Campo dos Afonsos

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Campo dos Afonsos
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 325,23 ha (em 2003)
Fundação: 23 de julho de 1981
IDH: 0,856[1] (em 2000)
Habitantes: 1.365 (em 2010)[2]
Domicílios: 468 (em 2010)
Limites: Vila Militar, Deodoro, Marechal Hermes,
Vila Valqueire e Jardim Sulacap[3]
Subprefeitura: Grande Bangu
Região Administrativa: XXXIII R.A.(Realengo)


Base Aérea dos Afonsos
MUSAL front.jpg
ICAO: SBAF
Tipo Militar: Base Aérea
Administração Força Aérea Brasileira
Serve Rio de Janeiro
Localização Não disponível
Inauguração 1941


Altitude 34 m (112 ft)
Movimento em 2013 Não disponível
Capacidade anual Não disponível
Website oficial Página oficial
Pistas
Cabeceiras Comprimento Superfície
08/26 2 001 m (6 565 ft) Concreto

Campo dos Afonsos é um bairro oficial da cidade do Rio de Janeiro, onde se localiza a Base Aérea dos Afonsos - BAAF(SBAF), base da Força Aérea Brasileira estabelecida na Guarnição da Aeronáutica dos Afonsos. O Campo dos Afonsos também é conhecido como um dos berços da aviação brasileira pois sua história confunde-se com a história da aviação no Brasil. Foi a partir de 1941, com a criação da FAB, que passou a ser designado oficialmente como Base Aérea dos Afonsos.

Além da base aérea, o Campo dos Afonsos abriga também outros órgãos da FAB, como a Universidade de Força Aérea (Unifa), destinada a preparação de oficiais superiores e oficiais generais, e o Museu Aeroespacial (Musal), com mais de 80 aeronaves históricas em exposição, entre outras atrações.

História[editar | editar código-fonte]

Foi no Campo dos Afonsos que, em outubro de 1911, começou a funcionar a primeira organização aeronáutica do Brasil, o Aeroclube Brasileiro. Fundado por um grupo de idealistas e entusiastas da aviação, o aeroclube tinha como presidente honorário Alberto Santos Dumont e um dos sócios era o tenente Ricardo Kirk, o primeiro oficial do Exército e o segundo militar brasileiro a obter um brevê de piloto de aviões.

Pouco tempo depois, em 2 de fevereiro de 1914, passou a sediar também a Escola Brasileira de Aviação - EBA, iniciativa de um grupo de aviadores italianos e resultado de um acordo firmado entre estes e o então Ministério da Guerra (atual Ministério da Defesa) do Brasil. Na direção da escola, atuando como representante do ministério, estava o tenente da Marinha do Brasil, Jorge Henrique Moller, o primeiro piloto brasileiro brevetado.

Com a eclosão da I Guerra Mundial na Europa e o encerramento das atividades da empresa organizada pelos italianos para patrocinar a EBA, o funcionamento da escola tornou-se problemático. A falta de instrutores, de peças de reposição, e uma perturbadora sequência de acidentes levaram ao fechamento da Escola, em 18 de julho de 1914, pouco mais de cinco meses após a sua inauguração. Todo o acervo da escola foi entregue então ao Exército Brasileiro, que, por sua vez, o repassou ao Aeroclube do Brasil.

Ainda no decorrer da I Guerra Mundial, o governo brasileiro negociou com o governo francês o envio de uma missão militar para atuar na instrução do Exército Brasileiro em vários níveis, inclusive na formação de pilotos militares. Assim, em meados de 1918, antes do final da guerra, chegou ao Brasil uma pequena missão militar francesa e, em 29 de janeiro de 1919, foi criada a Escola de Aviação Militar, que começou a funcionar no Campo dos Afonsos em 10 de julho do mesmo ano.

Em 1939, o Campo dos Afonsos foi denominado 1º Corpo de Base Aérea, com a criação do 1º Regimento de Aviação, 1º RAv. Em 1941 com a criação da Força Aérea Brasileira, passou a ser designado Base Aérea dos Afonsos - BAAF.

A mudança de denominação, de Escola de Aeronáutica para Academia da Força Aérea seu deu no ano de 1969 e, em 1971 a AFA foi transferida para suas novas e modernas instalações em Pirassununga, Estado de São Paulo.

Desde a sua fundação, até hoje, o bairro é habitado por militares da Aeronáutica.

Unidades Aéreas[editar | editar código-fonte]

Operam na Base Aérea dos Afonsos as seguintes unidades da FAB:

1º Grupo de Transporte de Tropas, 1º GTT[editar | editar código-fonte]

Dividido em 1°/1° GTT - Esquadrão Coral e 2°/1 ° GTT - Esquadrão Cascavel, ambos utilizando aeronaves C-130 (Lockheed Hercules).

3º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação (3°/8° GAV)[editar | editar código-fonte]

O Esquadrão Puma, com helicópteros H-34 (Eurocopter AS-332 Super Puma) e um pequeno número de T-25 (Neiva Universal).

Outra unidade[editar | editar código-fonte]

Além das Unidades Aéreas, a Base Aérea dos Afonsos (BAAF) abriga uma Unidade de Infantaria:

  • O Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial dos Afonsos (BINFAE-AF).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [1] - Sítio oficial do Museu Aeroespacial.
  • [2] - Sítio oficial da Universidade de Força Aérea.
  • [3] - Galeria com fotos dos C-130 do 1º/1º GTT, Esquadrão Coral.
  • [4] - Galeria com fotos dos C-130 do 2º/1º GTT, Esquadrão Cascavel.
  • [5] - Galeria com fotos dos CH-34 do 3º/8º GAv, Esquadrão Puma.

Referências