Mulheres na política

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Mulheres na política têm sido historicamente sub-representadas nas sociedades ocidentais em comparação com os homens. Muitas mulheres, no entanto, teem sido eleitas politicamente para ser chefes de Estado e de governo. Uma das mais proeminentes líderes de potências mundiais do sexo feminino pode ser Margaret Thatcher como primeiro-ministro do Reino Unido, primeiro-ministro da Índia Indira Gandhi, primeiro-ministro de Israel Golda Meir, Chanceler da Alemanha Angela Merkel, primeiro-ministro do Canadá Kim Campbell, primeiro-ministro da França Edith Cresson, Presidente da República Popular da China Soong Ching-ling (AKA Rosamond Soong), e Diretor da Revolução Cultural, ditador Jiang Qing.

Primeira mulher a presidir um pais[editar | editar código-fonte]

Foi na República de Tuva, em 1940, que uma mulher foi pela primeira vez presidente da república de um pais na época moderna, a presidente Khertek Anchimaa-Toka, falecida em 2008 aos 96 anos. Já no cargo de Primeira-Ministra a primeira a ocupá-lo foi Sirimavo Bandaranaike (1916-2000) no Sri Lanka de 1960 a 1965 e em mais duas ocasiões de 1970 a 1977 e de 1994 a 2000.

Organizações internacionais[editar | editar código-fonte]

Ainda não houve uma mulher Secretário Geral das Nações Unidas. A tanzaniana Asha-Rose Migiro, foi nomeada em 2007, para ocupar o cargo de Vice Secretária-geral das Nações Unidas.

Brasil[editar | editar código-fonte]

A primeira mulher Chefe de Estado na História do Brasil, foi D. Maria I, Rainha Reinante do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; quando o Brasil deixou de ser Colônia Portuguesa e foi elevado a Reino do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, tendo o Rio de Janeiro como Capital.

A segunda mulher Chefe de Estado na História do Brasil foi D. Leopoldina que atuou como Regente em 1822, grande foi sua influência no processo de Independência do Brasil.

A terceira mulher Chefe de Estado na História do Brasil foi D. Isabel que foi Regente do Brasil em vários períodos (1870 — 1871, 1876 — 1877 e 1887 — 1888) durante o período em que ela regeu o Brasil ela sancionou em 13 de maio de 1888 a Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353) foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil, considerada um grande marco na História do Brasil, e que a eternizou como a Redentora.

Durante grande parte da História do Brasil República, as mulheres foram excluídas de qualquer participação na política, pois a elas eram negados os principais direitos políticos como, por exemplo, votar e se candidatar. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito do voto. Também puderam se candidatar a cargos políticos.

Principais participações das mulheres na política brasileira[editar | editar código-fonte]

  • Em 1929, Alzira Soriano conquistou 60% dos votos e em 1º de janeiro do ano seguinte foi empossada prefeita de Lajes, no Rio Grande do Norte[1] . Foi à primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade.
  • A ata geral emitida pela 13ª junta apuradora do Tribunal Eleitoral de Quixeramobim prova a conquista de [2] Quixeramobim. Aos 12 de outubro de 1958 a 13ª junta apuradora da Justiça Eleitoral da comarca de Quixeramobim declarava encerrada a apuração dos votos para o cargo majoritário no município sertanejo situado a 206km de Fortaleza. O extrato da ata geral anunciava Aldamira Guedes Fernandes vencedora do pleito para o Poder Executivo local. Com maioria absoluta de votos, exatos 59%, comemorava a conquista, sendo empossada aos 25 de março do ano seguinte. No Brasil, pela primeira vez, uma mulher assumia o cargo por meio do voto livre.

Daquela época, a pioneira no cenário político nacional recorda que não existiam comícios, não se distribuíam bonés e nem blusas dos candidatos; não haviam carros de som fazendo propagandas pelas ruas, cartazes e nem outdoors. Ela explica que só existiam duas amplificadoras de som na cidade. Uma delas, a da Paróquia de Santo Antônio e a outra, do radialista Fenelon Câmara. “A gente tinha que conquistar o eleitor era na visita, na conversa, mostrando nossas propostas de trabalho. Era comum a gente pedir o voto às comadres e compadres, assegurando por conta disso, uma boa margem de votos”, diz ela.

  • Em 1933, Carlota Pereira de Queirós tornou-se a primeira deputada federal brasileira.[3]
  • Em 1979, Eunice Michiles tornou-se a primeira senadora do Brasil.[3]
  • Entre 24 de agosto de 1982 e 15 de março de 1985, o Brasil teve a primeira mulher ministra de Estado, foi Esther de Figueiredo Ferraz, ocupando a pasta da Educação e Cultura.[3]
  • Em 1986, Iolanda Fleming se tornou a primeira mulher a governar um estado brasileiro.
  • Em 1986, Maria Luíza Fontenele tomou posse como à primeira mulher prefeita de uma capital estadual brasileira.
  • Em 1989, Luíza Erundina tomou posse como à primeira mulher prefeita da maior capital do país.
  • Em 1989, ocorre a primeira candidatura de uma mulher para a presidência da República. A candidata era Lívia Maria Pio, do PN (Partido Nacional).
  • Em 1990, Zélia Cardoso de Mello foi empossada como a primeira e única mulher a ocupar o cargo de ministra da Fazenda.
  • Em 2006, Ellen Gracie, então Presidente da Suprema Corte, foi, interinamente, a primeira mulher presidente do Brasil. Na necessidade do Presidente, do Vice e dos presidentes do senado e câmara baixa irem à Argentina, ela foi à Base Áerea se encontrar com o então presidente Lula para a sucessão do cargo.
  • Em 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff (PT - Partido dos Trabalhadores) venceu as eleições presidenciais no segundo turno, tornando-se a primeira mulher a ser eleita presidente da República Federativa do Brasil.

Ela é a segunda mulher chefe de estado do Brasil República, e a 5ª Chefe de Estado da História do Brasil, 195 anos depois de D. Maria I.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Further reading[editar | editar código-fonte]

  • Eileen McDonagh (2009), The Motherless State: Women's Political Leadership and American Democracy, University of Chicago Press ISBN 9780226514550
  • Helene Silverberg (1998), "A Government of Men: Gender, the City, and the New Science of Politics," in Silverberg (ed.), Gender and American Social Science: the formative years (Princeton, NJ: Princeton University Press).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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