Lojas Americanas

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Lojas Americanas
Lojas Americanas S.A.
Slogan Todo mundo vai.
Tipo Sociedade anônima
Cotação BM&F Bovespa: LAME3, LAME4
Indústria Varejo
Fundação 3 de setembro de 1929
Sede Niterói, Rio de Janeiro,  Brasil
Pessoas-chave Carlos Alberto Sicupira, (Presidente)
Miguel Gomes Gutierrez. (CEO)
Empregados 12.396
Lucro Lucro R$ 158,8 milhões (2010)[1]
LAJIR Lucro R$ 586,6 milhões (2010)[1]
Renda líquida Lucro R$ 2,9 bilhões (2010)[1]
Página oficial lmp.todomundovai.com.br
americanas.com

Lojas Americanas (LASA) (BM&F Bovespa: LAME3, LAME4) é uma empresa brasileira do segmento de varejo fundada em 1929 na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, pelo Austríaco Max Landesmann e pelos norte-americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger. Atualmente, a empresa conta com mais de 731 estabelecimentos de vendas em 22 Estados do Brasil e também no Distrito Federal. É a quarta maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar em 2012.

A Lojas Americanas tem sua sede na cidade do Rio de Janeiro e conta com 4 centros de distribuição, em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), Barueri (São Paulo), Brasília (Distrito Federal) e Recife (Pernambuco). No início de 2012 a empresa anunciou a implantação de um centro de distribuição na cidade de Uberlândia (Minas Gerais) para a Americanas.com e os sites da Shoptime e Submarino que são pertencentes as Lojas Americanas pelo grupo B2W .

É controlada por três empresários: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, o mesmo trio que comanda a Inbev (antiga AmBev), GP Investimentos, América Latina Logística e outros grupos. A rede comercializa mais de 80 mil itens de quatro mil empresas diferentes.

Em janeiro de 2007 a Lojas Americanas adquiriu a operação brasileira da rede de videolocadoras Blockbuster por R$ 186,2 milhões[2] e adaptou as lojas ao modelo Americanas Express.

Através do programa de expansão “Sempre Mais Brasil”, que prevê a abertura de lojas em todos os estados brasileiros até 2013, a rede pretende se tornar a primeira empresa varejista com presença em todo o território nacional.[3]

História[editar | editar código-fonte]

A empresa foi fundada em 1929, pelos americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger que partiram dos Estados Unidos em direção a Buenos Aires com o objetivo de abrir uma loja no estilo Five and Ten Cents (lojas que vendiam mercadorias a 5 e 10 centavos, na moeda americana). A ideia era lançar uma loja com preços baixos, no modelo que já fazia sucesso nos Estados Unidos e na Europa no início do século. No navio em que viajavam, conheceram os brasileiros Aquino Sales e Max Landesman que os convidaram para conhecer o Rio de Janeiro.

Na visita ao Rio de Janeiro, os americanos perceberam que havia muitos funcionários públicos e militares com renda estável, porém com salários modestos, e a maioria das lojas não eram destinadas a esse público. As lojas existentes, em geral, vendiam mercadorias caras e especializadas, o que obrigava uma dona de casa ir a diferentes estabelecimentos para fazer as compras. Foi assim que decidiram que o Rio de Janeiro era a cidade perfeita para lançar o sonhado empreendimento – uma loja de preços baixos para atender àquela população “esquecida” e que vendesse vários tipos de mercadorias. Eles desejavam oferecer uma maior variedade de produtos a preços mais acessíveis.

Assim, no ano de 1929, inauguraram a 1ª Lojas Americanas, em Niterói (RJ), com o slogan “Nada além de 2 mil réis”.

Durante a primeira hora de funcionamento, nenhum cliente apareceu. O fracasso parecia iminente. No entanto, uma garotinha, após passar minutos olhando através da vidraça, entrou e comprou uma boneca. A Lojas Americanas conquistava, assim, seu primeiro cliente, dos muitos que viriam depois.

No final do primeiro ano, já eram quatro lojas: três no Rio e uma em São Paulo.

Em 1940, Lojas Americanas se tornou uma sociedade anônima, abrindo assim seu capital.

Em 1982, os principais acionistas do Grupo Garantia entraram na composição acionária de Lojas Americanas como controladores.

No 1° semestre de 1994, Lojas Americanas concretizou a formação de uma “joint venture” com o nome de Wal Mart Brasil S/A, com participação de 40% das Lojas Americanas S.A, e 60% por parte da Wal Mart Store Inc. na composição do capital.

Em dezembro de 1997, por decisão do Conselho de Administração da empresa, foi aprovada a venda total da participação de 40% na “joint venture” para o Wal Mart Inc. Essa decisão foi tomada após a conclusão de que seria necessário a total concentração de recursos no próprio negócio da companhia.

