Jundiaí

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Nota: Para outros significados de Jundiaí, ver Jundiaí (desambiguação).

Município de Jundiaí
"A Terra Da Uva"
Brasão de Jundiaí
Bandeira de Jundiaí
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 14 de dezembro
Fundação 1655
Gentílico jundiaiense
Lema
Prefeito(a) Miguel Haddad (PSDB)
(Erro de expressão: Caracter de pontuação "[" não reconhecido2012)
Localização
Localização de Jundiaí
23° 11' 09" S 46° 53' 02" O23° 11' 09" S 46° 53' 02" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Macro Metropolitana Paulista IBGE/2008 [1]
Microrregião Jundiaí IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itupeva, Louveira, Itatiba, Jarinu.
Distância até a capital 60 quilômetros
Características geográficas
Área 431,969 km²
População 347.738 hab. (SP: 19º) – est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. (SP: 19º) – est. IBGE/2008 [2]
Densidade 807,1 hab./km²
Altitude 761 metros
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,857 (SP: 4°) - elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 10.185.096 mil (BR: 25º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 29.541,00 IBGE/2005 [4]

Jundiaí é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a 23º11'11" de latitude sul e 46º53'03" de longitude oeste, a uma altitude de 761 metros. Dista cerca de 60 km da capital do Estado. Sua população estimada em 2008 era de 347.738 habitantes.[2] Ocupa uma área de 431,9 km².

Índice

[editar] História

Igreja Nossa Senhora do Desterro, no centro, matriz de Jundiaí.

A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas, sendo que alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo, e outros eram sedentários, de origem tupi-guarani, que se dedicavam à produção de milho e mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizavam-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Em cada uma delas, moravam várias famílias aparentadas entre si. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, entre elas a técnica construtiva e a utilização de queimadas na lavoura.[5]

Os primeiros colonizadores brancos chegaram à região em 1615, seguindo o processo de interiorização. Apesar das controvérsias dos historiadores, a versão mais aceita sobre a fundação do município remete à vinda de Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes que, por motivações políticas, fugiram de São Paulo e refugiaram-se nos arredores, fundando a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro. Os novos colonizadores afugentaram os grupos indígenas, que se embrenharam na mata. A origem de Jundiaí está ligada diretamente ao movimento bandeirante, principal responsável pela ocupação da antiga capitania de São Vicente.[5]

A inauguração de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, no ano de 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, elevada à categoria de vila.

Em 1655 Jundiaí marcava o limite norte do povoamento da capitania de São Vicente. Este povoamento acusava dois rumos principais: um de Jundiaí para leste, atingindo a zona montanhosa banhada pelo rio Atibaia, e outro de Jundiaí para o norte, alcançando o vale do rio Moji-Guaçu. No primeiro caso, surgiu a fundação do povoado de Atibaia na Fazenda de São João, por Jerônimo de Camargo, onde em 1655 se fixaram os índios trazidos do sertão pelo padre Mateus Nunes de Siqueira, povoado que passou a ser capela curada em 1680. E, cerca de 1676, a povoação de Nazaré. Depois da descoberta das minas de Goiás no século XVIII chegou a traçado definitivo o «caminho dos Guaiazes», partindo de Jundiaí, atravessando as povoações de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, rumando para o noroeste por áreas que mais tarde formarão o Sul de Minas Gerais.

No dia 28 de março de 1865, Jundiaí foi elevada à condição de cidade.

Nas décadas seguintes, a cidade tornou-se uma estratégica área de entroncamento ferroviário, o que possibilitou a imigração de ingleses, espanhóis e italianos, motivados por incentivos governamentais, que tencionavam substituir a mão-de-obra escrava.

Nas últimas décadas do século XIX, Jundiaí destacou-se como importante centro produtor de café do estado de São Paulo e, à partir de 1890, a cidade recebeu uma grande massa de imigrantes italianos, cujas influências começaram a surgir em perfeita sintonia com os habitantes da cidade.

