Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias

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Teresa Cristina
Retrato por Joaquim José Insley Pacheco, 1876
Imperatriz Consorte do Brasil
Reinado 30 de maio de 1843
a 15 de novembro de 1889
Predecessora Amélia de Leuchtenberg
Sucessora Monarquia abolida
Marido Pedro II do Brasil
Descendência
Afonso Pedro, Príncipe Imperial
Isabel, Princesa Imperial
Leopoldina do Brasil
Pedro Afonso, Príncipe Imperial
Nome completo
Teresa Cristina Maria Josefa Gaspar Baltasar Melchior Januária Rosalía Lúcia Francisca de Assis Isabel Francisca de Pádua Donata Bonosa Andréia de Avelino Rita Liutgarda Gertrude Venância Tadea Spiridione Roca Matilde
Casas Bourbon-Duas Sicílias (nascimento)
Bragança (casamento)
Pai Francisco I das Duas Sicílias
Mãe Maria Isabel da Espanha
Nascimento 14 de março de 1822
Nápoles, Duas Sicílias
Morte 28 de dezembro de 1889 (67 anos)
Porto, Portugal
Enterro 5 de dezembro de 1939
Catedral de Petrópolis, Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil
Religião Catolicismo
Assinatura

Teresa Cristina (Nápoles, 14 de março de 1822Porto, 28 de dezembro de 1889), apelidada de "Mãe dos Brasileiros",[1] foi a esposa do imperador D. Pedro II e imperatriz consorte do Império do Brasil de 1843 até a abolição da monarquia em 1889. Nascida como uma princesa do Reino das Duas Sicílias, era filha do rei Francisco I, pertencente ao ramo italiano da Casa de Bourbon, e sua esposa a infanta Maria Isabel da Espanha.

Ela se casou por procuração com Pedro II em 1843. As expectativas de seu marido eram altas devido a um retrato que lhe havia sido presenteado em que Teresa Cristina era mostrada como uma beleza idealizada, porém ele ficou insatisfeito com aparência simples da noiva ao encontrá-la pela primeira vez. A relação do casal melhorou com os anos apesar do começo frio, principalmente por causa da paciência, bondade, generosidade e simplicidade de Teresa Cristina. Essas características também lhe ajudaram a ganhar os corações dos brasileiros, com sua distância de controvérsias políticas lhe protegendo de críticas. Ela também patrocinou estudos arqueológicos na Itália e ajudou na imigração italiana para o Brasil.

O casamento de Dona Teresa Cristina e Pedro nunca se tornou uma paixão romântica, porém um laço se desenvolveu baseado na família, respeito mútuo e afeto. A imperatriz era uma esposa obediente, sempre apoiou fielmente as posições do imperador e nunca demonstrou suas próprias opiniões em público. Ela manteve-se em silêncio na questão das supostas relações extra-conjugais do marido – incluindo um caso com a aia de suas filhas. Em troca, era tratada com enorme respeito e sua posição na corte e em casa sempre esteve assegurada. Dos quatro filhos que Teresa Cristina e Pedro tiveram, dois meninos morreram na infância e uma filha morreu de febre tifoide aos 24 anos.

A família imperial brasileira foi exilada em 1889 depois de um golpe de estado republicano organizado por oficiais militares. Ser expulsa de sua amada terra adotiva teve um efeito devastador em sua saúde e espírito. Doente e em lamentação, ela morreu de uma parada cardiorrespiratória pouco mais de um mês depois da deposição da monarquia. Foi muito amada por seus súditos tanto durante quanto depois de sua vida, sendo respeitada até pelos republicanos que derrubaram o império. Mesmo não tendo nenhum impacto direto na história política do Brasil, Teresa Cristina é bem vista por historiadores por causa de sua personalidade, comportamento irrepreensível e patrocínio da cultura brasileira.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Teresa Cristina nasceu no dia 14 de março de 1822 em Nápoles, Reino das Duas Sicílias.[2] Era filha do então Francisco, Duque de Calábria, que três anos depois tornou-se o rei Francisco I das Duas Sicílias. Pertencia à Casa de Bourbon-Duas Sicílias através de seu pai, também conhecida como Bourbon-Nápoles, o ramo italiano da Casa de Bourbon espanhola. Era descendente do rei Luís XIV da França na linhagem masculina através de seu neto o rei Filipe V da Espanha. A mãe de Teresa Cristina era a infanta Maria Isabel da Espanha, filha do rei Carlos IV da Espanha e irmã mais nova de D. Carlota Joaquina, esposa do rei D. João VI de Portugal a avô paterno de seu futuro marido.[3]

