Trieste

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Trieste
Collage Trieste.jpg
Bandeira de Trieste
Bandeira
Brasão de armas de Trieste
Brasão de armas
Localização de Trieste
País  Itália
Região Friuli-Venezia Giulia-Flag.png Friuli-Venezia Giulia
Província Trieste
Área
 - Total 84 49 km²
População
 - Total 209,520
    • Densidade 2.479,8/km2 
Código Postal 34100
Código ISTAT 032006
Comunas limítrofes Duino-Aurisina, Monrupino, Muggia, San Dorligo della Valle, Sgonico
Prefixo telefônico 040
Fiscal L424
Orago padroeiro São Justo
Sítio http://www.retecivica.trieste.it

Trieste (em esloveno: Trst, em alemão Triest, em húngaro Trieszt ) é uma cidade do nordeste da Itália, no mar Adriático, e comuna italiana da região do Friul-Veneza Júlia, província de Trieste, com cerca de 209.520 habitantes. Estende-se por uma área de 84,49 km², tendo uma densidade populacional de 2.479,8 hab/km². Faz fronteira com as comunas italianas de Duino-Aurisina, Monrupino, Muggia, San Dorligo della Vallee Sgonico e com a Eslovênia .

Trieste foi uma importante cidade do Império Austro-Húngaro, do qual era o principal porto.[1] [2] [3]

História[editar | editar código-fonte]

Da Pré-História ao domínio dos Habsburgo[editar | editar código-fonte]

A catedral de São Justo.

Em tempos antigos (século II a.C.), Trieste tornou-se colônia romana com o nome de Tergeste. Essa prosperou sob o domínio romano e, depois da queda do Império Romano do Ocidente, ficou sob o controle do Império Bizantino até 788 d.C., quando passou ao controle dos francos.[1] [2] [3] No século XII tornou-se uma cidade livre e depois de séculos de batalhas contra a rival Veneza, Trieste pôs-se sob a proteção (1382) do duque de Áustria conservando porém uma certa autonomia até o século XVII.[1] [2] [3]

O Porto Franco[editar | editar código-fonte]

No ano de 1719 tornou-se porto franco e, como única saída ao mar do Império Austríaco, Trieste foi objeto de investimento e se desenvolveu tornando-se, em 1867, capital da região de Litoral Adriático do lmpério (o "Küstenland"). Apesar de seu estado privilegiado de único porto comercial da Cisleitana e principal porto da Áustria-Hungria, Trieste manteve sempre em primeiro plano, por séculos, os elos culturais e linguísticos com a Itália; de fato, embora o alemão fosse a língua oficial da burocracia, o italiano (ou melhor o dialeto triestino, que no curso do século XVIII substituiu o antigo dialeto friulano), permaneceu sempre a língua falada pela maioria dos habitantes.

O Irredentismo e a anexação à Itália[editar | editar código-fonte]

Mapa austríaco de Trieste (1888).

Trieste foi, junto com Trento, o centro do irredentismo, movimento que buscava a anexação à Itália de todas aquelas terras habitadas há séculos por populações de cultura italiana (ou itálica) mas que ainda não faziam parte da Itália da época (terras "irredentas"). Deve-se recordar que no caso de Trieste, Gorizia, Ístria e Dalmácia, viviam, e vivem ainda hoje, também outras populações (eslovenos e croatas). Em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial, Trieste e sua província foram anexadas à Itália com grande alegria e festa da população italiana ainda que aquele momento coincida com a perda de importância da cidade que, de segunda cidade e porto mais importante de um império se torna uma das tantas cidades medianamente importantes da Itália. Começaram, então, para a população eslovena e croata, tentativas de nacionalização e de absorção cultural pela parte italiana. Nasceu assim nesta terra o assim chamado "Fascismo de fronteira", precursor daquilo que seria depois o fascismo a nível nacional.

A ocupação nazista e o fim da guerra[editar | editar código-fonte]

No período que vai do armistício (8 de setembro de 1943) ao imediato pós-guerra, Trieste foi o centro de uma série de vinganças que marcaram profundamente a história da cidade e da região circundante e suscitam ainda hoje acesos debates. Durante a ocupação nazista a Risiera di San Sabba- hoje Monumento Nacional - foi utilizada como campo de prisioneiros e de passagem para os deportados para a Alemanha e Polônia e campo de detenção e eliminação de partigiani italianos e eslavos, dissidentes políticos e judeus.[1] [2] [3]

A Risiera foi único campo de concentração na Itália e na Europa Meridional, munido de forno crematório, posto em funcionamento em 4 de abril de 1944.[1] [2] [3]

Era triestina a primeira mensageira partigiana da Itália deportada a Auschwitz (Ondina Peteani).

Em 30 de abril de 1945 insurgiu-se o Comitê de Libertação Nacional CLN de Trieste, apenas um dia antes da chegada das forças iugoslavas.[1] [2] [3] As tropas alemãs resistiram até a tarde de 2 de maio, rendendo-se somente quando chegaram à cidade os primeiros soldados neozelandeses.[1] [2] [3] O exército iugoslavo manteve o controle de Trieste até o dia 12 de junho (os quarenta dias de Trieste), durante os quais ocorreram execuções sumárias. Não apenas os cadáveres mas também os vivos eram atirados nas foibe, cavidades cársticas abundantes na região, para que ali morressem de fome. Posteriormente os Aliados assumiram o controle da cidade.

O Governo Militar Aliado e os acordos com a Iugoslávia[editar | editar código-fonte]

As reivindicações iugoslavas e italianas bem como a importância do porto de Trieste para os Aliados foram o motivo em 1947, sob a égide da ONU, da instituição do "Território Livre de Trieste" (TLT), na prática um Estado em si. Pela impossibilidade de nomear um Governador escolhido em acordo entre angloamericanos e soviéticos, o TLT permanece dividido em duas zonas de ocupação militar: a Zona A administrada pelos Aliados e a Zona B administrada pelos iugoslavos. Esta situação continuou até 1954 quando o problema foi resolvido simplesmente dividindo o território livre de Trieste segundo as duas zonas já designadas: assim, a Iugoslávia chega até os montes da periferia da cidade. Tal situação provisória foi em definitivo resolvida só em 1975, com o Tratado de Osimo entre a Itália e a então República Socialista Federal da Iugoslávia.[1] [2] [3]

Alguns movimentos locais relembram porém que os artigos do Tratado de Paz - firmado e ratificado pela Itália e por 21 nações envolvidas no Tratado de Paris (1947) - que instituíram o TLT, de jure jamais foram revogados. Recentemente, respondendo a uma de suas petições, o Secretariado das Nações Unidas confirmou por escrito que até agora qualquer país membro da ONU poderia requerer à mesa a ordem do dia com a designação do Governador do Território Livre.

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h Statistiche demografiche ISTAT (em italiano). Dato istat.
  2. a b c d e f g h Popolazione residente al 31 dicembre 2010 (em italiano). Dato istat.
  3. a b c d e f g h Istituto Nazionale di Statistica (em italiano). Statistiche I.Stat.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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