Ordem Soberana e Militar de Malta

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Sovrano Militare Ordine Ospedaliero di San Giovanni di Gerusalemme di Rodi e di Malta
Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta
Bandeira da Ordem de Malta
Armas da Ordem de Malta
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Tuitio Fidei et Obsequium Pauperum"  (Latim)
"Defesa da fé e assistência aos pobres"
[1]
Hino nacional: "Ave Crux Alba"  (Latim)
"Salve a Cruz Branca"
Gentílico: Maltês, Maltesa (ou Hospitalário, Hospitalária)

Localização da Ordem de Malta

Localização de Roma (a vermelho) no continente europeu, onde está situada a sede da Ordem de Malta.
Capital Vila Malta (Roma)
41º51' N 12º29' E
Língua oficial Italiano, Maltês e Latim
Governo Monarquia electiva
 - Príncipe e Grão-Mestre dos Cavaleiros Hospitalários Frei Matthew Festing
 - Grão-chanceler Jean-Pierre Mazery
Criação  
 - Organização assistencial 1050 d.C. 
 - Ordem militar 1099 
População  
 - Estimativa de 2007 12 000 membros
80 000 voluntários[2] hab. (192.º)
Moeda Escudo maltês (apenas valor numismático, sem código ISO)
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Verão (DST) CEST (UTC+2)
Org. internacionais ONU (observador)
Cód. ISO SMOM
Cód. telef. +39 (código da Itália)
Website governamental [1]

A Ordem de Malta[nota 1] ou Cavaleiros Hospitalários (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta) [nota 2] é uma organização internacional católica que começou como uma ordem beneditina fundada no século XI na Palestina, durante as Cruzadas, mas que rapidamente se tornaria numa ordem militar cristã, numa congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra[3] e de exercer a Caridade.

Tinha como padroeiro São João Esmoler (550-619), patriarca de Alexandria[4] .

Face às derrotas e consequente perda pelos cruzados dos territórios na Palestina, a ordem passou a operar a partir da ilha de Rodes, onde era soberana, e mais tarde desde Malta, como Estado vassalo do Reino da Sicília.

Atualmente, a Ordem de Malta é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional. A ordem dirige hospitais e centros de reabilitação. Possui 12.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 20.000 profissionais da saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e paramédicos. Seu objetivo é auxiliar os idosos, os deficientes, os refugiados, as crianças, os sem-teto e aqueles com doença terminal e hanseníase, atuando em cinco continentes do mundo, sem distinção de raça ou religião.[5]

Nome e insígnia[editar | editar código-fonte]

Brasão de Armas dos Cavaleiros, na fachada da igreja de San Giovannino dei Cavalieri, Florença.

O nome completo oficial é Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, ou, em italiano, Sovrano Militare Ordine Ospedaliero di San Giovanni di Gerusalemme di Rodi e di Malta. Convencionalmente, é também conhecida como Cavaleiros Hospitalários ou Ordem de Malta. A ordem tem um grande número de conventos e associações locais ao redor do mundo, mas também existe um certo número de organizações com semelhantes nomes sonantes que não estão relacionados, incluindo diversas ordens que procuram capitalizar sobre o nome.[6]

Na heráldica eclesiástica da Igreja Católica Romana, a Ordem de Malta é uma das duas únicas (sendo a outra a Ordem do Santo Sepulcro), cuja insígnia pode ser exibida em um brasão de armas clerical (Leigos não têm nenhuma restrição).

História[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência, desligou-se da igreja de Santa Maria e passou-se a formar congregação especial, sob o nome de São João Baptista.

Em 1113, o Papa nomeou-a congregação, sob o título de São João, e deu-lhe regra própria. Em 1120, o francês Raimundo de Puy, nomeado grão-mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.

Assim é a origem da Ordem dos Hospitalários ou de São João de Jerusalém, designada por Ordem de Malta a partir de 1530, quando se estabeleceu na ilha do mesmo nome, doada por Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

Ordem de aristocratas, nunca teve entre os seus cavaleiros pessoas que não pertencessem à fidalguia. O hábito regular consistia numa túnica e num grande manto negro, no qual traziam, pregada no lado esquerdo, uma cruz de ouro, com esmalte branco.

Os hospitalários tomaram parte nas Cruzadas e tinham seu hospital em Jerusalém. Mesmo depois do fim das Cruzadas, a ordem continuou. A ordem enfrentou o Império Otomano em diversas batalhas, como a Batalha de Lepanto e o Cerco de Rodes.