Na primeira metade do século XX, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial, que perdura até hoje, pois a cidade possui um dos maiores parques industriais da América Latina, o que contribui para os altos níveis de poluição do município. A indústria do lazer nas cidades próximas também está incrementando a economia local, com a instalação de parques temáticos que atraem turistas e geram empregos para os jundiaienses.

O aniversário da cidade é comemorado em 14 de dezembro, data em que foi elevada à categoria de Vila. Em 2005 foi aprovada uma emenda que decretou feriado municipal na data, comemorado a partir de 2006.

[editar] Subdivisão

Divisão Administrativa de Jundiaí


A prefeitura elaborou uma divisão administrativa oficial para a cidade, dividindo-a em sete regiões: central, leste, oeste, norte, sul, vetor noroeste e vetor oeste. Cada região é dividida em bairros.

Porém, a despeito desta divisão oficial muitos bairros são chamados por outros nomes, e muitos bairros tem seus nomes populares cedidos a outros bairros próximos. Enfim, a divisão oficial não é seguida pela população.

A relação das regiões e bairros da cidade está no anexo Divisão Administrativa de Jundiaí.

[editar] Geografia

Vista parcial de Jundiaí, do alto da serra.

Jundiaí situa-se a uma altitude média de 760 metros.

Clima: O clima da cidade é o Tropical de altitude, apresentando verões quentes e chuvosos e invernos amenos e subsecos. A temperatura média anual gira em torno dos 21°C, sendo o mês mais frio Julho (média de 17°C) e o mais quente Fevereiro (média de 24°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1400 mm.

Vista de parte da zona sul e Serra do Japi.


Jundiaí tem um relevo muito acidentado, devido a Serra do Japi.

A Serra do Japi, situada a sudoeste da cidade, é uma grande reserva ambiental, com uma das maiores áreas florestais do estado de São Paulo intactas.

Seu principal rio é o rio Jundiaí.

[editar] Hidrografia

Rio Jundiaí, dentro do município de Salto, á 51 quilômetros de Jundiaí.
  • Rio Jundiaí - divide o antigo centro comercial da cidade de alguns bairros como Ponte São João e Jardim Rio Branco. Entra na cidade em sua divisa com a cidade de Várzea Paulista e sai da cidade na divisa com a cidade de Itupeva.

Há alguns anos a prefeitura investiu na retirada de sedimentos e afundamento da calha do rio, bem como limpeza e colocação de placas de concreto em suas margens, isso acabou com as constantes enchentes que assolam os bairros baixos no curso do rio, como a Vila Rio Branco e Jardim Danúbio.

O rio está em processo de despoluição, custeado pela prefeitura e iniciativa privada.

[editar] Economia

Alguns edifícios da Avenida Nove de Julho, em Jundiaí

Considerada uma região próspera no Estado de São Paulo, Jundiaí ocupa o oitavo lugar no PIB.

Jundiaí sempre foi conhecida como a terra da uva e do morango, mas além de ter uma grande produção agrícola, a cidade tornou-se um pólo para empresas de logística e ainda possui um parque industrial com mais de quinhentas empresas.Como por exemplo: Coca-Cola, Kraft Foods, Akzo Nobel, Sadia, Ambev, Siemens, Bollhoff, Frigor Hans, Parmalat, GT Usinagem e Revestimento entre outras, fazendo com que a cidade se destaque no cenário industrial. O município também se destaca nos setores de alimentos e bebidas, cerâmica (com mais da metade da produção nacional), auto-peças, metal-mecânica, borracha, plásticos, embalagens e bens duráveis. Já na agricultura, a cidade tem um grande destaque no cenário nacional. Conhecida pela produção de morango e uva, Jundiaí conta com 27 mil hectares de área cultivada, o que garante um PIB agrícola médio de R$ 80 milhões por ano, deixando o município com a quinta população rural do país. A cidade também conta com produção de agricultura de corte e rebanho bovino, tanto para consumo regional, quanto para exportação.

[editar] Demografia

Entrada de Jundiaí, pela Avenida Jundiaí.


