SuperVia

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Companhia ferroviária do Rio de Janeiro
Informação
Local Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil
Tipo de transporte Ferroviário
Número de linhas 8 ramais e 5 linhas (um ramal em estudo)
Número de estações 108 (cinco em estudo)
Tráfego Aproximadamente 450.000 por dia útil
Chefe executivo Amin Alves Murad
Website http://www.supervia.com.br/
Número de veículos 160 (38 com ar-condicionado)
Headway de 7 a 40 minutos
Extensão do sistema 252 km
Bitola mista: irlandesa e métrica

SuperVia é o nome da empresa criada pelo consórcio vencedor da licitação (Consórcio Bolsa 2000) que deu a concessão por 25 anos, renováveis por mais 25 anos, para operação comercial e manutenção da malha ferroviária urbana de passageiros da região metropolitana do Rio de Janeiro, a partir do dia 1 de novembro de 1998. Transporta mais de nove milhões de pessoas por mês, com uma média de 450 mil usuários/dia, distribuídos em 89 estações, ao longo de onze municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro.


Índice

[editar] História

Trem da Supervia a aguardar na estação São Cristóvão.

[editar] Implantação e expansão

Em 9 de fevereiro de 1855 o governo imperial firmou contrato com o engenheiro inglês Edward Price para a construção da primeira seção de uma estrada de ferro que visava a promover, a partir do Município da Corte (a então cidade do Rio de Janeiro), uma completa integração do território brasileiro sobre trilhos.

Foi então organizada a Companhia de Estrada de Ferro D. Pedro II, sob a direção de Christiano Benedicto Ottoni. O projeto mestre tinha como objetivo a construção de uma espécie de "espinha dorsal" entre o Rio de Janeiro e Belém do Pará, que teria conexões com todas as regiões do Brasil por meio de ramais a ser construídos pela própria companhia, ou por meio de outras ferrovias.[1]

As obras começaram em 11 de junho de 1855 e, em 29 de março de 1858, foi inaugurada a seção que ligava a Estação Aclamação (na cidade do Rio de Janeiro) à Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu (atual Queimados), num total de 48,21 quilômetros.

Nessa época havia cinco estações: Campo (atual Central do Brasil), Engenho Novo, Cascadura (todas no Município da Corte), Maxambomba (atual Nova Iguaçu) e Queimados, na Província do Rio de Janeiro. Em 8 de novembro do mesmo ano a estrada de ferro se estendeu até Belém (atual Japeri), no sopé da Serra do Mar.

Quando da Proclamação da República, em 1889, a Estrada de Ferro D. Pedro II teve seu nome alterado para Estrada de Ferro Central do Brasil (mudança oficializada a 22 de novembro desse ano).

Foi considerada a maior malha de trens suburbanos do Brasil, com três sistemas: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, além do popularmente conhecido como Trem Xangai, que ligava a periferia de Juiz de Fora ao seu centro.

Em 16 de março de 1957 a Lei 3 115 criou a Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). Uma das principais consequências foi a divisão dos diversos sistemas suburbanos que faziam parte da Estrada de Ferro Central do Brasil, além do fechamento das linhas deficitárias e da absorção de alguns segmentos por outros sistemas ferroviários. A ferrovia acabaria perdendo bastante força, processo agravado pelo fato de o aparelho estatal não ter como prioridade o transporte ferroviário.

[editar] RFFSA, CBTU e Flumitrens

Estação central da Estrada de Ferro Central do Brasil (Marc Ferrez, c. 1870).

Com a construção e posterior duplicação da Rodovia Presidente Dutra, em 1967, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro (o seu ramal mais lucrativo), a ferrovia acabaria perdendo bastante força, processo agravado pelo fato de a administração estatal da RFFSA ser um tanto ineficiente, além de o transporte ferroviário não ser mais a prioridade do governo federal.

Em 22 de fevereiro de 1984 foi fundada a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a partir da mudança de razão social e objetivos da Empresa de Engenharia Ferroviária S.A. (ENGEFER), substituindo a então Diretoria de Transportes Metropolitanos da Rede Ferroviária Federal. Seria subsidiária da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), com a missão de modernizar, expandir e implantar sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos.

