Americana

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Município de Americana
"Princesa Tecelã"
Brasão de Americana
Bandeira de Americana
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 27 de agosto
Fundação 1875
Gentílico americanense
Lema Ex labore dulcedo
"O prazer vem do trabalho"
Prefeito(a) Diego De Nadai (PSDB)
Localização
Localização de Americana
22° 44' 20" S 47° 19' 51" O22° 44' 20" S 47° 19' 51" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008 [1]
Microrregião Campinas IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Campinas
Municípios limítrofes Limeira, Cosmópolis, Paulínia, Nova Odessa e Santa Bárbara d'Oeste
Distância até a capital 125 quilômetros
Características geográficas
Área 133,630 km²
População 203.283 hab. (SP: 34º) – est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. (SP: 34º) – est. IBGE/2008 [2]
Densidade 1.489,9 hab./km²
Altitude 545 metros
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,840 (SP: 19°) - elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 4.318.740 mil (BR: 72º - RMC: 4º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 21.528,00 IBGE/2005 [4]

Americana é um município brasileiro do estado de São Paulo e microrregião de Campinas, fundado em 27 de agosto de 1875. Seu nome se dá em virtude da vila que surgiu ao redor de uma estação de trem que na época servia ao município vizinho de Santa Bárbara. Como foi povoada em sua maioria por imigrantes norte-americanos, ficou conhecida como "Villa dos Americanos", mais tarde "Villa Americana" e finalmente "Americana". A cidade destaca-se por sua qualidade de vida, sendo a 19º colocada em IDH do estado de São Paulo, e a 59º do Brasil, além de ser a cidade com a menor taxa de mortalidade infantil do estado de São Paulo [5] e a cidade com menor taxa de homicídios da Região Metropolitana de Campinas[6]. É hoje um importante foco de investimento nacional e internacional. Com mão-de-obra qualificada em diversos setores, o município destaca-se como um dos principais pólos fabricantes de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas da América Latina.

Índice

[editar] História

Sede da antiga Fazenda Salto Grande.

Os primeiros registros sobre a ocupação do território de Americana datam do final do século XVIII quando Domingos da Costa Machado I adquiriu uma sesmaria da coroa entre os municípios de Vila Nova da Constituição (atual Piracicaba), e Vila de São Carlos (atual Campinas), onde fundou-se o município de Santa Bárbara d'Oeste. Nesta região foram criadas várias fazendas, e as que compreendiam o atual território de Americana foram a Salto Grande (a partir da região do bairro Antônio Zanaga), Machadinho (região central) e Palmeiras (Bairro da Lagoa).

Parte desta sesmaria, que incluía a Fazenda Machadinho, foi vendida por Domingos da Costa Machado II, para Antônio Bueno Rangel. Apos a morte deste, ela foi dividida entre seus filhos José e Basílio Bueno Rangel, tendo parte dela posteriormente sido vendida ao capitão da Guarda Nacional Ignácio Corrêa Pacheco, considerado o fundador de Americana. [7] [8] [9]

[editar] Imigração norte-americana

Antiga estação Santa Bárbara.

Em 1866, as terras da região começaram a ser efetivamente povoadas por imigrantes norte-americanos sulistas, fugidos da Guerra da Secessão. O primeiro a chegar foi o advogado e ex-senador pelo estado do Alabama Cel. William Hutchinson Norris, que se instalou em terras próximo a casa sede da Fazenda Machadinho e do Ribeirão Quilombo. Em 1867 o resto de sua família chega ao Brasil acompanhado de dezenas de outras famílias de confederados. Estas famílias se instalaram em vários pontos da região, trazendo novas técnicas de cultivo, como o arado e a espécie de melancia conhecida como "cascavel da Geórgia".

Foto atual, hoje "estação cultural".

Em 1875, quase uma década depois da chegada dos confederados na região, o prolongamento da linha-tronco da Cia. Paulista de Estradas de Ferro até a cidade de Rio Claro é finalmente inaugurado. Nas terras da Fazenda Machadinho, ao lado do Ribeirão Quilombo e defronte com a casa-sede da fazenda, foi feita uma estação, que embora estivesse em território campineiro foi feita para servir as fazendas do município de Santa Bárbara d'Oeste, cuja sede era bastante afastada, mas que não possuía uma estação. A inauguração feita no dia 27 de agosto contou com a presença do Imperador Dom Pedro II e do Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel, batizando a estação como "Estação de Santa Bárbara". Não se sabe ao certo quando a pequena vila que deu origem a Americana surgiu. Sabe-se, porém, que a vila surgiu na época da inauguração da estação, e que foi o Capitão Inácio Correia Pacheco que loteou as terras, sendo considerado este o fundador da cidade, e seu aniversário o dia 27 de agosto, data da fundação da estação.

A pequena vila formada ao redor da estação tinha como nome oficial, somente "Vila da Estação de Santa Bárbara" e era formada principalmente por famílias de americanos, por isso era conhecida extra-oficialmente como "vila dos americanos". A semelhança entre o nome da vila da estação e o nome do município vizinho causou um serio problema de comunicação aos moradores da vila, que freqüentemente perdiam correspondências que ao invés de serem entregues na vila da estação de Santa Bárbara, eram entregues no município de Santa Bárbara, a 10 quilômetros de distância da estação. Este problema postal fez com que a Cia. Paulista mudasse o nome da estação no ano de 1900 para "Estação de Villa Americana". Com isso o nome da vila também foi oficializado como "Villa Americana". [7] [8] [9]

[editar] Carioba

Casa da Família Müller.

Na penúltima década do século XIX a Fazenda Salto Grande foi comprada pelo norte-americano Clement Willmot que em suas terras criou a primeira indústria de Villa Americana sob razão social de Clement H. Willmot & Cia. Em 1889 a fábrica ganha o nome de Fábrica de Tecidos Carioba que em tupi-guarani significa "pano branco". Em 1896, graças a dívidas acumuladas com a abolição da escravatura em 1888, a fazenda Salto Grande fale por dívidas e é vendida junto com a Fábrica de Tecidos Carioba.

