo da Ponte, é o lugar histórico onde, em uma tarde de Junho de 1681, duas caravanas se encontravam: uma vinda de São Paulo, pelo Rio das Mortes, com 240 componentes chefiada por Dom Rodrigo de Castel Blanco e pelo mestre de campo Matias Cardoso de Almeida, e outra regressando das longínquas paragens de Vupuaçú com o saco das esmeraldas e o corpo embalsamado do egrégio Governador Fernão Dias Paes. Lavrou-se em 28 de Junho de 1681, o primeiro ato oficial de todas as Minas Gerais, o do recebimento das esmeraldas e da posse das feitorias e arraiais fundados pelo grande e malogrado Chefe Fernão Dias, foi à primeira denominação que recebeu o sítio em razão de ser aí preparado e assinado e termo aludido, na véspera do dia inomástico do 1º chefe da Igreja, o apóstolo Pedro. Não sendo missão das bandeiras, erguer altares nos arraiais fundados, Fernão Dias lançara apenas feitoria, quintais e arraiais que só mais tarde tomaram corpo e se viram dotados de capelas. Dado o fervor dos habitantes, logo que o arraial se desenvolveu, mandaram construir uma capela no centro de arraial dedicada a Nossa Senhora da Conceição e outra capelinha no outeiro fronteiro dedicada a Sant'Ana para servir de ponto de direção para quem entrasse no Vale do Paraopeba e mais tarde, em 1735, Manoel Sobreiro Teixeira e Manoel Machado, mandaram aumentar a pequena capela de taipa de pilão, para o que atualmente conhecemos, uma jeitosa igreja de pedra e cal com amplo adro fechado e muro de pedra que servia de cemitério. Manoel Teixeira e Manoel Machado, adquiriram uma sesmaria que lhes concedera Gomes Freire de Andrade e mais ou menos 1730, o que diz o termo de sesmaria: "Que os requerentes, ditos Manoel Sobreiro Teixeira e Manoel Machado, são senhores e possuidores de uma ROSA (roça) cita no Paraopeba, freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Congonhas do Campo, termo de São José do Rio das Mortes, que houveram por título de compra a Custódio Gonçalves de Vasconcelos e Francisco Alz. Salgado, nos quais termos tinham os suplicantes casa e uma capela sob a invocação de Senhora de Sant'Ana que fizeram à custa." (Revista do arquivo Publico Mineiro, X-252). Em vista de tornar assim Sant'Ana a matriz local e de estender-se até lá o povoado de São Pedro para Sant'Ana do Paraopeba, de tal sorte que em 1823 era aquele núcleo eregido em distrito de ordenança como esta designava, contando nesta época uma população de perto de 1.000 habitantes, segundo vemos em Feu de Carvalho "termos e comarcas pg. 83" e conforme depoimento de Pedro Tasques de Almeida: "de São Paulo saiu a tropa de Dom Rodrigues de Castell Blanco em princípio de maio de 1681 com 60 indios para o trem de sua pessoa e outros 60 da administração do Tenente General Matias Cardoso de Almeida para a conduta do mineiro João Alves Coutinho, e 120 índios para o trabalho nas minas. Marchou Dom Rodrigo e direção ao sertão e aportou no arraial de São Pedro, onde veio encontrar Garcia Rodrigues Paes e já achou ali nas matas do Rio Paraypeba no dia 26 de junho do dito ano 1681, no qual o arraial se firmou o auto de apresentação e entrega que lhe fez as esmeraldas que seu pai, o Governador Fernão Dias Paes, havia descoberto no Reino dos Mapaxós, que fossem remetidas à corte de sua alteza, e enquanto não tinha a sua real determinação na matéria deste descobrimento, ele, Dom Rodrigo, em nome do dito sr. tomasse posse de todas as especiarias, feitorias, roupas e celeiros de movimento que tinha feito seu pai, o que assim se efetuou. E deste lugar de São Pedro do Paraopeba mandou Dom Rodrigo ao ajudante de ordens, Francisco João da Cunha, com carta datada de 28 de Junho de 1681 aos oficiais da Comarca de São Paulo, um Saquinho de Chamalote amarelo cozido e lacrado, contendo as esmeraldas, para irem a Sua Alteza". A Igreja de Sant'Ana acabada em 1735, serviu de ponto de direção aos viajantes, pois foi construída para tal fim no alto de um morro e no centro de um grande vale, que é circundado por serras, e é vista de muito longe e por isso serve de referência..

