Realengo

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Realengo
Realengo
Bairro de Rio de Janeiro
Área: 2.650,54 Hectares
Habitantes: 186.289
Limita-se com: Bangu; Jardim Sulacap
Magalhães Bastos; Padre Miguel
Vila Militar
Distrito: 139
Subprefeitura: Bangu


Realengo é um bairro de classe média localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, da XXXIII Região Administrativa, entre as serras da Pedra Branca e do Mendanha. Costuma apresentar as temperaturas mais altas da cidade, mesmo que as noites de inverno sejam freqüentemente frias devido à proximidade com as serras.

Segundo a tradição popular, seu nome teria vindo de Real Eng° (abreviação para Real Engenho), afixado sobre as placas no topo dos bondes, e, com o passar do tempo, tornou-se popularmente Realengo.

Dom Pedro I costumava ir para a fazenda de Santa Cruz pela Estrada Real de Santa Cruz, que passava pelo Real Engenho, onde muitas vezes pernoitou.

Recentemente pesquisadores informam que a verdadeira origem do nome do bairro deriva de "terras realengas", que eram distantes da corte.

Índice

[editar] História

Bairros cariocaseditar

Rio de Janeiro

Comprovadamente as denominadas Terras Realengas têm sua origem, segundo alguns historiadores, pela Carta Régia de 27 de Junho de 1814, através do qual D. João ainda príncipe concedeu em sesmaria ao Senado da Câmara do Rio de Janeiro os terrenos situados em Campo Grande, chamados de realengos, porque advindos da conquista territorial pela descoberta do país se encontravam incompletos ao patrimônio real. A concessão das terras onde hoje é o bairro Realengo, central e periferia, foram destinadas apenas para servir de pastagem de gado bovino, fornecendo carne aos talhos (Açougues) da cidade. Estas terras foram proibidas de venda ou quaisquer outra forma de alienação obrigando-se a Câmara, por outro lado, a fazer medir e trazê-las limpas em condições de servir ao fim para que foram doadas pela mencionada carta régia.

Localização no mapa

O povoado de Realengo foi limitado pelo senado da Câmara do Rio de Janeiro, pela provisão de 18 de julho de 1814, tomando posse a coroa destas terras testadas para a estrada de Santa Cruz e com fundos de vinte braças no máximo. Apesar da proibição expressa de arrendamento, vendas ou quaisquer outras forma de alienação, a Câmara, a partir de certa época, valendo-se da carta régia de 27 de junho passou a aforar todos os terrenos concedidos, para isso fundamentou tais aforamentos a portaria de 20 de novembro de 1815 do príncipe regentem conhecida como aviso régio, de 20 de dezembro de 1815 que somente permitia o aforamento da parte que fazia testada para a estrada de Santa Cruz (e com fundos de 20 braças no máximo e não de todo Realengo).

O bairro teve seus primeiros povoadores, escravos e emigrantes portugueses da Ilha dos Açores, por ordem do Príncipe Regente Dom João, futuro Dom João VI. Ao chegarem se dedicaram à agricultura para pastagem levando produtos como açúcar, rapadura, álcool e cachaça, pelo porto de Guaratiba. Pelas pesquisas, ao contrário das regiões que nos fazem limites, não houve só um engenho em Realengo; tudo era levado para sofrer processo de transformação em outras propriedades.

Levando-se em conta a documentação oficial, considera-se a oficialização e criação de Realengo em 20 de novembro de 1815, daí a Semana de realengo.

Em 1898 foi construída a fábrica de cartuchos do Exército no bairro conhecida como "Fábrica do Realengo de munição", desativa em 1978, vieram então os conjuntos habitacionais do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários), conhecido por "coletivo", que serviria para os operários da fábrica.

A partir da década de 1970 inicia-se a ocupação efetiva da região que perde o aspecto mais rural. São criados diversos conjuntos habitacionais para população de baixa renda, dentre eles destaca-se a Cohab, referência ao plano de habitação popular do BNH. Tradicionalmente na Historiografia, Realengo está associado à escola de formação de oficiais que se situa neste bairro, a Escola Militar de Realengo que teve papel importante à época do Tenentismo.

Célebre na canção "Aquele Abraço" do cantor Gilberto Gil, o bairro ficou nacionalmente conhecido. Na verdade, mais que uma homenagem ao bairro, faz referência velada aos quartéis onde ele e outros artistas, como Caetano Veloso, estiveram presos durante a Ditadura Militar. A expressão "Aquele Abraço" foi originalmente usada como bordão de um programa de televisão pelo comediante Lilico, e era desta forma que os soldados saudavam Gilberto Gil.

[editar] Bairros Limítrofes

[editar] Sub-bairros

  • Mallet
  • Jardim Novo
  • Piraquara
  • Jardim Batan
  • Barata
  • Capelinha

[editar] Referências

[editar] Ex-moradores ilustres

[editar] Ligações externas

[editar] Referências bibliográficas

"A Canção no Tempo", de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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