Maria Carolina da Áustria

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Maria Carolina
Rainha consorte de Nápoles e Sicília
Arquiduquesa da Áustria
Johann Georg Weikert 001.jpg
Carolina das Duas Sicílias por Johann Georg Weikert
Governo
Consorte Fernado I de Nápoles e Sicília
Vida
Nascimento 13 de agosto de 1752
Viena, Áustria
Morte 8 de setembro de 1814 (62 anos)
Viena, Áustria
Sepultamento Cripta Imperial de Viena
Filhos Maria Teresa das Duas Sicílias
Luísa das Duas Sicílias
Carlos das Duas Sicílias
Ana das Duas Sicílias
Francisco I das Duas Sicílias
Maria das Duas Sicílias
Cristina das Duas Sicílias
Januário das Duas Sicílias
José das Duas Sicílias
Maria Amélia de Bourbon,
Maria Antonieta de Bourbon
Clotilde de Bourbon
Henriqueta de Bourbon
Carlos de Bourbon
Leopoldo de Borbon, principe de Salerno
Alberto de Bourbon
Isabel de Bourbon
Pai Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Mãe Maria Teresa da Áustria

Maria Carolina da Áustria (13 de agosto de 17528 de setembro de 1814) foi rainha de Nápoles e da Sicília como esposa do rei Fernando I das Duas Sicílias. Como governante de facto dos reinos do seu marido, Maria Carolina supervisionou a promulgação de várias reformas, incluindo a revogação da supressão da Maçonaria, o aumento da marinha com a ajuda do seu protegido, John Acton, 6º Baronete, e o fim da influência espanhola. Era uma prepotente do absolutismo até ao advento da Revolução Francesa quando, para prevenir a promoção dos ideais liberalistas, tornou Nápoles um Estado policial.

Nascida uma arquiduquesa austríaca, a décima-terceira criança da imperatriz Maria Teresa da Áustria e de Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico, casou-se com Fernando como parte de uma aliança com a Espanha onde o pai de Fernando era rei. Após o nascimento de um herdeiro masculino em 1775, Maria Carolina foi aceite do conselho de Estado. A partir daí, dominou-o até 1812 quando foi enviada de volta a Viena. Tal como a sua mãe, Maria Carolina esforçou-se por organizar casamentos vantajosos para os seus filhos. Como promotora, Maria Carolina fez de Nápoles um centro das artes, financiando pintores como Jacob Philipp Hackert e Angelika Kauffmann e académicos como Gaetano Filangieri, Domenico Cirillo e Giuseppe Maria Galanti. Horrorizada pelo tratamento dado à sua irmã Maria Antonieta pelos franceses, Maria Carolina aliou-se com a Grã-Bretanha e com a Áustria durante as invasões napoleónicas. Como resultado de uma tentativa falhada de Nápoles para conquistar Roma ocupada pelos franceses, ela teve de fugir para a Sicília com o marido em dezembro de 1798. Um mês depois a República Napolitana foi declarada, repudiando o governo dos Bourbon em Nápoles por seis meses. Expulsa do trono uma segunda vez pelas tropas francesas em 1806, Maria Carolina morreu em Viena em 1814, um ano antes da restauração do seu marido em Nápoles.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Maria Carolina em criança

Nascida no dia 13 de agosto de 1752 no Palácio de Schönbrunn, em Viena, Maria Carolina foi a décima terceira, mas décima criança sobrevivente a nascer de Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico, e de Maria Teresa, Rainha da Hungria e da Boemia. Os seus padrinhos foram o rei Luís XV da França e a sua esposa, a princesa polaca Marie Leczinska. Maria Carolina era a filha que se parecia mais com a sua mãe e era muito chegada à sua irmã mais nova, a futura Rainha Maria Antonieta. Uma prova da relação próxima entre as duas é o facto de que, quando uma adoecia, a outra também. Em agosto de 1767, Maria Teresa separou as duas irmãs, até então educadas juntas pela Condessa Marie von Brandis, devido ao seu mau-comportamento. Pouco depois, em outubro do mesmo ano, a irmã de Maria Carolina, Maria Josefa, destinada a casar-se com o rei Fernando IV de Nápoles como parte de uma aliança com a Espanha, morreu de varíola. Ansioso por salvar a aliança austríaco-espanhola, Carlos III de Espanha, pai do rei Fernando, exigiu que uma das irmãs de Maria Josefa a fosse substituir. Maria Teresa apresentou Maria Amália e Maria Carolina à corte espanhola para que eles pudessem escolher. Uma vez que Maria Amália era cinco anos mais velha do que o seu filho, Carlos III optou por Carolina que reagiu muito mal ao seu noivado, chorando desesperadamente e dizendo que os casamentos napolitanos traziam azar. Contudo os seus protestos não atrasaram os preparativos para o seu novo papel como rainha de Nápoles pela Condessa de Lerchenfeld. Nove meses depois, no dia 7 de abril de 1768, Maria Carolina casou-se com Fernando IV por procuração, tendo o seu irmão Fernando a representar o noivo.

