Lojas Americanas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Americanas Express)
Ir para: navegação, pesquisa
Lojas Americanas
Lojas Americanas S.A.
Slogan Todo mundo vai.
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: LAME3, LAME4
Indústria Varejo
Fundação 3 de setembro de 1929
Fundador(es) Max Landesmann
John Lee
Glen Matson
James Marshall
Batson Borger
Sede Rio de Janeiro,  Brasil
Presidente Carlos Alberto Sicupira
Pessoas-chave Miguel Gomes Gutierrez. (CEO)
Empregados 18.775[1]
Produtos Diversos
Subsidiárias B2W
Valor
de mercado
Aumento R$ 18,842 bilhões (Nov/2014)[2]
Lucro Aumento R$ 462,9 milhões (2013)
LAJIR Aumento R$ 4,074 bilhões (2013)
Faturamento Aumento R$ 13,401 bilhões (2013)[3]
Página oficial lmp.todomundovai.com.br
americanas.com

Lojas Americanas (LASA) (BM&F Bovespa: LAME3, LAME4), também conhecida como Rede Americanas, é uma empresa brasileira do segmento de varejo fundada em 1929 na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, pelo Austríaco Max Landesmann e pelos norte-americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger. A empresa conta com mais de 731 estabelecimentos de vendas em 22 Estados do Brasil e também no Distrito Federal. É a quarta maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar de 2012.

A Lojas Americanas tem sua sede na cidade do Rio de Janeiro e conta com 4 centros de distribuição, em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), Barueri (São Paulo), Brasília (Distrito Federal) e Recife (Pernambuco). No início de 2012 a empresa anunciou a implantação de um centro de distribuição na cidade de Uberlândia (Minas Gerais) para a Americanas.com e os sites da Shoptime e Submarino, que são pertencentes as Lojas Americanas pelo grupo B2W .

É controlada por três empresários: Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, o mesmo trio que comanda a Inbev (antiga AmBev), GP Investimentos, América Latina Logística e outros grupos. A rede comercializa mais de 80 mil itens de quatro mil empresas diferentes.

Em janeiro de 2007 a Lojas Americanas adquiriu a operação brasileira da rede de videolocadoras Blockbuster por R$ 186,2 milhões[4] e adaptou as lojas ao modelo Americanas Express.

Através do programa de expansão “Sempre Mais Brasil”, que prevê a abertura de lojas em todos os estados brasileiros até 2013, a rede pretendia se tornar a primeira empresa varejista com presença em todo o território nacional.[5]

História[editar | editar código-fonte]

A empresa foi fundada em 1929, pelos americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger que partiram dos Estados Unidos em direção a Buenos Aires com o objetivo de abrir uma loja no estilo Five and Ten Cents (lojas que vendiam mercadorias a 5 e 10 centavos, na moeda americana). A ideia era lançar uma loja com preços baixos, no modelo que já fazia sucesso nos Estados Unidos e na Europa no início do século. No navio em que viajavam, conheceram os brasileiros Aquino Sales e Max Landesman que os convidaram para conhecer o Rio de Janeiro.

Na visita ao Rio de Janeiro, os americanos perceberam que havia muitos funcionários públicos e militares com renda estável, porém com salários modestos, e a maioria das lojas não eram destinadas a esse público. As lojas existentes, em geral, vendiam mercadorias caras e especializadas, o que obrigava uma dona de casa ir a diferentes estabelecimentos para fazer as compras. Foi assim que decidiram que o Rio de Janeiro era a cidade perfeita para lançar o sonhado empreendimento – uma loja de preços baixos para atender àquela população “esquecida” e que vendesse vários tipos de mercadorias. Eles desejavam oferecer uma maior variedade de produtos a preços mais acessíveis.

Assim, no ano de 1929, inauguraram a 1ª Lojas Americanas, em Niterói (RJ), com o slogan “Nada além de 2 mil réis”.

Durante a primeira hora de funcionamento, nenhum cliente apareceu. O fracasso parecia iminente. No entanto, uma garotinha, após passar minutos olhando através da vidraça, entrou e comprou uma boneca. A Lojas Americanas conquistava, assim, seu primeiro cliente, dos muitos que vieram depois.

No final do primeiro ano, já eram quatro lojas: três no Rio e uma em São Paulo.

Em 1940, a Lojas Americanas se tornou uma sociedade anônima, abrindo seu capital.

Em 1982, os principais acionistas do Grupo Garantia entraram na composição acionária de Lojas Americanas como controladores.

No 1° semestre de 1994, concretizou a formação de uma “joint venture” com o nome de Wal Mart Brasil S/A, com participação de 40% das Lojas Americanas S.A, e 60% por parte da Wal Mart Store Inc. na composição do capital.

Em dezembro de 1997, por decisão do Conselho de Administração da empresa, foi aprovada a venda total da participação de 40% na “joint venture” para o Wal Mart Inc. Essa decisão foi tomada após a conclusão de que seria necessário a total concentração de recursos no próprio negócio da companhia.