Em 1902 a fazenda e a fábrica são compradas por imigrantes alemães, membros da família Müller. Foi daí que a fábrica cresceu e ganhou projeção nacional, se consolidando dentro de Villa Americana. Em torno da fábrica nasceu a vila operária de Carioba. Estes alemães trouxeram para a região toda a concepção de urbanização baseada no estilo europeu, que se materializou nas edificações das fábricas, residências patronais, hotel, escola, cooperativa e moradias dos operários. O primeiro asfalto de piche do Brasil foi implantado em Carioba, com piche importado da Europa. Essa fábrica foi à célula-mãe do Parque Industrial de Americana. [7] [8] [9]

[editar] Imigração Italiana

Igreja fundada pelos imigrantes italianos

Em 8 de outubro de 1887, chegou ao Brasil Joaquim Boer, chefiando uma grande comitiva de imigrantes italianos, que passou a residir na Fazenda Salto Grande, que na época era de propriedade de Francisco de Campos Andrade. Construíram a primeira Igreja Católica de Americana em meados de 1896, quando foi rezado uma missa em homenagem a Santo Antônio, que se tornou padroeiro da cidade. Esses imigrantes contribuíram muito para o desenvolvimento da vila, pois eram agricultores excepcionais.

Todo ano no dia 13 de Junho era organizada uma grande festa em homenagem a Santo Antônio na vila, inclusive com grande queima de fogos organizada por Vicente Ardito. Era uma festa muito tradicional que atraia pessoas de toda região. Os primeiros tempos foram muito difíceis para os imigrantes, pois coabitavam nas senzalas com os escravos negros, sem a mínima condição de higiene e conforto. Chegaram já em débito com o fazendeiro, a quem tinham que pagar as despesas de viagem e também se submetendo ao sistema de parceria onde eram bastante explorados, ficando quase sempre devedores nos armazéns da fazenda, até que esse sistema foi mudado por um ordenado fixo e um determinado número de pés de café e mais uma comissão. Superaram tudo pela sua valentia, tornando-se posteriormente os industriais, comerciantes e, seus descendentes, profissionais liberais sobrepujando todas as barreira e restrições a eles impostas. [7] [8] [9]

[editar] A disputa do território

Basílio Bueno Rangel, co-fundador de Americana.

Um acordo entre as câmaras municipais de Piracicaba e Campinas, firmado em 6 de fevereiro de 1833, estabelece que a divisa entre os municípios de Santa Bárbara d'Oeste e Campinas ficava um pouco aquém do Ribeirão Quilombo. Mesmo tendo o conhecimento da lei, Campinas autoriza a construção da "Estação de Santa Bárbara", em seu território. Santa Bárbara passa então a controlar a vila que surgiu ao seu redor, fazendo algumas melhorias e cobrando impostos, já que mesmo estando no território do município vizinho, a estação ferroviária lhe pertencia.

O crescimento do tráfego ferroviário, com trens diários para Campinas e para São Paulo, provocaram um contato maior com o município de Campinas devido a maior facilidade de transporte, uma vez que para Santa Bárbara, embora mais perto, o transporte era feito por tração animal. Então, aos poucos o pólo de interesses dos vilamericanenses foi mudando. Por volta do ano de 1896, a câmara municipal de Campinas, atendendo ao apelo dos moradores da vila, passa a proceder o lançamento e a cobrança de impostos dos seus habitantes, exercendo assim atos administrativos na vila. O município de Santa Bárbara d'Oeste, por se julgar ferido em seus direitos, continua a proceder com a cobrança destes mesmos impostos.

Então, Campinas entrou com um recurso no Conselho legislativo do estado, argumentando que os limites fixados na lei de 1833 incluíam a vila dentro do município de Campinas, e os barbarenses lutavam pela anulação desta lei, alegando que os limites não eram suficientemente claros em seus termos. Enquanto a questão permanecia sem solução, os moradores da vila estiveram em situação difícil com os dois executivos exercendo ações administrativas e cobrando os mesmos impostos. A questão pode ser melhor entendida pela transcrição do texto enviado por Basílio Bueno Rangel, em 1900, a seção livre do "Diário de Campinas":

É Incrível! Fui vítima de um abuso inqualificável. O célebre juiz de paz de Santa Bárbara, Joaquim Veríssimo Oliveira, acompanhado de capangas e soldados com armas embaladas entraram em minha casa, levando toda mobília que guarnecia minha sala de visitas e mais alguns objetos, isto a título de eu não ter pago para a Câmara de Santa Bárbara um imposto inconstitucional, depois de eu ter depositado a importância da mesma nas mãos do Juiz de Paz de Santa Cruz, em Campinas. Villa Americana, campineira, está sendo explorada pela gananciosa câmara de Santa Bárbara, que não possuindo documentos comprobatórios sobre a questão de divisas, experimenta de todos os manejos políticos para ver se prejudica Campinas! Insensatos! Não vêem que é mais fácil um burro voar do que Campinas ceder-lhes um palmo de seu território? Seria uma calamidade se tal acontecesse! Protesto e protestarei contra a execução violenta de que fui vítima em território que não pertence à Santa Bárbara.
Villa Americana, 7 de março de 1900
Basílio Bueno Rangel

A solução foi dada em 30 de julho de 1904, quando o poder executivo estadual criou pela lei nº 916, o Distrito de Paz de Villa Americana, dentro do município de Campinas. [10] Mesmo tendo passado mais de um século que esta disputa foi resolvida, pode-se ver até hoje um resquício deste evento na população local, por meio de uma rivalidade entre os municípios que persiste até os dias de hoje. [7] [8] [9]

[editar] A visita de Elihu Root

O secretário de governo americano Elihu Root

Em 1906, dois anos após a criação do Distrito de Paz de Villa Americana, aconteceu um dos mais marcantes fatos da história do município. Estava acontecendo no Rio de Janeiro a Conferência Panamericana, presidida pelo ilustre secretário de Governo americano Elihu Root. Depois de presidir a conferência, o secretário de governo foi convidado a visitar uma fazenda de café em Araras. Veio de navio para Santos e na estação dessa cidade, tomou um trem especial da Cia. Paulista, descendo na estação de Guabiroba (depois rebatizada como estação Elihu Root), um pouco além da estação principal de Araras, para visitar a Fazenda Santa Cruz.