Rainha[editar | editar código-fonte]

Queda de Tanucci[editar | editar código-fonte]

A rainha de dezesseis anos viajou calmamente de Viena até Nápoles, fazendo paragens em Mântua, Bolonha, Florença e Roma pelo caminho. Entrou no Reino de Nápoles no dia 12 de maio de 1768, desembarcando em Terracina onde se despediu das suas criadas nativas. A partir de então, Carolina viajou com a sua corte restante que incluía o seu irmão, o grão-duque da Toscana, e a sua esposa, a infanta Maria Luísa de Espanha. Quando viu o marido pela primeira vez em Poztella, achou-o "muito feio". Escreveu à Condessa de Lerchenfeld que, "Não o amo, excepto pelo dever..." Também Fernando não ficou impressionado com ela declarando, depois da sua primeira noite juntos, "Ela dorme como se tivesse sido morta e sua como um porco." Contudo o facto de Maria Carolina não gostar do seu marido não a impediu de ter filhos, uma vez que perpetuar a dinastia era o dever mais importante de uma esposa. Ao todo, Maria Carolina deu sete filhos sobreviventes a Fernando, incluindo o seu sucessor, Francisco I, a última imperatriz romano-germânica, uma grã-duquesa da Toscana, a última rainha francesa e uma princesa das Astúrias.

A Fernando, que tinha recebido uma educação fraca do príncipe de San Nicandro, faltava a capacidade de governar, precisando em tudo dos conselhos do seu pai, o rei Carlos III de Espanha que lhe chegavam através de Bernardo Tanucci. Seguindo as instruções da sua mãe, Maria Carolina ganhou a confiança de Fernando quando começou a aprender a actividade preferida dele: a caça. Assim ela obteve um acesso à administração do Estado, uma ambição que foi completamente cumprida com o nascimento de um herdeiro em 1775, um feito que a levou ao conselho de Estado. Até lá, Maria Carolina foi responsável pelo rejuvenescimento da corte napolitana, grandemente esquecida desde o advento da regência do seu marido. Os académicos Gaetano Filangieri, Domenico Cirillo e Giuseppe Maria Galanti, entre outros, frequentavam o seu salão.

A queda de Tanucci chegou depois de uma discussão dele com Maria Carolina por causa da Maçonaria, à qual ela se tinha juntado. Seguindo ordens de Carlos III, Tanucci tinha trazido de volta uma lei de 1751 que bania a Maçonaria em resposta à descoberta de um refugio maçónico entre o regimento real. Enfurecida, a rainha expressou a sua opinião a Carlos III, através de uma carta escrita pelo seu marido, fazendo parecer que a ideia tinha sido dele, de que Tanucci estava a arruinar o país. Resignado aos desejos da sua esposa, Fernando dispensou Tanicci em outubro de 1776, causando um afastamento do seu pai. A nomeação do marquês de Sambuca, um fantoche nas mãos de Maria Carolina, como substituto, representou o final da influência espanhola em Nápoles, até então a sua colónia virtual. Maria Carolina continuou com os seus planos, fazendo várias mudanças nas camadas da nobreza no sentido de substituir a influência espanhola pela austríaca. A antipatia que tinha entre a nobreza apenas cresceu quando ela tentou retirar-lhes os seus direitos.

