Piracicaba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Piracicaba
"A Noiva da Colina"
"Florença Paulista"
O rio Piracicaba, no centro da cidade

O rio Piracicaba, no centro da cidade
Bandeira de Piracicaba
Brasão de Piracicaba
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1 de agosto de 1767 (247 anos)
Gentílico piracicabano
Padroeiro(a) Santo Antônio [1]
Prefeito(a) Gabriel Ferrato (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Piracicaba
Localização de Piracicaba em São Paulo
Piracicaba está localizado em: Brasil
Piracicaba
Localização de Piracicaba no Brasil
22° 43' 30" S 47° 38' 56" O22° 43' 30" S 47° 38' 56" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Piracicaba IBGE/2008[2]
Microrregião Piracicaba IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Sul: Saltinho, Laranjal Paulista, Rio das Pedras e Tietê;
Sudeste: Santa Bárbara d'Oeste e Capivari;
Leste: Limeira e Iracemápolis;
Nordeste: Rio Claro;
Norte: São Pedro, Charqueada e Ipeúna;
Noroeste: Santa Maria da Serra;
Oeste: Anhembi;
Sudoeste: Conchas
Distância até a capital 164 km[3]
Características geográficas
Área 1 376,913 km² [4]
População 367 289 hab. (SP: 17º) –  estatísticas IBGE/2011[5]
Densidade 266,75 hab./km²
Altitude 547 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,785 (SP: 50°) – alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 9 601 211 mil (BR: 47º) – IBGE/2009[7]
PIB per capita R$ 26 030,62 IBGE/2009[7]
Página oficial
Prefeitura www.piracicaba.sp.gov.br
Câmara www.camarapiracicaba.sp.gov.br

Piracicaba é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertence à Mesorregião e Microrregião de Piracicaba, localizando-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 164 km. Ocupa uma área de 1 376,913 km², sendo que 31,5733 km² estão em perímetro urbano e os 1 345,339 km² restantes constituem a zona rural.[8] Em 2011 sua população foi estimada pelo IBGE em 367 289 habitantes,[9] sendo que em 2010 era o 17º mais populoso de São Paulo.

A sede tem uma temperatura média anual de 23,9°C e na vegetação original do município predomina a mata atlântica. Com 97,3% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava em 2009 com 241 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2010 era de 0,785, considerado alto na classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo o 50º maior do estado.[6] Várias rodovias ligam Piracicaba a diversas cidades paulistas, tais como a Rodovia Luiz de Queiroz, a Rodovia Cornélio Pires e a Rodovia do Açúcar.[10]

Piracicaba foi fundada em 1767 às margens do Rio Piracicaba, rio o qual foi vital para a região. No decorrer do século XIX a agricultura desenvolveu-se no município, com destaque para o cultivo da cana-de-açúcar e do café, porém ainda na primeira metade do século XX a cidade entrou em decadência. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços da cana-de-açúcar, a economia piracicabana estagnou-se. Isso foi revertido a partir do momento em que a cidade tornou-se uma das primeiras a se industrializar no país, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados à produção de açúcar, cujas atividades atualmente fazem com que Piracicaba tenha o 47º maior PIB brasileiro, sendo sede de um dos principais centros industriais da região, além de contar com diversas universidades de renome, tais como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), pertencente à Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Odontologia de Piracicaba, pertencente à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP).

Além da importância econômica, Piracicaba ainda é um importante centro cultural de sua região. Os bairros de Santa Olímpia (fundado por tiroleses trentinos[11] ) e Santana; o Horto Florestal de Tupi e o Balneário de Ártemis configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que o Parque Professor Phillipe Westin e os parques situados às margens do Rio Piracicaba são relevantes pontos de visitação localizados na zona urbana. Além dos projetos e eventos culturais realizados pela Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC), órgão responsável por projetar a vida cultural piracicabana. O Salão Internacional de Humor de Piracicaba, por exemplo, é um importante festival de humor gráfico realizado anualmente no Engenho Central, antigo engenho canavieiro que foi tombado como patrimônio histórico e cultural, servindo hoje como espaço cultural, artístico e recreativo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome do município vem da língua tupi e significa "o lugar onde o peixe para", através da junção dos termos pirá ("peixe"), syk ("parar") e aba ("lugar").[12] É uma referência às quedas do Rio Piracicaba, que bloqueiam a migração (piracema) dos peixes.[13]

História[editar | editar código-fonte]

Povoamento e criação do município[editar | editar código-fonte]

Paisagem do Rio Piracicaba, de José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899).

O vale do Rio Piracicaba começou a ser ocupado por descendentes de europeus durante o século XVII, quando alguns colonos adentraram a floresta e começaram a ocupar as terras ao redor do Rio Piracicaba, praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal.[13]

Em 1776, a Capitania de São Paulo decidiu fundar uma povoação na região, que serviria de apoio à navegação das embarcações que desceriam o Rio Tietê, em direção ao Rio Paraná e também daria retaguarda ao Forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai. A povoação deveria ser fundada na foz do Rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decidiu-se por um ponto localizado a noventa quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu. A povoação de Piracicaba foi fundada em 1º de agosto de 1767, na margem direita do rio, localizado aproximadamente onde hoje se situa o famoso Engenho Central e partes da Vila Rezende. A povoação de Piracicaba era ligada politicamente a Itu, então a cidade mais próxima. No ano seguinte, a povoação tornou-se freguesia.[13]

O terreno irregular e infértil da margem esquerda do rio provocou, em 1784, uma mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio; no final do século XVIII, a região se desenvolveu, baseada na navegação do Rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar.[13] Em 1821, a freguesia foi elevada à condição de vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à Constituição Portuguesa que estava em fase de aprovação naquele ano. Com a elevação à condição de vila e com o desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar, a vila se desenvolveu rapidamente. Já em 11 de agosto de 1822, foi realizada a primeira reunião da que viria a ser a futura Câmara de Vereadores da cidade.[13]

Piracicaba ia se desenvolvendo rapidamente, tornado-se rapidamente a ser a principal cidade de suas redondezas e polarizando outras vilas que dariam origem às atuais cidades de São Pedro, Limeira, Capivari, Rio Claro e Santa Bárbara d'Oeste. Curiosamente, a cidade permaneceu vinculada ao cultivo de cana-de-açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana-de-açúcar, a região tornou-se um dos principais polos de escravidão no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.[14] Em 1877, a cidade passou a ter ligação ferroviária da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro com Itu e Jundiaí, via Capivari e Indaiatuba. No mesmo ano, por intermédio de seu então vereador e futuro presidente da República, Prudente de Morais, a cidade adotou o nome de "Piracicaba", abandonando a denominação portuguesa de Vila Nova da Constituição.[14] No ano de 1881, às margens do Rio Piracicaba, foi fundado o Engenho Central de Piracicaba, que viria a se tornar um dos maiores engenhos de açúcar do Brasil nos anos seguintes.[14]

Séculos XX e XXI[editar | editar código-fonte]

A cidade atualmente, com o Rio Piracicaba em primeiro plano, em cujas margens ela se desenvolveu.

Em 1900, Piracicaba firmou-se como um dos maiores polos do estado de São Paulo: era a quarta maior cidade do estado, possuía luz elétrica, serviço de telefone e, em terras doadas por Luiz Vicente de Sousa Queiroz, começou a formação da futura Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo. Em 1922, 45 anos após a chegada dos trilhos da Companhia Ituana de Estradas de Ferro, Piracicaba passou a ter um ramal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.[15]

Apesar de todo o fausto, Piracicaba começou a entrar em uma longa estagnação e leve decadência, que atingiria a cidade durante boa parte do século XX. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços da cana-de-açúcar, a economia piracicabana começou a se estagnar. Na tentativa de reversão do cenário, a cidade tornou-se uma das primeiras a se industrializar no país, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados a produção de açúcar. A industrialização, ainda muito baseada no ciclo da cana-de-açúcar, impediu a queda maior da cidade, mas não a estagnação. A partir da segunda metade do século XX, a cidade passou a enfrentar mais uma dificuldade para o seu desenvolvimento: o crescimento da cidade de Campinas e seu entorno (atual Região Metropolitana de Campinas).[16]

Vista aérea da região central do município.

