Carlos VI, Sacro Imperador Romano-Germânico
| Carlos VI | |
|---|---|
| Sacro Imperador Romano-Germânico | |
| Governo | |
| Reinado | 12 de outubro de 1711 - 20 de outubro de 1740 |
| Consorte | Elisabeth Christine de Brunswick-Wolfenbüttel |
| Dinastia | Habsburgo |
| Títulos | Rei dos Romanos, Rei da Germânia Rei da Hungria, da Croácia e da Boêmia Arquiduque da Áustria Duque de Parma e Piacenza (1735-1740) Rei de Nápoles e da Sicília (1713-1738) Rei da Sardenha(1713-1720) |
| Vida | |
| Nascimento | 1º de Outubro de 1685 |
| Viena | |
| Morte | 20 de outubro de 1740 |
| Viena | |
| Pai | Leopoldo I da Germânia |
| Mãe | Leonor Madalena do Palatinado-Neuburgo |
Carlos de Habsburgo, em alemão Karl von Habsburg (Viena, 1º de outubro de 1685 - Viena, 20 de outubro de 1740), foi Imperador Romano-Germânico de 1711 a 1740, como Carlos VI. No mesmo período, também rei da Hungria, como Carlos III. Seu reinado foi marcado por querelas de sucessão entre as dinastias europeias, e os membros da sua própria dinastia entrariam em conflito generalizado.
Carlos era o segundo filho de Leopoldo I da Germânia e de sua terceira esposa, Leonor Madalena do Palatinado-Neuburgo. Chegou a assumir o trono de Aragão e Castela, como Carlos III, tendo sido coroado em Madrid, mas abandonou a pretensão, ao assumir o trono austríaco. Não consta na lista de réis espanhóis, pois Filipe, duque de Anjou, finalmente obteve o trono como Filipe V de Espanha.
Educado por Anton Florian de Liechtenstein, foi o herdeiro contratado pelos Habsburgos espanhóis, ramo em extinção. Carlos II da Espanha fez seu herdeiro o duque de Anjou, que subiu ao trono espanhol como Filipe V, violando o contrato. A guerra pela coroa levou à Guerra da Sucessão Espanhola, nos anos finais do século XVII.
Carlos chegou a Portugal, como arquiduque pretendente ao trono espanhol, em março de 1704. Foi recebido com muitos agasalhos: declaração de guerra à Espanha. Havia entretanto desordem, bulhas, anarquia nas tropas, rivalidade entre os comandantes. Desde 1674, D. Pedro II de Portugal não convocara mais as Cortes - instituição que outrora representara a nação perante o rei -, uma consequência do absolutismo. O pretendente veio na armada do almirante Rook, usando nome de Carlos III da Espanha. Um mês depois Filipe d'Anjou iniciou hostilidades contra Portugal, ocorrendo as primeiras investidas na Beira e no Alentejo. A invasão continuou até o exército português criar, em território espanhol, uma segunda frente, o que significava encontrar-se completo o exército, com auxiliares neerlandeses, comandados pelo Barão Fagel, e ingleses chefiados pelo Conde de Galloway.1
Como seu irmão, o imperador José I da Germânia morrera subitamente, Carlos retorna à Áustria, assume o trono austríaco e, em 1711, éeleito sacro imperador romano em Frankfurt.
Embora com pouco talento político, em seu reinado a Áustria atinge sua maior expansão. Talvez em consequência dos anos que passara na Espanha, introduziu na corte de Viena o cerimonial espanhol (Spanisches Hofzeremoniell) e mandou construir a famosa Escola Espanhola de Equitação. Além do mais, construiu em seu reinado o Reichskanzlei ("chancelaria do Estado") e a Biblioteca Nacional. Agregou também ao palácio de Hofburgo a ala Michaeler. Muitos dos prédios barrocos atualmente existentes em Viena foram construídos em seu reinado.
Tinha ambições musicais. Em menino, recebeu lições de Johann Joseph Fux, de modo que compunha e tocava cravo e piano e por vezes se animou a reger a orquestra real.
Tendo apenas duas filhas (do casamento com Elisabeth Christine de Brunswick-Wolfenbüttel) e não herdeiros varões, preparou cuidadosamente a Pragmática Sanção em 1713, pela qual declarou que seu reino não poderia ser dividido, e filhas mulheres poderiam também herdar o trono paterno. Entretanto, quando morreu, teve lugar a Guerra da Sucessão Austríaca. Por fim, a Pragmática Sanção predominou, e sua filha Maria Teresa o sucedeu como Rainha da Hungria e da Boêmia e Arquiduquesa de Áustria embora, sendo mulher, não tivesse sido eleita para o Sacro Império Romano, o qual foi assumido Carlos VII.
Depois de Carlos VII, porém, o marido de Maria Teresa, Francisco III, duque da Lorena, foi eleito Sacro Imperador como Francisco I, assegurando a continuação da linha dos Habsburgo.
Referências
- ↑ Cerisier, Antoine Marie. Tableau de l'histoire générale des Provinces-Unies. Volume 9. Utrecht : J. Van Schoonhoven & Comp., 1777.
Ver também [editar]
- Lista de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico
- Lista de soberanos da Hungria
- História da Áustria
Nomes em outras línguas: em alemão, Karl VI; checo: Karel II; húngaro, Károly; eslovaco, Karol III, catalão: Carles III, latim: Carolus VI; francês Charles VII; inglês Charles VII.
| Precedido por José I |
Sacro Imperador Romano-Germânico 1711 — 1740 |
Sucedido por Carlos VII |
| Precedido por José I |
Rei da Hungria 1711 – 1740 |
Sucedido por Maria Teresa |
- Nascidos em 1685
- Mortos em 1740
- Monarcas católicos romanos
- Imperadores do Sacro Império Romano
- Reis da Germânia
- Reis da Boêmia
- Reis da Hungria
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- Cavaleiros da Ordem do Tosão de Ouro
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- Reis da Sardenha
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- Duques da Caríntia