A ordem na península Ibérica[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, na península Ibérica havia só uma sede (língua), a de Aragão, que englobava os reinos de Portugal, Leão, Navarra, Aragão e Castela. Em Portugal, entre os bens da ordem, tinha especial importância o priorado do Crato. Os reis viram, receosos, crescer o poder dos senhores do Crato, que se acentuou com a rebelião de Nuno Gonçalves contra a regência do infante D. Pedro (1392-1449).

João III de Portugal, por morte do conde de Arouca, doou o priorado a um membro da família real, o infante D. Luís, em 1528, que se intitulou grão-prior. Então o rei, com vista a futuros protestos, consegue do papa Júlio III a bula pontifícia de 1551, que Dom António, filho natural do infante, fosse nomeado sucessor do pai. Maria I consegue do Papa a independência do grão-mestrado de Malta e, poucos anos depois, o mesmo Papa decretou por bula em 1793 que, assim como pelo lado temporal o grão-priorado de Portugal ficaria isento de qualquer interferência de Malta, também pelo lado espiritual dependeria apenas da Santa Sé. Assim, Pedro IV de Portugal e Miguel I foram grãos-priores do Crato. A ordem foi extinta em 1834 e os bens incorporados à Fazenda Pública.

O braço protestante da ordem[editar | editar código-fonte]

A Ordem de São João chegou à Alemanha durante os séculos XII e XIII, onde fundou um grão-priorado. Em 1530, uma secção do grão-priorado, a Bailia de Brandenburgo, aderiu à Reforma Protestante, sob a proteção dos marqueses de Brandemburgo, que se tornariam reis da Prússia. A bailia manteve relações amigáveis com a Ordem Soberana de Malta. Em 1811, a Bailia de Brandenburgo foi suprimida pelo príncipe da Prússia, que posteriormente fundou a Ordem Real Prussiana de São João como uma Ordem de Mérito. Em 1852, a ordem recuperou o nome de Bailia de Brandenburgo e se tornou uma nobre ordem da Prússia.

Em 1918, após a queda da monarquia, ela foi separada do Estado e recuperou sua independência. A Johanitter Orden está presente em diversos países europeus, além da América (Canadá, Estados Unidos, Colômbia, e Venezuela) e África do Sul trabalhando em especial na Alemanha mantendo hospitais e asilos, e é responsável por um importante serviço de ambulância - o Johanniter Unfallhilfe. Ela tem afiliações independentes nos Países Baixos, Suécia, Finlândia, França, Hungria, e Suíça.

Queda de Malta[editar | editar código-fonte]

A possessão mediterrânica de Malta foi capturada por Napoleão em 1798 durante a sua expedição para o Egipto. Este teria pedido aos cavaleiros um porto-salvo para reabastecer os seus navios e, uma vez em segurança em Valetta, virou-se contra os anfitriões. O grão-mestre Ferdinand von Hompesch, apanhado de surpresa, não soube antecipar ou precaver-se deste ataque, rapidamente capitulando para Napoleão. Este sucedido representou uma afronta para os restantes cavaleiros que se predispunham a defender a sua possessão e soberania.

A ordem continuou a existir, compactuando com os governos por uma retoma de poder. O imperador da Rússia doou-lhes o maior abrigo de Cavaleiros Hospitalários em São Petersburgo, o que marcou o início da tradição russa dos Cavaleiros do Hospital e posterior reconhecimento pelas Ordens Imperiais Russas. Em agradecimento, os cavaleiros depuseram Ferdinand von Hompesch e elegeram o imperador Paulo I como grão-mestre que, após o seu assassinato em 1801, seria sucedido por Giovanni Battista Tommasi em Roma, restaurando o Catolicismo Romano na ordem.

No início da década de 1800, a ordem encontrava-se severamente enfraquecida pela perda de priores em toda a Europa. Apenas 10% dos lucros chegavam das fontes tradicionais na Europa, sendo os restantes 90% provindos do Priorado Russo até 1810, facto cuja responsabilidade é parcialmente atribuída pelo governo da ordem, que era composta por tenentes, e não por grão-mestres entre 1805 e 1879, até o Papa Leão XIII restaurar um grão-mestre na ordem, Giovanni a Santa Croce. Esta medida representou uma reviravolta no destino da ordem, que se tornaria uma organização humanitária e cerimonial. Em 1834, a ordem, reactivada, estabeleceu nova sede em Roma e foi, a partir daí, designada como Ordem Militar Soberana de Malta.

A antiga organização e as línguas da ordem[editar | editar código-fonte]

Cavaleiro da graça e devoção no hábito do século 21.