Ela se tornou orfã quando seu pai morreu em 1830. É dito que sua mãe a negligenciou depois de ter se casado em 1839 com o jovem oficial militar Francesco, Conde de Balzo de Duchi de Presenzano. A historiografia há muito conta que Teresa Cristina foi criada em isolamento, em um ambiente de superstição religiosa, intolerância e conservadorismo.[4] Também foi descrito que ela tinha uma personalidade tímida e suave, ao contrário de seu pai implacável e sua mãe impulsiva.[3] Ela até mesmo foi descrita como apagada, tendo se acostumado a ficar satisfeita com qualquer circunstância que viesse a encontrar.[5]

Alguns historiadores mais recentes tiveram uma visão modificada tanto da corte napolitana como um regime reacionário quanto a extensão da passividade de Teresa Cristina. O historiador Aniello Angelo Avella afirma que a interpretação difamada dos Bourbon de Nápoles tem suas origens nas perspectivas geradas no século XIX depois da conquista das Duas Sicílias pelo Reino da Sardenha em 1861, durante a unificação italiana. É revelado em suas cartas pessoais que ela tinha um temperamento difícil. De acordo com Avella, Teresa Cristina "não era uma mulher submissa e sim uma pessoa respeitosa dos papéis impostos pela ética e os valores da sua época".[6]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Vincenzo Ramírez, embaixador das Duas Sicílias no Império Austríaco, se reuniu em Viena no início da década de 1840 com Bento da Silva Lisboa, 2.º Barão de Cairu, o enviado brasileiro encarregado de encontrar uma esposa para o jovem imperador D. Pedro II do Brasil. Até então, todas as casas reais procuradas mostraram-se reticentes já que temiam que Pedro II fosse desenvolver uma personalidade semelhante a de seu pai D. Pedro I, conhecido por sua inconsistência e por ter várias amantes.[7] Ramírez não deu muita importância para a reputação do monarca e propôs a mão de Teresa Cristina ao imperador.[8] Por fazer parte de uma família grande, e assim capaz apenas de um dote medíocre, as perspectivas de casar a princesa com o imperador não podiam ser postas de lado tão facilmente.[9]

Teresa Cristina por José Correia de Lima, c. 1843. Este retrato atraiu D. Pedro e o fez aceitar o casamento.

Foi enviado a Pedro um retrato que muito embelezava a princesa, fazendo com que ele aceitasse a proposta.[10] De acordo com o historiador James McMurtry Longo, a pessoa no retrato não era Teresa Cristina.[11] Um casamento por procuração foi realizado em Nápoles no dia 30 de maio de 1843, em que o imperador foi representado pelo príncipe Leopoldo, Conde de Siracusa e irmão da noiva.[12] Um pequena frota brasileira formada por uma fragata e duas corvetas[13] [14] partiu em 3 de março para as Duas Sicílias a fim de acompanhar a nova imperatriz até o Brasil.[15] Ela chegou no Rio de Janeiro em 3 de setembro.[16] Pedro imediatamente correu para dentro do navio para receber a esposa. A multidão reunida aplaudiu ao ver esse gesto e canhões dispararam saudações ensurdecedoras.[17] Teresa Cristina se apaixonou à primeira vista por seu marido.[18]