Tem apresentado um grande crescimento populacional, gerado em grande parte pela busca de melhores condições de vida e emprego dos moradores de São Paulo. De acordo com a Emplasa, constitui uma aglomeração urbana instersticial, localizada entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas, e próxima de outras regiões importantes do estado, a macro região de Sorocaba e a região de São José dos Campos.

A aglomeração urbana de Jundiaí é composta pelos municípios de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista, e tem cerca de 700 mil habitantes.

Área urbana de Jundiaí, conurbada à Várzea Paulista, na extrema direita.

Dados do Censo - 2000

(Fonte: IPEADATA)

[editar] Infra-estrutura

Vista parcial de Jundiaí, zona sul.
Bairro do Anhagabaú.


Como cidade de médio porte, Jundiaí tenta combater problemas, como a violência, a criminalidade, a poluição, as deficiências na saúde pública e o trânsito, que vêm crescendo drasticamente na cidade. Atualmente, a cidade passa por grandes mudanças, entre elas, obras e construções, como a ampliação e reforma do aeroporto, duplicações e construções em estradas e rodovias, viadutos e terminais rodoviários (SITU-Sistema Integrado de Tranporte Urbano e a nova rodoviária intermunicipal e interestadual).

Saúde
Educação

[editar] Transporte

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) transporta diariamente em seus trens cerca de 350 Mil passageiros na linha A Jundiaí - Estação da Luz, ligando a cidade com toda a capital.

Rodovias

[editar] Meios de comunicação

Emissoras de rádio

As rádios Gospel FM e Mundial FM são concessões para Jundiaí porém tiveram seus estúdios transferidos para São Paulo sem autorização do Ministério das Comunicações, estando assim até hoje. Isso ocorreu por interesses comerciais, já que Jundiaí por estar próximo de São Paulo e por estas emissoras terem seus sistemas de transmissão na Serra do Japi, local privilegiado, com cerca de 1.200 metros de altitude, fator este que faz com que o sinal das referidas emissoras chegue com intensidade forte na capital paulista, acaba atraindo empresários de comunicação de fora da cidade para usarem estas concessões explorando-as como se fossem de São Paulo.

Emissoras de televisão

Canais Abertos em Jundiaí:

O canal 51 UHF teve uma concorrência disputada entre vários grupos, entre eles Gugu Liberato, SBT, TV Tem, e teve como vencedor a TV Schappo, de Alagoas, estando atualmente em fase de análise para outorga.

Já o canal 55 UHF foi homologado pela Anatel e está disponível para ser utilizado como televisão educativa em canal aberto em Jundiaí, porém atualmente encontra-se sem utilização, não tendo a maioria da população acesso às produções locais, restritas apenas para assinantes de tv por assinatura.

  • 58 UHF - Rede Vida
TV por assinatura
  • Canal 3 NET - TV Japi
  • Canal 6 NET - TV Educativa de Jundiaí
  • Canal 20 NET - Rádio Cidade Jundiaí
  • Canal 25 NET - CANAL 25 Jundiaí
Jornais
  • Jornal de Jundiaí
  • Jornal da Cidade
  • Bom Dia
  • Jornal Jundiaí Hoje

[editar] Futebol

Vista aérea do Estádio Jayme Cintra, casa do Paulista Futebol Clube, no Jardim Pacaembu, Zona Leste.

Em 2009, o Paulista Futebol Clube completou no dia 17 de Maio de 2009, 100 anos de história.Neste mesmo ano, o time está disputando a, recém criada, 4ª divisão do Campeonato Brasileiro, onde está no grupo A6, com mais três clubes: Friburguense, Tupi e Madureira.Dentre os títulos conquistados pelo clube, está a Copa do Brasil de 2005, que o levou a Libertadores da América, na qual venceu o time argentino River Plate.

[editar] Filhos ilustres

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. 2,0 2,1 Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. 5,0 5,1 História de Jundiaí - Prefeitura Municipal de Jundiaí.

[editar] Ligações externas

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