Durante a viagem, Root foi informado da existência da Villa Americana, e mostrou interesse em conhecê-la. Depois de terminado todos os compromissos na volta de sua viagem, ele desembarcou na estação de Villa Americana e foi recebido com grande emoção por americanos e descendentes. Como a localidade ainda não tinha energia elétrica, as centenas de americanos que foram recebê-lo levavam tochas, que na noite escura, formavam uma visão impressionante. Root emocionou-se a ponto de chegar às lágrimas. Isto e a conversa que se seguiu geraram para ele uma lembrança da qual ele nunca se esqueceu, até sua morte, em 1937.[11]

[editar] A emancipação

Após a elevação da vila à categoria de distrito, viu-se um rápido desenvolvimento. Criou-se o primeiro serviço policial, uma sub-prefeitura, a primeira iluminação pública feita com três lampiões de querosene trazidos da Alemanha e a criação da primeira escola oficial com o envio do Prof° Silvino José de Oliveira pelo estado. Todos estes feitos foram criando as condições necessárias para que seus moradores começassem a lutar pela sua emancipação. No ano de 1922, Villa Americana era um dos distritos de paz mais progressistas de Campinas, e tinha uma população de 4500 habitantes. Neste ano iniciou-se a luta política pela emancipação, encabeçada por Antonio Lobo e outros como o tenente Antas de Abreu, Cícero Jones e o próprio Hermann Müller. O trabalho destes e de tantos outros moradores da vila finalmente deu frutos. Em 12 de Novembro de 1924, foi criado o Município de Villa Americana [12], composto de dois distritos: o de Villa Americana e o de Nova Odessa que mais tarde dera origem ao município de Nova Odessa.

[editar] Revolução Constitucionalista

Ver artigo principal: Revolução de 1932
Folheto que convidava os jovens villamericanenses a pegarem em armas.

Na época do advento da ditadura varguista em 1930, Villa Americana vivia uma fase de profundo crescimento principalmente na indústria têxtil. Em 1932 durante a administração do prefeito Antonio Zanaga, eclode a Revolução Constitucionalista contra o regime vigente. Villa Americana não ficou surda diante dos apelos dos outros paulistas, e enviou vários jovens para lutar na Revolução. Três deles, Jorge Jones, Fernando de Camargo e Aristeu Valente (este último de Nova Odessa; então parte de Americana) não tiveram a sorte de voltar com vida para casa. Seus feitos heróicos são lembrados até hoje.

Em 1938, ainda na gestão do prefeito Antonio Zanaga, a cidade, devido ao grande crescimento, abandona o nome de Villa e passa a se chamar apenas Americana. A década de 30 foi o auge do desenvolvimento econômico de Americana, que passou a ser conhecida como a capital do Tecido Rayon. O progresso e o desenvolvimento acentuado na segunda metade do século XX provocou a criação da Comarca de Americana, durante a administração do prefeito Jorge Arbix em 31 de dezembro de 1953. Em 1959 na administração do prefeito Abrahim Abraham Nova Odessa é emancipada tornando-se um município autônomo de Americana. [7] [8] [9]

Fundação: 27 de agosto de 1875 (133 anos)

[editar] Conurbação com Santa Bárbara d'Oeste

Fotografia aérea da zona leste do município vizinho de Santa Bárbara d'Oeste, área de conurbação com Americana.

Entre as décadas de 1960 e 1970, o rápido desenvolvimento da cidade, fez com que muitas pessoas viessem a procura de emprego e moradia. Como o território do município é pequeno ele não comportou esse crescimento, e essas pessoas só tiveram a opção de se estabelecer na divisa entre os municípios de Santa Bárbara d'Oeste e Americana, gerando o fenômeno de conurbação no local e dando origem a região conhecida como Zona Leste de Santa Bárbara.

Esse fenômeno ocorreu também pelo fato de que a maioria da população desconhecia onde terminava um município e começava outro. Isso se dava porque o limite dos municípios ainda não estava totalmente fixado. O problema foi resolvido e a divisa das cidades foi fixada como a avenida que corta a região, que recebeu o nome de Avenida da Amizade.

A conurbação apesar de ter trazido desenvolvimento para Santa Bárbara, também trouxe problemas. O grande aumento demográfico ocasionou forte desequilíbrio nas contas públicas do município, que não estava preparado para receber um fluxo tão grande de pessoas e arcar com as despesas. Isso causou anos de estagnação econômica, que hoje estão sendo superados graças ao desenvolvimento da cidade de Santa Bárbara e de toda a Região Metropolitana de Campinas.

[editar] Geografia

Mapa de Americana

[editar] Localização

Americana está localizada na região centro-leste do estado de São Paulo, Região Sudeste do Brasil.

[editar] Relevo e solo

Barragem da represa de Salto Grande

Com uma altitude média de 528,5 metros o território do município é levemente acidentado, sem elevações expressivas, apresentando as características da parte planáltica denominada depressão periférica paulista. O solo integra a região sedimentar paleozoica (massapé e terra roxa).

[editar] Hidrografia

A cidade está localizada na bacia do Rio Piracicaba, que se forma em Americana, na junção dos rios Atibaia e Jaguari. O Rio Atibaia forma a Represa de Salto Grande, onde se encontra a Usina Hidrelétrica de Salto Grande, em operação desde 1949 com três unidades geradoras. Há também inúmeros córregos e ribeirões, sendo o Ribeirão Quilombo o principal deles.

[editar] Clima

O clima é tropical com inverno seco (Köppen: Aw), com temperatura média mínima de 15,3° e máxima de 28,2°.