Pedro, então com dezessete anos, ficou claramente muito desapontado.[19] Suas primeiras impressões eram apenas de seus defeitos físicos e também o quanto sua aparência era diferente do retrato que haviam lhe enviado.[18] Fisicamente ela tinha cabelos e olhos castanho escuro,[20] [21] era baixa, levemente acima do peso, andava mancando visivelmente e, apesar de não ser feia, era tampouco bonita.[22] De acordo com o historiador Pedro Calmon, Teresa Cristina não era naturalmente manca, porém seu jeito estranho de andar era na verdade o resultado de pernas arqueadas que faziam com que ela se inclinasse para a esquerda e para a direita enquanto andava.[13] Foram esmagadas as grandes espectativas de Pedro e ele deixou que seus sentimentos de revolta e rejeição aparecessem.[18] Ele deixou o navio após um pequeno intervalo. Ela percebeu a desilusão do marido e, depois dele ter partido, começou a chorar, lamentando que "o imperador não gostou de mim!".[23]

Depois de se recuperar do primeiro encontro com Pedro, Teresa Cristina ficou decidida a fazer o possível para melhorar sua situação, escrevendo à família: "Sei que minha aparência é diferente da que havia sido anunciada. Farei todo o possível para viver de tal maneira que nada leve ao engano de meu caráter. Minha ambição será parecida à de Maria Leopoldina da Áustria, mãe de meu marido, e serei brasileira de coração em tudo que fizer".[24] Apesar de um casamento por procuração já ter sido realizado, um extravagante casamento de estado ocorreu em 4 de setembro na Capela Real do Rio de Janeiro.[25]

Os brasileiros esperavam com ansiedade notícias de uma gravidez da imperatriz. Meses se passaram e Teresa Cristina permaneceu sem engravidar, levando a rumores sobre o motivo, dentre os quais um que dizia que o imperador era impotente. A verdade era que Pedro ainda sentia aversão pela esposa e não tinha nenhum desejo em consumar a união. Pela rejeição do marido, a imperatriz pediu permissão para voltar às Duas Sicílias. O imperador finalmente consentiu em ter relações sexuais com ela depois de ficar comovido por sua dor. Mesmo assim, sua atitude com ela inicialmente ainda se manteve fria.[26]

Apesar do casamento ter começado de maneira ruim, Teresa Cristina sempre se esforçou para ser uma boa esposa. Sua constância para cumprir o seu dever e o eventual nascimento de filhos acabaram amolecendo a atitude de Pedro. Os dois descobriram interesses em comum, e suas preocupações e alegrias com os filhos acabaram criando um sentimento de felicidade familiar.[27] Ao todo, a imperatriz deu à luz quatro filhos: Afonso Pedro em fevereiro de 1845, Isabel em julho de 1846, Leopoldina em julho de 1847 e Pedro Afonso em julho de 1848.[28]

Imperatriz consorte[editar | editar código-fonte]

Vida doméstica[editar | editar código-fonte]

Teresa Cristina c. 1851, aos 29 anos, por Abram-Louis Buvelot.

Teresa Cristina acabou tornando-se uma parte vital da família e corte de Pedro. Entretanto, ela nunca preencheu os papéis de amante romântica ou parceira intelectual. Sua devoção ao imperador permaneceu firme, mesmo temendo ser suplantada. Ela continuou a aparecer em público com o marido e ele continuou a tratá-la com respeito e consideração. A imperatriz não foi rejeitada nem desprezada, porém a relação dos dois mudou. Com o tempo Pedro ficou mais maduro e seguro de si, afirmando sua força de caráter e poder, deixando de temer conspirações e aprendendo a discernir quando estava sendo manipulado.[29] Assim, ele passou a tratá-la mais como uma amiga íntima e companheira do que como esposa.[30]

A visão há muito difundida é que a imperatriz aceitou o papel circunscrito que lhe foi dado e que sua vida, dever e propósito estavam atrelados a sua posição de esposa do imperador.[30] Entretanto, suas correspondências particulares mostram que ela podia ter um temperamento difícil, algumas vezes entrando em conflito com Pedro, e tinha uma vida própria, embora restrita. Teresa Cristina afirmou em uma carta datada de 2 de maio de 1845: "Não vejo o momento de nos reencontrarmos, bom Pedro, e procurar perdão por tudo que te fiz nesses dias". Em outra carta de 24 de janeiro de 1851, ela reconheceu seu temperamento difícil: "Não estou irritada contigo [Pedro] e me deve perdão por esta ser minha personalidade". Sua filha Leopoldina a descreveu certa vez em uma carta como "dominadora", dizendo que a mãe "gosta que tudo vai como ela só quer, apesar que Deus no Evangelho diz que a mulher deve submissão ao marido".[6]

