Angelika Kauffmann

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Auto-retrato (1785).

Maria Anna Catharina Angelika Kauffmann (30 de Outubro de 1741, Coira, Suíça5 de Novembro de 1807, Roma, Itália), foi uma pintora neoclássica suíça e membro fundadora da Academia Real Inglesa (1769).

Vida[editar | editar código-fonte]

Filha de Johann Joseph Kauffmann, um pintor fracassado, e de Cleophea Kauffmann, Angelika desde cedo revelou um extraordinário talento para a música e a pintura. Antes dos doze anos de idade, ela já pintava retratos profissionalmente e foi contratada para representar vários dignitários católicos italianos.

Em uma de suas visitas à Itália, em 1766, ela foi convidada por Lady Wentworth, esposa do embaixador inglês, para acompanhá-la à Inglaterra. Lá, ela caiu nas boas graças da monarquia e tornou-se alvo da admiração e da influência artística de Sir Joshua Reynolds.

Em 1767, ela casou-se com um homem que se apresentara como conde Frederick de Horn. Desmascarado pouco tempo depois, ela separou-se dele em 1768. Todavia, só tornou a casar-se novamente em 1781, após a morte do impostor.

Com seu segundo marido, o pintor veneziano Antonio Zucchi, viajou para Roma, onde se estabeleceram. Ela sobreviveu ainda 12 anos após a morte de Zucchi (em 1795) e foi sepultada na igreja de San Andrea delle Frate.

Estilo[editar | editar código-fonte]

O estilo da jovem Angelika Kauffmann foi influenciado pelo rococó francês. Todavia, por volta de 1763 ela visitou a Itália e conheceu as obras neoclássicas de Anton Raphael Mengs, cujo estilo passou a nortear sua produção artística. Sir Joshua Reynolds foi outra grande influência, particularmente no tocante a produção de retratos.

Os quadros de Kauffmann são quase sempre composições inspiradas na mitologia greco-romana e representam deuses e deusas de forma graciosa, embora não particularmente brilhante. Seus melhores trabalhos são mesmo os retratos, dos quais o da duquesa de Brunswick é considerado sua obra-prima.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Ariadne Abandoned by Theseus on Naxos (1774)
  • Retrato do Tenente-General James Cuninghame (1775)
  • A Lady as a Vestal Virgin (1780)
  • Retrato de Eleanor, Condessa de Lauderdale (1781)
  • Auto-retrato (1785)
  • Auto-retrato (1787)
  • Cupid and Psyche (1792)

Trívia[editar | editar código-fonte]

Somente dois dos 36 membros fundadores da Academia Real Inglesa eram mulheres: Angelika Kauffmann e Mary Moser. Até o século XX, elas foram as únicas mulheres admitidas naquela instituição.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Grande Enciclopédia Delta Larousse. Rio de Janeiro: Editora Delta, 1976. V. 8, p. 3801.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Angelika Kauffmann