Acton e as forças armadas[editar | editar código-fonte]

Maria Carolina, como rainha de Nápoles, por Anton Raphael Mengs

Sem Tanucci no governo, a rainha passou a governar Nápoles e a Sicília sozinha, apoiada pelo seu inglês preferido, nascido em França, John Acton, 6º Baronete, a partir de 1778. Seguindo o conselho do seu irmão mais velho, José II, Sacro Imperador Romano-Germânico, Maria Carolina e Acton restauraram a marinha napolitana que até então tinha sido negligenciada, abrindo quatro novas academias navais e construindo cento e cinquenta navios de vários tamanhos. A marinha mercantil também foi aumentada pelos acordos comerciais com a Rússia e Génova. Carlos III, tendo declarado guerra à Grã-Bretanha devido à sua aliança com a América, ficou enfurecido pela nomeação de Acton para ministro da guerra e da marinha, pois acreditava que o seu candidato espanhol, dom António Otero, merecia mais o posto pelo facto de não ser inglês. Maria Carolina voltou a responder através de uma carta escrita pelo seu marido, explicando a Carlos III que Acton era filho de uma mulher francesa, não era inglês e que foi nomeado antes da guerra com a Grã-Bretanha começar. Os ataques de Carlos contra Acton apenas serviram para o colocar numa posição mais favorável junto da rainha que o nomeou marechal-de-campo. As reformas de Acton não se limitaram à expansão da marinha: ao mesmo tempo ele reduziu os gastos do seu gabinete em 500.000 ducados e convidou sargentos estrangeiros para preencher as vagas no exército. Acton e Maria Carolina tornaram-se tão chegados que, de acordo com o embaixador da Sardenha em Nápoles, as pessoas começaram a acreditar erradamente que eles eram amantes. O rei, no entanto, não sabia que o rumor era falso e tentou várias vezes "surpreendê-los juntos", ameaçando matá-los aos dois se conseguisse. Em resposta, Maria Carolina colocou espiões a seguir o marido, mas pouco depois conseguiu-se uma reconciliação. Como parte desta reaproximação entre os reis, Acton foi viver em Castellmare, mas regressava a Nápoles três vezes por semana para ver a rainha.

Apoio artístico e a morte de Carlos III[editar | editar código-fonte]

Maria Carolina com a família, por Angelica Kauffman

Maria Carolina apoiou artistas Germano-suíços, mais notavelmente Angelika Kauffmann que pintou o famoso quadro da rainha com a sua família em pose relaxada no jardim em 1783, e deu lições de desenho às suas filhas. Maria Carolina enchia Kauffman de presentes, mas ela preferia os círculos artísticos de Roma aos de Nápoles. O apoio da rainha não se restringia a retratistas: também recebeu o pintor paisagístico Jacob Philipp Hackert numa ala do seu palácio em Francavilla. Tal como Kauffman, ele deu lições de pintura aos filhos da rainha e gostava da confiança depositada nele. Seguindo uma recomendação de Hackert, o Rei e a rainha restauraram as estátuas do Palácio Farnese e trouxeram-nas para Nápoles. Em 1784, a rainha estabeleceu a colónia de São Lúcio, uma aldeia com as suas próprias leis e costumes cujo único objectivo era produzir seda.

Em 1788, com a morte de Carlos III, as relações entre Nápoles e a Espanha melhoraram. O novo rei, Carlos IV, estava desejoso por ficar em bons termos com o seu irmão, enviando uma armada espanhola para o saudar. Para consolidar a sua relação, Carlos IV sugeriu que a sua filha se casasse com o filho mais velho do rei e da rainha, o Duque da Calábria. Embora o rei tenha apoiado este casamento, Maria Carolina evitou-o. Tal como a sua mãe, ela tinha escolhido cuidadosamente os possíveis partidos para os seus filhos, uniões que serviriam para cimentar alianças políticas que ela tinha escolhido. A morte da Duquesa Isabel de Württemberg, esposa do Príncipe-herdeiro da Áustria, sobrinho da rainha, abriu as portas para que ela cumprisse as suas ambições matrimoniais. As suas filhas Maria Teresa e Luísa casaram, respectivamente, com o príncipe-herdeiro Francisco e com Fernando III, Grão-duque da Toscana, durante a visita da família real napolitana a Viena em 1790.

