Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém

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A Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém (OESSJ) é ordem de cavalaria estabelecida como associação pública de fiéis de religião católica, ereta pela Sé Apostólica, com personalidade jurídica canônica e civil.

Definição[editar | editar código-fonte]

A Ordem Eqüestre da Santo Sepulcro de Jerusalém pode ser definida como a única instituição leiga da Santa Sé encarregada de suprir as necessidades do Patriarcado Latino de Jerusalém e de sustentar a atividade e as iniciativas em favor da presença cristã na Terra Santa. O Patriarcado tem, portanto, como principal fonte de contribuição institucional as ofertas feitas pelos membros da ordem.

História[editar | editar código-fonte]

A Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro tem sua origem na Ordem dos Cônegos da Santo Sepulcro, constituída por Godofredo de Bulhão, depois da conquista de Jerusalém, na época da primeira Cruzada.

Em 1103, segundo os cronistas desta época, Balduíno I de Jerusalém, segundo rei cruzado, se torna superior da Ordem dos Cônegos do Santo Sepulcro, com prerrogativas, por si e para seus sucessores, de criar Cavaleiros. No caso de ausência ou impedimento do monarca, esta faculdade era subordinada ao Patriarca Latino de Jerusalém. Entre os membros da Ordem, alguns eram considerados Sargentos, os quais representavam uma espécie de milícia eleita dentro da companhia cruzada e se devotavam à defesa do Santo Sepulcro e dos Lugares Santos.

Depois da primeira Cruzada, surgiram em toda a Europa, os priorados da Ordem, por obra daqueles Cavaleiros Nobres e Prelados que haviam recebido a investidura no Santo Sepulcro. Com o desaparecimento do Reino Cristão de Jerusalém, a Ordem permanece sem um superior, ainda que os priorados continuassem a existir sob a proteção de vários senhores e soberanos europeus e da Santa Sé. A vacância do patriarcado Latino fez com que a faculdade de criar novos cavaleiros fosse prerrogativa da mais alta autoridade religiosa na Terra Santa, isto é, o Custódio da Terra Santa.

Em 1847, o Patriarcado foi restabelecido pelo Papa Pio IX, o qual promulgou um novo estatuto da Ordem e a pôs sob a proteção da Santa Sé, dando seu governo ao Patriarca Latino. Nesta situação, foi definida a função preeminente da Ordem de sustentar as obras do Patriarcado Latino de Jerusalém e de incentivar a propagação da fé cristã.

Em 1949, o Papa Pio XII estabeleceu que o Grão Mestre fosse um cardeal da Santa Igreja Romana, assegurando ao Patriarca Latino a prerrogativa de ser o Grão-Prior. Em 1962, o Papa João XXIII e depois, em 1967, o Papa Paulo VI modificaram o estatuto, para favorecer uma ação mais coordenada e eficiente. Em fevereiro de 1996, o Papa João Paulo II elevou a dignidade da Ordem a Associação Pública de Fiéis, ereta pela Sé Apostólica, de acordo com o artigo 312, parágrafo 1, 1º do Código de Direito Canônico, com personalidade canônica e civil.

Descrição Jurídica da Ordem[editar | editar código-fonte]

A Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é uma associação de fiéis leigos aberta aos eclesiásticos, estabelecida com base no Direito Canônico, à qual é confiada, pelo Soberano Pontífice, a missão especial de assistir a Igreja da Terra Santa e de estimular em seus membros a prática da vida cristã. Somente a Santa Sé tem competência para erigir associações públicas, universais e internacionais de fiéis. Uma vez que seus membros estão dispersos além das fronteiras nacionais e diocesanas e possuem um estatuto aprovado e promulgado pela Santa Sé, a Ordem é claramente uma associação pública internacional de fiéis. Isto é decorrente das normas comuns do Direito Canônico, das disposições eclesiásticas particulares e das disposições do estatuto da Ordem.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A Ordem tem uma estrutura hierárquica, com o governo do Cardeal Grão-Mestre, que é nomeado diretamente pelo Papa. O Grão-Mestre recebe a colaboração do Grande Magistério, o qual, de acordo com o Patriarca Latino de Jerusalém, define o programa de ação e as operações a favor da estrutura cristã na Terra Santa.

Atualmente, o Grande Magistério está dividido em cinquenta e duas Lugares-Tenências, sendo:

O número de membros ativos da Ordem, ou seja, dos que participam de sua vida no empenho do serviço e da caridade, assumidos no ato de admissão, é de cerca de vinte mil.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]