Em agosto de 1998, o Conselho de Administração aprovou a venda total da participação acionária das Lojas Americanas na empresa 5239 Comércio e Participações S.A, subsidiária que detinha o controle acionário de suas 23 lojas de supermercado, para a empresa francesa Comptoirs Modernes (pertencente ao Grupo Carrefour). A decisão pela saída do segmento supermercadista deveu-se ao processo de consolidação pelo qual passa este setor no Brasil com a entrada de grandes concorrentes internacionais, o que exigiria expressivos investimentos para a manutenção da posição de mercado da Companhia. Desta forma, a Lojas Americanas decidiu novamente focar em seu principal negócio: lojas de descontos.

Em julho de 1999, a companhia decidiu pela segregação de seu negócio imobiliário, tendo o seu capital social reduzido em R$ 493.387 mil, valor correspondente ao investimento possuído pela São Carlos Empreendimentos e Participações S.A.

No final do ano de 1999 a empresa iniciou a venda de mercadorias através da Internet criando a controlada indireta Americanas.com. Em 2000, a Americanas.com teve seu capital aumentado através da subscrição integral feita pelas empresas Chase Capital Partners, The Flatiron Fund, AIG Capital Partners, Next International, Global Bridge Ventures e Mercosul Internet S/A, que juntas subscreveram por US$ 40 milhões, ações correspondentes a uma participação final de 33% do capital social da Americanas.com.

O ano de 2003 teve como principal característica a aceleração do programa de expansão. Com o objetivo de expandir a rede de lojas, foram inauguradas 13 lojas convencionais, fortalecendo a presença da companhia em mercados importantes das regiões Sudeste e Sul do país. Duas outras lojas foram reformadas para possibilitar um melhor atendimento aos clientes. O conjunto de inaugurações contemplou também a abertura, no Rio de Janeiro, das três primeiras lojas "Americanas Express", concebidas segundo o "conceito de vizinhança". São lojas compactas, com sortimento selecionado, mas com os mesmos padrões de qualidade e preço que diferenciam a atuação de Lojas Americanas.

Em 2004, deram continuidade ao processo de expansão através da abertura de 35 lojas e da conclusão do novo Centro de Distribuição em Jandira, na grande São Paulo, visando suportar numa primeira fase, o crescimento orgânico da Cia. tanto das lojas físicas como de seu braço virtual.

O ano de 2005 foi um ano de importantes realizações para maximizar o valor de Lojas Americanas: foram inauguradas 37 novas lojas, foi adquirido o canal de TV e site de comércio eletrônico Shoptime e foi realizada uma joint venture com o Banco Itaú, criando a Financeira Americanas Itaú - FAI, ou Americanas Taií.

Em 2006, dando prosseguimento aos nossos Sonhos para a geração de valor de Lojas Americanas S.A., prosseguiram com a expansão orgânica inaugurando 45 novas lojas e criaram uma nova empresa, a B2W - Companhia Global de Varejo, produto da fusão Americanas.com e do Submarino.

Em janeiro de 2007, Lojas Americanas anunciou a aquisição da BWU – empresa detentora da marca BLOCKBUSTER® no Brasil – e somou mais 127 lojas à sua rede.[4]

Filial em Tangará da Serra, no interior de Mato Grosso, inaugurada em novembro de 2011, consolidando a expansão da rede no Brasil.

Multa por uso de trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2013 a rede Lojas Americanas foi condenada a pagar 250 mil reais para entidades assistenciais sem fins lucrativos devido ao uso de mão-de-obra em condições trabalhistas análogas às de escravidão. A fiscalização ocorreu em janeiro de 2013 na empresa BASIC+ que vende sua mercadoria para as Lojas Americanas e encontrou nessa situação um grupo de bolivianos em Americana que fornecia roupas infantis para a Americanas.[5]

Tipos de lojas[editar | editar código-fonte]

Filial no Shopping Recife.

Atualmente as Lojas Americanas operam com 3 modelos de lojas.

Modelo tradicional[editar | editar código-fonte]

O modelo tradicional das Lojas Americanas, com área média de vendas de 1.500 m² e catálogo de 60 mil itens[6] .

Americanas Express[editar | editar código-fonte]

Lojas compactas, com média de 400 m² de área de vendas e catálogo de 15 mil itens[6] , que variam conforme a loja a fim de atender o perfil do consumidor local. A primeira Americanas Express foi inaugurada em maio de 2003, em Copacabana, no Rio de Janeiro[7] .

Americanas Blockbuster[editar | editar código-fonte]

Modelo de loja criado em 2007, após a compra da Blockbuster do Brasil pelas Lojas Americanas. As lojas possuem em média 400 m² de área de venda, sendo um espaço de 80 a 100 m² dedicado à vídeo-locadora[8] , e o restante ocupado pelo modelo Americanas tradicional ou Americanas Express.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]