Heloísa Helena

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Heloísa Helena
Heloísa Helena
Vereadora de Bandeira de Maceió.svg Maceió
Período de governo 1º de janeiro de 2009
até a atualidade
(dois mandatos consecutivos)
Senadora por  Alagoas
Período de governo 1º de fevereiro de 1999
até 1º de fevereiro de 2007
Deputada estadual de  Alagoas
Período de governo 1º de janeiro de 1995
até 1º de janeiro de 1999
Vice-prefeita de Bandeira de Maceió.svg Maceió
Período de governo 1º de janeiro de 1993
até 1994
Vida
Nascimento 6 de junho de 1962 (52 anos)
Pão de Açúcar, AL
Dados pessoais
Partido PSOL
Profissão Enfermeira

Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho (Pão de Açúcar, 6 de junho de 1962) é uma enfermeira, professora e política brasileira.

Em 1998 foi eleita senadora por Alagoas, com a maior votação daquela eleição. Discordou de políticas do PT que tinha por conservadoras (muito especialmente a partir da Reforma da Previdência dos servidores públicos realizada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva) e em 2003, foi expulsa da legenda. No ano seguinte, foi uma das pessoas que fundaram o Partido Socialismo e Liberdade.

Em agosto de 2005 foi agraciada, pelo Governo do Estado de Alagoas, com a Medalha Marechal Floriano Peixoto. Em 20 de setembro de 2005 recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em novembro de 2005, em eleição livre promovida pela revista Forbes Brasil, foi eleita como a mulher mais influente na política e no legislativo Brasileiro. Em dezembro os profissionais de comunicação, agência de publicidade e leitores da Revista Isto É Gente elegeram Heloísa Helena como Personalidade do ano de 2005.

Em 2006 foi candidata à Presidência da República pela coligação PSOL-PSTU-PCB, tendo conquistado a terceira colocação. Foi eleita vereadora de Maceió em 2008. Em abril de 2010 anunciou que não concorreria ao cargo de presidente da República, para concorrer, pela segunda vez, ao Senado Federal. Foi novamente candidata à vereança de Maceió em 2012. Atualmente exercendo mandato de vereadora por Maceió, capital do Estado de Alagoas.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Heloísa é ligada, desde muito jovem, aos movimentos sociais. Durante a década de 1990, participou no PT em Maceió, de ações que visavam à defesa de minorias e segmentos sociais menos favorecidos.[1]

Candidata pela primeira vez em 1992, se elegeu vice-prefeita de Maceió na chapa do então governador Ronaldo Lessa (PSB). Dois anos depois, foi eleita deputada estadual, a primeira pelo PT em Alagoas.

Em 1996 rompeu com Lessa ao candidatar-se à Prefeitura de Maceió contra a então secretária da saúde do município, Kátia Born (PSB), que acabou eleita. Mesmo liderando as pesquisas desde o início do processo eleitoral, foi derrotada no segundo turno.

Formada em Enfermagem, é professora de Epidemiologia da UFAL (cargo do qual se licenciou por 14 anos, sem remuneração, para dedicar-se a funções políticas). Em março de 2007, após o término do seu mandato no Senado, reassumiu a função.[2]

Senado[editar | editar código-fonte]

Aos 4 dias do mês de outubro de 1998 a candidata Heloísa Helena, então do PT, é eleita com 374.931 votos nominais ou seja, (22,537 % dos votos válidos), a primeira senadora mulher da República Federativa do Brasil em 1998 por seu estado natal, a assumir em 1º de janeiro de 1999. Heloísa derrotou e sucedeu o então senador de Alagoas Guilherme Palmeira do extinto PFL que obteve apenas 247.352 votos nominais, (14,868 % dos votos válidos).

Em 1999, no primeiro ano de seu mandato no Senado Federal, destacou-se pela forma com que combateu a política neoliberal de Fernando Henrique Cardoso – com o desmantelamento das políticas sociais, do Estado e da economia nacional, que produziu o que chamou de “mais amplo processo de exclusão social já visto no Brasil, levando desespero a milhares de trabalhadores brasileiros”.