Suas amizades resumiam-se a suas damas-de-companhia, particularmente D. Josefina da Fonseca Costa. Seus criados gostavam dela, era uma boa juíza de caráter dos visitantes e cortesãos, além de uma mãe e avó despretensiosa, generosa, bondosa e afetuosa. Ela se vestia e agia com moderação, apenas usando joias em ocasiões de estado e passando a impressão de ser de alguma forma uma pessoa triste. Teresa Cristina não tinha interesse em política e ocupava seu tempo escrevendo cartas, lendo, fazendo bordado e comparecendo a obrigações religiosas e projetos de caridade.[30] Ela tinha uma voz bonita e praticava canto regularmente,[31] e sua apreciação da música fazia com que gostasse de óperas e bailes.[32]

Não lhe faltavam interesses intelectuais e ela desenvolveu uma paixão pelas artes e particularmente arqueologia. Teresa Cristina começou a reunir uma coleção de artefatos arqueológicos dos primórdios do Brasil, trocando outras centenas com seu irmão o rei Fernando II das Duas Sicílias.[33] Também patrocinou estudos arqueológicos e escavações em sua terra natal e muitos dos artefatos encontrados, datados dos períodos dos etruscos e da Roma Antiga, foram trazidos para o Brasil.[34] No seu tempo livre dedicou-se principalmente a arte dos mosaicos, que Teresa Cristina pessoalmente usou na decoração de fontes, bancos e muros do Jardim das Princesas no Palácio de São Cristóvão.[35] A imperatriz também ajudou a recrutar médicos, professores, engenheiros, farmacêuticos, enfermeiras, artistas, artesãos e trabalhadores italianos qualificados com o objetivo de melhorar a educação e saúde pública dos brasileiros.[36]

Condessa de Barral[editar | editar código-fonte]

Leopoldina, Pedro, Teresa Cristina e Isabel c. 1863, por Joaquim José Insley Pacheco.

Um laço emocional se desenvolveu entre Pedro e Teresa Cristina baseado na família, respeito mútuo e afeto. A imperatriz era uma esposa obediente e sempre apoiou fielmente as posições do imperador. Entretanto, o casal sofreu uma dor enorme pela morte de seu filho mais velho Afonso Pedro em junho de 1847. Ele brincava na biblioteca do Palácio de São Cristóvão quando começou a sofrer convulsões, morrendo pouco depois. Foi um choque muito grande para Teresa Cristina e ela temeu por sua saúde, já que estava grávida da princesa Leopoldina e daria à luz em um mês.[37] Outra tragédia veio com a morte do segundo filho homem da família, Pedro Afonso, em janeiro de 1850. Com os falecimentos dos dois meninos, o Brasil tinha apenas duas mulheres como herdeiras e, apesar do império não possuir a lei sálica, criou-se um problema de sucessão já que Pedro e Teresa Cristina acreditavam que apenas um homem poderia comandar o país, uma situação que ficou pior já que a imperatriz nunca mais engravidou.[28]

Um dos motivos prováveis por ela nunca mais ter tido um filho era o fato que o imperador ficou atraído e interessado por mulheres que tinham a beleza que a imperatriz não possuía.[38] Teresa Cristina sempre permaneceu em silêncio sobre as questões dos relacionamentos extra-conjugais do marido. Em troca, era tratada com enorme respeito e sua posição na corte nunca foi ameaçada ou questionada.[39]

Entretanto, ficou cada vez mais difícil para ela ignorar as infidelidades de Pedro, que eram escondidas do público mas nem sempre da imperatriz, principalmente depois dele ter nomeado em 9 de novembro de 1856 uma aia para suas filhas.[40] A pessoa escolhida foi Luísa Margarida de Barros, Condessa de Barral, a esposa brasileira de um nobre francês.[41] Barral tinha todas as características que o imperador mais admirava nas mulheres: era charmosa, vivaz, elegante, sofisticada, culta e confiante. Encarregada da educação e dos cuidados das jovens princesas, logo ela capturou os corações de Pedro e Isabel.[42] Leopoldina não foi conquistada e não gostava da condessa.[43] Apesar de Barral "não ter escapado das carícias de Pedro II", ela "certamente evitou sua cama".[44]