A partir da década de 1970, foram tomadas iniciativas para alavancar a economia piracicabana. Foi construída a Rodovia do Açúcar, ligando a cidade à Rodovia Castelo Branco, o que serviria como uma nova rota de escoamento da produção, bem como garantia de manutenção da influência de Piracicaba na microrregião de Capivari. A Rodovia Luiz de Queiroz é duplicada até a Rodovia Anhanguera, melhorando o acesso à cidade e a ligando com a principal rodovia do Interior de São Paulo. Foram criados distritos industriais e novas empresas chegam à cidade. Paralelamente, o Pró-álcool modernizou o cultivo da cana-de-açúcar e ajudou a revigorar a produção canavieira.[17] Outros projetos, porém, não foram realizados, como a Barragem de Santa Maria da Serra (destinada à retomada da navegação no Rio Piracicaba, o interligando com a Hidrovia Paraná-Tietê), o alcoolduto e a aproximação da Rodovia Anhanguera da cidade, por meio de um traçado paralelo (tal projeto se concretizou de forma diferente, com o prolongamento da Rodovia dos Bandeirantes, porém passando por Santa Bárbara d'Oeste). Tais projetos atingem resultados dúbios: Piracicaba reforçou a sua economia e conseguiu sair do longo ciclo de estagnação, porém não voltou ao status que possuía no início do século.[16] [17]

No início do século XXI, o município vem registrando bons índices de desenvolvimento, recuperando áreas degradadas e apostando na biotecnologia e produtos de exportação para o seu desenvolvimento futuro. Apesar de sua longa crise, a cidade conseguiu se manter na posição de segunda maior em população, terceira maior em economia na Região Administrativa de Campinas (superada apenas por Campinas e Jundiaí) e conseguiu também se manter como um dos maiores polos produtores de açúcar e álcool do mundo, além de contar com um importante centro industrial e diversas universidades de renome.[18]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 1376,913 km², sendo que 31,5733 km² constituem a zona urbana e os 1345,339 km² restantes fazem parte da zona rural.[8] Situa-se a 22º43′30” de latitude sul e 47º38′56” de longitude oeste e está a uma distância de 164 quilômetros a noroeste da capital paulista. Limita-se com: Saltinho, Laranjal Paulista, Rio das Pedras e Tietê (a sul); Santa Bárbara d'Oeste e Capivari (sudeste); Limeira e Iracemápolis (leste); Rio Claro (nordeste); São Pedro, Charqueada e Ipeúna (norte); Santa Maria da Serra (noroeste); Anhembi (oeste); e Conchas (sudoeste).[19]

Geomorfologia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Vista parcial da cidade com o Rio Piracicaba a cortando. Observe que na zona urbana o relevo é mais planificado e levemente ondulado.

No relevo de Piracicaba apresenta-se predominância de áreas acidentadas, sendo que a depressão é maior na parte central de seu território.[19] Ela continua pelo sentido leste-oeste do curso do Rio Piracicaba, aumentando sua acentuação no interior da zona urbana a partir do salto do Rio Piracicaba. Essa região divide as bacias dos Rios Piracicaba e Tietê.[19] Os vales convergidos para o Rio Tietê (na região sudoeste do município) e para o Rio Piracicaba (região central) têm sentido norte-noroeste e provocam depressões mais acentuadas nestas áreas. As regiões mais baixas têm cerca de 420 m., enquanto que as mais elevadas possuem média de 780 m. A altitude média de Piracicaba é de 528 m, sendo que o município situa-se uma área bastante declivada, sendo a declividade média de 7,8%.[19]

Em Piracicaba ocorre uma grande diversidade de solos, que em determinadas áreas apresentam boa fertilidade, o que acaba em favorecer a agricultura no município. Essa variedade se deve à junção de diversos materiais distintos associada às características de seu relevo acidentado.[19] Os principais solos são os do tipo latossolo, que têm textura média ou argilosa, são densos e aptos para reter água. A fertilidade é variável, sendo predominantemente baixa, necessitando de adubação e adequação para que atinja bons níveis de produtividade. Nas regiões norte, centro e sul há grande presença de podzólicos preenchidos com vários outros tipos de solo (tais como brunizens, litólico, pozólicos e cambissolos), sendo esta a variedade mais usada na agricultura. A oeste de Piracicaba os solos são muito arenosos, tendo fertilidade baixa, pouca capacidade de reter água e tendência a erosões.[19]

A densidade do relevo interfere diretamente no seguimento das redes de drenagem, assim com estas também são capazes de modificar a configuração da superfície. As redes hidrográficas são mais concentradas nas porções central e norte de Piracicaba, sendo que em todo o município o comprimento total das redes é de 2 139 km. Os principais rios que banham o território são o Piracicaba, o Tietê e o Corumbataí.[19]

Clima[editar | editar código-fonte]

Vista parcial da cidade durante um temporal.

O clima de Piracicaba é tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen),[20] [21] com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 23,9°C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios de forma demasiada) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, conta com temperatura média de 24,7°C, sendo a média máxima de 30,3°C e a mínima de 19,1°C. E o mês mais frio, julho, com média de 17,7°C, sendo 25,3°C e 9,6°C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[21]

A precipitação média anual é de 1 273,3 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 28,2 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 229,5 mm.[21] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30°C, especialmente entre julho e setembro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar. Estas queimadas são muitas vezes propositais, sendo usadas para limpeza do terreno dos canaviais, porém elas foram proibidas.[22]

Segundo dados coletados pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ) entre 1917 e 2009, a temperatura mínima registrada na cidade foi de -2,6°C, no dia 2 de agosto de 1955. Já a temperatura máxima foi de 40,2°C, observada em 18 de novembro de 1985. O maior acumulado de chuva em menos de 24 horas foi de 139,1 mm, registrado no dia 25 de maio de 2004, e o menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 23%, em 29 de agosto de 1963.[23] [24]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Piracicaba Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 36,9 38,5 37,0 35,0 33,8 32,8 33,0 36,0 38,2 38,4 40,2 38,5 40,2
Temperatura máxima média (°C) 29,9 30,3 30,0 28,5 26,1 25,0 25,3 27,4 28,1 29,1 29,6 29,7 28,0
Temperatura mínima média (°C) 19,0 19,1 18,3 15,5 12,1 10,4 9,6 11,1 13,5 15,7 16,8 18,2 16,6
Temperatura mínima registrada (°C) 10,2 11,4 8,8 0,8 -0,2 -1,8 -1,8 -2,6 0,7 3,0 8,6 10,7 -2,6
Precipitação (mm) 229,5 182,6 143,1 63,2 54,0 42,4 28,2 29,6 60,8 110,6 130,9 198,7 1 273,3
Fonte: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ)[21] [23] [24]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Amostra de área erosiva e com pouca vegetação nas proximidades da zona urbana.

A vegetação original e predominante no município é a mata atlântica, sendo que a região possui fragmentos remanescentes de várias unidades fitogeográficas, tais como a floresta estacional semidecidual, a floresta paludosa e a floresta estacional decidual. Também há em alguns trechos (principalmente onde o solo é mais arenoso e há grande ocorrência de erosão) com várias características de cerrado. A ocorrência desses tipos vegetacionais se deve às características edáficas daquele local, das expressões das características geológicas, geomorfológicas e hidrológicas presentes em determinada área.[25]

Os trechos onde há predomínio da floresta estacional semidecidual eram os que predominavam, porém foram em grande parte destruídos em decorrência do crescimento da agricultura e hoje restam poucos fragmentos, que se resumem a áreas de preservação ambiental ou pontos de difícil acesso. Também houve a retirada de madeira durante o século, que era vendida ou usada na construção de ferrovias. As florestas ripárias ocorrem principalmente às margens dos cursos de ’água, ou seja, parte da mata ciliar do município pertence a esse domínio fitogeográfico. As áreas da floresta latifoliada higrófila têm seus solos encharcados e com inundação quase que permanente, ocorrendo apenas em solos com forte influência hídrica. As florestas estacionais deciduais são as que situam-se sobre solos litólicos (geralmente rasos) e com elevada acidez, tendo baixa capacidade de retenção hídrica do solo na estação seca. Já os cerrados são áreas fora da influência de cursos de ’água, especialmente em partes elevadas das colinas da depressão periférica e nas regiões englobadas pelo planalto ocidental, sendo bastante confundido com as características das pastagens e de áreas erosivas.[25]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 15 753
1900 25 374
1920 67 732 166,9%
1940 76 416 12,8%
1950 87 835 14,9%
1960 116 190 32,3%
1970 152 505 31,3%
1980 214 307 40,5%
1991 283 833 32,4%
2000 329 158 16,0%
2010 364 872 10,9%
Fontes: IBGE,[26] [9] CNM[27] e Seade[28]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 364 872 habitantes, sendo o 16º mais populoso do estado e o mais populoso da Mesorregião de Piracicaba, apresentando uma densidade populacional de 266,43 habitantes por km².[9] Segundo o censo de 2010, 178 538 habitantes eram homens e 186 334 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 355 136 habitantes viviam na zona urbana e 9 736 na zona rural.[9] Já segundo estatísticas divulgadas em 2011, a população municipal era de 367 289 habitantes.[5]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Piracicaba é considerado alto na classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2010, o índice era 0,785, sendo o 50º maior de todo o estado de São Paulo (em 645 municípios), o 28º de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666)[carece de fontes?] e o 92° de todo Brasil (em um total de 5565 municípios).[6] A cidade possui a maioria dos indicadores classificados como altos e acima da média nacional segundo o PNUD.[29]

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Casas de alto padrão na cidade.