O fim do absolutismo iluminista[editar | editar código-fonte]

Maria Carolina estava ansiosa por melhorar as relações de Nápoles com o Papa que se tinham deteriorado devido à discussão com o Papa Pio IV sobre as leis eclesiásticas e a investidura e escolha dos bispos. Consequentemente, Nápoles tinha deixado de pagar o seu tributo anual de 7.000 ducados. Assim, Maria Carolina conseguiu uma reunião com o Papa. Para enfatizar o seu desejo de o ver, o rei e a rainha chegaram a Roma mais cedo do que o esperado e cumprimentaram o Papa Pio IV numa audiência privada. O Papa concordou em ceder ao rei o direito de escolher bispos para lugares vazios. Assim, como o rei e a rainha não tinham feito nenhum concessão em troca, o prestígio de Nápoles aumentou. Quando se foi embora, Maria Carolina recebeu a "Rosa Dourada, uma grande demonstração do favoritismo papal.

O regresso de Viena foi marcado com uma nova época política em Nápoles. Alarmada pelos acontecimentos em França, principalmente no que dizia respeito à sua irmã favorita, Maria Antonieta, Maria Carolina terminou com as suas experiências no äbsolutismo iluminista e tomou um caminho mais reaccionário. Rejeitou a Revolução Francesa e estava determinada a prevenir que a sua ideologia não ganhasse influência em Nápoles. Fê-lo subdividindo Nápoles em doze províncias policiais controladas por comissários escolhidos pelo governo, substituindo o tradicional sistema de escolha popular. O sucesso desta medida foi aumentada pela criação de uma força policial secreta que tinha os seus espiões pagos em todas as classes sociais da sociedade.

Numa tentativa de agradar a Grã-Bretanha, tendo uma aliança em mente, a rainha fez preparações para se encontrar com a esposa do embaixador inglês, Emma Hamilton, apesar do facto de a rainha britânica, Carlota de Mecklenburg-Strelitz, ainda não a ter recebido. Contudo as duas não demoraram a ficar amigas com Emma a cantar em dueto com o rei e a jantar particularmente com a família real. A rainha, que Emma achava "muito boa companhia, estritamente boa e muito certa" sentia-se tentada a aproximar-se dela para extrair segredos diplomáticos britânicos.

O caso Sémonville e a primeira coligação[editar | editar código-fonte]

Maria Carolina, por Angelica Kauffmann

O rei Luís XVI de França e a rainha Maria Antonieta foram presos no dia 10 de Agosto de 1792. A partir de então o governo napolitano recusou-se a reconhecer a comitiva do barão Armand de Mackau, um diplomata francês. A rainha Maria Carolina ficou tão horrorizada com o que aconteceu à sua irmã que nesse dia quase cortou as relações com a França completamente. A hesitação do rei e da rainha em aceitar Mackau como o novo representante da República Francesa causou tensão com aquele país. John Acton, agora primeiro-ministro de Nápoles, aliou-se com o desejo fervente de Carolina em declarar guerra à França e tentou atrasar Mackau até contar com o apoio militar britânico. Contudo o seu plano virou-se contra ele quando o governo francês interceptou uma carta onde Acton descrevia detalhadamente como tinha sabotado a missão diplomática de Huguet de Sémonville ao Império Otomano. Quando a França se começou a preparar para a guerra em novembro para se vingar deste insulto, o rei e a rainha acabaram por ceder e reconheceram Mackau e a República. Contudo, a assembleia nacional já tinha enviado nove navios comandados pelo almirante La Touch que chegaram a Nápoles no dia 17 de dezembro. La Touche estipulou que, se Acton não lhe pedisse desculpas pessoalmente pelo caso de Sémonville, ele atacaria Nápoles uma hora depois. A decisão da rainha em aceitar o pedido de La Touche foi criticada por alguns historiadores napolitanos como o general Colletta que se esqueceu do facto de Nápoles não conseguir defender-se por não ter mobilizado a marinha.