Mesmo assim, a paixão do imperador pela condessa às vezes colocava a imperatriz em situações embaraçosas, como quando Leopoldina ingenuamente perguntou à mãe por que o pai ficava acariciando os pés de Barral durante as aulas.[45] A intimidade cada vez maior da condessa com seu marido e filha foi dolorosa e vexatória para Teresa Cristina. Apesar de fingir ignorância sobre a situação, não passou despercebida. Ela escreveu em seu diário que Barral "quis fazer-me dizer-lhe que eu não gostava dela, mas eu não disse que sim ou não". O historiador Tobias Monteiro escreveu que a imperatriz "não conseguia disfarçar que ela detestava Barral".[44]

Foi apenas quando as filhas cresceram que Teresa Cristina conseguiu se livrar da presença da condessa. Sem ter motivos para permanecer na corte, a jovem deixou o Brasil em março de 1865 e voltou para a França com seu marido.[46] Entretanto, a relação dela com Pedro continuou de maneira epistolar e isso ainda assim alimentou o ciúmes da imperatriz, que sempre amou o marido apesar da relativa indiferença dele.[47]

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Fim do império[editar | editar código-fonte]

Teresa Cristina em março de 1877 por Adele Perlmutter-Heilperin.

Quando as filhas chegaram na idade de casar, Pedro começou a procurar maridos para elas a fim de assegurar a sucessão imperial. Depois de avaliar vários candidatos e consultar sua irmã Francisca e o cunhado Francisco Fernando, Príncipe de Joinville, o imperador escolheu os netos do rei Luís Filipe I da França: os príncipes Gastão, Conde d'Eu, e Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota.[48] Os dois viajaram até o Rio de Janeiro onde se casaram em 1864 com as princesas Isabel e Leopoldina, respectivamente.[49] Elas pouco depois deixaram de viver com os pais para formar sua própria família, com Leopoldina indo viver com o marido na Europa.[50]

Depois de ter dado à luz quatro filhos entre 1866 e 1870, Leopoldina morreu de febre tifoide em 7 de fevereiro de 1871, devastando novamente a pequena família imperial.[51] Pedro decidiu viajar para a Europa a fim de "animar" a esposa dentre outros motivos (como o próprio colocou) e visitar os filhos de Leopoldina que estavam vivendo em Coburgo desde seu nascimento.[52] Já que Isabel e Gastão ainda não tinham filhos, os de Leopoldina e Luís Augusto eram os herdeiros presuntivos da coroa brasileira. Um acordo foi feito com o casal imperial e Pedro e Teresa Cristina trouxeram para o Brasil em 1872 as duas crianças mais velhas, Pedro Augusto e Augusto Leopoldo, com o objetivo de dar-lhes uma educação brasileira.[53]

O casal imperial viajou para o exterior outras vezes em 1876 e 1887, passando pela América do Norte, Europa e Oriente Médio.[54] A imperatriz preferia sua vida ordinária no Brasil, "dedicando-se a sua família, devoções religiosas e trabalhos de caridade".[5] Na realidade, visitar sua terra natal trouxe apenas memórias dolorosas. Sua família havia sido destronada em 1861 e o Reino das Duas Sicílias fora anexado àquilo que tornaria-se o unificado Reino da Itália. Todos que havia conhecido durante sua juventude em Nápoles haviam se ido. Como escreveu em 1872: "Não sei dizer a impressão que eu tive em ver de novo, após 28 anos, a minha pátria e não encontrar mais as pessoas de quem gostava".[55]