Segundo o IBGE, no ano de 2003 o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,40, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[30] Naquele ano, a incidência da pobreza, medida pelo IBGE, era de 15,24%, o limite inferior da incidência de pobreza era de 11,43%, o superior era de 19,05% e a incidência da pobreza subjetiva era de 11,81%.[30] De 1991 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em -7,0%. Em 2010 86,4% da população vivia acima da linha da pobreza, 8,4% encontrava-se na linha da pobreza e 5,1% estava abaixo.[31] Em 2000, a participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 58,8%, ou seja, 19 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,1%, sendo que em 1991 a participação dos 20% mais pobres era de 4,4%, ou seja, do começo da década de 90 até o ano de 2000 houve crescimento da desigualdade social na cidade.[31]

No ano de 2008, segundo a prefeitura, havia registros de favelas, palafitas e loteamentos irregulares, sendo que em 2000 14 816 habitantes viviam em aglomerados subnormais.[31] O surgimento desses aglomerados na cidade deve-se à conjuntura econômica vivida em Piracicaba na década de 1970, aliada à implantação do Distrito Industrial e ao fenômeno do êxodo rural, o que fez com que milhares de pessoas migrassem para Piracicaba, o que ocasionou um rápido crescimento urbano, porém acompanhado de reflexos negativos na qualidade de vida da população. Os salários baixos e a falta de políticas públicas de habitação fizeram com que a situação se agravasse no decorrer das décadas de 80 e 90.[32]

Para reverter a situação houve a tentativa de remoção de vários núcleos de favelas, porém a resistência da população fez com que em alguns casos fosse preferível a urbanização dos aglomerados subnormais. Em 1990 foi criada a Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba (EMDHAP), tendo como função liderar a política habitacional do município e seu desfavelamento. Durante a década de 1990 cerca de 1 500 famílias foram trazidas para loteamentos ou conjuntos habitacionais. Em 1997 passou a ser realizado um processo de regularização fundiária em algumas favelas, nas que não situavam-se em áreas de risco, e houve expedições para obras de urbanização em alguns núcleos, porém uma parte considerável da população ainda carece de infraestrutura.[32]

Religião[editar | editar código-fonte]

Tal qual a variedade cultural verificável em Piracicaba, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — sendo ainda a maioria dos piracicabanos católica —, é possível encontrar na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do Censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população piracicabana era composta naquele ano por: católicos (59,78%), evangélicos (27,42%), sem religião (7,47%), espíritas (2,29%) e Testemunhas de Jeová (0,95%). Os restantes 2,09% da população residente declararam-se de outras denominações ou de religiosidade indeterminada.

Fonte: IBGE – Censo 2010 [33]

Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

Igreja de Monte Alegre, inaugurada em 1937 tendo sido projetada por Alfredo Volpi.

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado na Arquidiocese de Campinas, criada em 19 de abril de 1958, e é sede da Diocese de Piracicaba, criada em 21 de junho de 1774 como paróquia e instalada oficialmente como Diocese a 26 de fevereiro de 1944, envolvendo, além de Piracicaba, outros 15 municípios. Em sua organização pastoral, está dividida em seis regiões pastorais, com 57 paróquias e 4 quase-paróquias.[34] A emancipação da Diocese deve-se ao rápido povoamento daquela região no começo do século XX, que consequentemente fez com que o catolicismo se desenvolvesse no lugar.[34]

A catedral de Piracicaba, Catedral de Santo Antônio, é a sede da Diocese de Piracicaba. Foi construída inicialmente como uma igreja matriz no estilo neoclássico, porém com o passar do tempo sua estrutura foi decaindo. Entre 1946 e 1948 passou por reformas, sendo reinaugurada oficialmente em 27 de dezembro de 1950.[35]

Igrejas protestantes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista,[nota 1] a Igreja Episcopal Anglicana, as igrejas batistas, a Igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[33] Segundo o Censo de 2010, da população protestante em Piracicaba naquele ano, 18% eram das igrejas evangélicas de origem pentecostal; 1,95% eram das evangélicas de missão e 7,47% pertenciam a outras religiões evangélicas. Existiam também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová, que representavam 0,95% da população residente e os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,28%), também conhecida como Igreja Mórmon.[33]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Em 2010, segundo dados do Censo IBGE daquele ano, a população piracicabana era composta por 262 535 brancos (72,01%); 22 966 pretos (6,30%); 76 657 pardos (21,03%); 2 157 amarelos (0,59%); 246 indígenas (0,07%); além dos 10 sem declaração (0,00%).

Fonte: IBGE – Censo 2010 [36]

Cor/Raça Percentagem
Branca 72,01%
Parda 21,03%
Preta 6,30%
Amarela 0,59%
Indígena 0,07%

No ano de 2010 havia 892 emigrantes que vieram de outras partes do estado de São Paulo e do Brasil, de acordo com o IBGE.[37]

Fazendas na zona rural de Piracicaba. Os imigrantes trouxeram muitos avanços à agricultura.

A chegada de pessoas vindas de outros lugares era mais comum no começo do século XX, sendo que a imigração contribuiu com a agricultura, principalmente com a melhoria da mão de obra no campo. Segundo a Secretaria de Negócios do Interior de São Paulo da época, em 1895 havia 1 200 imigrantes na cidade. Naquele ano, entre os 744 nascidos, 237 tinham pai italiano; 23, espanhóis; 10, portugueses e 7, alemães.[38]

A imigração italiana foi a mais presente em Piracicaba, apesar de também existirem relevantes representações de alemães, suíços, árabes, espanhóis, portugueses, japoneses e ainda negros que trabalhavam como escravos nas plantações, e que depois da abolição da escravidão continuaram a viver na cidade.[39]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[40] O primeiro a governar o município foi Paulo Pinto de Almeida, que ficou no cargo de intendente entre 9 de maio e 18 de julho de 1894.[41] Atualmente o prefeito municipal é Gabriel Ferrato, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que venceu as eleições municipais no Brasil em 2012 com 138 920 votos (73,54% dos eleitores)[42] e foi precedido por Barjas Negri, do mesmo partido, eleito nas eleições de 2004 e reeleito em 2008.[43] [42]

O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 23 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[44] ) e está composta da seguinte forma:[45] seis cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); três cadeiras do Partido Popular Socialista (PPS); três cadeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT); duas cadeiras do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); duas cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); duas cadeiras do Partido Verde (PV); uma cadeira do Partido da República (PR); uma do Partido Republicano Brasileiro (PRB); uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma do Partido Social Cristão (PSC); e uma do Partido Progressista (PP). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[45]

O município se rege ainda por lei orgânica, que foi promulgada em 1º de agosto de 1996 e entrou em vigor nesta mesma data,[46] e é sede da Comarca de Piracicaba.[47] O município possuía 268 537 eleitores em abril de 2012, o que representava 0,896% do total do estado de São Paulo.[48] Possui uma cidade-irmã, sendo esta Seongnam, Coreia do Sul.[49]

A cidade é dividida em cinco distritos, além do Distrito-Sede, sendo eles: Ártemis, Guamium, Ibituruna, Santa Teresinha de Piracicaba e Tupi. Também há cinco regiões (Norte, Sul, Leste, Oeste e Central),[50] além dos quase 70 bairros oficiais e não oficiais, povoados e loteamentos. A região Norte, que engloba o distrito de Santa Teresinha de Piracicaba e os bairros Algodoal, Areião, Parque Piracicaba, Mário Dedini, Guamium, Jardim Primavera, Santa Rosa, Vale do Sol, Vila Fátima, Vila Industrial e Vila Sônia, é a região mais populosa, com 69 276 habitantes, segundo o IBGE em 2000. Já a Região Sul, que é composta pelos bairros Verde, Paulista, Água Branca, Campestre, Higienópolis, Jardim Califórnia, Jardim Caxambu, Jardim Elite, Monte Líbano, Nova América e Pauliceia, é a segunda mais populosa, com 66 486 habitantes.[51] [52]

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista da Usina Costa Pinto, em Piracicaba, fábrica que produz açúcar, etanol e álcool.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Piracicaba é o maior da Microrregião de Piracicaba, o 12º maior do estado de São Paulo e o 47º de todo o país.[7] De acordo com dados do IBGE, relativos a 2009, o PIB do município era de R$ 9 601 211 mil.[7] 1 343 978 mil. eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[7] O PIB per capita era de R$ 26 030,62[7] e em 2000 o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda era de 0,795, sendo que o do Brasil naquele ano era de 0,723.[29] A cidade é a quinta cidade do estado em valor de exportações.[53]

De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2010, 15 055 unidades locais e 14 522 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes. 138 654 trabalhadores eram classificados como pessoal ocupado total e 118 295 categorizavam-se em pessoal ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 2 925 666 mil. reais e o salário médio mensal de todo município era de 3,8 salários mínimos.[54] Até a década de 1950 a economia da cidade era totalmente dependente da agricultura, e isso, aliado ao grande desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), fez com que a cidade passasse por uma difícil situação financeira, mas a construção de rodovias e os investimentos em agroindústria ajudaram a reverter essa situação. Atualmente a principal fonte econômica está centrada na produção de açúcar e álcool, além de Piracicaba ter um dos principais centros industriais da região e contar com diversas universidades de renome.[16] [55]

Setor primário
Vista aérea de lavouras em Piracicaba.