Superiormente a ordem era chefiada pelo grão-mestre, com o título eclesiástico de cardeal e secular de príncipe. O grão-mestre era coadjuvado por sete "bailios conventuais". Cada bailio conventual, além de exercer uma função específica na administração central da ordem (comendador, marechal, almirante, etc.), era o presidente ou governador de cada uma das grandes divisões territoriais em que ela se encontrava dividida (cada uma dessas divisões era chamada língua ou nação). As línguas e os seus respectivos bailios conventuais eram as seguintes:
I - Língua da Provença - presidida pelo grão-comendador, responsável pela superintendência dos celeiros. Subdividia-se em:

  1. Grão-priorado de Santo Egídio;
  2. Grão-priorado de Toulouse;
  3. Baliagem capitular de Manoasca;

II - Língua de Alvernia - presidida pelo marechal, responsável pelo comando das forças militares da Ordem. Subdividia-se em:

  1. Grão-priorado de Alvernia;
  2. Baliagem de Daveset;

III - Língua da França - presidida pelo hospitalário, responsável pela administração do hospital da ordem. O bailio conventual desta língua também tinha o cargo de tesoureiro geral. Subdividia-se em:

  1. Grão-priorado da França;
  2. Grão-priorado da Aquitânia;
  3. Grão-priorado de Champanhe;
  4. Baliagem capitular da Morea;

IV - Língua de Itália - presidida pelo almirante, responsável pelo comando das forças navais da Ordem. Subdividia-se em:

  1. Grão-priorado de Roma;
  2. Grão-priorado da Lombardia;
  3. Grão-priorado de Veneza;
  4. Grão-priorado de Pisa;
  5. Grão-priorado de Barleta;
  6. Grão-priorado de Messina;
  7. Grão-priorado de Cápua;
  8. Baliagem capitular de Santa Eufémia;
  9. Baliagem capitular de Santo Estevão;
  10. Baliagem capitular da Trindade de Veneza;
  11. Baliagem capitular de São João de Nápoles;

V - Língua de Aragão, Catalunha e Navarra - presidida pelo grão-conservador, responsável pela superintendência do fardamento dos soldados. Subdividia-se em:

  1. Grão-priorado da Castelânia de Amposta;
  2. Grão-priorado da Catalunha;
  3. Grão-priorado de Navarra;
  4. Baliagem capitular de Maiorca;
  5. Baliagem capitular de Caspe;

VI - Língua da Alemanha - presidida pelo grão-balio, responsável pela cidade antiga de Malta e pelo castelo de Gozo. Subsdividia-se em:

  1. Grão-priorado da Alemanha;
  2. Grão-priorado da Boémia;
  3. Grão-priorado da Hungria;
  4. Grão-priorado da Dácia;
  5. Baliagem capitular de Brandeburgo;

VII - Língua de Portugal, Castela e Leão - presidida pelo grão-cancelário, servindo de Secretário de Estado e coadjuvado por um vice-cancelário. Subdividia-se em:

  1. Grão-priorado do Crato;
  2. Grão-priorado de Leão e Castela;
  3. Baliagem de Leça;
  4. Baliagem do Acre;
  5. Baliagem de Lango;
  6. Baliagem de Negroponte.

A Ordem de Malta em Portugal[editar | editar código-fonte]

Vários autores remontam a sua existência em terra portuguesa ao período final do governo de D. Teresa. Segundo Rui de Azevedo, entre 1122 e 1128 a rainha D. Teresa teria concedido aos freires desta Ordem o mosteiro de Leça do Balio, sua primeira casa capitular. A carta de couto e privilégios outorgados à Ordem do Hospital em 1140 por Dom Afonso Henriques atesta a importância que já então teria. Em 1194, D. Sancho I doou aos cavaleiros de S. João do Hospital a terra de Guidintesta, junto ao Tejo, para aí construirem um castelo, o qual o monarca, no acto de doação denominou de Castelo de Belver.

D. Sancho II em 1232 doou-lhe os largos domínios da terra que, por essa altura, recebeu o nome de Crato, onde os freires fundaram uma casa que se tornou célebre.

O superior português da Ordem dos Hospitalários era designado pelo nome de prior do Hospital, e a partir de D. Afonso IV por prior do Crato.

Não consta que por esse tempo tivessem os Cavaleiros do Hospital mosteiro de freiras, embora tivessem fratisas que usavam hábito e viviam em suas casas. O primeiro mosteiro de freiras hospitalário foi fundado em Évora, em 1519, por Isabel Fernandes, e mais tarde transferido para Estremoz pelo infante D. Luís, quando este filho de D. Manuel I foi prior do Crato.

