Saúde (bairro do Rio de Janeiro)

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Saúde
—  Bairro do Brasil  —
Igreja de São Francisco da Prainha, na Saúde.
Igreja de São Francisco da Prainha, na Saúde.
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Distrito Centro e Centro Histórico
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 36,38 ha (em 2003)
População
 - Total 2,749 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,792[2] (em 2000)
Domicílios 1.162 (em 2010)
Limites Centro e Gamboa[3]
Subprefeitura Centro e Centro Histórico
Fonte: Não disponível

Saúde é um bairro de classe média e média baixa da Zona Central do município do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se as margens da baía de Guanabara, sendo um dos cinco bairros que compõe o porto da cidade. É limitada com os bairros do Centro e Gamboa.[3] E é o menor bairro da cidade depois do Zumbi; sendo marcada pelo grande número de sobrados e por galpões do século XVIII. Após seis décadas de declínio socieconômico, voltou a receber investimentos públicos e privados a partir do início do século XXI, através do projeto Porto Maravilha e do VLT do Rio de Janeiro. Desde 2010, o bairro tornou-se uma Área de Proteção Urbano-Cultural (Apruc), o que voltou a elevar o bairro no índice de valorização imobiliária.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Saúde" surgiu por causa da fundação da Igreja de Nossa Senhora da Saúde em 1742, erguida em um morrete de granito em frente ao mar. A igreja foi recentemente recuperada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)[4] e pela Mitra da Igreja Católica Brasileira. Atualmente, no entanto, a igreja não se encontra oficialmente dentro do bairro da Saúde, pertencendo ao bairro vizinho da Gamboa.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Foto de Marc Ferrez do século XIX retratando o bairro da Saúde.

A Saúde possui sua origem no período do Brasil Colônia, nos séculos XVII e XVIII. Desde essa época, já existia a capela que, após sucessivas reformas, deu origem à atual Igreja de São Francisco da Prainha[6] . A região do Cais do Valongo, a partir de 1774, tornou-se o ponto de desembarque de escravos negros na cidade, substituindo a Praça 15 de Novembro[7] [8] . Na região da Pedra do Sal, era efetuado o desembarque de açúcar, sal e outros gêneros alimentícios. Em 1843, o Cais do Valongo foi reurbanizado para receber a princesa Teresa Cristina, que viria a se casar com o imperador brasileiro dom Pedro II. O cais mudou seu nome, então, para Cais da Princesa[9] . Em 1906, foi construído o Jardim Suspenso do Valongo.

No final do século XIX e início do século XX, o bairro fazia parte da chamada "Pequena África", região da cidade que concentrava os afrodescendentes e que teve um importante papel na gênese do samba carioca. O valor geo-político-econômico destes bairros: Saúde-Gamboa-Santo Cristo-Caju, está em seu posicionamento estratégico, pois detém uma área subutilizada, degradada e com imóveis vazios, aguardando-se a revitalização da Região Portuária; existem grandes empresas buscando ocupar estas áreas, visando ao turismo, lazer, comércio e prestação de serviços. A Saúde compõe, junto com os bairros de Gamboa, Santo Cristo, Centro e Caju, um acervo artístico, cultural e histórico: a Região Portuária do Rio de Janeiro. O Morro da Conceição, bem como a fortaleza com o mesmo nome, encontra-se no bairro. Construída em 1713, em local elevado e com posição estratégica, a fortaleza era uma das maiores proteções da cidade.[10] . No início do século XXI, trabalhos de escavação arqueológica trouxeram à luz os restos dos cais do Valongo e da Imperatriz, que estavam soterrados[11] .

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Atualmente, existem vários projetos de revitalização desta região pelos governos federal, estadual e municipal, aguardando-se um acordo com a iniciativa privada. Destaca-se importante acervo arquitetônico e cultural existente no bairro:

  • Centro Cultural Saude
  • Centro Cultural da Ação da Cidadania (Cecaci)
  • Centro Comercial do Largo da Prainha
  • Conjunto Residencial da Prainha
  • Edifício-Sede da Justiça Federal no Rio
  • Edifício-Sede da Polícia Federal no Rio
  • Entreposto Negreiro da Pedra do Sal
  • Escadaria de Pedra Talhada
  • Espaço Cultural Heloneida Studart do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
  • Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição
  • Igreja de São Francisco da Prainha[12]
  • Instituto SAGAS de Preservação de Casarios e Prédios da Saúde
  • Jardim Suspenso do Valongo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dados
  2. Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  3. a b Bairros do Rio - 2004 (em português). Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (2004). Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  4. BNDES recupera igreja de Nossa Senhora da Saúde (em português). BNDES (19 de agosto de 2002). Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  5. Decreto 3.158/1981 - Divisão de Bairros do Município do Rio de Janeiro (em português). Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (23 de julho de 1981). Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  6. São Francisco da Prainha, por Augusto Maurício. Disponível em http://rememorarte.blog.br/?p=5037. Acesso em 13 de outubro de 2012.
  7. Prefeitura cria circuito da herança africana. Disponível em http://portomaravilha.com.br/conteudo/ccjb.aspx. Acesso em 13 de outubro de 2012.
  8. Cais do Valongo. Disponível em http://www.cidadeolimpica.com/videos/page/2/?opc=3&v=289. Acesso em 10 de outubro de 2012.
  9. http://www.semprerio.com/area9
  10. Historiador lembra da tradição da Pedra do Sal e da revitalização do porto. Disponível em http://www.cidadeolimpica.com/videos/page/2/?opc=3&v=1077. Acesso em 10 de outubro de 2012.
  11. Prefeitura cria circuito da herança africana. Disponível em http://portomaravilha.com.br/conteudo/ccjb.aspx. Acesso em 13 de outubro de 2012.
  12. http://rememorarte.blog.br/?p=5037

Ligações externas[editar | editar código-fonte]