A agricultura é o setor menos relevante da economia de Piracicaba. De todo o PIB da cidade 77 894 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[7] Segundo o IBGE em 2010, o município contava com cerca de 52 857 bovinos, 1 500 equinos, 105 bubalinos, 22 asininos, 332 muares, 6 889 suínos, 320 caprinos, 3 840 ovinos e 115 coelhos. Havia 4 498 055 aves, dentre estas 4 410 000 eram galos, frangas, frangos e pintinhos, 87 675 galinhas e 380 codornas, sendo que foram produzidas 1 265 mil dúzias de ovos e 6 mil de ovos de codorna. 5 995 vacas foram ordenhadas, das quais foram produzidos 9 911 mil litros de leite. 583 ovinos foram tosquiados, produzindo um total de 1 310 quilos de lã.[56] Na lavoura temporária são produzidos a cana-de-açúcar (60 000 hectares cultivados e 4 800 000 toneladas colhidas em 2010), a melancia (290 hectares e 9 860 hectares cultivados e 4 800 000 mil toneladas colhidas) e o milho (9 600 hectares e 1 280 toneladas colhidas).[57]

Apesar da pouca representatividade na economia municipal o município é considerado como um polo potencial para a agroindústria. A cana-de-açúcar sempre esteve ligada à economia da cidade. Na década de 1950 a cidade dependia essencialmente dela, e devido ao crescimento da cidade houve necessidade de investimentos para que houvesse mais emprego no município, havendo uma modernização no processo de colheita além de investimentos em biotecnologia.[16] [55]

Setor secundário
Colheitadeiras no pátio da empresa Case IH, do grupo CNH Global, instalada em Piracicaba.

A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 4 681 976 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[7] O destaque na cidade é para os setores metalúrgico, mecânico, têxtil, alimentício e combustíveis (produção de petroquímicos e de álcool). Da principal fonte de renda do setor primário, a cana-de-açúcar, se retira a matéria prima para fabricação do álcool e do etanol, sendo que é um dos maiores polos produtores de açúcar e álcool do mundo. Estes setores passaram por um grande desenvolvimento durante o final da segunda metade do século XX, devido à necessidade de investimentos na economia municipal a fim de combater o desemprego.[16] [55]

Um dos principais parques industriais da região está situado em Piracicaba e também foi responsável em melhorar as condições de infraestrutura e emprego na cidade no final do século XX.[16] O distrito industrial Uninorte conta com 72 empresas associadas e quase 1 milhão de metros quadrados, estando situado ao lado do Anel Viário, o que faz com que esteja diretamente ligado às rodovias Anhanguera e dos Bandeirantes.[58]

Setor terciário

A prestação de serviços rende 9 324 581 mil reais ao PIB municipal, sendo que atualmente é a maior fonte geradora do PIB piracicabano.[7] O comércio na cidade começou a desenvolver-se e apresentar-se mais representativo na economia municipal no decorrer da primeira metade do século XX. Em 1941 foi criada a Associação Profissional do Comércio Varejista, passando a sindicato em 1942, denominando-se desde então SINCOMÉRCIO Piracicaba, órgão que ajuda na coordenação do setor comercial na cidade. Na década de 1970 vem para o município o Serviço Social do Comércio (SESC) e na década de 80 é instalada em Piracicaba a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).[59]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Pessoas da terceira idade praticando atividades físicas de alongamento no SESC Piracicaba.

Em 2009, o município possuía 241 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 101 deles públicos e 140 privados. Neles a cidade possuía 732 leitos para internação, sendo que 10 estão nos públicos e os 722 restantes estão nos privados.[60] Em 2011 98,5% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia.[31] Em 2010 foram registrados 4 736 nascidos, sendo que o índice de mortalidade infantil era de 12,9 a cada mil crianças menores de um ano de idade e 99,9% do total de nascidos vivos tiveram seus partos assistidos por profissionais qualificados de saúde.[31] Neste mesmo ano 12,9% do total de mulheres grávidas eram de meninas que tinham menos de 20 anos.[31] 22 055 crianças foram pesadas pelo Programa Saúde da Família, sendo que 0,6% delas estavam desnutridas.[31]

Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) de Piracicaba é o órgão ligado de forma direta à Prefeitura do Município de Piracicaba e tem por função a manutenção e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como a criação de políticas, programas e projetos que visem à saúde municipal.[61] Para emergências a cidade conta com quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAMs dos bairros Vila Cristina, Vila Sônia e Piracicamirim), além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Central de Ortopedia e Traumatologia (COT).[62] Dentre os serviços de apoio são alguns o Hospital Dia, a Central de Fisioterapia Municipal, o Serviço Integrado de Transportes da Secretaria da Saúde (SITSS), a Vigilância Sanitária (VISA), a Vigilância Epidemiológica e a Coordenadoria em Programas de Alimentação e Nutrição (CPAN).[63] São alguns dos serviços de atenção básica presentes em Piracicaba o Programa de Saúde da Família (PSF), as Unidades Básicas de Saúdes (UBS) e o Programa de Saúde da Família.[64]

Educação[editar | editar código-fonte]

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Piracicaba era, no ano de 2009, de 4,0 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10); valor igual ao das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil. Entre as instituições particulares esse índice sobe para 6,1.[31] O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,913 (classificado como muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849.[29]

O município contava, em 2009, com aproximadamente 73 658 matrículas nas redes públicas e particulares.[65] Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 115 escolas do ensino fundamental, 54 pertenciam à rede pública municipal, 36 à rede pública estadual e 25 eram escolas particulares. Dentre as 41 instituições de ensino médio, 46 pertenciam à rede pública estadual, 1 pertencia à rede municipal e 19 às redes particulares.[65] Em 2000, 4,1% das crianças de 7 a 14 anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos naquele ano, era de 61,2%. O índice de alfabetização da população 15 ou mais de idade, em 2010, era de 96,9%. Em 2006, para cada 100 meninas do ensino fundamental, havia 111 meninos.[31]

A Secretaria Municipal de Educação tem como objetivo coordenar e assessorar administrativa e pedagogicamente o sistema escolar de Piracicaba. São exemplos de programas coordenados pela Secretaria com foco voltado à população a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que é a rede de ensino gratuita e voltada para adultos que não concluíram o ensino fundamental,[66] e a rede de Educação Especial, onde alunos que têm deficiência física são conduzidos por professores especializados.[67] A cidade possui também importantes centros universitários, destacando-se a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e a Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (FATEC), além da Fundação Municipal de Ensino, mantenedora da Escola de Engenharia de Piracicaba e um campus do Instituto Federal de São Paulo.[68]

Educação de Piracicaba em números[65]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 8 427 679 148
Ensino fundamental 50 187 2 212 115
Ensino médio 15 044 1 039 61

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Laboratório de Análise Tecnológica de Cana-de-açúcar Dr. Paulo Rogério Palma de Oliveira, inaugurado em dezembro de 2010 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento.[69]

Como polo de desenvolvimento científico, o município atrai grande contingente de visitantes com interesse voltado para a tecnologia que se desenvolve. Várias instituições de ensino e pesquisa no campo de ciência e tecnologia de alta complexidade, algumas reconhecidas internacionalmente, têm sede ou representantes em Piracicaba, tais como a Universidade de São Paulo (USP), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ), Universidade Estadual de Campinas (FOP), Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), e a Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (FATEC), além das Faculdades Integradas Maria Imaculada, da Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSP). É considerado como um centro regional de formação profissional, havendo grande variedade e disponibilidade de vagas em cursos técnicos.[70]

Além das instituições acadêmicas, o município ainda conta com um grande parque tecnológico, o Parque Tecnológico de Piracicaba, onde o foco é a área da informação tecnológica, ajudando na integração entre os centros de pesquisas, universidades e empresas, além de dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais. Outra área de destaque é o setor da produção de biocombustíveis, sendo que a região é responsável por cerca de 65% da produção de equipamentos consumidos pelo setor sucroalcooleiro nacional. Destaca-se a produção de etanol, álcool e biodiesel, o que beneficia tanto os trabalhadores rurais quanto as instituições de pesquisa e biotecnologia.[71]

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Posto de atendimento da Guarda Universitária de Piracicaba no campus da ESALQ.

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é presente em Piracicaba, sendo que a cidade é uma das regiões onde os índices de ocorrências mais cresceram recentemente.[72] Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 41,8 para cada 100 mil habitantes jovens, ficando no 23° lugar a nível estadual e no 261° lugar a nível nacional.[73] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 7,4, sendo o 55° a nível estadual e o 653° a nível nacional.[74]

O Conselho Municipal de Segurança (CMS) de Piracicaba tem a função de propor medidas e atividades que visem a segurança municipal, sendo formado por representantes (titulares e suplentes) de várias entidades.[75] Fazem parte diversos outros órgãos públicos, tais como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, a Guarda Civil Municipal, o Conselho Tutelar e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).[76] A Guarda Universitária, por exemplo, faz rondas e serviços de vigilância no interior dos campis da Cidade Universitária, na Zona Oeste da cidade.[77] Por força da Constituição Federal do Brasil, Piracicaba possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município,[44] sendo criada baseando-se no artigo 58 da Lei nº 16, de 13 de novembro de 1891, que foi aprovada em 25 de abril de 1903.[78]

Habitação, serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

Vista noturna do Rio Piracicaba com a cidade ao fundo. O abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista).