Foi aprovada em 27 de julho de 1994, a Lei Estadual 2 143, que permitia ao governo do Estado do Rio de Janeiro criar a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (FLUMITRENS), uma sociedade por ações, transferindo (em 22 de dezembro de 1994) para o governo do estado do Rio de Janeiro a operação dos trens urbanos no Rio de Janeiro. O montante era de 272 milhões de dólares, sendo 128,5 milhões financiados pelo Banco Mundial e 143,5 milhões de contrapartida da União. Compreendia linhas partindo de Belford Roxo, Japeri/Paracambi e Santa Cruz/Itaguaí até a antiga estação Dom Pedro II; Barão de Mauá a Gramacho/Saracuruna; Saracuruna a Vila Inhomirim; Saracuruna a Magé/Guapimirim e Visconde de Itaboraí a Niterói.[2]

Apesar disso, a falta de investimentos públicos na manutenção e expansão do transporte ferroviário fez com que ele perdesse bastante força. Com a prioridade para o transporte rodoviário (que pertencia a empresas privadas), o sistema ferroviário, que em 1984 chegou a transportar um milhão de passageiros por dia, passou a entrar em uma profunda crise, em que a degradação chegou a ponto de afetar a segurança das operações (acidentes), a pontualidade e a confiabilidade das viagens (constantes avarias e diminuição do número de material rodante em funcionamento), a segurança e limpeza das estações e composições. Isto resultou na queda constante e brutal do número de passageiros, que em 1996 chegou a apenas 145 mil passageiros por dia.

[editar] Privatização da malha e investimentos

Como parte de uma nova postura do poder público em relação aos transportes públicos, em detrimento especialmente dos sobre trilhos, a partir de 1995 o sistema passou para o controle do governo estadual (não mais federal), a ter suas operações subsidiadas e a receber diversos investimentos para sua recuperação por parte do Banco Mundial, do governo estadual e federal. Em 1998, a operação da Flumitrens foi privatizada, tendo o consórcio SuperVia ganhado o leilão com um lance de 280 milhões de dólares, dos quais trinta milhões foram pagos de ao Estado e 250 milhões seriam investidos no sistema, sem subsídios.

A SuperVia, como parte do seu compromisso de concessão, alega ter investido de 1998 até 2009 cerca de 545 milhões de reais[3] realizando uma série de melhorias ao longo de todo o sistema, principalmente na infraestrutura e na implantação da bilhetagem eletrônica, isto é, trocando dormentes e trilhos (tornando vários trens mais "confiáveis"), além da reforma de estações, limpeza, conservação e segurança dos trens e estações. Alega-se também que foi possível tornar o sistema pontual: em 1998, antes da concessão, 145 mil passageiros foram transportados por dia, com uma pontualidade de menos de 30%. Em 2009, mais de 510 mil passageiros foram transportados por dia, com pontualidade de 90%.[4]

Também, com dinheiro do Programa Estadual de Transportes (PET), do governo federal e com financiamento do Banco Mundial reconstruiu diversas estações, a frota rodante foi ampliada em três vezes (da frota herdada de 58 trens em funcionamento, apenas 35 eram confiáveis, ou seja, tinham condições de terminar uma viagem) para em torno de 150 por meio de um amplo projeto de reforma e modernização de composições que estavam paradas por absoluta falta de condições de funcionamento, ampliação da eletrificação do ramal de Gramacho até Saracuruna, instalação de climatização em algumas poucas composições e recente compra de vinte composições realmente novas do Japão e da Coreia do Sul (também com sistema de climatização central).

Suas metas iniciais foram:

  • Uma construção de parcerias, ainda que incipiente com outras concessionárias, como o Metrô Rio e as empresas de ônibus do Rio de Janeiro, o que garante acesso facilitado a áreas interioranas pelos habitantes da Zona Oeste e acesso à Zona Sul e Grande Tijuca pelos passageiros da malha ferroviária da SuperVia.
  • Aumento em torno de 30% no número de trens operando nas linhas regulares e especiais.
  • Criação das linhas boosters partindo de Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, Bangu, Campo Grande e Engenho de Dentro, que têm como objetivo atender melhor os passageiros das divisas do Rio de Janeiro.
  • Remodelação e revitalização das estações Madureira, Bangu, Méier e São Francisco Xavier.
  • Eletrificação do trecho Gramacho–Saracuruna.
  • Reativação do Ramal Guapimirim.
  • Abertura de centros culturais.

Estas ações resultaram, em uma década, em um salto no número de passageiros, que passaram de 145 mil pessoas transportadas por dia para algo em torno de quinhentos mil, apesar de haver controvérsias, como as reclamações de passageiros, que alegam maus serviços da concessionária, citando a "má-conservação" dos TUEs do Ramal Belford Roxo e a "complicação" nos acessos às estações, devido à estrutura das mesmas, entre outros.

Seus projetos futuros se fixaram no programa Supervia em Movimento, que contempla medidas em curto prazo. Seus objetivos seriam a aquisição de outros trinta novos trens climatizados, reforma e instalação de refrigeração em 73 trens de aço inox, implantação de um novo sistema de sinalização, modernização da infraestrutura e intervenções em 98 estações, além da revitalização do ramal Guapimirim.[5][6]

A 13 de novembro de 2010 foi noticiado que a Odebrecht estaria próxima de assumir a empresa, arrematando 60% das ações.[7] No ano seguinte, a empresa passou a operar o transporte de passageiros no Teleférico do Alemão.[8]

[editar] Infraestrutura

[editar] Linhas

A Supervia opera oito linhas, todas com destino à Estação Central do Brasil: Linha Japeri, Linha Santa Cruz, Linha Deodoro, Linha Saracuruna, Linha Belford Roxo, Linha Paracambi, Linha Vila Inhomirim e Linha Guapimirim. Existe uma linha em estudo, a Linha Ilha do Governador.

Existem as linhas especiais, que partem de polos importantes dos municípios às margens da estrada de ferro, são elas: Central do Brasil ↔ Gramacho, Central do Brasil ↔ Queimados, Central do Brasil ↔ Nova Iguaçu, Central do Brasil ↔ Bangu e Central do Brasil ↔ Campo Grande/West Shopping e Engenho de Dentro ↔ Japeri. As linhas oferecem serviço diferenciado, como ar-condicionado e itinerário mais rápido.

[editar] Estações

Muitas delas não receberam reformas que alterassem a estrutura de bilheterias e plataformas, as instalações hidráulicas (impossibilitando a instalação de banheiros públicos) etc. Em algumas estações, como a Central do Brasil, a plataforma não tem o mesmo nível do piso dos trens (o que representa um risco às pessoas com dificuldade de locomoção). Poucas têm acessibilidade a cadeirantes.

[editar] Tabela do Sistema

Linha Terminais Comprimento Estações Duração Funcionamento
Deodoro Central do Brasil ↔ Deodoro 22,05 km 19 38 min. Dias úteis: 04h20 – 23h20.
Santa Cruz Central do Brasil ↔ Santa Cruz 54,75 km 23 77 min. Dias úteis: 03h30 – 22h15; Sábados: 04h30 – 19h30;
Domingos: 05h00 – 19h30; Feriados: 05h00 – 19h30.
Japeri Central do Brasil ↔ Japeri 61,75 km 19 81 min. Dias úteis: 03h30 – 00h25; Sábados: 04h30 – 21h45;
Domingos: 05h10 – 21h45; Feriados: 05h10 – 21h45.
Paracambi Japeri ↔ Paracambi 8,26 km 4 15 min. Dias úteis: 03h30 – 23h20; Sábados: 04h00 – 20h20;
Domingos: 04h40 – 21h20; Feriados: 05h10 – 20h20.
Belford Roxo Central do Brasil ↔ Belford Roxo 27,70 km 18 53 min. Dias úteis: 04h00 – 22h00; Sábados: 05h30 – 21h00;
Domingos: 05h40 – 14h25; Feriados: 06h00 – 19h00.
Saracuruna Central do Brasil ↔ Saracuruna 34,02 km 18 59 min. Dias úteis: 04h00 – 23h30; Sábados: 05h00 – 20h00;
Domingos: 05h30 – 20h00; Feriados: 05h30 – 18h30.
Vila Inhomirim Saracuruna ↔ Vila Inhomirim 15,35 km 8 47 min. Dias úteis: 04h00 – 21h30; Sábados: 05h00 – 19h00;
Domingos: 05h30 – 19h00; Feriados: 05h30 – 18h20.
Guapimirim Saracuruna ↔ Guapimirim 17,3 km 19 69 min. Dias úteis: 06h00 - 23h00

[editar] Linhas especiais

Linha Terminais Tipo do trem Estações Duração
Campo Grande Central do Brasil ↔ Campo Grande Parador 29 68 min.
Bangu Central do Brasil ↔ Bangu Parador 25 56 min.
Japeri Central do Brasil ↔ Japeri Expresso 14
Engenho de Dentro Engenho de Dentro ↔ Japeri Semi-Direto 17 64 min.
Queimados Central do Brasil ↔ Queimados Semi-Direto 17 66 min.
Nova Iguaçu Central do Brasil ↔ Nova Iguaçu Semi-Direto 14 51 min.
Nilópolis Central do Brasil ↔ Nilópolis Semi-Direto 10 40 min.
Belford Roxo Central do Brasil ↔ Belford Roxo Expresso 9 46 min.
Gramacho Central do Brasil ↔ Gramacho Parador 15 44 min.