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura Máxima (média) °C 30,2 30,3 29,9 28,1 26,1 25,0 25,2 27,3 28,3 28,9 29,4 29,4 28,2
Temperatura Mínima (média)°C 18,8 19,0 18,3 15,6 12,9 11,4 10,9 12,2 14,2 15,9 16,8 18,1 15,3
Chuvas mm 238,7 185,3 144,6 63,4 58,0 41,6 27,3 28,6 57,6 114,2 140,8 191,7 1291,8
Fonte: Unicamp - Cepagri

[editar] Demografia

Desde sua formação, Americana sofreu declarada influência de portugueses, americanos, alemães, árabes e outros, porém, apesar de ter representantes de todos estes povos, a origem da população atual é predominantemente italiana, em virtude dos colonos que se fixaram na terra, desde o século XIX.

Crescimento Populacional de Americana
Ano Habitantes
1922 4 500
1940 13 502
1950 21 415
1960 42 458
1970 66 771
1980 122 055
1991 153 778
1996 167 911
2000 182 300
2001 186 136
2002 189 748
2003 193 431
2004 197 185
2007 199.094
Fonte:Prefeitura
Dados de 2006

População total: 203.845

  • Urbana: 99,5%
  • Rural: 0,5 %
    • Homens: 49%
    • Mulheres: 51%

Densidade demográfica (hab./km²): 1.497,06

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 13,62

Expectativa de vida (anos): 72,46

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,96

Taxa de alfabetização: 95,62%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,840

  • IDH-M Renda: 0,801
  • IDH-M Longevidade: 0,791
  • IDH-M Educação: 0,928

Produto Interno Bruto (PIB)

  • PIB (2005): R$ 4.318.740.000,00 [4]
  • PIB Per Capita (2005): R$ 21.528,00 [4]

(Fonte: IPEADATA)

Etnias
Cor/Raça Percentagem
Branca 84,3%
Preta 2,4%
Parda 12,0%
Amarelo 0,8%
Indígena 0,2%

Fonte: Censo de 2000

[editar] Religião

[editar] Política

Prefeitura.

[editar] Prefeitura

Ver artigo principal: Lista de prefeitos de Americana

Atualmente, o poder executivo na cidade é exercido, para o mandato 2009/2012, pelo prefeito Diego De Nadai (PSDB), pelo vice-prefeito Dr. Seme Calil Canfour e pelos secretários municipais nomeados pelo prefeito.

[editar] Câmara

A Câmara Municipal de Americana é composta por treze vereadores, e é dirigida pela Mesa Diretora, que é eleita pelos vereadores a cada dois anos. O atual presidente da câmara (2009/2010) é Cauê Macris (PSDB), e o vice-presidente Marco Antonio Alves Jorge (PDT).

[editar] Símbolos oficiais

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia de Americana
A Avenida Brasil, uma das regiões mais nobres da cidade.

Americana é hoje um importante foco de investimento nacional e internacional[carece de fontes?]. Com mão-de-obra qualificada em diversos setores, o município destaca-se como um dos principais pólos fabricantes de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas da América Latina. Americana é a 72ª cidade mais rica do Brasil e a 4ª mais rica da Região Metropolitana de Campinas, exibindo um PIB de R$ 4,3 bilhões[14].

[editar] Turismo

[editar] Portal da cidade

Em janeiro de 2009 foi concluída a construção do portal oficial do município[15], visando recepcionar quem entra na cidade vindo da Rodovia Anhanguera. A escultura foi encomendada pela prefeitura municipal ao renomado escultor curitibano Luiz Gagliastri que o desenhou visando representar o tema "princesa tecelã", uma vez que este é o apelido oficial do município. O Portal contem um grande arco sustentado por dois gigantes nus, sendo um homem e uma mulher, ambos pintados em cor de laranja. Segundo o artista, a sua obra é repleta de simbolismos representando a história do município, dentre os quais destacam-se os seguintes [16]:
Mapa dos Estados Unidos: - Remete à imigração estadunidense ocorrida na região.
Mapa da Itália: - Homenageia os imigrantes que ajudaram no crescimento inicial da cidade.
Melancia: - Fruta trazida ao município pelos americanos.
13 Estrelas: - Representam os estados que participaram da Guerra da Sucessão, de onde são oriundos os imigrantes americanos.
Lua: - Representa o surgimento da nova cidade.
Homem de Braços Abertos: - Indica que a cidade sempre recebe de braços abertos os novos moradores.
Homem e Mulher Gigantes: - São as famílias que ajudaram no crescimento do município.
Arco: - É o símbolo da passagem de vilarejo para cidade.
Rocha que prende as estátuas gigantes: - Mostra que os homens fincaram suas raízes aqui.
Sol: - Representa a atualidade
Fonte: Significa o futuro, a renovação, a vida.

[editar] Parque ecológico

Entrada do Parque Ecológico.

O Parque Ecológico Municipal de Americana "Cid Almeida Franco", foi inaugurado em 12 de outubro de 1984. Está localizado no final da Avenida Brasil, com uma área de 120 mil metros quadrados.

Posteriormente foi transformado em um dos mais bem estruturados zoológicos do estado de São Paulo. Atualmente uma das grandes finalidades do parque é utilizar os animais mantidos em cativeiro na realização de trabalhos de educação ambiental, tentando mostrar que nós temos a grande responsabilidade na sobrevivência das espécies animais e vegetais.

Atualmente contamos com um plantel de aproximadamente 500 animais (entre répteis, aves e mamíferos) de 100 espécies diferentes, sendo que mais de 80% deles pertecem a fauna brasileira. Muitos deles estão ameaçados de extinção, o que mostra a preocupação com o estudo e a conservação dos animais brasileiros.

Além dos animais em cativeiro que recebem cuidados especiais (recintos bem elaborados e alimentação especial), a área do Parque Ecológico recebe inúmeras espécies de aves livres e comuns na cidade, que encontram condições ambientais para sua sobrevivência. O número de visitantes tem sido de 500 mil por ano.

[editar] Matriz Nova de Santo Antônio

Igreja Matriz Nova de Santo Antônio.

