Partido Verde (Brasil)

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Partido Verde
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Número no TSE 43
Presidente José Luiz de França Penna
Fundação 1986
Sede Brasília
Ideologia Ambientalismo, Federalismo, Sincretismo político
Centrismo
Afiliação internacional Global Verde e Federação dos Partidos Verdes das Américas
Governadores (2010)
0 / 27
Prefeitos (2012)
97 / 5 568
Senadores (2010)
1 / 81
Deputados federais (2010)
9 / 513
Deputados estaduais (2010)
37 / 1 024
Vereadores (2012)
1 582 / 56 810
Espectro político Centro-esquerda
Cores       Verde

      Branco
Site Página oficial do PV
Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

Partido Verde (PV) é um partido político brasileiro. Surgiu no cenário político da década de 1980 baseado nas tendências ambientalistas em curso na Europa, tendo entre seus primeiros articuladores Fernando Gabeira, Lúcia Veríssimo, Alfredo Sirkis, Domingos Fernandes e José Luiz de França Penna. O código eleitoral é o 43[1] e sua cor é o verde.

História[editar | editar código-fonte]

O Partido Verde brasileiro surgiu em janeiro de 1986. Foi fundado por ambientalistas e outros ativistas de movimentos sociais, tendo como suas mais expressivas lideranças Carlos Minc, que depois voltou ao PT, Melo Viana, Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis, Domingos Fernandes, José Luiz de França Penna; posteriormente aderiram o deputado Sarney Filho e mais recentemente, em 2009, a senadora Marina Silva, que deixou o partido em 2011.

Nas eleições municipais de 2008, o PV elegeu pela primeira vez um prefeito em uma capital brasileira, no caso a prefeita Micarla de Sousa, eleita no 1º turno com 51% dos votos, que comanda Natal, capital do Rio Grande do Norte. Quatro anos após seu mandado, Micarla de Souza se mostrou com um dos piores índices de rejeição da história daquela capital (92 %) [2] [3] [4] , inviabilizando alianças [5] e pressionando-a a abandonar a candidatura a reeleição em 2012 [6] .

Propostas defendidas pelo Partido[editar | editar código-fonte]

Os principais aspectos programáticos do PV são o desenvolvimento sustentável, e a diminuição da desigualdade social. Defende o pacifismo,[carece de fontes?] o federalismo, o parlamentarismo, a democracia direta e o poder local. Esses temas, porém, carecem de uma discussão profunda no partido.

Para evitar a eleição direta, sua executiva permanece provisória, apesar dos 25 anos de existência. A revisão estaturária a partir de 2011 passa a ser proposta pelo grupo interno Transição Democrática. Esse grupo, que tem Marina como referencial, propõe profundas alterações estatutárias e inclusive a participação dos filiados "em rede", pela internet, tendo criado um site para estimular essa mobilização (http://www.transicaodemocratica.com/).

Seus fundadores incluem em seu programa a legalização do casamento homossexual, legalização e descriminalização do aborto e das drogas,[7] mas a partir do ingresso de Marina Silva essa posição está sendo revista por não representar consenso na sociedade brasileira. Marina propôs que tais temas polêmicos sejam submetidos a um plebiscito, o que não ocorreu até o momento.

O partido se diz estar em uma posição no espectro político que ultrapassaria a questão "esquerda-direita",[8] com o discurso de que a visão antecipatória proposta pelo PV não está à direita nem à esquerda, mas à frente.

A representatividade do PV na política brasileira[editar | editar código-fonte]

O partido não possui grande força política no país, diferente de alguns dos seus similares europeus (como o Partido Verde da Alemanha). Por um bom tempo seu único representante no congresso Nacional era o Deputado Federal Fernando Gabeira, pelo Estado do RJ (1995-1998; 1999-2002). Após ter estado um breve período no PT, Gabeira retornou ao PV em 2005. Durante vinte e oito meses a partir de 2003, o partido constituiu a base de apoio do Governo Lula, rompendo na segunda quinzena de maio de 2005, alegando descontentamento geral com as políticas ambientais do atual governo.O Presidente Nacional do PV é o potiguar José Luiz de França Penna, que sucedeu o ex-vereador carioca Alfredo Sirkis, ex secretário municipal de meio ambiente e secretário municipal de urbanismo do Rio de Janeiro, em diferentes gestões.

Ranking da corrupção[editar | editar código-fonte]

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PV aparece em último lugar na lista, com uma cassação, empatado com Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) e Partido Republicano Progressista (PRP).[9]

Candidatura de Marina Silva[editar | editar código-fonte]

Com a influência do grupo da senadora Marina, o PV apresentou crescimento significativo em todo o país, lançando pré-candidatos ao governo em vários estados. Marina Silva foi candidata a presidenta pela sigla nas eleições de 2010 numa chapa "puro-sangue", já que o partido não fez alianças a nível nacional com outros partidos. Na Convenção oficial realizada em 10 de junho de 2010 o Partido Verde homologou sua chapa presidencial para as eleições 2010, com Marina Silva e Guilherme Leal. Além da chapa presidencial, o PV anunciou os candidatos a governador de dez Estados e o Distrito Federal. Foram confirmados os nomes dos seguintes candidatos a governador: Fernando Gabeira (RJ), Fabio Feldmann (SP), Luiz Bassuma (BA), Eduardo Brandão (DF), José Fernando Aparecido (MG), Sergio Xavier (PE), Paulo Salamuni (PR), Montserrat Martins (RS), Teresa Britto (PI), e Reynaldo Moraes (SE). Os verdes aprovaram uma moção de repudio ao relatório com alterações no Código Florestal brasileiro, apresentada nesta semana no Congresso Nacional, pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Em 3 de outubro de 2006, o Partido Verde atingira 3,6 % de votos válidos, com 3.368.560 de votos válidos. Já nas eleições presidenciais de 3 de outubro de 2010, os votos em Marina Silva contabilizaram quase 20%, sendo registrado pela imprensa brasileira e internacional como o grande responsável por levar a eleição para o segundo turno, tendo sido a candidata mais votada entre os terceiros colocados nas eleições presidenciais desde a redemocratização da Federação brasileira.

Partido Verde em São Paulo[editar | editar código-fonte]

O partido é dividido no estado em 21 bacias hidrográficas, sendo que na capital são 4 bacias - As Bacias Hidrográficas são as administrações regionais do PV no estado de São Paulo. São elas que congregam as executivas municipais do partido.

A presidente estadual do partido era Maurício Brusadin (até a criação do movimento Transição Democrática) e o presidente municipal da capital Carlos Galeão Camacho.

Em 2011, Maurício Brusadin junto com lideranças de outros estados que se mostram afinados com Marina Silva, criou o movimento Transição Democrática (com site próprio), dedicado à democratização interna do PV. Isso lhe custou o cargo de Presidente Estadual, destituído pelo Presidente Nacional. Atualmente o cargo é ocupado por Marco Antônio M'Roz.[10]

Esse episódio faz parte de uma luta interna que pode levar ao afastamento de todo esse grupo do PV, como já vem sendo especulado pela imprensa em junho de 2011. Logicamente esse grupo, chamado "marinheiros" acabou deixando do Partido.

Bancada na Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Composição atual[editar | editar código-fonte]

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
10 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 2 0 0 0 0 0 0 1 2 1 0 0 0 0 0 2 0

Bancada eleita para a legislatura[editar | editar código-fonte]

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
14 2,73 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 2 0 0 0 0 0 0 1 2 1 1 0 0 0 0 5 0 +1
53ª (2007-2011)
13 2,53 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 4 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 5 0 +8
52ª (2003-2007)
5 0,97 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 2 0 +4
51ª (1999-2003)
1 0,19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Eduardo Jorge Célia Sacramento sem coligação
2010 Marina Silva Guilherme Leal sem coligação 19.636.359 19,33
1998 Alfredo Sirkis Carla Piranda Rabello sem coligação 212.984 0,31
1994 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Aloizio Mercadante (PT) PT, PSB, PC do B, PPS, PV e PSTU 17.122.127 27,04
1989 Fernando Gabeira Maurício Lobo Abreu sem coligação 125.842 0,17 18º

Deputados federais eleitos em 2006[editar | editar código-fonte]

Deputados estaduais eleitos em 2006[editar | editar código-fonte]

Obras sobre o Partido Verde e/ou política ecologista[editar | editar código-fonte]

  • CARNEVALE, Fabiano. Pétalas do Girassol: identidades e práticas dos partidos ecologistas. Monografia de fim curso, UERJ, 2006. Pode ser baixado aqui.
  • PÁDUA, J. A.. O nascimento da política verde no Brasil: fatores exógenos e endógenos." In: LEIS, Hector R. (Org.). Ecologia e política mundial. Vozes, 1991.
  • RABÓCZKAY, Tibor. Repensando o partido verde brasileiro. Ateliê, 2004.
Opinião crítica
  • LOUZEIRO, J. Partido Verde - O clube dos amigos (Com dinheiro do Fundo Partidário). Altadena, 2008.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]