Sua presença nos debates do plenário do Senado Federal e do Congresso Nacional, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado – da qual foi vice-presidente – nas reuniões das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania; de Assuntos Econômicos; de Serviços de Infra-Estrutura e da Comissão de Fiscalização e Controle, bem como no Conselho de Ética do Senado, do qual foi titular, lhe credenciou para ser eleita líder partidária e do bloco de oposição no Senado para o ano 2000.

Integrou ainda, como titular, as Subcomissões Permanentes do Idoso e de Casos de Exploração do Trabalho e Prostituição Infanto-Juvenis, a Comissão Especial do Rio São Francisco e a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Atuou como titular da Comissão Especial do Ano Internacional da Mulher Latino-Americana e como suplente da Comissão Especial Sobre a Corrupção no Estado de Rondônia. No mês de junho de 2005 foi escolhida para integrar, como titular, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a corrupção nos Correios.

Em julho de 2002, Heloísa se recusou a ter como vice um político do PL. Em protesto, acabou renunciando à candidatura ao governo de Alagoas. "O PL em Alagoas é formado por 'colloridos', moleques de usineiros e indiciados na CPI do Narcotráfico", declarou Heloísa Helena. De acordo com o campo majoritário do PT Nacional, foi em dezembro de 2003, após a vitória de Lula, que os protestos de Heloísa Helena adquiriram o tom de desobediência. Na ocasião, a então senadora se recusou a aprovar o nome de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central já que o PT prometia tomar outros rumos com relação a economia.

No Senado, além da postura radical, chamou atenção pelo seu figurino: calça jeans e camiseta branca, contrastando com a sisudez habitual da Casa. Na posse do presidente, um de seus últimos momentos de confraternização com a bancada, foi elogiada pelos colegas ao aparecer de vestido vermelho.

Formou um grupo dissidente de esquerda às ações do Governo Lula, junto a outros parlamentares desta legenda (como os deputados Babá e Luciana Genro) que por não concordarem com as decisões ditas "neoliberais"[3] do setor econômico do PT, passaram a votar contra as determinações do partido.

Saída do Partido dos Trabalhadores[editar | editar código-fonte]

Em 2003, os membros do PT inconformados com as políticas econômicas próximas à economia neoclássica (ou mais exatamente à releitura de economia neoclássica conhecida como Consenso de Washington) do Governo Lula, foram expulsos após não seguirem as diretrizes partidárias na votação da Reforma da Previdência.

Heloísa e demais militantes foram expulsos do PT em 14 de dezembro de 2003.[4] Evidenciados pelo momento de crise em que o PT passava, esses membros, liderados por Heloísa Helena, perceberam ser o momento certo para a construção de um novo partido de esquerda a ser referencia para os trabalhadores brasileiros. Assim nascia o PSOL. Quadros importantes continuaram no partido, suas intenções iniciais foram, disputar o comando do partido a romper com ele. Porém, posteriormente, ao serem derrotados no PED (Processo de Eleições Diretas), que decidiam as direções partidárias, com a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, outra tendência também migra para o PSOL, a Ação Popular Socialista (APS) de Ivan Valente.

Tendo lutado veementemente contra a decisão do PT, a senadora teve ao seu lado a defesa do também senador Eduardo Suplicy. Após o fato, declarou:

"Eu não vou ficar chorando abraçada à bandeira do partido a que eu dediquei os melhores anos de minha vida para construir e que hoje comodamente me expulsa"

Fundação do PSOL[editar | editar código-fonte]

Heloísa Helena e outros ativistas políticos, juvenis, sindicais e populares, fundaram o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[5] .