A imperatriz continuou a ser obstinada mesmo após anos de casamento. Pedro revelou em uma carta escrita a Condessa de Barral no início de 1881 que "O [recipiente] com os brincos que você havia mencionado, foram causa de muita recriminação por parte de alguém [Teresa Cristina] que pensa que eu fui o culpado por seu desaparecimento". Seu genro Gastão escreveu uma carta contando como ela quebrou acidentalmente seu braço em outubro de 1885: "Na segunda-feira 26, quando cruzava a biblioteca a caminho do jantar com o imperador que como sempre a precedia por alguns passos (e com quem, deduzo pelo que ela nos disse, estava discutindo como às vezes faz), ela prendeu seu pé em um arquivo debaixo de uma mesa e caiu de rosto no chão". Mesmo assim, Teresa Cristina continuou a amar incondicionalmente o marido.[56]

Sua rotina doméstica tranquila terminou abruptamente quando uma facção do exército se rebelou e depôs Pedro em 15 de novembro de 1889, mandando que toda a família imperial deixasse o Brasil.[57] Ao ouvir a ordem para partir, um oficial militar disse a imperatriz: "Resignação, minha senhora". Por sua vez Teresa Cristina respondeu: "Sempre a tive, mas como não chorar tendo que deixar esta terra para sempre!"[58] De acordo com o historiador Roderick J. Barman, os "eventos de 15 de novembro de 1889 a destruíram emocionalmente e fisicamente". A imperatriz "amava o Brasil e seus habitantes. Não desejava mais do que acabar seus dias lá. Com 66 anos de idade e doente de falta de ar e artrite, ela agora enfrentava a perspectiva de acompanhar seu marido em movimentações contínuas através da Europa, passando seus últimos dias em incômodos aposentos estrangeiros".[59] Teresa Cristina esteve doente durante toda sua viagem até Lisboa, Portugal, chegando no dia 7 de dezembro.[60]

Morte[editar | editar código-fonte]

Teresa Cristina em 1888, com 66 anos, por Félix Nadar.

A chegada da família imperial em Lisboa coincidiu com as cerimônias de ascensão do rei D. Carlos I, e logo o governo português informou Pedro que a presença de um soberano deposto não era bem vinda na capital naquele momento. Humilhados pela recepção,[61] o imperador e a imperatriz foram para a cidade do Porto enquanto que Isabel e seus filhos partiram para a Espanha.[62]

A família imperial recebeu em 24 de dezembro a notícia oficial que haviam sido banidos para sempre do Brasil. Até aquele momento, fora pedido que eles partissem sem nenhuma indicação sobre quanto tempo teriam que ficar longe. As "notícias acabaram com a vontade de viver de D. Teresa Cristina". Pedro escreveu em seu diário no dia 28 de dezembro: "Ouvindo a Imperatriz reclamar eu fui ver o que era. Ela está fria e com dores nos lados; porém ela não tem nenhuma febre". Assim, o imperador saiu para passear pela cidade e visitar a biblioteca. A respiração de Teresa Cristina ficou cada vez mais pesada enquanto o dia passava e uma falha no seu sistema respiratório levou a uma parada cardiorrespiratória às 14h.[63]

Em seu leito de morte ela disse a Maria Isabel de Andrade Pinto, Baronesa de Japurá e cunhada de Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré: "Maria Isabel, não morro de doença. Morro de dor e de desgosto".[64] Suas últimas palavras foram: "Sinto a ausência de minha filha e de meus netos. Não posso abençoar pela última vez. Brasil, terra linda ... não posso lá voltar".[65] As ruas do Porto ficaram lotadas de pessoas que se reuniram para assistir a procissão fúnebre.[66] O corpo de Teresa Cristina foi carregado até a Igreja de São Vicente de Fora perto de Lisboa e enterrado no Panteão dos Braganças, de acordo com o pedido de Pedro.[67] Ele morreu dois anos depois e foi enterrado ao seu lado.[68] Os restos do casal foram posteriormente repatriados para o Brasil em 1921, sendo recebidos com grandes festividades, pompa e missas realizadas em suas memórias.[69] O imperador e a imperatriz receberam um local de descanso final na Catedral de Petrópolis em 1939, em uma cerimônia que teve a presença do presidente Getúlio Vargas.[70]