Arraial da Boa Morte, Fronteira a serra da Boa Morte, parte de serra da Moeda, fica em um semi-outeiro o arraial da Boa Morte, fundado em pricípios do século XVIII para dar sustento aos víveres e vivendas ao forte militar escrado dentro da Serra do Mascate, também parte da serra da Moeda, fundada em mais ou menos em 1717 para servir de alfândega ao ouro e pedras preciosas extraídas em todo o sertão do Paraopeba. Os Militares que serviam neste forte, moravam com suas famílias no Arraial da Boa Morte. E como era comum no século XVIII faz-se necessário a construção de uma Igreja para ofícios religiosos, e em 1760 fica pronta a Igrejinha que lá está. Esta Igreja é então dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte. O Arraial possui um conjunto arquitetônico composto por edificações antigas e principalmente por ruínas, porém a Igreja e o largo que se estende em sua frente valem a vista do turista pois dá para se imaginar em uma Arraial do século XVIII. Na Igreja, o altar apresenta uma talha primorosa com colunas torsas e detalhamento barroco. Na sacristia, à direita tem dois caixotões em forma de arca com pinturas bem danificadas que são atribuídas ao mestre Manoel da Costa Ataíde. O arco do cruzeiro já foi bastante modificado e nas laterais tem dois alteres de tábuas recortadas. O Presbitério é de pedra como também a pia batismal. O púlbito é de linda lavra barroca. O edifício tem todos os adornos de pedra. É um predio simples de fino gosto mineiro. Na Igreja, o altar apresenta uma talha primorosa com colunas torsas e detalhamento barroco. Na sacristia, à direita tem dois caixotões em forma de arca com pinturas bem danificadas que são atribuídas ao mestre Manoel da Costa Ataíde. O arco do cruzeiro já foi bastante modificado e nas laterais tem dois alteres de tábuas recortadas. O Presbitério é de pedra como também a pia batismal. O púlbito é de linda lavra barroca. O edifício tem todos os adornos de pedra. É um predio simples de fino gosto mineiro..

Igreja de São Gonçalo, Fundada pelos mesmos portugueses Gonçalo Alvares e Paiva Lopes, foi construída toda em pedra, contando com três altares, sendo dois laterais e o altar mor, no mais clássico estilo barroco. Consagrada a São Gonçalo do Amarante, passou a ser conhecida como São Gonçalo da Ponte, em virtude da construção de uma ponte de madeira em frente a Igreja. Em épocas de seca, pode-se ver os restos dos pilares da ponte no leito do Rio Paraopeba. A Matriz de São Gonçalo possui uma escassa documentação histórica. Trata-se de um monumento edificado em meados do século XVIII, datada de 1764.

Igreja de São Gonçalo no centro da cidade

A beleza ainda visível neste exemplar setecentista, tanto na talha, quanto na arquitetura, nos remete sua importância dentro de seu contexto histórico, religioso e artístico desta rica região. Nos séculos XIX e XX, a sede paroquial foi alterada sucessivamente entre Santana do Paraopeba e São Gonçalo da Ponte, neste período, a edificação sofreu várias modificações, principalmente em sua fachada, mas seu interior se manteve bastante preservado com seus altares da mais autêntica talha barroca.

Forte das Casas Velhas, É uma grande construção de pedra canga (minério de ferro) com mais ou menos 1.200m2 - compõe de: um muro alto com janelas ceteiras e uma única entrada onde provavelmente existia uma forte portão dentro deste muro, existem ruínas de 7 casas onde é fácil distinguir as masmorras, o corpo da guarda, o quartel e o paiol de polvora, etc. O Forte fica encravado no meio da Serra do Mascate nas terras da Vale e dentro de uma mata já bastante grossa, onde temos encontrado lindas orquídeas e bromélias. Apesar da fauna ser pequena é facil encontrar excrementos de lobos, jaguatiricas, coelhos, cachorros do mato, buracos de tatus e muitas aves.

