Pitangueiras (bairro do Rio de Janeiro)

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Pitangueiras
Pitangueiras.svg
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 60,41 ha (em 2003)
Fundação: 23 de julho de 1981
IDH: 0,858[1] (em 2000)
Habitantes: 11 756 (em 2010)[2]
Domicílios: 4 123 (em 2010)
Limites: Cacuia, Praia da Bandeira e Zumbi[3]
Região Administrativa: XX R.A.(Ilha do Governador)

Pitangueiras, é um bairro de classe média alta e classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Fica localizado dentro da Ilha do Governador.

Limita-se com os bairros Cacuia, Praia da Bandeira e Zumbi.[4]

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,858, o 46º melhor da cidade do Rio de Janeiro.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Possui uma área nobre no alto do morro da viúva, repleta de mansões e construções de classe média. O bairro é bastante arborizado, possui uma praia com seu nome e não possui comércio é estritamente residencial. Entretanto convive com uma favela em seu território, comunidade "Nossa Senhora das Graças".

Ao contrário do que se pensa, no bairro não existiam pitangueiras. A tradução do nome no dialeto indígena significa PYTY–NGUÊ-RA, “Apertado, Afogado”. No final do século XIX, havia uma fábrica de formicidas próxima a Ponta do Tiro, com atracadouro próprio, demolida em 1940.

No século XX, o bairro surge da ocupação ao longo da linha do mar e do caminho dos antigos bondes. Em 1920, é construído um forte na Ponta do Tiro, onde foram instalados um canhão e o mastro da bandeira. Em 1922, a Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador põe a circular o bonde elétrico, entre a Ribeira e o Cocotá, passando pelo bairro de Pitangueiras. Surgem os primeiros loteamentos na década de 1940, abrangendo as quadras das ruas Nambi e Engenheiro Maia Filho. Na década de 1950, seria loteado o morro do Zumbi, com a abertura das atuais ruas Profº Alberto Meyer, pracinha Cesário Aguiar, Santa Escolástica, pracinha Dirceu de Almeida, e outras.

Importante é a antiga estrada do Monjolo (atual rua do Monjolo), interligando a praia das Pitangueiras à estrada do Rio Jequiá. No alto do morro da Tapera, conjuntos habitacionais foram construídos, divididos com o bairro vizinho da praia da Bandeira, como os Condomínios Brisa Mar, Carrossel Dourado, e outros. No morro da Cacuia, em seu espigão voltado para a rua Monjolo e a estrada do Rio Jequiá, a grande comunidade denominada de morro Nossa Senhora das Graças ou “Boogie Woogie”, surgiu em 1927. O terreno era propriedade particular, seu antigo dono permitiu a construção de barracos, provocando grande expansão habitacional. Seus herdeiros não conseguiram a remoção dos moradores, e a comunidade ocupou todo o morro, numa área de 138.788,41 m². Os seus acessos principais se dão pela ruas Visconde de Lamare e Ibatuba. Próximo fica instalado o CIEP Olga Benário Prestes.

Em 1995, foi reformado o monumento da Ponta do Tiro, com a instalação definitiva de um Mastro com a Bandeira Brasileira. A praia das Pitangueiras não possui faixa arenosa.[6]

A denominação, delimitação e codificação do Bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280, de 23 de agosto de 1985.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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