O novo partido ganhou novas adesões a partir de setembro de 2005.[6] Isso foi um resultado da crise política causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o chamado escândalo do mensalão). Algumas centenas de militantes petistas de movimentos sociais e mais os deputados federais Ivan Valente e Orlando Fantazzini (SP), Maninha (DF), Chico Alencar (RJ) e João Alfredo (CE), ingressaram no PSOL. Foi causado também pelas mudanças ideológicas do PT que, na concepção da parlamentar e demais fundadores do partido, abandonou o socialismo como meta estratégica. Em julho de 2006, o próprio presidente Lula se declarou distante da esquerda, admitindo que em um eventual segundo mandato prosseguiria com políticas conservadoras. Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio, Hélio Bicudo, Miguel Carvalho e Edson Albertão abandonaram o partido individualmente ou em conjunto. Um exemplo de abandono coletivo ocorreu com a então corrente petista Ação Popular Socialista. Alguns militantes petistas oriundos de movimentos sociais, como a dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Lujan Miranda e o Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Jorge Almeida, o então vereador Clécio Luis, que sete anos depois viria a se tornar o primeiro prefeito do PSOL em uma Capital de Estado, os senadores Randolfe Rodrigues, na época deputado estadual, Marinor Brito, até então vereadora de Belém, José Nery, que migrou para o PSOL ainda como vereador belenense, o senador Geraldo Mesquita Júnior, oriundo do PSB, e os deputados federais Ivan Valente (São Paulo), Maninha (Distrito Federal), Chico Alencar (Rio de Janeiro)[7] , João Alfredo (Ceará) e Orlando Fantazzini (São Paulo), ingressaram no PSOL.

Heloísa Helena daí converteu-se de uma apoiadora a uma crítica ao governo do PT, sobretudo diante das muitas denúncias de corrupção e desvios de verbas públicas, integrando as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) formadas. Em novembro de 2005, Heloísa Helena foi eleita pela revista Forbes Brasil como a mulher mais influente na política e no legislativo brasileiro. Um mês depois, a revista Isto É Gente a elegeu como Personalidade do Ano.

Em recente discurso na Câmara Municipal de Maceió, Heloísa Helena enfatizou que o PT frustrou as expectativas dos socialistas brasileiros, pois, há nove anos a legenda petista está no poder mas, não transformou o Brasil em uma Nação socialista. Heloísa também denunciou que o País vive a triste estimativa de dezesseis milhões de brasileiros vivendo em situação de pobreza extrema.

Heloísa também criticou a decisão do STF de jogar para 2012 a aplicação da Lei da Ficha Limpa[8]

Eleições presidenciais de 2006[editar | editar código-fonte]

Heloísa Helena, senadora eleita em 1998 pelo PT de Alagoas, disputou o cargo de presidente da república em 2006 pela Frente de Esquerda constituída por PSOL, PSTU e PCB, tendo sido a 3ª colocada com 6.575.393 votos (6,85% dos válidos) – uma enorme conquista do PSOL, o qual ficou à frente do tradicional e de maior porte PDT. A candidata, que havia aberto mão de concorrer novamente ao cargo de senadora, não aceitou o apoio financeiro de empresários, pois de acordo com ela, esta seria a origem da corrupção dos candidatos depois de eleitos.

Heloísa é a 3ª mulher que recebeu mais votos em uma campanha rumo à presidência do Brasil, atrás apenas de Marina Silva e Dilma Rousseff em 2010.

Durante a candidatura de Heloísa Helena, o partido obteve o apoio de personalidades como o cartunista Ziraldo (criador do slogan e do símbolo do partido). A candidatura foi apoiada também por um grupo de mais de 250 intelectuais do mundo inteiro, entre os quais o linguista estadunidense Noam Chomsky, o sociólogo franco-brasileiro Michael Löwy, o cineasta britânico Ken Loach e o filósofo esloveno Slavoj Zizek.[9]

Resultado das eleições 2006[editar | editar código-fonte]

Heloísa Helena terminou as eleições presidenciais de 2006 em terceiro lugar. Obteve 6,5 milhões de votos (6,85% do total),[10] [11] ficando a frente de Cristovam Buarque, candidato do tradicional Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ao término de seu mandato como senadora, reassumiu profissão como professora de enfermagem na UFAL até ser eleita vereadora de Maceió dois anos mais tarde..[2]

Eleições 2008[editar | editar código-fonte]

Tendo obtido 6.575.393 votos na disputa presidencial de 2006, Heloísa Helena recomeçou a carreira política aos 46 anos candidatando-se à vereança de Maceió fazendo campanha nas ruas. Heloísa foi a vereadora mais votada de Maceió, com 29.516 votos (7,40% dos válidos)[12] .