Os cerca de três milhões de tijolos, 30 metros de largura, 80 metros de comprimento, 22 metros de altura na nave central, 50 metros de cúpula e 42 metros de piso, revelam a imponência da Matriz. Além desta gigantesca estrutura arquitetônica em estilo neoclássico, a igreja guarda um rico patrimônio de arte sacra. Suas paredes e teto têm pinturas que são verdadeiras obras de arte, pintadas pelos irmãos Pedro e Uldorico Gentilli. Pedro Gentilli começou a trabalhar em 1961 e acabou morrendo envenenado pela tinta que usava em 8 de agosto de 1968. Adoeceu quando pintava o quadro da morte de São José, que foi mantido inacabado. A obra da pintura da igreja continuou com seu irmão Uldorico Gentilli, que terminou o trabalho em 1972. Além da pintura, esculpiu doze imagens para o lado externo da cúpula. Destas imagens, oito medem 3,4 metros de altura e quatro medem 2,40 metros. As figuras foram modeladas em barro e depois fundidas em cimento. Mais tarde, em 1959, foi instalado em cima da cúpula uma imagem de Santo Antonio com 4,10 metros de altura, junto com os sinos. De cada janela foi feito um vitral com um dos dez mandamentos, feitos por diversos artistas, seguindo as imagens bíblicas, já selecionadas pelo monsenhor Nazareno Maggi. A pintura foi feita em vidros importados da Alemanha, que foram cozidos no fogo. A igreja tornou-se um dos principais pontos turísticos da cidade. Está em andamento o projeto de transformação da igreja em Basílica. [13] [17]

[editar] Festa do Peão

O tradicional Desfile de Cavaleiros que acontece no dia de encerramento da Festa do Peão de Americana.

O rodeio de Americana teve início em 1987, através da parceria entre o CCA (Clube dos Cavaleiros de Americana) e Zé do Prato, o maior locutor de rodeios do Brasil. A idéia da festa surgiu durante uma romaria à Bom Jesus de Pirapora, do Presidente do atual CCA Beto Lahr. E o primeiro rodeio de Americana aconteceu no recinto da Fidam (Feira Industrial de Americana) no coração da cidade.

O evento, que começou com público de pouco mais de 25 mil pessoas, hoje atrai multidão superior a 400 mil pessoas. A festa ganha destaque pelas inovações tecnológicas, shows da atualidade e demais atrações, além de diversos prêmios.

O que mais chama a atenção na Festa do Peão de Americana é sua mega estrutura, só a arquibancada montada ao redor da Arena é considerada a maior da América Latina. Além disso, todos os camarotes oferecidos são amplos e bem decorados com acesso a um lounge tematizado em estilo country que todos os anos faz o maior sucesso. Outra facilidade é sua praça de alimentação que oferece variedades gastronômicas para todos os gostos.

Assim, como em todos os grandes rodeios, a Festa conta anualmente com a presença de artistas famosos da música sertaneja e do pop nacional que se apresentam em shows exclusivos para o evento. Para representar a religiosidade e a tradição da cidade, foi montada a Vila Aparecidinha, onde fica a Igrejinha de Nossa Senhora Aparecida, onde, antes da montaria peões e público fazem seus pedidos.

A qualidade do seu Rodeio já rendeu muitos prêmios para Americana. O principal deles foi o título de "Melhor Festa do Peão do Brasil", através do troféu Arena de Ouro. A cidade ainda carrega o título de "Melhor Comissão Organizadora" e do "Melhor Público de Rodeio", o que, garantem os organizadores, não foi nada fácil de conquistar.

Um dos orgulhos do Clube dos Cavaleiros de Americana é o fato de desde a criação da Festa, entidades assistenciais serem beneficiadas com direito a participarem do evento através da colocação de barracas dentro do Parque como forma de arrecadar fundos para seus trabalhos, cumprindo assim a intenção inicial do Rodeio.

Muitos visitantes deixam para comprar seu traje de peão na própria cidade para aproveitar os bons preços oferecidos. Além das muitas opções e estilos de chapéus, cintos e camisas estilo country, o forte do comércio local são as botas feitas de couro de avestruz. Depois das compras, nada melhor do que ir para o Parque de Rodeios e se entregar a emoção da Festa.

[editar] Infra-estrutura

Rua Fernando de Camargo

[editar] Urbanização

Americana possui zoneamento urbano que favorece a locomoção entre os diferentes pontos da cidade, facilitando acesso aos bairros e zonas industriais[carece de fontes?]. O município tem 95% de suas ruas asfaltadas, 95% de casas com rede de água e esgoto, 100% das residências com iluminação pública e 85% de seu esgoto é tratado. A coleta de lixo atende de forma diversificada 98% da cidade, contando residências, indústrias e hospitais. A coleta seletiva está sendo gradualmente implantada no Município. Americana com pouco mais de 200 mil habitantes já apresenta sinais, da rotina de cidades grandes, um deles é o trânsito pesado, que vem fazendo parte do cotidiano dos motoristas americanenses, com horários específicos, são eles: entre 6:00 e 8:00, entre 11:00 e 14:00 e entre 17:00 e 20:00.

[editar] Segurança

Há o policiamento realizado pelos 191 policiais pertencentes ao 19º Batalhão da PM do estado de São Paulo. Americana tem 15 delegados, 27 escrivães, 40 investigadores e 187 guardas municipais da GAMA (Guarda Armada Municipal de Americana). O Corpo de Bombeiros se enquadra na categoria 1 como um dos mais bem aparelhados do Estado de São Paulo, com um contingente de cerca de 30 homens, que operam com duas viaturas de resgate e três de combate a incêndios.

[editar] Saneamento

Estação de Tratamento de Água

A água de Americana é tratada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que captura do Rio Piracicaba 900 litros por segundo de água, que em seguida é encaminhada para o processo de tratamento em uma das duas Estações de Tratamento de Água (ETA), que através de processo convencional tratam cerca de 77 milhões de litros de água por dia e distribui para mais de 60 mil residências do município.

Devido à presença de Cyanobactérias e algumas espécies de algas, a água de Americana é tratada com carvão ativado (10 ppm), pois o tratamento com cloro ou sulfato de cobre, provoca estresse nestes organismos, o que pode causar a liberação de toxinas na água. O tratamento com carvão ativado não oferece nenhum risco à população.