Os esforços de Maria Carolina contra o Jacobismo revelaram-se inúteis quando a armada de La Touche foi forçada a regressar a Nápoles devido a uma tempestade. Os marinheiros franceses, "agentes republicanos", tinham permissão de ir a terra nesta ocasião e cultivaram os seus sentimentos antimonárquicos junto dos napolitanos. Quando La Touche partiu finalmente no dia 29 de janeiro de 1793, Maria Carolina lançou uma campanha ineficaz contra os radicais napolitanos, permitindo que os planeadores mais perigosos escapassem à justiça. A ofensiva falhou pelo facto de o seu chefe de polícia, Luigi de' Medici ser um radical escondido. Simultâneamente, Maria Carolina conseguiu um acordo para uma aliança com a Grã-Bretanha a quem a França tinha recentemente declarado guerra. Com este tratado, Nápoles deveria contribuir com quatro homens-de-guerra, quatro fragatas e quatro navios pequenos juntamente com seis mil soldados para proteger o comércio no mar mediterrânico. Em agosto de 1793, após o Cerco de Toulon, Nápoles juntou-se à Primeira Coligação que juntava a Grã-Bretanha, a Rússia, a Áustria, a Prússia, Espanha, Portugal e a Sardenha dos Saboia contra a França.

A campanha italiana[editar | editar código-fonte]

Ainda horrorizada com o assassinato da irmã em outubro de 1793, Maria Carolina recusava-se a falar francês, "aquela língua monstruosa", e baniu os trabalhos filosóficos "inflamatórios" de Galanti e Filangeri que até então tinham recebido seu apoio. Em 1794, após a descoberta de uma conspiração jacobina para derrubar o governo, Maria Carolina ordenou que Medici suprimisse a Maçonaria da qual ela tinha sido uma aderente, acreditando que eles estavam a participar em actividades traiçoeiras com os franceses. O exército era mantido constantemente em mobilização em caso de algum ataque ocorrer, o que aumentou a carga de impostos para a população. Temendo pela segurança da sua família, Maria Carolina contratou provadores de comida e mudava a localização dos aposentos da família todos os dias. O que levou Maria Carolina a fazer isto foi o medo geral que se tinha instalado na cidade na qual "ninguém estava a salvo".

O fim das hostilidades franco-espanholas no Verão de 1795, deu a Napoleão Bonaparte, um general corso do exército francês, a oportunidade de se concentrar na campanha francesa em Itália. O sucesso que obteve nos seus ataque ao Norte da Itália levaram Maria Carolina a procurar paz, conseguindo um acordo em que Nápoles teria de pagar à França um imposto de guerra de oito milhões de francos. Contudo nenhum dos países esperava manter este tratado por muito tempo. O casamento do seu filho mais velho, o duque da Calábria, com a arquiduquesa Maria Clementina da Áustria em 1797 fechou uma aliança com a Áustria no dia 20 de maio de 1798 em resposta da ocupação francesa dos estados papais que faziam fronteira com Nápoles. Depois de ajudar na vitória britânica na Batalha do Nilo, a rainha decidiu juntar-se à Segunda Coligação contra a França. A Áustria nomeou o general Karl Mack von Leiberich para o comando. As reuniões do conselho de guerra que comprometiam o rei, a rainha, sir William Hamilton, o embaixador inglês e o almirante Horatio Nelson campanha do Nilo, foram realizadas no Palácio de Caserta. Decidiram invadir a República de Roma, um Estado fantoche dos franceses.

Últimos anos e morte[editar | editar código-fonte]

Maria Carolina nos seus últimos anos

Em 1806, Fernando foi deposto do seu trono por Napoleão Bonaparte, levando consigo a sua esposa. Contudo, Maria Carolina manteve o seu estatuto e poder na Sicília até 1812 quando o seu marido essencialmente (mas não oficialmente), nomeando o seu filho Francisco para regente, o que fez com que Carolina perdesse a sua influência. Em 1813, Maria Carolina foi exilada para o seu país natal, a Áustria, onde morreu em 1814. Após a sua morte, o seu marido passou a estar sujeito à vontade austríaca. Quando Napoleão Bonaparte se casou com a Arquiduquesa Maria Luísa da Áustria, Maria Carolina teve de aceitar que a sua neta se tinha casado com "o Demónio" e lhe tinha dado um filho.

Maria Carolina foi enterrada na cripta imperial em Viena: os seus pais também estão lá enterrados.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Aos 16 anos, em 1768, casou-se Fernando I de Nápoles e Sicília, filho de Carlos III de Espanha e de Maria Amália de Saxónia, tendo este 17 anos. Fernando I se tornou Rei das Duas Sicílias em 1816, dois anos após a morte de Maria Carolina. Desse casamento, nasceram:

Referências

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