[editar] Tabelas do sistema (a partir de setembro de 2011)

Linha Terminais Comprimento Estações
Bangu Central do Brasil ↔ Bangu 22,05 km 25
Santa Cruz Central do Brasil ↔ Santa Cruz 54,75 km 23 77 min.
Japeri Central do Brasil ↔ Japeri 61,75 km 19
Paracambi Japeri ↔ Paracambi 8,26 km 4
Belford Roxo Central do Brasil ↔ Belford Roxo 27,70 km 18
Saracuruna Central do Brasil ↔ Saracuruna 34,02 km 18
Vila Inhomirim Saracuruna ↔ Vila Inhomirim 15,35 km 8
Guapimirim Saracuruna ↔ Guapimirim 17,3 km 19

[editar] Linhas especiais (a partir de setembro de 2011)

Linha Terminais Tipo do trem Estações Duração
Nova Iguaçu Central do Brasil ↔ Nova Iguaçu Parador 27
Engenho de Dentro Engenho de Dentro ↔ Japeri Semi-Direto
Queimados Central do Brasil ↔ Queimados Semi-Direto
Nova Iguaçu Central do Brasil ↔ Nova Iguaçu Semi-Direto
Nilópolis Central do Brasil ↔ Nilópolis Semi-Direto
Mesquita Central do Brasil ↔ Mesquita Semi-Direto
Belford Roxo Central do Brasil ↔ Belford Roxo Expresso
Gramacho Central do Brasil ↔ Gramacho Parador

[editar] Viagem

[editar] Tarifas

Trem com ar-condicionado, da linha especial Central do Brasil—Campo Grande.

[editar] Cartões

  • UniPass é um cartão unitário (com crédito no valor de uma viagem de trem) correspondente à tarifa vigente aplicada pela SuperVia (atualmente 2,90 reais). O cartão UniPass não tem validade, mas no próximo reajuste de tarifas deve ser torcado por um com a nova tarifa.[9]
  • MultiPass é um cartão moedeiro (com crédito no valor de várias viagens de trem ou com crédito em reais) que tem carga mínima inicial de três reais e pode ser recarregado com qualquer valor, não podendo exceder a carga máxima de duzentos reais. Cada cartão tem validade de cinco anos. Aceito em todas as estações que possuem o sistema de bilhetagem eletrônico implantado e, recentemente, no ônibus especial Central-Carioca.[9]

[editar] Integrações

[editar] Horário de operação

A SuperVia não opera durante as 24 horas por dia. Os primeiros trens iniciam a sua viagem por volta das 3h30 da manhã, exercendo funções até a meia-noite, nas linhas de maior demanda. Entretanto, existem programações especiais em eventos esportivos de maior envergadura, como os que ocorrem no Engenhão e no Maracanã, aumentando a oferta de lugares disponibilizando trens extras. Existe para agilização do acesso às estações o Cartão MultiPass, com as passagens de ida e volta antecipadas.[10]

No Carnaval de 2010 os trens operaram 24 horas partindo da Central do Brasil até Santa Cruz, Saracuruna, Belford Roxo e Japeri. As demais estações das linhas estavam abertas apenas para desembarque.[11]

[editar] Ramais

[editar] Frota

[editar] Teleférico do Complexo do Alemão

No dia 8 de julho de 2011 a SuperVia iniciou a operação de transporte de passageiros no teleférico conhecido como Teleférico do Alemão, o primeiro transporte de massa por cabos do Brasil. O teleférico está integrado ao sistema de transporte ferroviário e tem seis estações — Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé/Alvorada e Palmeiras. Com 152 gôndolas, ele tem capacidade para transportar dez passageiros em cada uma, sendo oito sentados e dois em pé, e 3,5 quilômetros de extensão.

A viagem da primeira estação (Bonsucesso) à última (Palmeiras) tem duração de dezesseis minutos. De acordo com lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral, cada morador terá direito a duas passagens gratuitas diárias (uma de ida e outra de volta). A tarifa unitária custa um real.

