Ricardo de Albuquerque

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Ricardo de Albuquerque
—  Bairro do Brasil  —
Estação ferroviária Ricardo de Albuquerque.
Estação ferroviária Ricardo de Albuquerque.
Ricardo de Albuquerque.svg
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 211,69 ha (em 2003)
População
 - Total 29 310 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,807[2] (em 2000)
Domicílios 10 719 (em 2010)
Limites Realengo, Parque Anchieta, Anchieta,
Guadalupe, Deodoro e Vila Militar[3]
Fonte: Não disponível

Ricardo de Albuquerque é um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,807, o 84º melhor da cidade do Rio de Janeiro.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Suas terras pertenciam ao engenho N. Sra. De Nazaré, dos herdeiros do capitão Bento de Oliveira Braga.

Do lado leste da Estrada de Ferro Dom Pedro II (depois Central do Brasil), uma parte do engenho de Nazaré ficaria com o fazendeiro Luiz Costa, loteador da região. Ali, o “Lar Brasileiro” fundaria, em 1935, o loteamento “Vila N. Sra. de Pompéia” - aprovado na gestão do prefeito Pedro Ernesto -, onde vários logradouros foram abertos e reconhecidos posteriormente, em terrenos da Cia Suburbana de Terrenos e Construções S.A. A Igreja Nossa Senhora de Pompéia, construída na região, teria como seu primeiro vigário o padre Aldolino Gesser.

Possui uma estação ferroviária inaugurada no dia 1º de julho de 1913 em homenagem ao poeta e diretor da ferrovia Coronel José Ricardo de Albuquerque, fica a 24,45 km da Estação Central do Brasil, sendo a quadragésima quarta estação. Na década de 1950 saía desta estação um ramal de uso militar que seguia para base militar no campo de Gericinó e cujo leito acompanhava a estrada do Engenho Novo e dividia um morro em dois, fazendo no meio um corte chamado de “Rasgão”, atualmente extinto e desaparecido.

Na avenida Marechal Alencastro fica o cemitério de Ricardo de Albuquerque, que faz limite com a extensa área militar do campo de Gericinó. À leste da ferrovia, no início do século XX, as terras pertenciam a Dona Joana Fontoura, que vendia lotes próximos a estrada do Camboatá. O coronel Carneiro da Fontoura dela compraria um lote para a sua chácara, para os lados da estrada Dona Joana (atual rua Fernando Lobo) e estrada do Alcobaça (atual rua Alcobaça), naqueles campos e colinas verdejantes, atualmente ocupados por loteamentos proletários e comunidades de baixa renda.[5]

O bairro faz divisa com Realengo à oeste; Anchieta e Parque Anchieta ao norte; Guadalupe ao leste; e Deodoro e Vila Militar ao sul.[6]

Antigamente existiam fazendas nesta localidade, a maior delas sendo conhecida pelo nome de "Sapopemba". O trem àquela época já circulava e fazia paradas nessa região. Por causa dessa fazenda, o nome da estação - e do bairro por extensão - era Parada Sapopemba.

Dados[editar | editar código-fonte]

Ricardo de Albuquerque faz parte da XXII Região administrativa da cidade do Rio de Janeiro. Os bairros integrantes da região administrativa são: Anchieta, Guadalupe, Parque Anchieta, Ricardo de Albuquerque.

A denominação, delimitação e codificação do Bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280, de 23 de agosto de 1985.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências