Anexo:Lista de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coroa Imperial de Oto II - Reichskrone
Coroa Imperial de Oto II - Reichskrone

O Sacro Imperador Romano era, como regra geral, o soberano do Sacro Império Romano-Germânico, antecessor de diversos países, quase todos na Europa Central. Subsistiu do século X até o seu colapso em 1806.

Considera-se que o título imperial passou dos romanos para o Reino Franco quando, em 800 d.C., o Papa Leão III coroou o rei dos francos, Carlos Magno, imperador em troca de proteção à Igreja. Após a divisão do Reino Franco em três partes pelo tratado de Verdun, de 843, o título ficou vinculado, em princípio, ao reino central lotaríngio, mas terminou por passar para o do leste quando Oto I, o Grande, duque dos saxôes, rei franco oriental, foi coroado imperador em 962. A transferência do título foi justificada pela teoria política medieval da translatio imperii.

De início, o imperador se autointitulava Imperator Augustus, empregando títulos do antigo Império Romano. O título "Sacro Imperador Romano", bem como o nome do Sacro Império Romano, surgiu apenas nos séculos seguintes (e os historiadores acrescentam a qualificação "-Germânico" ao título e ao império, acusando o caráter eminentemente alemão da entidade política e do território que esta controlava).

O imperador era escolhido por um grupo de príncipes posteriormente conhecidos como eleitores, mas, até a sua coroação pelo Papa em Roma, ostentava apenas o título de Rei dos Romanos (rex romanorum). Ao receber a coroa imperial, o imperador mantinha o título de rei (título este com funções dadas pelo direito feudal). A partir de 1508, dispensou-se a obrigação da coroação pelo papa para que o eleito pudesse envergar o título imperial (ou, formalmente, de "imperador-eleito").

O título de imperador tinha conotações religiosas, o que sugeria uma obrigação de proteger a Igreja (o próprio Carlos Magno se arrogava a suprema chefia da Igreja, recebida com o título imperial). O imperador também era ordenado como sub-diácono, o que excluía não-católicos e mulheres do trono. A relação precisa entre as funções temporal e religiosa do título nunca ficou muito clara e causou conflitos sérios entre os duques germânicos e o papa, como, por exemplo, na Questão das Investiduras no século XI.

A seleção do rei/imperador era influenciada por diversos fatores. Como o título era formalmente eletivo, a sucessão era hereditária apenas até um certo ponto, embora costumasse ocorrer dentro de uma mesma dinastia até que se esgotassem os sucessores. O processo exigia que o candidato fizesse concessões aos eleitores, o que contribuía para o declínio do poder central (do imperador) em favor dos príncipes territoriais do Império. O colégio dos eleitores foi fixado em sete pela Bula Dourada em 1356; em 1623, durante a Guerra dos Trinta Anos, acrescentaram-se outros eleitores.

Após 1438, o título permaneceu nas mãos da Casa de Habsburgo, com a breve exceção de Carlos VII, da Casa de Wittelsbach. O título foi finalmente abolido em 1806.

Índice

[editar] Carolíngios

[editar] Guideschi

  • Guido III de Spoleto (891–894) disputado com Arnulfo da Caríntia
  • Lamberto II de Spoleto (892–896) disputado com Arnulfo da Caríntia

[editar] Carolíngios

[editar] Conradinos

[editar] Otões (ou Otónidas)

[editar] Francónios

[editar] Süpplingerburgo

[editar] Hohenstaufen (Staufen)

[editar] Guelfos

[editar] Hohenstaufen (Staufen) restaurados

[editar] O Grande Interregno (1254-1273)

[editar] Habsburgos

[editar] Nassau

[editar] Habsburgos (restaurados)

[editar] Luxemburgo

[editar] Wittelsbach (Baviera)

Henrique VII, chamado Henrique de Luxemburgo (c. 1275-1313), rei dos germanos e imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1308-1313) foi eleito rei do Sacro Império Romano-Germânico em 1308, fundou a dinastia real de Luxemburgo e, quando seu filho João dominou o reino da Boêmia, adquiriu uma base de poder.

[editar] Luxemburgo (restaurados)

[editar] Wittelsbach (Baviera) (restaurados)

[editar] Luxemburgo (restaurados)

[editar] Habsburgos (restaurados)

Interregno (1740-1742)

[editar] Wittelsbach (Baviera) (restaurados)

[editar] Habsburgos (restaurados)

Em 1806, Napoleão Bonaparte pôs termo ao império; o imperador Francisco II passou então a ser conhecido como Francisco I da Áustria

[editar] Ver também

Ferramentas pessoais