Line Terminals Connection Stations Travel Time
Complexo do Alemão Palmeiras - Bonsucesso 3.5 km 6 16 min. Dias úteis: 06h00 – 21h00; Sábados: 08h00 – 20h00;
Domingos e feriados: 09h00 – 15h00.

[editar] Acidentes

  • Em 10 de agosto de 2004 um outro acidente na estação de Japeri, na Baixada Fluminense, deixou pelo menos cinquenta pessoas feridas, devido à colisão de dois trens. Segundo investigações realizadas pela empresa, o trem trafegava a uma velocidade de 70 km/h durante a aproximação da estação, quando o máximo permitido seria de 30 km/h.
  • Na noite de 30 de julho de 2007, na ponta da plataforma de Austin, dois trens se chocaram: um estava manobrando na estação. O acidente deixou oito mortos e mais de cem feridos.
  • Em 6 de marco de 2009 um tiroteio na Estação Senador Camará parou os trens por duas horas.
  • Em 15 de abril de 2009 quatro seguranças da Supervia foram flagrados agredindo passageiros com socos e chicotadas para que entrassem no trem e não impedissem o fechamento das portas. A empresa demitiu os quatro funcionários, porém, de acordo com a Rede Globo, houve denúncias de que funcionários usavam de força e truculência com frequência, inclusive utilizando barras de ferro como arma. Na verdade, estava ocorrendo uma greve no setor ferroviário que atingia quinhentos mil usuários por dia. Muitos passageiros não respeitavam o direito de greve dos agentes por se sentirem prejudicados, danificando os trens e violando as portas para que estas ficassem abertas, além de promoverem agressões verbais e físicas aos agentes, devido ao stress causado pela precariedade permanente dos trens e pelo comportamento sempre agressivo dos agentes. A greve durou quatro dias, de 13 a 16 de abril. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Central do Brasil, 85% da categoria aderiu ao movimento. Segundo a Supervia, 30% dos cerca de 320 maquinistas aderiram à greve, em favor de melhores condições de segurança para os funcionários e passageiros. Em nota, a Supervia lamentou "profundamente o transtorno causado à população do estado do Rio de Janeiro". A empresa disse estar "buscando as medidas judiciais cabíveis para a imediata decretação da abusividade da paralisação e a normalidade da operação".
  • Depois do acidente em 18 de janeiro, hackers invadiram o site da Supervia como forma de protesto.
    Em 18 de janeiro de 2010 um trem que seguia de Japeri para a Central do Brasil apresentou problemas na estação de Ricardo de Albuquerque. O maquinista então desceu da cabine de comando para averiguar, quando, sem motivo aparente, o trem começou a andar em disparada, atravessou duas estações em altíssima velocidade, chegando a alcançar 70 km por hora, parando apenas entre Oswaldo Cruz e Madureira, após ter sua alimentação cortada. Percorreu, portanto, dez quilômetros sem maquinista. Eram pouco mais de seis horas da manhã, e o trem estava superlotado. As pessoas então desceram e tiveram de caminhar entre os trilhos até a estação de Madureira. Não houve mortos, mas várias pessoas sofreram ferimentos leves. A investigação policial concluiu que o trem foi sabotado por alguém que tem conhecimento técnico sobre trens, no entanto não foi identificado quem teria feito a sabotagem.
  • Em 16 de abril de 2010 um trem que seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil descarrilou nas mediações da estação Deodoro. Três vagões descarrilaram. Um deles só não tombou porque ficou escorado em um poste. Populares que estavam no vagão reportaram que a viagem apresentou anormalidades desde sua saída em Santa Cruz: o maquinista estava com voz enrolada, como se estivesse sonolento. A última vez antes do acidente em que ele anunciou a estação fora em Campo Grande, quando foram abertas as portas do lado contrário da plataforma. O trem também não parara nas estações Realengo e Vila Militar, seguindo viagem em alta velocidade até descarrilar na curva próxima à estação Deodoro. Ficaram feridas 61 pessoas e, na confusão do acidente, houve saques e roubos. A Supervia alegou não saber os motivos deste acidente.

Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Inaugura Operação do ramal Guapimirim]


SuperVia
Linha DeodoroLinha Santa CruzLinha JaperiLinha ParacambiLinha Belford RoxoLinha SaracurunaLinha Vila InhomirimLinha Guapimirim
Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
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