No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 112 756 domicílios particulares permanentes, sendo 97 502 casas, 12 737 apartamentos, 2 340 casas de vilas ou em condomínios e 177 cômodos ou cortiços. Dos 112 756 domicílios totais, 80 481 eram imóveis próprios, sendo 69 624 próprios já quitados, 10 857 em aquisição e 25 211 alugados; 5 665 imóveis foram cedidos, sendo 1 243 por empregador e 4 422 cedidos de outra maneira. 1 399 foram ocupados de outra forma. Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 98,31% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 99,43% das moradias possuíam coleta de lixo e 95,92% das residências possuíam esgotamento sanitário.[79]

O primeiro sistema de abastecimento de água de Piracicaba começou a ser planejado em 1824 pela Câmara Municipal da cidade. Em maio de 1886 começou a ser construído um reservatório de 2 milhões de litros de água, no bairro dos Alemães, sob responsabilidade da Empresa Hidráulica de Piracicaba. O Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE Piracicaba) foi criado em 30 de abril de 1969, pela Lei Municipal nº 1657, sendo esta a atual empresa responsável pelo abastecimento de água da cidade, tendo hoje três estações de captação: duas no Rio Piracicaba e uma no Rio Corumbataí.[80] O rio Piracicaba, entretanto, passa por um período de redução de seu nível. O desenvolvimento urbano, industrial e agrícola da região fizeram com que a demanda de água fosse maior do que a disponibilidade, além de que o curso ainda abastece parte da Região Metropolitana de São Paulo.[81] A SEMAE também se responsabiliza pela coleta de esgoto, cujos detritos são levados para as duas estações de tratamento de esgoto (ETE) existentes; a Estação de Tratamento de Esgotos Dois Córregos, com menor capacidade, que foi inaugurada em dezembro de 1992, e a ETE Piracicamirim, a principal do município, inaugurada em junho de 1998.[80]

Vista aérea de prédios de moradia popular em Piracicaba.

A responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Piracicaba é a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista), que atende ainda a outros 234 municípios do Interior de São Paulo.[82] Em 2010 99,93% dos domicílios do município eram atendidos pelo serviço.[79] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Alguns pontos já contam com rede wireless (internet sem fio).[83] O código de área (DDD) de Piracicaba é 019[84] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 13400-001 a 13433-999.[85]

Há vários canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), sendo alguns dos principais com emissoras afiliadas na própria cidade ou em cidades próximas, como a TVB Record Campinas (afiliada à Rede Record),[86] a EPTV Campinas (Rede Globo)[87] e a TV Beira Rio (afiliada à TVE Brasil).[88] Piracicaba também possui jornais em circulação, sendo alguns A Tribuna de Piracicaba, Correio Piracicabano, Gazeta de Piracicaba e o Jornal de Piracicaba. Algumas das principais emissoras de rádio são a Rádio Educadora AM, Rádio Difusora e a Rádio 91 FM.[89]



Transportes[editar | editar código-fonte]

Trevo entre avenidas em Piracicaba.
Aeroviário

O aeroporto do município é o Aeroporto Estadual de Piracicaba/Comendador Pedro Morganti, que é administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP) e realiza apenas voos de pequenos portes e serve para realização de voos domésticos de pequeno porte, não sendo disponibilizado para voos comerciais.[90] Conta com pista asfaltada, que tem mil metros de extensão e iluminação noturna, além de terminal de passageiros com 175 m² e estacionamento para veículos com 65 vagas. Ainda opera voos fretados e abriga escolas de paraquedismo e uma escola de formação de pilotos.[91]

Ferroviário e metroviário

A primeira ferrovia a chegar a Piracicaba foi o chamado Ramal de Piracicaba, tendo a primeira estação ferroviária da cidade inaugurada em 20 de fevereiro de 1877, quando a cidade era composta por apenas quatro quarteirões e a iluminação pública era feita por lampiões a querosene, porém o primeiro trem chegou somente a 19 de maio daquele ano. Em 6 de janeiro de 1885 foi inaugurada a nova estação, a qual foi reformada em 1943, sendo que funcionou como a principal do município até o começo da década de 1990, quando passou a funcionar no lugar o Terminal Rodoviário Urbano. Durante este tempo teve três administradoras; a Companhia Ytuana de Estradas de Ferro, a Estrada de Ferro Sorocabana e a Ferrovia Paulista S.A. (FEPASA).[92] Outra importante estação foi a Estação de Piracicaba Paulista, inaugurada em 30 de julho de 1922, sendo propriedade da Companhia Paulista de Estradas de Ferro até 1971 e da FEPASA até 1998, quando foi desativada, existindo atualmente em seu lugar parques e quadras da prefeitura.[15]

Ponte José Antônio de Souza.

O transporte ferroviário em Piracicaba, assim como em grande parte do estado de São Paulo, o avanço dos transportes rodoviário e aeroviário contribuiu com a decadência das ferrovias, principalmente na primeira metade da década de 1990.[15] Atualmente restam apenas projetos com objetivo de tombar o patrimônio das principais estações da cidade.[93]

Rodoviário

Piracicaba tem uma boa malha rodoviária que a liga a várias cidades do interior paulista e até a capital, tendo acesso a rodovias de importância estadual e até nacional através de rodovias vicinais pavimentadas e com pista dupla, como a Rodovia dos Bandeirantes e a Rodovia Anhanguera. O Terminal Rodoviário de Piracicaba é um dos principais de sua região, sendo que foi inaugurado na década de 1990[15] e em feriados e períodos de alta temporada para viagens o movimento chega a crescer entre 30% e 40%.[94] As seguintes rodovias passam pelo município:[10]

Urbano
Posto de abastecimento às margens de rodovia em Piracicaba.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran) é responsável pelo controle e manutenção do trânsito do município, desde a fiscalização das vias públicas e comportamento de motoristas e pedestres até a elaboração de projetos de engenharia de tráfego, pavimentação, construção de obras viárias e gerenciamento de serviços tais como os de táxis, alternativos, ônibus, fretados e escolares.[95] [96]

A frota municipal no ano de 2010 era de 222 627 veículos, sendo 137 176 automóveis, 6 933 caminhões, 1 818 caminhões trator, 15 597 caminhonetes, 6 357 caminhonetas, 735 micro-ônibus, 40 700 motocicletas, 4 132 motonetas, 1 220 ônibus, 39 tratores de rodas, 819 utilitários e 7 101 outros tipos de veículos.[97] As avenidas duplicadas e pavimentadas e diversos semáforos facilitam o trânsito da cidade, mas o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos está gerando um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente na Sede do município. Além disso, tem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar no centro comercial da cidade, o que vem gerando alguns prejuízos ao comércio.[98]

A cidade conta com dezenas de linhas de ônibus urbano e interurbano, ligando cidades próximas, como Mombuca, Tietê, Laranjal Paulista, Anhembi, Cordeirópolis, Cerquilho, Elias Fausto, Torrinha e Conchas.[99] Do total da frota municipal de coletivos, em agosto de 2011, 220 veículos em operação eram adaptados a deficientes físicos, sendo que em seu total o sistema municipal de transporte público é utilizado por uma média de 2,9 milhões de passageiros.[100]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Fotografia aérea do estádio do XV de Piracicaba (à direita).

A responsável pelo setor cultural de Piracicaba é a Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC), que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Ela foi criada a partir do Decreto nº 5.655, de 22 de janeiro de 1992.[101] A Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (SELAM) também é responsável por outras áreas (mais específicas) da cultura piracicabana, tais como atividades de lazer e práticas desportivas.[102]

No município também há outras instituições com foco ao desenvolvimento cultural piracicabana, que são patrocinadas pela Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba. O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (CODEPAC), criado pela Lei nº 4.276, de 17 de junho de 1997, promove a política municipal de defesa do patrimônio cultural. O Fundo de Apoio à Cultura (FAC) é administrado pelo Núcleo e Apoio Administrativo da SEMAC analisa as necessidades dos espaços culturais e da própria Secretaria, mediante projetos e requisições, repassando essas informações aos órgãos competentes, municipais, estaduais e até federais. Já a Conferência Municipal de Cultura (COMCULT) fiscaliza e acompanha as políticas públicas destinadas ao desenvolvimento cultural de Piracicaba.[103] A cidade ainda é a terra natal de vários cantores, compositores e artistas que obtiveram destaque nacional ou mesmo internacional, tais como Alessandro Penezzi,[104] Gilberto Barros,[105] Jamil Maluf[106] e Leonardo Villar.[107]

