Vítor Emanuel II da Itália

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Vítor Emanuel
I da Itália e II da Sardenha
Great coat of arms of the king of italy (1890-1946).svg
Rei da Itália
VictorEmmanuel2.jpg
Vítor Emanuel II da Sardenha e I da Itália
Governo
Reinado 18611878
Coroação 1861
Consorte Maria Adelaide da Áustria
Antecessor Carlos Alberto da Sardenha (como Rei da Sardenha)
Herdeiro Humberto I de Itália
Sucessor Humberto I de Itália
Casa Real Casa de Saboia
Dinastia Casa de Saboia
Títulos [nota 1]
Vida
Nome completo Vittorio Emanuele Maria Alberto Eugenio Ferdinando Tommaso di Savoia
Nascimento 14 de março de 1820
Turim
Morte 9 de janeiro de 1878 (57 anos)
Roma
Sepultamento Panteão de Roma, Roma, Itália
Cônjuges
Maria Adelaide da Áustria
Filhos Humberto I de Itália
Maria Pia de Saboia
Amadeu I de Espanha
Pai Carlos Alberto da Sardenha
Mãe Maria Teresa de Habsburgo-Lorena
Assinatura Assinatura de Vítor EmanuelI da Itália e II da Sardenha

Vítor Emanuel II da Sardenha , Vítor Manuel II da Sardenha, Vítor Emanuel I da Itália ou Vítor Manuel I da Itália (em italiano: Vittorio Emanuele di Savoia; 14 de março de 1820 - 9 de janeiro de 1878) foi o primeiro rei da Itália, de 1861 a 1878, após a unificação. [1] Era membro da Casa de Saboia e foi, de 1849 a 1861, rei da Sardenha, que então englobava, além da ilha de Sardenha, o Piemonte e Saboia .

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Vítor Emanuel II, da Casa de Saboia, nasceu em Turim, no Piemonte. Primogênito de Carlos Alberto de Savoia-Carignano e de Maria Teresa de Hasburgo-Lorena (em italiano, Maria Teresa d'Asburgo-Lorena), casou-se aos 22 anos com sua prima Maria Adelaide, filha do arquiduque Rainier de Áustria.

No trono do Reino da Sardenha[editar | editar código-fonte]

Estátua equestre em bronze de Vítor Manuel II (Perugia, Itália)

Quando estourou a primeira guerra de independência comandou uma divisão da reserva do exército. Na batalha de Goito (30 de maio de 1848) conduziu pessoalmente a companhia "Guardia" ao ataque e foi ferido. Depois da batalha de Novara e da abdicação de Carlos Alberto (23 de março de 1849), sucedeu ao seu pai como rei da Sardenha num momento difícil para o país.

Não tendo condições de continuar a guerra, Vítor Emanuel II teve que assinar o armistício de Vignale (24 de março de 1849) com o marechal austríaco Radetzky. Se o exército foi posto a dura prova pela derrota, a situação interna do reino não era melhor, estremecido também por uma revolta republicana em Gênova (abril de 1849). A maior dificuldade política encontrava-se na hostilidade da Câmara dos Deputados (a maioria democrática) para ratificar o tratado de paz com a Áustria.

Para superar a oposição da câmara, Vítor Emanuel II chegou ao limite extremo da honestidade constitucional anunciando o decreto de Moncalieri (20 de novembro de 1849) com que dissolvia o parlamento e convocava novas eleições. A convocação real conseguiu o seu efeito no Piemonte. Assinada a paz com a Áustria pode dedicar-se a solução dos grandes problemas internos, primeiro entre todos o da consolidação do regime constitucional.

Vítor Emanuel II era propenso a exercer a autoridade régia além dos limites do estatuto, mas provou a sua lealdade constitucional proclamando as leis "Siccardi" contra os privilégios do clero. Todavia o monarca também foi induzido a recorrer a estes instrumentos pela firme postura do governo presidido por Massimo D'Azeglio.

No mês de novembro de 1852, Camillo Benso, Conde de Cavour sucedeu a D'Azeglio. O relacionamento de Vítor Emanuel II com Cavour nem sempre foi cordial e fácil, porque o "grande ministro" não hesitava em expor ao rei seus pontos de vista que nem sempre estavam de acordo com aqueles do soberano. Mas geralmente, o monarca seguiu as linhas gerais da política de Cavour, com o desejo de restaurar a fama do seu exército, como no caso da intervenção na Crimeia. Para aumentar o prestígio e o domínio da sua casa aprovou a aliança com Napoleão III, com quem ele compartilhava um certo gosto pela política secreta.

