Joana de Áustria, Princesa de Portugal

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Joana de Áustria
Princesa de Portugal
Governo
Reinado
Consorte João Manuel, Príncipe de Portugal
Casa Real Casa de Habsburgo
Dinastia Dinastia de Avis
Vida
Nascimento 27 de Junho de 1536
Madrid
Morte 7 de Setembro de 1573 (37 anos)
El Escorial
Sepultamento Monasterio de las Descalzas Reales
Filhos Sebastião de Portugal
Pai Carlos I de Espanha
Mãe Isabel de Portugal
Realeza Espanhola
Casa de Habsburgo
Descendência
Greater Coat of Arms of Charles I of Spain, Charles V as Holy Roman Emperor (1530-1556).svg
Brasão
Brasão de Joana de Áustria em Real Colégio dos Agostinianos de Alcalá de Henares.

Joana de Áustria, Joana de Espanha ou ainda Joana de Habsburgo (em castelhano, Juana de Austria; Madrid, 27 de Junho de 1536El Escorial, 7 de Setembro de 1573) foi uma infanta espanhola, arquiduquesa de Áustria e Princesa consorte de Portugal, quarta filha do casamento do imperador Carlos V (Carlos I de Espanha) com Isabel de Portugal, imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico.[1]

Em 11 de Janeiro de 1552, com dezasseis anos, casou por procuração em Toro com o herdeiro do trono de Portugal, o Príncipe D. João Manuel, o qual contava somente quinze anos. Deste matrimónio nasceu o futuro rei D. Sebastião.

Enviuvando em 2 de janeiro de 1554, deu à luz o filho dezoito dias depois, na meia noite do dia 19 para o dia 20 de janeiro,[2] tendo regressado a Espanha a pedido do seu pai, que tencionava abdicar, confiando a educação do filho, com apenas três meses, à sua sogra Catarina de Áustria (que era também sua tia). Uma vez em Espanha, assumiu o cargo de regente do reino, em virtude do pai se achar ausente, assim como o irmão, Filipe II, que se achava em viagem pelos Países Baixos e pela Inglaterra, onde viria a casar com Maria Tudor.

Enérgica, soube rodear-se de pessoas da sua confiança, muitas das quais de origem portuguesa, que haviam partido para Castela no séquito da sua mãe, a imperatriz Isabel (como o futuro Príncipe de Eboli, Rui Gomes da Silva, o qual viria a ser uma das figuras cimeiras, a par da infanta, do "partido ebolista", um dos principais grupos que se digladiaram na corte de Filipe II - por oposição ao dos albistas, ligados a Fernando Álvarez de Toledo y Pimentel, o Duque de Alba - o qual se caracterizou pela sua tolerância e conciliação, sobretudo em termos religiosos). Dessa forma, a sua regência pauta-se pelo aparente triunfo da facção mais moderada dentro da corte de Filipe II.

Em 1557 ou 1559, por impulso do confessor, São Francisco de Borja fundou em Madrid o mosteiro de Santa Clara conhecido como convento das Descalças Reais da Ordem de Santa Clara, onde se encerrou mais tarde, e fundou em Alcalá o Real Colégio de Santo Agostinho. Joana tinha ainda amizade com Santo Inácio de Loyola. Dizem que entrou para a Ordem, a única mulher a jamais fazê-lo, como "jesuíta secreta".[3]

Em 1559, retira-se da política activa, embora continue a ser uma das mentoras da facção ebolista. O seu desaparecimento, em 1573, logo seguido pelo do príncipe de Eboli, ditou o fim da relativa tolerância que até então fora vivida. O seu sepulcro, obra de Pompeo Leoni, que trabalhava no Escorial, está no convento das Descalças.

Referências

  1. YANKO, Aroní; Juana de Austria, Reina en la sombra; Barcelona, Editorial Belacqva, 2003; ISBN 84-95894-52-1
  2. José P. Bayam, Portugal cuidadoso, e lastimado com a Vida, e Perda do Senhor Rey Dom Sebastião, o desejado de saudosa memoria (1737), Livro I, De Sua Infância, Capítulo Primeiro, Do nascimento, batismo, e aclamação del Rey D. Sebastião, de outros sucessos notáveis deste tempo, p.1 [google books]
  3. VILLACORTA BAÑOS, Antonio; La jesuita: Juana de Austria; Barcelona, Editorial Ariel, 2005; ISBN 84-344-6768-2
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