Artes cênicas[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com vários espaços dedicados à realização de eventos culturais das áreas teatral e musical. O Teatro Municipal "Dr. Losso Netto" foi inaugurado em 19 de agosto de 1978, então denominado como Teatro Municipal de Piracicaba; somente em abril de 1993 passou a chamar-se como atualmente, em homenagem ao jornalista que ajudou no crescimento do setor jornalístico da cidade. Contando com duas grandes salas, possui infraestrutura para eventos diversificados, como apresentações de dança, música, teatro e palestras.[108] O Teatro Unimep, pertencente à Universidade Metodista de Piracicaba, exibe variados espetáculos artísticos, produzidos pela comunidade acadêmica da Unimep e/ou outros grupos de arte do Brasil e do Mundo.[109] A Biblioteca Pública Municipal "Ricardo Ferraz de Arruda Pinto" foi criada no dia 2 de maio de 1939, contando com um acervo de 837 livros, sendo uma das primeiras de todo o interior de São Paulo. Em fevereiro de 1989 passou a funcionar em outro endereço, porém somente em 2009 foi construída a sede própria, sendo que atualmente seu acervo é estimado em mais de 70 mil volumes e a área do novo prédio é de 2 770 m², contando com um anfiteatro, internet Wi-Fi, sala de vídeo, lan-house, hemeroteca, setor de microfilmagem e biblioteca infantil.[110] A SEMAC conta ainda com seis centros culturais distribuídos pela cidade. Neles são realizados cursos, atividades relacionadas ao artesanato, música, dança e culinária.[111] Estas atividades também são realizadas na Pinacoteca Municipal "Miguel Arcanjo Benício Assumpção Dutra", localizada no centro da cidade.[112]

A Secretaria de Cultura promove ainda diversos festivais e concursos, Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (ENTEPIRA), com várias apresentações de dezenas de grupos teatrais diferentes, Festival Piracicabano de Dança (PIRADANÇA), promovendo apresentações concorrentes e convidadas em várias modalidades, tais como ballet, dança contemporânea, jazz, dança de rua, dança de Salão e danças folclóricas e étnicas, além do Encontro Nacional de Corais (ENACOPI) e do Sarau Literário.[108] Dentre as festas tradicionais há: a Festa do Divino Espírito Santo, realizada desde 1826, a Festa do Milho Verde, com shows sertanejos e apresentação de conjuntos folclóricos, a Festa das Nações, com ambientação, pratos e bebidas típicas dos países representados, a Festa da Polenta, com objetivo de comemorar a imigração trentino-tirolesa para a cidade de Piracicaba, e a Festa de São João de Tupi, em estilo quadrilha, contando com shows musicais e sertanejos, fogueira e folguedos tradicionais, além de pratos e bebidas típicos, e a passagem de populares descalços sobre o braseiro.[113]

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba é um festival de humor gráfico realizado anualmente desde 1974, no Engenho Central da cidade e que foi, inicialmente, uma forma de resistência de artistas gráficos contra a ditadura militar no Brasil. Atualmente o evento é considerado um dos salões mais importantes do mundo no universo das artes gráficas. A competição é dividida em quatro categorias neste salão de humor: cartum, charge, tiras e caricatura.[114]

Atrativos naturais e arquitetônicos[editar | editar código-fonte]

Pq. Prof. Philippe Westin Cabral de Vasconcellos.

Além dos atrativos cênicos, Piracicaba ainda possui uma banda de monumentos históricos, atrativos naturais e lugares para visita. Às margens do Rio Piracicaba há: a Casa do Povoador, casarão de pau-a-pique construído no início do século XIX que simboliza a passagem dos bandeirantes pela região;[115] o Parque do Mirante, construído em 1895, tendo visão privilegiada dos saltos dos rios;[116] o Centro de Lazer do Trabalhador, situado em uma área de 60 mil m², com uma área verde e adequada para prática de esportes e que está anexa ao Parque da Rua do Porto,[117] que tem 20 mil m² com lago, pistas para exercícios físicos, parques infantis e um teatro de arena.[118] Dentro da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ) situa-se vários atrativos, tais como a Biblioteca da ESALQ, o Parque Professor Phillipe Westin Cabral de Vasconcelos, os espelhos d'água da ESALQ, a Lápide construída em frente ao prédio principal e os vitrais do salão nobre;[119] a Praça José Bonifácio, construída em 1888, com plantio de mudas doadas pelos ilustres cidadãos da cidade à época; o Mercado Municipal, construído em 1882 e inaugurado em 5 de julho de 1888[120] ; o Mirante, construído no final do século XIX pelo Barão de Rezende às margens do Rio Piracicaba (o quiosque do Mirante foi construído entre os anos de 1906 e 1907) e que, em 1888, contou com a visita de Isabel do Brasil; o Colégio Piracicabano, inaugurado em 1881, como uma escola para a missionária americana Martha Watts; a Estação da Paulista, construída em 1902 [121] , e que hoje conta como um imenso espaço para lazer; e um dos maiores patrimônios artísticos e religiosos da cidade, e o Passo do Senhor do Horto, construído em 1883 pelo artista Miguelzinho Dutra [122] .

Área abandonada do Engenho Central de Piracicaba.

A Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC) é a responsável por reger os espaços públicos culturais de Piracicaba, dentre eles os museus: o Museu da Água de Piracicaba retrata a história do sistema de captação e bombeamento de água no município, expondo bombas hidráulicas, hidrômetros antigos e painéis com fotos dos serviços prestados desde a primeira Estação de Captação e Bombeamento;[123] o Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Morais mostra a casa de Prudente de Morais (terceiro presidente do Brasil), construída em 1870, além de contar a história da Revolução Constitucionalista de 1932;[124] o Museu e Centro de Ciência, Educação e Artes "Luiz de Queiroz" faz parte da ESALQ, sendo a antiga casa de reitores e diretores da escola;[125] o Engenho Central de Piracicaba, construído por Estêvão Ribeiro de Sousa Resende, o Barão de Rezende, em 1881, com o objetivo de substituir o trabalho escravo pelo assalariado e pela mecanização, porém vendido em 1899. Em 1974, foi desativado pela prefeitura e reconhecido como patrimônio histórico, passando a servir como importante espaço cultural, artístico e recreativo.[15]

No turismo rural, há os bairros de Santa Olímpia e Santana, fundados há mais de um século por imigrantes oriundos de Tirol (região de Trento, que, até 1919, pertenceu à Áustria e, atualmente, pertence à Itália).[113] Outras áreas verdes de destaque são: o Horto Florestal de Tupi, área de conservação ambiental de 200 hectares que proporciona caminhadas em suas trilhas na mata;[126] o Balneário de Ártemis, área para consumo de águas medicinais e banhos com águas sulfurosas;[127] e o chamado Paraíso das Crianças, criado em 7 de Janeiro de 1976, onde são realizadas campanhas ambientais voltadas ao público infantil.[128] Ele está localizado anexo ao Zoológico Municipal de Piracicaba, fundado em 18 de agosto de 1972, contando atualmente com cerca de 36 mil m² e aproximadamente 200 animais.[129]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Quadra de esportes no SESC Piracicaba.

A cidade tem diversos clubes esportivos, dentre eles o Esporte Clube XV de Novembro, fundado em 15 de novembro de 1913, que é o principal clube da cidade. Na década de 1960, quando seu presidente era o folclórico Romeu Italo Ripoli, chegou a disputar partidas internacionais na Europa e Ásia.[130] Dentro do Brasil atuou principalmente nas divisões do Campeonato Paulista de Futebol e do Campeonato Brasileiro, chegando a conquistar o título do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1995 - Série C e mais recentemente do Campeonato Paulista de Futebol de 2011 - Série A2.[131] No entanto, seu principal título até hoje foi o vice-campeonato da 1a. Divisão Paulista em 1976, também sob o comando de Ripoli.[132]

Outros clubes que conseguiram destaque, no mínimo regional ou mesmo estadual, foram o Clube Atlético Piracicabano[133] e o MAF Futebol Clube.[134] Os principais estádios de futebol são o Estádio Doutor Kok, com capacidade para 1 500 pessoas,[135] e o Estádio Barão de Serra Negra, com capacidade para mais de 25 mil pessoas.[136]

Além do futebol, Piracicaba conta com vários locais para prática de outras modalidades desportivas. A cidade possui o único autódromo reconhecido pela Confederação Brasileira de Automobilismo e pela Federação de Automobilismo de São Paulo no Interior de São Paulo, além do Complexo Esportivo Professor José Carlos Callado Hebling, que conta com ginásio poli-esportivo, quadras de vôlei de praia oficiais com alambrado, quadras de malha oficiais e arquibancada com capacidade para mais de 700 pessoas. O município possuía em 2010 cerca de 10 Centros Esportivos cadastrados pela Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (SELAM).[137]

Imprensa[editar | editar código-fonte]

O município conta com três jornais principais, sendo eles o Jornal de Piracicaba, fundado em 1900, sendo um dos poucos jornais do estado de São Paulo com mais de 100 anos;[138] a Gazeta de Piracicaba, que começou suas atividades em 1882, terminou em 1935, e voltou a circular em 2003;[139] e o jornal A Tribuna Piracicabana, fundado em 1974.[140] Além desses três jornais, há também em Piracicaba alguns jornais de bairro, com pouca circulação e voltada exclusivamente a conteúdo dos bairros.