No trono do Reino de Itália[editar | editar código-fonte]

Vítor Emanuel II, em trajes de caça, no Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa

Os anos de 1858 até 1861 foram os mais favoráveis ao reino de Vítor Emanuel II. No mês de abril de 1859 partiu para a guerra contra a Áustria, e menos de dois anos depois era proclamado o Reino de Itália com Vítor Emanuel como soberano. Certamente, para a rápida ascensão do monarca, contribuiu em muito a obra do Conde de Cavour e de Giuseppe Garibaldi que, com a Expedição dos Mil, deu a Vítor Emanuel II o Reino das Duas Sicílias. Mas deve-se reconhecer que naqueles anos decisivos ele esteve decididamente solidário com a causa da unidade nacional.

A terceira guerra de independência (1866) trouxe o Vêneto para a coroa, mas sem aquela vitória militar que o rei desejava. Para completar a unidade da Itália faltava ainda Roma. Quando, no verão de 1870, estourou a guerra franco-prussiana, Vitor Emanuel II era mais propenso a correr em socorro do imperador francês Napoleão III, o antigo companheiro de armas e de intrigas, mas cedeu à vontade de seus ministros que quiseram se aproveitar da ocasião favorável para tomar Roma, então sob domínio do Papa, com apoio de tropas francesas. O rei tomou Roma, que tornou-se então capital do Reino de Itália.[1] Porém do mesmo modo que não se adaptou em Florença, que tinha sido escolhida para ser capital depois da Convenção de Setembro (1864), não se adaptou também em Roma. Nunca morou no pálacio Quirinal preferindo o retiro em uma residência mais modesta, juntamente com a esposa morganática Rosa Vercellana, posteriormente condessa de Mirafiori.

Concluído o período heróico do Risorgimento, o rei era, em certo sentido, um sobrevivente, como muitos outros protagonistas do pátrio resgate. Em 1876, viu sair do governo, por voto contrário do parlamento, a direita histórica de onde vieram seus ministros mais hábeis e seus mais confiáveis conselheiros. Respeitoso das indicações do parlamento, chamou ao governo a esquerda. Isto aconteceu no ano de sua morte.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Vítor Emanuel II em 9 de janeiro de 1878, subiu ao trono do Reino de Itália seu filho Humberto I.

A filha de Vítor Emanuel II, Maria Pia de Saboia, tornou-se rainha de Portugal, ao casar com o rei D. Luís I, em 1864.

Notas

  1. Vítor Emanuel, o Segundo, por graça de Deus, Rei da Itália, Rei da Sardenha, Chiphe, Jerusalém, Armênia, Duque de Saboia, Conde de Maurienne, Marquês (do Sacro-Império Romano) na Itália; Príncipe de Piemonte, Carignano, Oneglia, Poirino, Trino; Príncipe e Vigário Perpétuo do Sacro-Império Romano; Príncipe da Carmagnola, Montmellian com Arbin e Francin, Príncipe de Bailliff do Ducado de Aosta , Príncipe de Chieri , Dronero , Crescentino , Riva di Chieri e Banna, Busca , Bene , Brà , Duque de Genoa , Monferrat , Aosta , Duque de Chablais , Genevois , Duque de Piacenza , Marquês de Saluzzo (Saluces), Ivrea , Susa , del Tegerone, Migliabruna e Motturone, Cavallermaggiore , Marene , Modane e Lanslebourg , Livorno Ferraris , Santhià Agliè , Centallo e Demonte , Desana , Ghemme , Vigone , Conde de Barge , Villafranca , Ginevra , Nizza , Tenda , Romont , Asti , Alessandria , do Goceano , Novara , Tortona , Bobbio , Soissons , Sant'Antioco , Pollenzo , Roccabruna , Tricerro , Bairo , Ozega , deo Apertole, Barão de Vaud e do Faucigni , Senhor de Vercelli , Pinerolo , da Lomellina , da Valle Sesia , Marquês de Ceva , Overlord de Mõnaco , Roccabruna e 11/12th de Menton , Nobre Patrício de Veneza e Ferrara.

Referências

  1. a b History Makers. Bath - UK: Parragon, 2005. 320 pp. 1 vols. vol. 1. ISBN 1 40544 764 8.


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Armoiries Sardaigne 1831.png

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