Casarão dos Araújo, (sobrado da praça), datado de 1929, construídas em estilo inglês, predominante da época, na sede do município.

Conjunto Ferroviário, é constituído pela sede da Estrada de Ferro Central do Brasil, por um escritório e armazém, por duas plataformas, duas casas residênciais e uma caixa d'água para abastecimento dos prédios e locomotivas, inclusive resfriamento, inaugurada em 1917. Também chegou a ser tombada pelo Conselho Municipal, porém nenhum acordo para a sua conservação alcançou sucesso junto aos proprietários. Atualmente tem uma de suas plataformas descaracterizada.

Ruínas da Chacrinha, Ruínas imponentes de uma Fazenda de Ouro na margem esquerda do Rio Paraopeba onde existe uma cachoeira, uma corredeira de mais ou menos 1,5 km. Ruínas em pedra com mais de 1.000 m2 e paredes com mais de 6m de altura. As janelas são de pedra acanteirada, isto é, trabalhadas artisticamente. Esta Fazenda pertenceu ao "Milhão e Meio" por ter ele a fabulosa fortuna em dinheiro de um milhão e meio de contos de reis. Conta a tradição que D. Pedro I quando veio a Minas em março de 1822 para aliciar os mineiros para a independência, esteve nesta Fazenda em empréstimo de 50 contos de reis.

[editar] Cachoeiras

A cachoeira da Boa Esperança é uma das mais belas cachoeiras de Belo Vale

Cachoeira da Serra, localiza-se no alto da serra a margem da MG-442 que liga Belo Vale a BR-040. De lá se tem uma vista exuberante de todo o município e seus arredores.

Cachoeira da Boa Esperança, localiza-se perto da Fazenda Boa Esperança e a 5,5 km da sede do município. Com águas cristalinas, possui suaves quedas com poços para se refrescar. Alem disso possui dois toboaguas naturais.

Cachoeira da Usina, localizada perto do povoado da pedra a cachoeira e formada por uma antiga usina hidreléletrica que fornecia energia elétrica para a cidade de Belo Vale. A partir que parou sua produçao de energia o local se tornou uma cachoeira que se forma com a queda de água da usina localizada no ribeirão dos Paivas. Localiza-se a 7 km da sede do município.

Cachoeira do Moinho, possui cachoeiras com quedas naturais localizada perto do povoado dos costas, a 10km da sede do município.

Cachoeira do Zé Pinto, no povoado de Boca Calada, à 7km da sede do município.

Cachoeira do Geraldão, no povoado de Santana, à 8km da sede do município.

Cachoeira das Lages, no povoado de Lages, à 20km da sede do município.

[editar] Festas Tradicionais

Janeiro:

  • Festa de São Sebastião, tradicional festa religiosa de São Sebastião realizada em Belo Vale nos dias 19 e 20.

Fevereiro:

  • Um sábado antes do carnaval - Bloco pré-carnavalesco" Mamãe Virei Bicha". Mais de 15.000 foliões.
  • Carnaval: popular de rua

Março/Abril:

  • Semana Santa, comemorações da Semana Santa. Encenação da Morte e Paixão de Cristo.

Junho:

  • Festas Juninas

Julho:

  • Festa de São Gonçalo, aniversário da Paróquia de São Gonçalo (uma semana de Festa)
  • Festa de Santana, tradicional festa religiosa de Santana realizada no povoado de Santana nos dias 25 e 26.

Setembro:

  • Desfile de 7 de setembro
  • Rodeio e Festival da Mexerica

Outubro:

  • Festa de Nossa Senhora do Rosário, no 3º Domingo do mês. (congado)

Dezembro:

  • Aniversário de Belo Vale, no dia 17.

[editar] Ligações externas

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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