As notícias de sua morte produziram um luto sincero no Brasil. O poeta e jornalista brasileiro Artur de Azevedo escreveu após sua morte sobre a visão geral tida sobre Teresa Cristina: "Eu nunca conversei com ela, porém sempre que passei ao seu lado respeitosamente tirei meu chapéu e me curvei, não para a Imperatriz, mas sim para a doce e honesta figura de uma burguesa pobre e quase humilde. Vi vários republicanos extremistas fazendo o mesmo". Ele continuou: "A ela chamaram de Mãe dos Brasileiros, e nós todos realmente atribuímos a ela uma espécie de veneração filial. Essa é a verdade".[71]

Jornais do Brasil também comentaram sua morte. A Gazeta de Notícias relatou: "O que foi esta santa senhora, não precisamos repeti-lo. Sabe-o todo o Brasil que no golpe que feriu profundo o ex-imperador, lembrou-se de que era justa e universalmente proclamada a Mãe dos Brasileiros".[72] O Jornal do Commercio escreveu: "Quarenta e seis anos viveu Dona Tereza Christina [sic] na pátria brasileira que sinceramente amava, e durante tão largo tempo nunca, em parte nenhuma deste vasto país, foi pronunciado o seu nome senão entre louvores e frases de reconhecimento", concluindo que: "Ao lado do esposo, que foi largo tempo chefe da Nação brasileira, sua influência não constou jamais que fizesse sentir senão para o bem".[73]

Legado[editar | editar código-fonte]

Tumbas de Pedro e Teresa Cristina na Catedral de Petrópolis. Nas pontas as tumbas da princesa Isabel e do Conde d'Eu.

Apesar da aparente indiferença de Pedro com Teresa Cristina, o imperador foi a pessoa que mais sofreu com sua morte. Segundo o historiador José Murilo de Carvalho: "[mesmo a] decepção inicial que causou sua prometida, a falta de atração por ela [e] as relações que teve [com outras mulheres], o fato de terem vivido 46 anos juntos acabou desenvolvendo um forte sentimento de amizade e de respeito por ela, [sentimento] que sua morte não fez mais que trazer à tona".[74] Roderick J. Barman fez uma análise similar; segundo ele, apenas depois da morte da esposa que Pedro "começou a apreciar sua atenção, sua amabilidade, sua abnegação e sua generosidade". Muitas vezes chamada de "minha santa" e considerada a mais virtuosa da relação, o imperador imaginava que seria no paraíso onde ela receberia o reconhecimento e as recompensas de tudo que ele não havia conseguido lhe dar em vida. Para Barman, a personalidade de santidade que Pedro conferiu a Teresa Cristina lhe assegurou o perdão por não tê-la tratado bem, além de lhe ter garantido uma proteção pela eternidade já que ela certamente interveria a seu favor.[75]

À Imperatriz

Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!

De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.

Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!

Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!

— D. Pedro II[76]

Teresa Cristina recebeu pouco espaço na história brasileira. O historiador Aniello Angelo Avella disse que a imperatriz, apelidada durante a vida de "Mãe dos Brasileiros", é uma figura "totalmente desconhecida na Itália e pouco estudada no Brasil". Em sua opinião, as poucas fontes existentes a relegam como tendo vivido "à sombra do marido, dedicando-se à educação das filhas Isabel e Leopoldina, aos assuntos domésticos, à caridade". A imagem resultante "é a de uma mulher de limitada cultura, apagada, silenciosa, que compensa com a bondade e as virtudes do coração a falta de maiores encantos físicos". Essa é a visão que ficou consagrada na história e na imaginação popular, mesmo não sendo uma representação totalmente verdadeira da imperatriz, que era uma mulher bem educada e voluntariosa.[77]

De acordo com o historiador Eli Behar, Teresa Cristina tornou-se notável "por sua discrição, que a levou a manter-se afastada de qualquer movimento político, e por seu desvelo e caridade, que lhe valeram o cognome de 'Mãe dos Brasileiros'".[78] Uma opinião parecida vem de Benedito Antunes, que afirma que ela "era amada pelos brasileiros, que a definiram, por sua discrição, como a 'Imperatriz Silenciosa', e mesmo assim a consideravam como 'a Mãe dos Brasileiros'". Ele também elogiou a imperatriz por seu patrocínio do desenvolvimento cultural e científico: ela "promoveu a cultura de várias maneiras, trazendo da Itália artistas, intelectuais, cientistas, botânicos, músicos, e assim contribuindo para o progresso e enriquecimento da vida cultural da nação".[79] A historiadora Eugenia Zerbini comenta que o Brasil atualmente possui a maior coleção arqueológica da América Latina graças à Teresa Cristina.[80]

