Maria Josefa da Áustria (1699-1757)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Maria Josefa da Áustria
Rainha da Polónia
Princesa-eleitora da Saxónia
Arquiduquesa da Áustria
Rainha da Polónia
Reinado 1734
a 17 de novembro de 1757
Coroação 17 de janeiro de 1734
Predecessor Catarina Opalińska
Sucessor Isabel Alexeievna (Luísa de Baden) (como imperatriz da Rússia)
Princesa-eleitora da Saxónia
Reinado 1 de dezembro de 1733
a 17 de novembro de 1757
Predecessor Cristiana Everadina de Brandenburg-Bayreuth
Sucessor Maria Antónia da Baviera
Cônjuge Augusto III da Polónia
Descendência
Frederico Augusto da Saxónia
José Augusto da Saxónia
Frederico Cristiano, Príncipe-Eleitor da Saxónia
Nado morto
Maria Amália da Saxônia
Maria Margarida da Saxónia
Maria Ana Sofia da Saxónia
Francisco Xavier da Saxónia
Maria Josefa da Saxónia
Carlos da Saxónia, Duque da Curlândia
Maria Cristina da Saxónia
Maria Isabel da Saxónia
Alberto de Saxe-Teschen
Clementino Venceslau da Saxónia
Maria Cunegundes da Saxónia
Casa Wettin
Habsburgo
Pai José I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Mãe Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo
Nascimento 8 de dezembro de 1699
Hofburg, Viena, Áustria
Morte 17 de novembro de 1757 (57 anos)
Dresden, Saxónia, Alemanha
Enterro Jazigo da família em Hofkirche
Religião Católica

Maria Josefa da Áustria (Maria Josefa Benedita Antónia Teresa Xaviera Filipa), (8 de Dezembro de 169917 de Novembro de 1757) foi de 1711 a 1713 herdeira presumível do Sacro Império Romano-Germânico. Através do seu casamento com o rei Augusto III da Polônia foi eleitora da Saxónia e rainha consorte da República das Duas Nações.

Família[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Viena como arquiduquesa da Áustria e filha mais velha de José I, Sacro Imperador Romano-Germânico e da sua esposa, a princesa Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo. Durante o reinado do seu avô, o pai e o tio de Maria Josefa assinaram um decreto que fez dela a herdeira dos domínios dos Habsburgo na eventualidade de ambos não terem herdeiros varões. Contudo, durante o reinado do tio deles, Carlos VI, Sacro Imperador Romano-Germânico, tanto Maria Josefa como a irmã foram excluídas da linha de sucessão em favor da sua prima Maria Teresa através da Sanção Pragmática de 1713.

O Pactum Mutuae Successionis de 1703, publicado pelo seu avô, o imperador Leopoldo I, fazia de Maria Teresa a herdeira do seu tio, contudo, a Sanção Pragmática de Carlos VI de 1713 anulava o acordo anterior e trocava Maria Josefa por Maria Teresa.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Maria Josefa da Áustria

O casamento entre Maria Josefa e Frederico Augusto II, príncipe-eleitor da Saxónia, tinha sido sugerido pelo seu futuro sogro desde 1704. Contudo, o facto de Maria Josefa não se poder casar com alguém que não fosse católico impediu a união. Quando Augusto se converteu ao Catolicismo em 1712 as negociações foram retomadas. A 20 de agosto de 1719, Maria Josefa e Frederico Augusto casaram. Através deste casamento entre as casas reais de Wettin e de Habsburgo, o pai de Frederico Augusto tinha a esperança de melhorar a posição da Saxónia se rebentasse uma guerra de sucessão nos territórios austríacos.[1] O filho mais velho do casal, Cristiano, sucedeu o pai como príncipe-eleitor da Saxónia após a sua morte.

O casal vivia com a família no Castelo de Dresden.

Em 1733, Frederico Augusto foi eleito rei da República das Duas Nações como Augusto III, o Saxão.[1] Maria Josefa foi coroada a 20 de Janeiro de 1734. A rainha era descrita como sendo ambiciosa, inteligente e religiosa. Fundou muitas igrejas e conventos e deu grande apoio os jesuítas da Polónia. Em 1740, reclamou os seus direitos de sucessão ao trono da Áustria, não para si, mas para o seu marido. Acabaria por abrir mão dos mesmos em 1742, acabando por permitir uma aliança entre a Saxónia e a Áustria. Durante a Guerra dos Sete Anos em 1756, Maria Josefa permaneceu em Dresden, depois de o marido partir, quando a cidade foi conquistada pelo exército da Prússia.[2]

Morreu de apoplexia durante a ocupação da Prússia e foi enterrada no jazigo dos Wettin em Hofkirche, Dresden.

