B2W Digital

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B2W Digital
B2W Companhia Digital
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: BTOW3
Indústria Varejo
Fundação 23 de novembro de 2006 (7 anos)
Sede Rio de Janeiro,  Brasil
Proprietário(s) Lojas Americanas
Pessoas-chave Anna Christina Ramos Saicali (CEO)
Empregados 8.000
Produtos Diversos
Lucro Aumento R$ 1,507 bilhões (2013)
Faturamento Aumento R$ 6,964 bilhões (2013)[1]
Página oficial Site Oficial

B2W Digital é uma empresa de comércio eletrônico criada no final de 2006 pela fusão entre Submarino, Shoptime, Americanas.com.[2] [3] [4]

De acordo com dados de outubro de 2008, as Lojas Americanas possuem o controle acionário do grupo, detendo 62,72% do capital social; do restante, 42,88% das ações estão em livre circulação no mercado e os 2,56% restantes estão na Tesouraria da empresa. A nova empresa nasceu com cerca de 50% do setor de vendas on-line no país, com forte perspectiva de expansão em diversos canais de distribuição, com o objetivo de competir com as maiores empresas do varejo tradicional.[5]

A B2W tem planos para expandir suas operações para outros países da América Latina, bem como a Índia.[6] A nova empresa iniciou as operações em 2006 com o valor de mercado de cerca de R$6,5 bilhões,[7] tornando-se a terceira maior do setor no mundo[6] .

A B2W Digital é líder em comércio eletrônico na América Latina. A Companhia opera por meio de uma plataforma digital, com negócios que apresentam forte sinergia e um modelo único, multicanal, multimarca e multinegócios.

A B2W Digital possui um portfólio com as marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime, B2W Viagens, Ingresso.com, Submarino Finance, Blockbuster Online e SouBarato, que oferecem mais de 38 categorias de produtos e serviços, por meio dos canais de distribuição internet, televendas, catálogos, TV e quiosques.

Problemas[editar | editar código-fonte]

Na época de sua criação, a empresa era responsável por mais da metade do comércio eletrônico brasileiro recém surgido.[2] Porém, enquanto este crescia, a participação da B2W reduzia-se, chegando a 30% de participação em 2010 e 25% estimado em 2011, aproximadamente.[2] O grupo acumulou um prejuízo, nos nove primeiros meses de 2011, de R$ 60,4 milhões, ao passo que havia lucrado R$ 47,8 milhões no mesmo período do ano anterior.[2] [3]

Entregas[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2011, a B2W foi proibida de vender pelo site Americanas.com no estado do Rio de Janeiro devido à quantidade de produtos não entregues.[2] Em 10 de novembro de 2011, após multa no valor de R$ 1,7 milhão,[4] as vendas nos sites do grupo foram suspensas por três dias pelo Procon de São Paulo pelo mesmo motivo e por um aumento no total de reclamações de 145%.[2]

Cquote1.svg Tomamos essa decisão por causa da reincidência em não entregar muitos produtos. A companhia já foi multada várias vezes, mas recorre, protela o pagamento e continua lesando o consumidor. Cquote2.svg
Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon de São Paulo.[2]

Referências

  1. http://www.b2wdigital.com/upload/releasesderesultados/00002251.pdf
  2. a b c d e f g A B2W está fazendo água?. Isto É Dinheiro (11 de novembro de 2011). Página visitada em 19 de novembro de 2011. "Quando a B2W Companhia Global de Varejo nasceu no final de 2006, da fusão entre Submarino, Shoptime e Americanas.com, ela respondia por mais da metade do nascente comércio eletrônico brasileiro. E a expectativa do mercado era de que as coisas só podiam melhorar a partir daquele momento. Não foi o que aconteceu. De lá para cá, o e-commerce nacional cresceu [...]. O problema: a B2W não acompanhou o passo. E, ano após ano, viu sua participação encolher. Em 2010, ela ficou na casa dos 30% e neste ano deve cair para cerca de 25%. Para piorar, na quinta-feira 10, o Procon-SP decidiu suspender as vendas nos sites do grupo por 72 horas em virtude de produtos não entregues e um aumento de 145% no número de reclamações. [...] “Tomamos essa decisão por causa da reincidência em não entregar muitos produtos”, disse à DINHEIRO Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP. “A companhia já foi multada várias vezes, mas recorre, protela o pagamento e continua lesando o consumidor”. [...] Em maio, a B2W já havia sido proibida de vender pelo site Americanas.com, no Estado do Rio de Janeiro, pelo mesmo problema. [...] O grupo acumula prejuízo de R$ 60,4 milhões nos nove primeiros meses do ano, contra lucro líquido de R$ 47,8 milhões, em igual período de 2010."
  3. a b B2W sofre prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre. Brasil Econômico (10 de novembro de 2011). Página visitada em 19 de novembro de 2011. "Enfrentando problemas de logística, a B2W, união da Americanas.com, Shoptime e do Submarino, informou que sofreu prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre, ante o lucro de R$ 15,9 milhões apurado um ano antes. [...] No acumulado de janeiro a setembro, a B2W apresenta um prejuízo de R$ 60,4 milhões, ante o ganho líquido de R$ 47,8 milhões obtido em 2010."
  4. a b Multa contra a B2W derruba ações da companhia. Brasil Econômico (10 de novembro de 2011). Página visitada em 19 de novembro de 2011. "Nesta manhã, a companhia responsável por Americanas.com, Shoptime e Submarino recebeu multa de R$ 1,7 milhão do Procon-SP e pode ter suas atividades suspensas por três dias em represália ao atraso nas entregas."
  5. FolhaOnLine - Submarino e Americanas.com anunciam fusão das operações.
  6. a b IstoÉDinheiro - Os capitães da Internet.
  7. Ministério da Fazenda do Brasil - Resenha Eletrônica.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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