Durante todo o tratamento são realizadas análises de controle operacional que visam aferir a eficiência de cada fase do processo empregado. Diariamente são feitas coletas em vários pontos da cidade com a finalidade de se realizar analises físico-químicas e microbiológicas, nos laboratórios da ETA, no intuito de garantir a qualidade da água distribuída e a conformidade com a legislação federal vigente (portaria 1469 – FUNASAMS).

Além de todo o controle laboratorial utiliza-se como auxiliar um lago de controle biológico de qualidade, onde espécies sensíveis de peixes detectam as menores variações nos aspectos físico-químicos da água tratada. [18]

[editar] Educação

[editar] Escolas estaduais

São 38 estaduais de 1º e 2º graus, um centro estadual de ensino Supletivo (Ceesa), um Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (ETE Polivalente).

[editar] Escolas municipais

São duas escolas de ensino fundamental (EMEF), 31 Escolas de Ensino Infantil (EMEIs), quatro Centros Integrados de Educação Pública, um centro Atendimento Integrado à Comunidade (CAIC), doze creches e quatro Casas da Criança (Ensino Infantil Integrado).

[editar] Escolas particulares

São nove de 1º e 2º graus, 35 de educação infantil e duas de educação especial.

[editar] Escolas técnicas e profissionalizantes

FATEC Americana
  • Colégio Antares
  • Colegio Anglo Campinas - Unidade Americana!

[editar] Faculdades

[editar] Transportes

[editar] Ônibus e táxi

Terminal Central da cidade.

O transporte coletivo urbano é feito pela empresa Viação Princesa Tecelã (VPT) e pela Viação Cidade de Americana (VCA).

Diariamente circulam 50 linhas na cidade, sendo atendidas com 109 ônibus, transportando em média 14 milhões de passageiros por ano. Além das linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU-SP.

A cidade conta com um terminal rodoviário que atende 71 mil pessoas por mês para linhas de ônibus intermunicipais e interestaduais.

Americana também conta com uma frota de 102 taxis.

[editar] Aeroporto de Americana

Ver artigo principal: Aeroporto de Americana

O Aeroporto de Americana é um importante referencial do tráfego aéreo da região, possui pista asfaltada, iluminada (para vôos noturnos), com balizamento e dimensões de 1200x30 metros.

São realizados cerca de 260 pousos e decolagens mensalmente. Em aprovação no SERAC-4 e na ANAC o Plano Emergencial para Acidentes Aeronáuticos e o Plano Básico de Zonas de proteção e de Ruído. Seu projeto de revitalização encontra-se em andamento.

[editar] Rodovias

[editar] Principais vias

Avenida Dr. Antônio Lobo, Centro.
Avenida Antônio Pinto Duarte
  • Avenida da Saudade
  • Avenida Brasil
  • Avenida Cillos (saída na SP-304)
  • Avenida Campos Sales
  • Avenida Iacanga (saída na SP-304)
  • Avenida Pascoal Ardito
  • Avenida Antônio Pinto Duarte (saída da Rodovia Anhangüera)
  • Avenida Dr. Antônio Lobo
  • Avenida Nossa Senhora de Fátima
  • Avenida Abdo Najar
  • Avenida dos Bandeirantes (saída na SP-304)
  • Avenida da Amizade
  • Rua Dom Pedro II
  • Rua Fernando de Camargo
  • Rua 30 de Julho (parte dela no calçadão)
  • Rua Dom Bosco (saída na SP-304)

[editar] Saúde

A cidade é privilegiada no atendimento às necessidades de saúde da população, graças aos investimentos da Prefeitura na manutenção de um dos melhores e mais bem equipados hospitais públicos, dos 20 postos de saúde e uma policlínica, que formam uma rede bem aparelhada para o atendimento ao município.

Além dessa rede municipal que oferece atendimento gratuito, tem o reforço de seis hospitais particulares, dando uma ótima relação leito/habitante, acima da recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

[editar] Hospitais

Particulares
  • Hospital Unimed
  • Hospital Cliníca São Lucas
  • Hospital São Francisco
  • Serviço de Assistência Médica de Americana (Samam)
  • Serviço Espírita de Assistência e Recuperação de Americana (SEARA)
Públicos
  • Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi
  • Hospital Infantil André Luis
  • Hospital Dia Luiza da Motta Tebaldi[19]

[editar] Cultura

[editar] Teatros

  • Teatro de Arena Elis Regina
Teatro de Arena "Elis Regina"

Construído em 1981, o teatro que outrora foi palco de apresentações de vários artistas, permaneceu por mais de uma década em total abandono, tornando-se ponto de prostituição e uso de drogas. Em 2000 iniciou-se as obras de reforma, que por motivos financeiros só foram concluídas quatro anos depois, sendo reinaugurado em 22 de setembro de 2004. A intenção dos engenheiros com o projeto de remodulação do teatro era dar a idéia de um circo, um local de espetáculos alegre e de múltiplas atividades. Para tal o teatro foi coberto com uma lona branca em arco, que trouxe uma característica ímpar, além de um tom de leveza e brancura. O teatro oferece 1100 cadeiras na platéia coberta, 02 camarins e amplo estacionamento.

  • Teatro Municipal Lulu Benencasse
Teatro Municipal "Lulu Benencase"

Inaugurado no ano de 1986, o Teatro Municipal ocupa o prédio do antigo “Cine Brasil”, que por décadas foi um dos principais pontos de encontro dos jovens americanenses. Desde sua inauguração tem abrigado grandes apresentações culturais como espetáculos e festivais de teatro, dança e música, além de atividades de cunho social e projetos de valorização das artes por artistas da cidade e região. Depois de pesquisarem a melhor locação em cidades de todo o Brasil, os produtores do filme "Por Trás do Pano" (Brasil, 1999, com Denise Fraga) decidiram pelo Teatro “Lulu Benencase” porque a sala possui as características típicas de um teatro tradicional, despertando no imaginário do público a paixão por esta expressão artística. O teatro tem capacidade para 840 lugares.

