Reino da Sardenha

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Rennu di Sardinna
Regno de Sardegna

Reino da Sardenha

Monarquia

Flag of Aragon.svg
 
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1297 – 1861 Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg
Flag Brasão
[[[1] |Bandeira]] Brasão
Localização de Sardenha
Reino da Sardenha após 1815
Continente Europa
Capital Cagliari (1297-1847)
Turim (1847-1861)
Língua oficial Latim, sardo, italiano
Governo monarquia
Rei da Sardenha
 • 1821-1831 Carlos Félix
 • 1831-1849 Carlos Alberto
 • 1840-1861 Vítor Emanuel
História
 • 4 de abril de 1297 Fundação
 • 17 de março de 1861 Unificação italiana

O Reino da Sardenha (também dito Reino de Sardenha) foi um Estado que existiu na ilha da Sardenha de 1297 a 1861. Teve início formalmente em Roma – na antiga Basílica de São Pedro – em 4 de abril de 1297, quando o papa Bonifácio VIII, para resolver a disputa entre os condes de Anjou e a coroa de Aragão, investiu o rei de Aragão como jus invadendi sobre a Sardenha e a Córsega. O reino da Sardenha e Córsega foi o precursor do Reino de Itália.

O Estado Sardo[editar | editar código-fonte]

Em 4 de abril de 1297 nasce um Estado verdadeiro e próprio, com um território bem definido, com um povo, e um vínculo jurídico, mas ainda "imperfeito", porque ainda não dotado de suprema autonomia, ou seja da faculdade de estipular autonomamente tratados internacionais. O Reino da Sardenha fazia parte do variado complexo de Estados que formavam a Coroa de Aragão e, de 1479 em diante, a Coroa de Espanha. Torna-se unitário somente em 1420, quando os aragoneses, derrotado definitivamente o Judicato de Arborea, último a capitular, incorporaram seu território.

Mas foi somente com os Saboia, em 1720, que o Estado torna-se soberano e "perfeito" e foi também ampliado territorialmente com Estados hereditários dessa dinastia:

Com estas anexações, o reino torna-se um Estado "composto", formado da união de mais Estados, unidos sob a coroa do rei da Sardenha.

O Reino da Sardenha[editar | editar código-fonte]

Territórios do Reino da Sardenha em 1839.

O Tratado de Londres estabeleceu, entre outras coisas, que Vítor Amadeu II de Saboia cedesse o Reino da Sicília à Áustria em troca da Sardenha.

Para atender o Tratado de Londres, foi assinado em Haia, em 8 de agosto de 1720 o acordo que sancionava a passagem do Reino de Sardenha aos Saboia.

O título real foi, para a família Saboia, a realização de um objetivo antiquíssimo, perseguido com constância e tenacidade através dos séculos.

Daquela data em diante, todos os Estados pertencentes à Casa de Saboia formariam o Reino da Sardenha ou "Reino Sardo": a administração estatal utilizaria o adjetivo "sardo", onde necessário, para todos os atos do reino e a cidadania dos súditos seria a "sarda", até quando foi substituída pelo termo "italiana", em 1861.

A expansão territorial do Reino da Sardenha entre 1324 e 1720[editar | editar código-fonte]

A união de Sardenha e Piemonte como um único reino[editar | editar código-fonte]

Itália em 1796
Itália em 1843

Em 29 de novembro de 1847, os sardos, espontaneamente, renunciaram à sua antiga autonomia política, aceitando em 3 de dezembro de 1847, a fusão com os outros Estados do continente. Daquele momento em diante, o reino, de "composto" torna-se novamente "unitário", com um só povo, um só território e um único poder público. Com a fusão, deixou de existir o parlamento sardo.

Em 4 de março de 1848, Carlos Alberto da Sardenha, do Palácio Real de Turim, promulgou o "Estatuto Fundamental do Reino" através do qual o poder legislativo era exercido pelo Rei e pelas duas câmaras: o senado, composta de pessoas nominadas vitaliciamente pelo soberano, e a eletiva, formada de deputados eleitos no colégio eleitoral.


A unificação italiana[editar | editar código-fonte]

Em 1848, as tropas sardas combateram, pela primeira vez, com a bandeira tricolor.
Unificação italiana e anexação francesa de Nice e Savoy 1860

Em 17 de março de 1861, com a unificação italiana (faltavam ainda Roma e Veneza), com a lei 4671 de 17 de março de 1861, o rei Vítor Emanuel II proclamou o Reino de Itália, assumindo por si e por seus sucessores, o título de Rei de Itália.

Segundo os estudiosos constitucionalistas, não existiu a constituição ex-novo de uma entidade política estatal: o apelativo de Reino de Itália foi somente o novo nome assumido pelo Estado Sardo para adequar-se à nova situação criada com as anexações de 1859 e de 1860 e o atual Estado italiano não é outro que o antigo Reino de Sardenha.

Brasões e bandeiras históricas do Reino de Sardenha[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BRESCHI, Roberto (2012). Bandiere - passato presente (em italiano) http://www.rbvex.it/.+Página visitada em 16 de maio de 2012. "Bandiera nazionale, di stato e da guerra decisa da Carlo Alberto, incalzato dagli eventi, il 23 marzo 1848 e stabilita il 27 successivo. Decretata come bandiera mercantile il 15 aprile 1848. Era il cosiddetto "modello Bigotti", dal nome del segretario del ministero dell'interno che ne tracciò il disegno. Sul modello originale lo scudo sabaudo non aveva il bordo. Fu aggiunto perché il campo rosso dello scudo, toccando le strisce laterali del tricolore, si confondeva col rosso del battente. Dopo alcuni ripensamenti fu scelto un bordo azzurro, colore dinastico. A causa dell'indeterminatezza del decreto, la bandiera apparve in diverse fogge e proporzioni, talvolta anche senza il bordo, finché il 2 maggio 1851 ne furono fissate le caratteristiche. Bandiera nazionale e mercantile, definita nel disegno e nelle proporzioni (2/3) il 2 maggio 1851. Il 17 marzo 1861 diventò la bandiera del Regno d'Italia. Lo scudo di Savoia rappresentava il ruolo guida assunto dal Regno di Sardegna nel processo di unificazione nazionale."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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