Piracicaba conta também com revistas criadas na cidade, como a revista Trifatto,[141] e a revista Arraso.[142]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Piracicaba há quatro feriados municipais, oito feriados nacionais e seis pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia de Santo Antônio, padroeiro municipal, em 13 de junho; o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro; e o dia de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro.[143] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de cunho religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[144] [145]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Camara Municipal de Piracicaba. Lei nº 1925 de 28 de julho de 1972. Visitado em 21 de março de 2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (1º de julho de 2008). Divisão Territorial do Brasil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 11 de outubro de 2008. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2011.
  3. EmSampa. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Visitado em 24 de janeiro de 2011. Cópia arquivada em 19 de maio de 2012.
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2011.
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2011). Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data referência em 1º de julho de 2011 (PDF). Visitado em 9 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2011.
  6. a b c Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 31 de outubro de 2014.
  7. a b c d e f g h i Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2009). Tabela 1 - Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, as Unidades da Federação e os municípios - 2005-2009. Visitado em 9 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 19 de maio de 2012.
  8. a b Embrapa Monitoramento por Satélite. São Paulo. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 5 de maio de 2012.
  9. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Censo Populacional 2010 (PDF). Visitado em 11 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 21 de maio de 2011.
  10. a b c d e f g h i Secretaria Municipal de Turismo (SETUR). Rodovias de acesso. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  11. Tiroleses comemoram 120 anos do bairro Santa Olímpia em Piracicaba
  12. Universidade de São Paulo (USP). Vocabulário tupi-português das lições. Visitado em 7 de junho de 2012. Cópia arquivada em 7 de junho de 2012.
  13. a b c d e URB-AL (29 de agosto de 2006). Piracicaba/BR. Visitado em 17 de fevereiro de 2011. Cópia arquivada em 7 de junho de 2012.
  14. a b c José Pedro Martins (29 de fevereiro de 2008). História de Piracicaba é definida pelo rio A Província. Visitado em 1º de maio de 2012. Cópia arquivada em 7 de junho de 2012.
  15. a b c d e Estações Ferroviárias do Brasil (21 de junho de 2011). Piracicaba Paulista. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  16. a b c d e f Lucas Possedente Emerique e Nathalia Bernardinetti (30 de julho de 2010). A gênese industrial do município de Piracicaba Associação dos Geógrafos Brasileiros (ABG). Visitado em 7 de junho de 2012. Cópia arquivada em 7 de junho de 2012.
  17. a b Fundação Municipal de Educação de Piracicaba (FUMEP). Hitórico. Visitado em 7 de junho de 2012. Cópia arquivada em 7 de junho de 2012.
  18. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Histórico de Piracicaba. Visitado em 7 de junho de 2012. Cópia arquivada em 7 de junho de 2012.
  19. a b c d e f g Alberto Pereira G. O. Barreto, Gerd Sparovek, Mariana Giannotti (2006). Atlas Rural de Piracicaba (PDF) Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF). Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  20. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. World Map of the Köppen-Geiger climate classification Institute for Veterinary Public Health. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de abril de 2011.
  21. a b c d Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ) (2009). Base de Dados da Estação Convencional - Médias Mensais. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  22. Procuradoria da República em São Paulo (PRSP) (2010). ACP Queimadas - Piracicaba. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  23. a b Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ) (2009). Base de Dados da Estação Convencional - Dados Diários. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  24. a b Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ) (2009). Base de Dados da Estação Convencional - Valores Absolutos. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  25. a b Ricardo Ribeiro Rodrigues (agosto de 1999). A vegetação de Piracicaba e municípios do entorno (PDF) Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF). Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  26. Evolução da população, segundo os municípios - 1872/2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 17 de fevereiro de 2014.
  27. Confederacão Nacional dos Municípios (CNM). Demografia - População Total. Visitado em 20 de abril de 2011.
  28. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) (2010). Perfil Municipal - Piracicaba. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  29. a b c Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) (26 de abril de 2005). Piracicaba (SP). Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  30. a b Cidades@ - IBGE. Indicadores sociais dos municípios brasileiros. Visitado em 19 de abril de 2011.
  31. a b c d e f g h i Portal ODM (2010). Perfil municipal — Piracicaba - SP. Visitado em 12 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  32. a b Maria M. Funes, Maria Pozzi de Castro e Shimbo (9 de dezembro de 2005). Obstáculos aos processos de regularização fundiária de favelas no Brasil: o caso de Piracicaba – SP Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  33. a b c Sidra (Sistema IBGE de Recuperação de Dados Automática) (2010). População residente _Religião. Visitado em 13 de dezembro de 2014.
  34. a b Diocese hoje Diocese de Piracicaba. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  35. Catedral de Piracicaba. Histórico. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  36. Sidra (Sistema IBGE de Recuperação de Dados Automática) (2010). População residente_Cor ou raça. Visitado em 13 de dezembro de 2014.
  37. Sidra (Sistema IBGE de Recuperação de Dados Automática) (2010). Tabela 3172 - Emigrantes internacionais, por sexo, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação das pessoas com quem residiram antes de emigrarem. Visitado em 12 de maio de 2012.[ligação inativa]
  38. Beatriz Elias (16 de novembro de 2006). 1900: Piracicaba em números oficiais A Província. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  39. ABEP/NEPO/Unicamp (2010). Influência dos emigrantes no espaço geográfico piracicabano. Visitado em 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 22 de maio de 2012.
  40. Flávio Henrique M. Lima (8 de fevereiro de 2006). O Poder Público Municipal à frente da obrigação constitucional de criação do sistema de controle interno JusVi. Visitado em 19 de abril de 2011. Cópia arquivada em 7 de maio de 2012.
  41. Prefeitura (17 de abril de 2006). Conheça os prefeitos de Piracicaba. Visitado em 20 de abril de 2011. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  42. a b Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). Candidatos a Prefeito Piracicaba/SP. Visitado em 17 de maio de 2013. Cópia arquivada em 17 de maio de 2013.
  43. G1 (26 de outubro de 2008). Prefeito Barjas Negri é reeleito no primeiro turno em Piracicaba (SP). Visitado em 20 de abril de 2011. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  44. a b DJI. Constituição Federal - CF - 1988. Visitado em 20 de abril de 2011. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2012.
  45. a b Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). Candidatos a Vereador Piracicaba/SP. Visitado em 17 de maio de 2013. Cópia arquivada em 17 de maio de 2013.
  46. Câmara Municipal (19 de novembro de 2011). Lei Orgânica de Piracicaba. Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  47. JusBrasil (14 de maio de 2011). Correção geral ordinária na Comarca de Piracicaba. Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  48. Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (novembro de 2011). Consulta Quantitativo. Visitado em 23 de maio de 2012.
  49. Sister Cities News (novembro de 2008). Ancient city of Seongnam (em inglês). Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  50. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2001). Censo Demografico 2000 - Microrregiões, distritos, subdistritos e bairros. Visitado em 15 de junho de 2012.
  51. Ademir Barbosa (1º de outubro de 2009). Paiva propõe abertura da caixa nas regiões Norte e Sul de Piracicaba Câmara Municipal. Visitado em 15 de junho de 2012. Cópia arquivada em 15 de junho de 2012.
  52. Instituto de Pesquisa e Planejamento de Piracicaba (IPPLAP) (6 de maio de 2005). Regiões e bairros. Visitado em 15 de junho de 2012. Cópia arquivada em 15 de junho de 2012.
  53. Correio Virtual (19 de janeiro de 2005). Piracicaba é a 5ª no Estado em exportações. Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  54. Cidades@ - IBGE (2010). Estatísticas do Cadastro Central de Empresas. Visitado em 23 de maio de 2012.
  55. a b c Muito.com. A economia de Piracicaba. Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  56. Cidades@ - IBGE (2010). Pecuária 2010. Visitado em 23 de maio de 2012.
  57. Cidades@ - IBGE (2010). Lavoura Temporária 2010. Visitado em 23 de maio de 2012.
  58. Distrito Industrial Uninorte (2009). História. Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  59. SINCOMÉRCIO Piracicaba. História. Visitado em 23 de maio de 2012. Cópia arquivada em 23 de maio de 2012.
  60. Cidades@ - IBGE (2009). Serviços de Saúde 2009. Visitado em 24 de maio de 2012.
  61. Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) (10 de agosto de 2010). A Secretaria. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  62. Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) (27 de abril de 2010). COT. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  63. Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) (14 de setembro de 2010). Serviços de Apoio. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  64. Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) (14 de setembro de 2010). Atenção Básica. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  65. a b c Cidades@ - IBGE (2009). Ensino, matrículas, docentes e rede escolar 2009. Visitado em 24 de maio de 2012.