Pedro doou pouco antes de sua própria morte muitas de suas possessões para o governo republicano brasileiro, que posteriormente foram divididas entre o Arquivo Nacional, o Museu Imperial, a Biblioteca Nacional e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sua única condição era que esse presente fosse nomeado em homenagem a sua falecida esposa, e assim hoje ela é conhecida como a "Coleção Teresa Cristina Maria".[81] [82] A coleção é registrada pela UNESCO como patrimônio da humanidade no Programa Memória do Mundo.[83] Finalmente, Teresa Cristina é lembrada e homenageada no nome de várias cidades brasileiras, incluindo Teresópolis no Rio de Janeiro, Teresina no Piauí, Cristina em Minas Gerais e Imperatriz no Maranhão.[84]

Títulos e honras[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

Estilo imperial de tratamento de
Teresa Cristina do Brasil
Brasão de S.M a Imperatriz D. Teresa Cristina.png

Brasão da imperatriz Teresa Cristina

Estilo imperial Sua Majestade Imperial
Estilo alternativo Senhora[85]
  • 14 de março de 1822 – 30 de maio de 1843: "Sua Alteza Real, a princesa Teresa Cristina das Duas Sicílias"
  • 30 de maio de 1843 – 15 de novembro de 1889: "Sua Majestade Imperial, a Imperatriz do Brasil"

Honras[editar | editar código-fonte]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Imagem Nome Nascimento Morte Notas
Afonso 03 1846.JPG Afonso Pedro, Príncipe Imperial 23 de fevereiro de 1845 11 de junho de 1847 Príncipe Imperial do Brasil de seu nascimento até sua morte.
Isabel circa 1865.jpg Isabel, Princesa Imperial 29 de julho de 1846 14 de novembro de 1921 Casou-se com Gastão, Conde d'Eu, com descendência.
Serviu como regente enquanto seu pai estava no exteior.
Leopoldina circa 1868.jpg Princesa Leopoldina 13 de julho de 1847 7 de fevereiro de 1871 Casou-se com Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, com descendência.
Pedro Prince Imperial 1850.png Pedro Afonso, Príncipe Imperial 19 de julho de 1848 9 de janeiro de 1850 Príncipe Imperial do Brasil de seu nascimento até sua morte.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Antunes 2009, p. 183; Behar 1980, p. 51; Carvalho 2007, p. 73, Cenni 2003, p. 80
  2. Zerbini 2007, p. 62
  3. a b Calmon 1975, p. 210
  4. Calmon 1975, p. 211
  5. a b Barman 1999, p. 365
  6. a b Avella 2010, p. 7
  7. Longo 2008, p. 79
  8. Calmon 1975, p. 203; Carvalho 2007, p. 51; Lira 1977, p. 116
  9. Barman 1999, p. 97
  10. Calmon 1975, p. 205; Carvalho 2007, p. 51; Lira 1977, p. 119; Schwarcz 1998, p. 92
  11. Longo 2008, p. 79
  12. Carvalho 2007, p. 51; Lira 1977, p. 122
  13. a b Calmon 1975, p. 213
  14. Lira 1977, p. 120
  15. Calmon 1975, p. 214; Lira 1977, p. 121
  16. Calmon 1975, p. 238; Carvalho 2007, p. 51; Lira 1977, p. 123; Schwarcz 1998, p. 94
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Teresa Cristina das Duas Sicílias
Casa de Bourbon-Duas Sicílias
Ramo da Casa de Bourbon
14 de março de 1822 – 28 de dezembro de 1889
Precedida por
Amélia de Leuchtenberg
Brasão de S.M a Imperatriz D. Teresa Cristina.png
Imperatriz Consorte do Brasil
30 de maio de 1843 – 15 de novembro de 1889
Monarquia abolida