Vila Militar (bairro do Rio de Janeiro)

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Vila Militar
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 1075,67 ha (em 2003)
Fundação: 1904 (construção)
1918 (término)
IDH: 0,856[1] (em 2000)
Habitantes: 13.184 (em 2010)[2]
Domicílios: 4.561 (em 2010)
Limites: Deodoro, Campo dos Afonsos,
Jardim Sulacap, Realengo,
Magalhães Bastos e
Ricardo de Albuquerque[3]
Subprefeitura: Grande Bangu
Região Administrativa: XXXIII R.A.(Realengo)

Vila Militar é um bairro planejado da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. A construção da Vila teve origem, a partir de 1904, quando o Governo Federal viu a necessidade de reformar os estabelecimentos de escola militar, conduzidas pelo então Ministro da Guerra, marechal Hermes da Fonseca, durante o governo dos presidentes Rodrigues Alves e Afonso Pena, e teve colaboração do prefeito Francisco Pereira Passos.

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,856, o 50º melhor da cidade do Rio de Janeiro, dentre 126 regiões avaliadas.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Pode-se afirmar que a construção da Vila Militar teve origem, a partir de 1904. O Governo Federal viu a necessidade de reformar os estabelecimentos de escola militar. A comissão encarregada procedeu, também, ao estudo sobre a reorganização geral do Exército Brasileiro, focando sobre a necessidade de espaço para as instruções práticas e instalações adequadas aos militares e ao exercício da profissão. A ideia seguiu no governo do presidente Rodrigues Alves, e foi conduzida pelo então Ministro da Guerra, Marechal Hermes da Fonseca.

Em 19 de agosto de 1907, foi nomeada uma comissão de construção da Vila Militar. Um dos membros da Comissão de construção foi Antônio Leite de Magalhães Bastos, Tenente Coronel que nasceu em Pernambuco, cujo nome deu origem ao bairro de Magalhães Bastos, vizinho à Vila Militar. Grande destaque também foi Manoel Guina, mestre de obras, português, que veio de São Paulo em busca de trabalho e foi um dos pioneiros na fundação do bairro.

Em 1908, a aquisição da fazenda Sapopemba se fazia necessária, a mesma pertencia ao conde Sebastião do Pinho, que a ganhou com a divisão das Sesmarias. O inicio para construção dos quartéis foi efetivado em 1908.

Em 1911, começou a funcionar a primeira organização aeronáutica do Brasil, o Aeroclube do Brasil. Fundado por um grupo de idealistas e entusiastas da aviação, o aeroclube tinha como presidente honorário Alberto Santos Dumont e um dos sócios era o tenente Ricardo Kirk, o primeiro oficial do Exército e o segundo militar brasileiro a obter um brevê de piloto de aviões. Esse aeroclube daria início a uma expansão do projeto do bairro, que mais tarde daria origem a primeira base aérea brasileira, a de Campo dos Afonsos.

A construção dos quartéis e residências teve inicio em meados de 1915, após a reorganização do Exército, quem foi o responsável pela construção dos quartéis, foi o tenente-coronel Antônio Leite Magalhães Bastos. Abriga duas escolas municipais (Escola Municipal Rosa da Fonseca e Escola Municipal Frei Orlando) A estação ferroviária tem em sua arquitetura a marca histórica moldada em forma de castelo.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Nele está concentrado o maior aquartelamento do Brasil, sendo a maior concentração militar da América Latina, com mais de 60 mil homens.

Abriga a Universidade de Força Aérea (Unifa), destinada a preparação de oficiais superiores e oficiais generais, e o Museu Aeroespacial, o único museu da Zona Oeste, com mais de 80 aeronaves históricas em exposição, entre outras atrações.

Dos 38 bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, a Vila Militar possui o duodécimo metro quadrado mais valorizado, devido a urbanização, ordem pública e segurança de alta qualidade, segundo um levantamento realizado pelo Centro de Pesquisa e Análise da Informação (Cepai), do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio); estando mais valorizado que todos os seus seis bairros vizinhos.

Faz parte da XXXIII Região Administrativa do Rio de Janeiro (Realengo), fazendo limite com Deodoro, Campo dos Afonsos, Jardim Sulacap, Realengo e Magalhães Bastos. Também faz limite com Ricardo de Albuquerque, já na Zona Norte do município.[5]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Comando Militar do Leste - Biblioteca do Exército

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]