Por alvará de 1778, foram-lhes confirmadas todas as aquisições de bens de raiz feitas no Reino e permitiu-se que os cavaleiros sucedessem a seus parentes por testamento, no usufruto de quaisquer bens que não fossem da coroa ou vinculados em morgado, revertendo por morte destes para as casas de onde tinham sido saído. A ordem foi extinta pelo diploma de 1834 que extinguiu todos os conventos de religiosos.

A ordem atualmente[editar | editar código-fonte]

A Ordem Soberana e Militar de Malta não tem sua sede no país de mesmo nome, mas sim no minúsculo território de apenas 6 km² que consiste em um prédio em Roma e seu jardim.

A ordem, que possuía cavaleiros de diferentes nacionalidades, principalmente italiana, francesa, alemã, espanhola e portuguesa, fez de Malta sua base e quartel-general, mudando seu nome efetivamente para Ordem Soberana, Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, Rodes e Malta. Lá a ordem ficou até 1800, quando a Grã-Bretanha invadiu Malta, expulsando os cavaleiros. Estes então se refugiaram na Itália, onde estão até hoje.

A soberania da Ordem de Malta só foi reconhecida em 1966, mas não é reconhecida como um Estado, tendo status de uma organização internacional, como a ONU ou a Cruz Vermelha. Sua população permanente é de apenas três pessoas, o "príncipe", o "grão-mestre" e o "chanceler". Todos os demais "habitantes" da Ordem de Malta possuem nacionalidade maltesa, mas também a nacionalidade do país onde nasceram (normalmente italiana). A soberania da ordem permite que ela imprima seus próprios selos e emita os seus próprios passaportes, concedendo, efectivamente, nacionalidade maltesa aos seus membros.

Países que mantêm relações diplomáticas com a Ordem de Malta.

Atualmente, a Ordem de Malta mantém relações diplomáticas com o Vaticano e com 104 Estados [7] , onde possui, inclusive, embaixadas. Os representantes diplomáticos da Ordem são todos cidadãos malteses. A ordem ainda possui representação na ONU (tendo até um Observador Internacional), e é filiada à Cruz Vermelha e a outras organizações internacionais. A Ordem de Malta atua como uma organização humanitária internacional, fundando hospitais e centros de reabilitação em diversos países, principalmente na África.

A Ordem de Malta tem algumas características de um Estado soberano, incluindo um hino, relações diplomáticas com diversos países e Observador nas Nações Unidas[8] , e ostenta a personalidade jurídica do Direito das Gentes. Alguns doutrinadores questionam a personalidade jurídica internacional da Ordem de Malta, no entanto a Ordem é um dos primeiros entes de Direito Internacional que estão em atividade até nossos dias. Sua presença em certas conferências internacionais se, em geral, dá sob o estatuto de entidade observadora. A ordem não costuma ser parte em tratados multilaterais, e o Estado que porventura haja com ela pactuado, o fez bilateralmente dentro de suas atribuições soberanas, reconhecendo por sua vez a soberania da Ordem.

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Lista dos Grão-mestres[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Também conhecida por Ordem do Hospital, Ordem de São João de Jerusalém ou Ordem de São João de Rodes
  2. Em francês Ordre Hospitalier de Saint-Jean de Jérusalem, em latim Ordo Hospitalis sancti Johannis Ierosolimitani, em italiano Cavalieri dell'Ordine dell'Ospedale di San Giovanni di Gerusalemme

Referências

  1. Misión de la Orden de Malta. Página visitada em 11/01/2009.
  2. ""Italy: Knights of Malta rejects alleged link to military action "", Adnkronos. Página visitada em 03/01/2010.
  3. Bertrand Galimard Flavigny Histoire de l'Ordre de Malte, Perrin, París, (2006) P. 22.
  4. S. João Esmoler, b., +616, evangelizo, 23 de Janeiro de 2014
  5. The mission to help Orderofmalta.org. Página visitada em 03/01/2010.
  6. ""Pseudo Orden und ihr Auftreten in Österreich 1996-2008"", Malteserorden.at. Página visitada em 03/01/2010.
  7. Ordine di Malta-Relazioni bilaterali con gli Stati (em italiano) Ordine di Malta. Página visitada em 14 de janeiro de 2011.
  8. "Sovereign Military Order of Malta", Nationalanthems. Página visitada em 03/01/2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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