Descendência[editar | editar código-fonte]

  1. Frederico Augusto da Saxónia (18 de Novembro de 1720 – 22 de janeiro de 1721), morreu aos dois meses de idade.
  2. José Augusto da Saxónia (24 de outubro de 1721 – 14 de março de 1728), morreu aos sete anos de idade.
  3. Frederico Cristiano, Príncipe-Eleitor da Saxónia (5 de setembro de 1722 – 17 de dezembro de 1763), príncipe-eleitor da Saxónia; casado com a duquesa Maria Antónia da Baviera; com descendência.
  4. Nado morto (23 de Junho de 1723)
  5. Maria Amália da Saxónia (24 de novembro de 1724 – 27 de setembro de 1760); casada com o rei Carlos III de Espanha; com descendência.
  6. Maria Margarida da Saxónia (13 de setembro de 1727 – 1 de fevereiro de 1734), morreu aos seis anos de idade.
  7. Maria Ana Sofia da Saxónia (29 de agosto de 1728 – 17 de fevereiro de 1797); casada com o príncipe-eleitor Maximiliano III José da Baviera;
  8. Francisco Xavier da Saxónia (25 de agosto de 1730 – 21 de junho de 1806), regente da Saxónia; casado com Maria Chiara Spinucci; com descendência.
  9. Maria Josefa da Saxónia (4 de novembro de 1731 – 13 de março de 1767); casada com Luís, delfim de França; com descendência.
  10. Carlos da Saxónia, Duque da Curlândia (13 de julho de 1733 – 16 de junho de 1796), casado com Franciszka Corvin-Krasińska; com descendência.
  11. Maria Cristina da Saxónia (12 de fevereiro de 1735 – 19 de novembro de 1782), princesa-abadessa de Remiremont; sem descendência.
  12. Maria Isabel da Saxónia (9 de fevereiro de 1736 – 24 de Dezembro de 1818), morreu solteira e sem descendência.
  13. Alberto de Saxe-Teschen (11 de julho de 1738 – 10 de fevereiro de 1822), duque de Teschen e governador da Holanda Áustriaca; casado com a arquiduquesa Maria Cristina da Áustria; com descendência.
  14. Clementino Venceslau da Saxónia (28 de setembro de 1739 – 27 de julho de 1812), arcebispo de Trier.
  15. Maria Cunegundes da Saxónia (10 de Novembro de 1740 – 8 de Abril de 1826), princesa-abadessa de Thorn e Essen; quase se casou com Luís Filipe II, duque de Orleães.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Maria Josefa da Áustria em três gerações[3]
Maria Josefa da Áustria Pai:
José I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Avô paterno:
Leopoldo I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Bisavô paterno:
Fernando III, Sacro Imperador Romano-Germânico
Bisavó paterna:
Maria Ana de Espanha
Avó paterna:
Leonor Madalena de Neuburgo
Bisavô paterno:
Filipe Guilherme, Eleitor Palatino
Bisavó paterna:
Isabel Amália de Hesse-Darmstadt
Mãe:
Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo
Avô materno:
João Frederico de Brunsvique-Luneburgo
Bisavô materno:
Jorge de Brunsvique-Luneburgo
Bisavó materna:
Ana Leonor de Hesse-Darmstadt
Avó materna:
Benedita Henriqueta do Palatinado-Simmern
Bisavô materno:
Eduardo, Conde Palatino de Simmern
Bisavó materna:
Ana Gonzaga

Referências

  1. a b Watanabe-O'Kelly, p. 265.
  2. Watanabe-O'Kelly, p. 270.
  3. The Peerage, consultado a 13 de Março de 2014

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Potter, George R. The New Cambridge Modern History.
  • Helen, Watanabe-O'Kelly (2004). "Religion and the Consort: Two Electresses of Saxony and Queens of Poland (1697-1757)". In Campbell Orr, Clarissa. Queenship in Europe 1660-1815: The Role of the Consort. Cambridge University Press. pp. 252–275. ISBN 0-521-81422-7.
Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Maria Josefa da Áustria (1699-1757)