[editar] Biblioteca municipal

Vista aérea da Biblioteca Pública Municipal.

A Biblioteca Municipal "Professora Jandira Basseto Pântano" foi fundada em 25 de outubro de 1955. Ocupa o antigo prédio do Grupo Escolar "Dr. Heitor Penteado", na praça Comendador Müller, ao lado da Matriz de Sato Antônio. Possui aproximadamente 41.429 livros de Assuntos Gerais e 9051 livros Infanto-Juvenis, totalizando 50.480 livros (junho de 1999). Com um acervo de periódicos de 114 títulos totalizando 24445 fascículos e 46 revistas infantis totalizando 3.252 fascículos. A média de público mensal no ano de 1998 foi de 600 pessoas, sendo o período da tarde o de maior movimento. Possui seu quadro de associados com 31900 sócios inscritos até dezembro de 1998.

A biblioteca leva o nome da professora Jandyra Basseto Pântano, nascida em 27 de outubro de 1916, em Villa Americana. Fez seus primeiros estudos nas Escolas Reunidas, uma das primeiras escolas fundadas na cidade. Concluiu o curso normalista em Campinas. Em janeiro de 1938 foi nomeada para exercer o cargo professora substituta efetiva do Grupo Escolar "Dr. Heitor Penteado". Na escola passou 22 anos do magistério como professora primária dando exemplo de assiduidade e trabalho. Ela conquistou seus alunos pela firmeza de caráter e bondade de coração. Trabalhou com todas as séries, mas a de sua preferência foi sempre o quarto ano, pois com esses alunos a suas preocupação era prepará-los para a vida. A professora aposentou-se em 9 de março de 1968 e morreu em 7 de junho de 1988. Mesmo depois de largar o ensino oficial, Jandyra Basseto continuou recebendo alunos em sua casa. Ela chegou até a alfabetizar adultos e a ajudar alunos carentes.

[editar] Museus e espaços culturais

  • Museu de Arte Contemporânea (MAC): Fundado no ano de 1978, localiza-se no prédio anexo à Biblioteca Municipal. O acervo do MAC é composto por cerca de 260 obras de artistas modernos contemporâneos entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias e instalações. No local há exposições de artistas locais e de outras cidades. Promove mostras periódicas de seu acervo, bem como de artistas contemporâneos de todo o país, além de palestras, oficinas e workshops de artes. Possui também uma biblioteca que atende estudantes, artistas e demais interessados em artes plásticas. Realiza anualmente um concurso de âmbito nacional, o "Prêmio Revelação de Artes Plásticas" que premia a produção de artistas jovens. O Museu de Arte Contemporânea de Americana tem oferecido de forma gratuita, desde o ano 2000 o atendimento didático aos alunos das escolas que tenham interesse em visitar as exposições realizadas.
  • Museu Histórico e Pedagógico "Conselheiro João Carrão"
Placa na entrada do Museu Histórico de Americana ao lado do tronco onde os escravos eram castigados.

O Museu encontra-se na sede da antiga fazenda Salto Grande, um prédio do século XVIII, construído em taipa de pilão, com estrutura e fundações em madeira de lei, em estilo colonial mineiro, uma das mais antigas construções de toda região. Localizado na confluência dos rios Atibaia e Jaguari, o museu abriga um acervo diversifiado, formado por fotografias, mapas, objetos históricos, máquinas, mobiliário, instrumentos de tortura usados pelos capatazes para castigar os negros que trabalhavam na fazenda, e outros objetos, sempre buscando contar um pouco da história da consolidação da cidade, de seu povo e dos períodos históricos que ela presenciou. Ao lado do prédio localizava-se a senzala dos escravos, que desabou durante uma tempestade que atingiu a região. O prédio é tombado pelo Condephaat desde 1982, e no momento está fechado para restauração.

  • Casa de Cultura Hermann Müller
Casa de Cultura Hermann Müller.

Localizada na antiga casa da Família Müller, a Casa de Cultura, vinculada a Secretaria de Educação e Cultura, tem como objetivo fomentar a produção cultural, oferecendo a população um espaço de lazer e atividades. O local é um recanto de rara beleza natural que chegou ao apogeu de seu desenvolvimento têxtil, arquitetônico e paisagístico, sob a administração de família Müller. Estes proprietários, de origem alemã, transportaram para a localidade toda a concepção de urbanização baseada num estilo que se materializou nas edificações das fábricas, residências patronais, hotéis, escolas, cooperativas e moradias dos operários. Carioba oferecia inúmeras possibilidades de educação e lazer em meio a uma intensa participação cultural. Por várias décadas o bairro foi o centro da atividade têxtil, até que em meados de 1940 o setor começou a se difundir em Villa Americana. As pessoas que nasceram em Carioba se empenharam pela preservação do conjunto arquitetônico, mas, durante a década de 80, após o pedido de tombamento junto ao Condephaat ter sido arquivado, Carioba teve grande parte de seus prédios demolidos, principalmente as construções operárias. O acervo remasnescente é hoje de propriedade do poder público.

  • Estação Cultural

Funciona no antigo prédio da Estação Ferroviária de Americana, fundado em agosto de 1875 e que foi doado pela Fepasa para a Prefeitura Municipal. Com o fim do transporte ferroviário de passageiros, a estação foi entrando num processo de degradação que culminou na transformação do prédio em moradia de mendigos, menores e usuários de drogas, que inclusive a utilizavam como banheiro. Além do incômodo cheiro de urina, a estação atraía animais peçonhentos devido ao mato alto nos trilhos. Esta situação estendeu-se até 2004 quando foi restaurada e finalmente reinaugurada, no dia 22 de dezembro. Desde então nomeada como "Estação Cultural" está abrigando projetos da Secretaria de Cultura e Turismo da cidade, como o Raízes e o Arte na Praça. O espaço conta ainda com áreas destinadas a Casa do Artesão, Cine Clube, salas de exposições e balcão de informações turísticas. A reforma da Estação foi uma parceria entre a Prefeitura Municipal e o Projeto de Revitalização da Área Central de Americana.