Em agosto de 1998, o Conselho de Administração aprovou a venda total da participação acionária das Lojas Americanas na empresa 5239 Comércio e Participações S.A, subsidiária que detinha o controle acionário de suas 23 lojas de supermercado, para a empresa francesa Comptoirs Modernes (pertencente ao Grupo Carrefour). A decisão pela saída do segmento supermercadista deveu-se ao processo de consolidação pelo qual passa este setor no Brasil com a entrada de grandes concorrentes internacionais, o que exigiria expressivos investimentos para a manutenção da posição de mercado da Companhia. Desta forma, a Lojas Americanas decidiu novamente focar em seu principal negócio: lojas de descontos.

Em julho de 1999, a companhia decidiu pela segregação de seu negócio imobiliário, tendo o seu capital social reduzido em R$ 493.387 mil, valor correspondente ao investimento possuído pela São Carlos Empreendimentos e Participações S.A.

No final do ano de 1999, iniciou a venda de mercadorias através da Internet, criando a controlada indireta Americanas.com. Em 2000, a Americanas.com teve seu capital aumentado através da subscrição integral feita pelas empresas Chase Capital Partners, The Flatiron Fund, AIG Capital Partners, Next International, Global Bridge Ventures e Mercosul Internet S/A, que juntas subscreveram por US$ 40 milhões, ações correspondentes a uma participação final de 33% do capital social da Americanas.com.

O ano de 2003 teve como principal característica a aceleração do programa de expansão. Com o objetivo de expandir a rede de lojas, foram inauguradas 13 lojas convencionais, fortalecendo a presença da companhia em mercados importantes das regiões Sudeste e Sul do país. Duas outras lojas foram reformadas para possibilitar um melhor atendimento aos clientes. O conjunto de inaugurações contemplou também a abertura das três primeiras lojas "Americanas Express", concebidas segundo o "conceito de vizinhança" no Rio de Janeiro. As lojas são compactas, com sortimento selecionado, mas com os mesmos padrões de qualidade e preço que diferenciam a atuação das Lojas Americanas.

Em 2004, deram continuidade ao processo de expansão através da abertura de 35 lojas e da conclusão do novo Centro de Distribuição em Jandira, na grande São Paulo, visando suportar numa primeira fase, o crescimento orgânico da companhia, tanto das lojas físicas como da loja virtual.

O ano de 2005 foi um ano de importantes realizações para maximizar o valor de Lojas Americanas: foram inauguradas 37 novas lojas, foi adquirido o canal de TV e site de comércio eletrônico Shoptime e foi realizada uma joint venture com o Banco Itaú, criando a Financeira Americanas Itaú - FAI, ou Americanas Taií.

Em 2006, dando prosseguimento aos nossos Sonhos para a geração de valor de Lojas Americanas S.A., prosseguiram com a expansão orgânica inaugurando 45 novas lojas e criaram uma nova empresa, a B2W, companhia Global de Varejo, produto da fusão Americanas.com e do Submarino.

Em janeiro de 2007, Lojas Americanas anunciou a aquisição da BWU, empresa detentora da marca BLOCKBUSTER® no Brasil e somou mais 127 lojas à sua rede.[6]

Filial em Tangará da Serra, no interior de Mato Grosso, inaugurada em novembro de 2011, consolidando a expansão da rede no Brasil.

Multa por uso de trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2013, a rede Lojas Americanas foi condenada a pagar 250 mil reais para entidades assistenciais sem fins lucrativos devido ao uso de mão-de-obra em condições trabalhistas análogas às de escravidão. A fiscalização ocorreu em janeiro de 2013 na empresa BASIC+ que vende sua mercadoria para as Lojas Americanas e encontrou nessa situação um grupo de bolivianos em Americana que fornecia roupas infantis para a Americanas.[7]

Tipos de lojas[editar | editar código-fonte]

Filial no Shopping Recife.

Atualmente as Lojas Americanas operam com 4 modelos de lojas. Por conta disso, o nome "Rede Americanas" é por vezes utilizado para se referir à empresa, sendo o modelo tradicional chamado de "Lojas Americanas" propriamente ditas.

Modelo tradicional[editar | editar código-fonte]

O modelo tradicional das Lojas Americanas possui área média de vendas de 1.500 m² e catálogo de 60 mil itens[8] .

Americanas Express[editar | editar código-fonte]

Lojas compactas, com média de 400 m² de área de vendas e catálogo de 15 mil itens[8] , que variam conforme a loja a fim de atender o perfil do consumidor local. A primeira Americanas Express foi inaugurada em maio de 2003 em Copacabana, no Rio de Janeiro[9] .

Americanas Blockbuster[editar | editar código-fonte]

Modelo de loja criado em 2007, após a compra da Blockbuster do Brasil pelas Lojas Americanas. As lojas possuem em média 400 m² de área de venda, sendo um espaço de 80 a 100 m² dedicado à vídeo-locadora[10] , e o restante ocupado pelo modelo Americanas tradicional ou Americanas Express.

Empresas online[editar | editar código-fonte]

Submarino[editar | editar código-fonte]

Em 2006, prosseguiram com a expansão orgânica inaugurando 45 novas lojas e criando uma nova empresa, a B2W – Companhia Global do Varejo, produto da fusão Americanas.com e do Submarino.

Americanas.com[editar | editar código-fonte]

É o site de compras oficial das Lojas Americanas.

Shoptime[editar | editar código-fonte]

É o site das Americanas adquirido em 2005. Foi comprado da Globosat, o canal e o site.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]