  66. Jacqueline Santana (10 de agosto de 2011). CIEJA Secretaria Municipal de Educação. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  67. Jacqueline Santana (30 de junho de 2011). Professores são treinados pela Educação Especial Secretaria Municipal de Educação. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  68. Qype Piracicaba. Universidades em Piracicaba. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  69. José Venâncio de Resende (30 de novembro de 2010). Polo regional centro-sul ganha novo laboratório de tecnologia de cana-de-açúcar Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  70. Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba (IPPLAP). A Cidade. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  71. Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Parque Tecnológico de Piracicaba. Visitado em 24 de maio de 2012. Cópia arquivada em 24 de maio de 2012.
  72. Diário do Engenho (2 de setembro de 2011). O que está acontecendo com Piracicaba?. Visitado em 26 de maio de 2012. Cópia arquivada em 26 de maio de 2012.
  73. Sangari (2011). Número e taxas (em 100 mil) de homicídio juvenil nos municípios com 10.000 habitantes ou mais (xls). Visitado em 26 de maio de 2012.
  74. Sangari (2011). Número e taxas (em 100 mil) de suicídio nos municípios com 10.000 habitantes ou mais (xls). Visitado em 26 de maio de 2012.
  75. Martim Vieira (12 de julho de 2011). Primeira reunião do Fórum de Segurança Pública aprova propostas de entidades patrimonais Câmara Municipal. Visitado em 31 de maio de 2012. Cópia arquivada em 31 de maio de 2012.
  76. Laércio Trevisan Júnior (17 de maio de 2010). Requerimento Nº 231/10 Solicita informações ao Chefe do Executivo sobre área de Segurança Pública no Município de Piracicaba Câmara Municipal. Visitado em 26 de maio de 2012. Cópia arquivada em 26 de maio de 2012.
  77. G1 (29 de março de 2012). USP contrata PM aposentado para reformular guarda universitária. Visitado em 26 de maio de 2012. Cópia arquivada em 26 de maio de 2012.
  78. Guarda Municipal de Piracicaba. Apresentação. Visitado em 26 de maio de 2012. Cópia arquivada em 26 de maio de 2012.
  79. a b Cidades@ - IBGE (2010). Censo Demográfico 2010: Características da População e dos Domicílios: Resultados do Universo. Visitado em 1º de junho de 2012.
  80. a b Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE). História. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  81. Educorumbataí (18 de novembro de 2009). Recursos hídricos e o abastecimento de água em Piracicaba. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  82. Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL Paulista. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  83. Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido. Provedores de Todo o Brasil. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  84. DDD Cidade. DDD. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  85. Correios. CEP de cidades brasileiras. Visitado em 1º de junho de 2012.
  86. Júnior Cardoso (30 de novembro de 2010). Diretor da TVB confirma negociações com a Tv Record SBD World. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  87. G1 (1º de junho de 2012). Piracicaba e Região. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  88. Rubens Fontão (12 de fevereiro de 2007). João Manuel Recebe visita do diretor da TV Beira Rio. Visitado em 1º de junho de 2012. Cópia arquivada em 1º de junho de 2012.
  89. Guia de Mídia. Jornais de Piracicaba - São Paulo. Visitado em 13 de dezembro de 2010.
  90. Abrates (2012). Informações gerais. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  91. Rac.com.br (27 de março de 2011). Mato toma conta de aeroporto de Piracicaba. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  92. Estações Ferroviárias do Brasil (7 de agosto de 2010). Piracicaba (antiga Constituição). Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  93. Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (CONDEPHAAT) (7 de dezembro de 2009). Ordem do Dia. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  94. G1 (6 de abril de 2012). Movimento na rodoviária cresce 40% antes da Páscoa em Piracicaba, SP. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  95. Prefeitura. Transportes. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  96. Flávia Bianchini (20 de março de 2012). Tem início amanhã o 46°Fórum Paulista de Transporte Urbano e Trânsito. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  97. Frota 2010 Cidades@ - IBGE (2010). Visitado em 4 de junho de 2012.
  98. Sua Cidade (11 de maio de 2012). Piracicaba: Prefeitura inicia obras entre as avenidas Piracicamirim, Prof. Alberto Vollet Sachs e Rio das Pedras. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de de 2012.
  99. Grupo VRD (21 de março de 2011). Secretaria de Transportes de Piracicaba oferece linhas Sub-Urbanas para o Grupo VRD. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  100. Jornal de Piracicaba (13 de agosto de 2011). Frota do transporte público de Piracicaba. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de junho de 2012.
  101. Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC). Apresentação / Missão / Valores. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  102. Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (SELAM). Sobre a SELAM. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  103. Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC). Outros organismos e serviços culturais. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  104. Dicionário MPB. Alessandro Penezzi. Visitado em 27 de junho de 2012. Cópia arquivada em 27 de junho de 2012.
  105. Museu da TV. Biografia de Gilberto Barros. Visitado em 27 de junho de 2012. Cópia arquivada em 27 de junho de 2012.
  106. Matheus G. Bitondi. Ambiente cultural dá sinais de interesse pelos criadores de música erudita no país PHP.Uol. Visitado em 27 de junho de 2012. Cópia arquivada em 27 de junho de 2012.
  107. Enciclopédia Itaú Cultural (12 de abril de 2011). Villar, Leonardo (1923). Visitado em 27 de junho de 2012. Cópia arquivada em 27 de junho de 2012.
  108. a b Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC). Teatro Municipal "Dr. Losso Netto". Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  109. Universidade Metodista de Piracicaba. Teatro Unimep. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  110. Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC). Biblioteca Pública Municipal. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  111. Prefeitura. Ação Cultural. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  112. Prefeitura. Pinacoteca abre mostras com selecionados no Mapa Cultural Paulista. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  113. a b Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC). Festas Tradicionais. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de maio de 2012.
  114. Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura de Piracicaba (SEMAC). Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Visitado em 1º de maio de 2012. Cópia arquivada em 6 de maio de 2012.
  115. Piracicaba.Tur. Casa do Povoador. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  116. Piracicaba.Tur. Parque do Mirante (Mirante). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  117. Piracicaba.Tur. Centro de Lazer do Trabalhador (Área de Lazer da Rua do Porto). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  118. Piracicaba.Tur. Parque da Rua do Porto (Rua do Porto). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  119. Alicia Nascimento Aguiar e Marcelo Basso (29 de novembro de 2007). A bela e gloriosa ESALQ com suas maravilhas A Província. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  120. Mercado Municipal de Piracicaba, desde 1888 (2012). Visitado em 13 de dezembro de 2014.
  121. Estação da Paulista, Piracicaba, 1922.
  122. Os 200 Anos de Miguelzinho Dutra. Visitado em 13 de dezembro de 2014.
  123. Piracicaba.Tur. Museu da Água de Piracicaba (Museu da Água). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  124. Piracicaba.Tur. Museu Histórico e Pedagógico (Museu Prudente de Moraes). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  125. Piracicaba.Tur. Museu e Centro de Ciência, Educação e Artes "Luiz de Queiroz" (Museu Luiz de Queiroz). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  126. Piracicaba.Tur. Horto Florestal de Tupi (Horto). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  127. Piracicaba.Tur. Balneário de Ártemis. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  128. Piracicaba.Tur. Paraíso das Crianças e a Educação Ambiental (Paraiso da Criança). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  129. Piracicaba.Tur. Zoológico Municipal de Piracicaba (Zoológico). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  130. Terceiro Tempo - Milton Neves. Que fim levou Romeu Italo Ripoli. Visitado em 6 de maio de 2013.
  131. Esporte Clube XV de Novembro. Uma história que se confunde com a história da própria cidade. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  132. A Gazeta Esportiva. Campeonato Paulista de 1976. Visitado em 6 de maio de 2013.
  133. Clube Atlético Piracicabano. Clube Atlético Piracicabano - 98 de Tradição. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  134. Entrei Net. MAF Futebol Clube. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  135. Conteúdo Esportivo. Estádio Doutor Kok. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  136. Antônio Carlos Zinsly de Mattos (2 de março de 2010). Estádio Municipal Barão de Serra Negra Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (SELAM). Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  137. Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras (SELAM) (2010). Relação dos Equipamentos. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  138. Jornal de Piracicaba, 100 anos em Piracicaba. Acessado em 23 de julho de 2014.
  139. Jornal A Gazeta de Piracicaba. Grupo RAC. Acessado em 23 de julho de 2014.
  140. A Tribuna Piracicabana, história, 40 anos em Piracicaba.
  141. Revista Trifatto, atendendo a cidade de Piracicaba, desde 2007. Acessado em 23 de julho de 2014.
  142. Revista Trifatto, Piracicaba e região. Acessado em 23 de julho de 2014.Acessado em 23 de julho de 2014.
  143. Bueno e Costanze (10 de maio de 2011). Feriados municipais. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 6 de junho de 2012.
  144. Sérgio Ferreira Pantaleão. Carnaval - é ou não feriado? folga automática pode gerar alteração contratual Guia Trabalhista. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2011.
  145. Guia Trabalhista. Lei Nº 9.093, de 12 de setembro de 1995. Visitado em 6 de junho de 2012. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2011.

Notas

  1. A Igreja Metodista de Piracicaba foi fundada em 22 de setembro de 1881, sendo a terceira igreja metodista a ser instalada no país.
    Igreja Metodista de Piracicaba, 1881 - "A Província - Paixão por Piracicaba" (1/06/2013)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons
Mapas e fotos
Instituições