  • Arquivo Histórico Municipal

Instalado na antiga escola do bairro Carioba, foi inaugurado no dia 27 de agosto de 2001, data oficial da fundação do município (1875). O vasto e precioso arquivo de documentos oficiais, desde a fundação da Fábrica de Tecidos Carioba no ano de 1875, que coincide com a inauguração da Estação Ferroviária do Município, que contou com a presença de D. Pedro II, esta reunido em tradicional prédio, para pesquisa de estudantes, historiadores e demais interessados, onde também serão mantidas exposições permanentes. Como primeira etapa, foi providenciado a recuperação e adaptação do velho prédio. Na segunda etapa aconteceu o penoso trabalho de reunir e selecionar documentos que marcaram mais de 125 anos de história do nosso município, em parceria da Administração com o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Americana (Condepham).

[editar] Orquestra Sinfônica e Banda Municipal

Orquestra Sinfônica Municipal de Americana.

Criada em 1987 ainda como Orquestra de Câmara ela reunia pouco mais de 10 músicos com repertório voltado para o clássico e a música barroca. Mantida totalmente pela Prefeitura Municipal, se tornou Sinfônica em 1997, com a contratação de mais músicos completando os naipes de cordas, sopro de madeira e metal. Fazem parte da orquestra 44 músicos profissionais. A orquestra desenvolvende vários trabalhos que visam a valorização e a aproximação do público com a música sinfônica. Destaca-se o "Encontro com a Sinfônica", dedicado as crianças e jovens que têm oportunidade de conhecer de perto o funcionamento de uma orquestra, os instrumentos musicais e o seu repertório. O Movimento Corais tem oferecido a oportunidade de participação dos vários corais existentes na cidade em concertos com a própria orquestra. Os concertos Clássicos são dedicados a execução das obras dos grandes mestres da música sinfônica. A orquestra também gravou um CD com a dupla Sá & Guanabira. Recentemente, foi lançado o segundo CD intitulado "Caipira Clássico" onde, em parceria com os violinistas Paulinho Nogueira e Laércio Ilhabela, recria alguns clássicos da verdadeira música caipira brasileira em arranjos sinfônicos. A Banda Municipal "Monsenhor Nazareno Maggi" foi fundada em novembro de 1973, e tem uma importante trajetória cultural de valorização da música de boa qualidade, com apresentações e participações em festivais, além de colecionar vários prêmios em concursos por todo o Brasil e revelar novos talentos.

[editar] Esporte

No futebol a cidade está representada pelo Rio Branco Esporte Clube fundado em 4 de Agosto de 1913. O Rio Branco disputava a série A do Campeonato Paulista desde 1992 e foi rebaixado em 2007. Também pertence à Série C do Campeonato Brasileiro. Seu estádio é o Décio Vitta que tem capacidade para 15 mil pessoas. Americana é a cidade do Nadador Paraolímpico Danilo Binda Glasser. Ganhador de duas medalhas de bronze nas Paraolimpíadas de Sydney 2000 e Atenas 2004. Recordista Mundial Paraolímpico dos 50 Livre em piscina curta na classe S10. Ganhador de 12 medalhas Pan-Americanas, sendo 9 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze. Foi eleito pelo COB o melhor atleta paraolimpíco do Brasil em 2000.

[editar] Calendário oficial

Principais datas comemorativas
Data Nome Observações
17 de março Dia do Façonista Homenagem aos façonistas
18 de maio Dia da Defesa da Indústria têxtil americanense. Relembra a importância da industria têxtil no município
2 de junho Dia da Comunidade Italiana Homenagem aos descendentes de italianos
13 de junho Dia de Santo Antônio, Dia da Princesa Tecelã Feriado municipal
30 de julho Criação do Distrito de paz de Villa Americana
Entre 17 e 27 de agosto Semana Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural Relembra a importância de se preservar o patrimônio histórico do município
27 de agosto Fundação de Americana Data da inauguração da estação ferroviária
20 de setembro Dia do Guarda Municipal Homenagem aos guardas municipais
12 de novembro Dia da criação do município de Villa Americana Emancipação política de Americana

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 4,2 4,3 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. http://www.redemunicipiosps.org.br/moodle/mod/forum/discuss.php?d=60
  6. http://devel.americana.sp.gov.br/americanaV5/americanaEsmv5_Index.php?a=noticias&it=7&ta=2&i=1&nt=141
  7. 7,0 7,1 7,2 7,3 7,4 7,5 BIANCO, Jessyr Americana – Edição Histórica. Americana: Editora Focus, 1975
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 8,5 Jolumá Brito, História de Campinas Vol XVIII
  9. 9,0 9,1 9,2 9,3 9,4 9,5 Resumo Histórico - Prefeitura de Americana
  10. Lei nº 916 de 30 de julho de 1904
  11. "As três mortes de Elihu Root", Ralph Giesbrecht, A Tribuna, Santa Cruz das Palmeiras, 4 de março de 2000
  12. Lei nº 1983 de 12 de novembro de 1924
  13. 13,0 13,1 Matéria no Jornal O Liberal sobre a Matriz
  14. Posição ocupada pelos 100 maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes e participações percentuais relativa e acumulada, segundo os municípios e respectivas Unidades da Federação - 2005
  15. http://www.liberal.com.br/blogs/entrelinhas/2009/01/feio-ou-belo.html
  16. http://www.guiadeamericana.com.br/portal.htm
  17. Matéria do Jornal Todo Dia sobre a Matriz
  18. Departamento de Água e Esgoto de Americana(DAE)
  19. http://www.americana.sp.gov.br/Legislacao/Leis/4544.htm

[editar] Bibliográficas

  • BIANCO, Jessyr. Americana – Edição Histórica. Americana: Editora Focus, 1975
  • BRITO, Jolumá Historia de Campinas vol XVIII Gráfica Saraiva
  • PALUMBO, Evelin As Transformações Urbanas da Área Central de Americana. Dissertação de Mestrado, PUC Campinas, 2007

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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