A parlamentar presidiu a 1ª sessão da Câmara Municipal de Maceió em 2009, por ter sido a candidata mais votada[13] . No 2° ano de seu mandato, tem atuado contra a corrupção[14] e a favor de mais investimentos tanto na educação como na saúde de Maceió.

Eleições 2010[editar | editar código-fonte]

Pré-candidata à presidência da República[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Heloísa Helena não se candidatou à presidência para tentar reconquistar sua cadeira no Senado[15] . De acordo com pesquisa divulgada pela CNT/Sensus, Heloísa chegou a liderar a corrida rumo à presidência da República para 2010.[16]

Especulações de apoio à Marina Silva[editar | editar código-fonte]

Quando a ex-ministra do meio ambiente do Governo Lula, Marina Silva, lançou-se candidata, houve especulação na mídia de que Heloísa poderia abandonar sua candidatura à presidência para formar uma coalizão com a verde. Conforme esta possibilidade era noticiada, os afiliados ligados a Heloísa Helena lançaram a pré-candidatura de Martiniano Cavalcante à presidência da República. Pondo fim às especulações de apoio ao PV. Analistas da cena política indicaram que um possível apoio à Marina, tiraria de Heloísa a pesada imagem de radical atribuída a ex-senadora pela imprensa. Na III Conferência Eleitoral do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio foi escolhido o candidato do partido à presidência.[17] Assim sendo, Plínio de Arruda Sampaio foi o candidato presidencial do PSOL.[17] [18]

Perseguições políticas na pré-candidatura[editar | editar código-fonte]

Vereadora por Maceió, assim que lançou sua pre-disposição a concorrer a uma vaga na reeleição teve o registro questionado pelo concorrente Idelfonso Lacerda (PRTB) com base na Lei da Ficha Limpa.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberaram, por unanimidade, a candidatura de Heloísa Helena, que concorria a uma vaga no Senado por Alagoas. O candidato adversário afirmou que a ex-senadora teria sido condenada por omissão, sonegação e ocultação de rendimentos à Receita Federal, na época em que era deputada estadual. A candidata negou as acusações e desqualificou a impugnação.

No início de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) liberou o registro da candidata, também por unanimidade, mas o adversário recorreu ao TSE.

O ministro Marco Aurélio Mello manteve a decisão da Justiça Eleitoral do estado que concedeu o registro por se tratar apenas de uma condenação administrativa e não penal. Por isso, Heloísa Helena não poderia ser barrada pela ficha limpa. Lacerda foi multado pelo TRE-AL por litigância de má-fé e teve que indenizar Heloísa Helena por difamação caluniosa, injúria e danos morais. Os juízes do estado entenderam que a ação proposta por ele teria tentado induzir a Justiça ao erro e não teria "nenhum compromisso com a fidedignidade dos fatos".

Outro pedido de cassação de mandato contra a vereadora Heloísa Helena foi arquivado em 24 de dezembro de 2009 pela Câmara de Vereadores de Maceió. O arquivamento foi uma decisão unânime da Comissão de Ética.[19]

Campanha ao senado em 2010[editar | editar código-fonte]

Heloísa Helena não conseguiu retornar em 2010 ao Senado.[20] Heloísa obteve a terceira colocação entre dez candidatos, com 16,60% da porcentagem total - expressivos 417.636 votos. Durante a campanha, a ex-senadora não poupou os adversários de Brasília e Alagoas aos quais afirmou estarem envolvidos em balcões de negociata, banditismo, organizações políticas criminosas e vigarice política. Segundo ela, a reação do outro lado foi igualmente violenta para impedi-la de retornar ao Senado. Entre os atropelos que teve de vencer, a dificuldade em ter acesso aos meios de comunicação no Estado. Por isso, se preparou para pedir votos caminhando pelas ruas de Maceió – o mesmo esquema que em 2006 tornou-a a 3ª candidata mais votada na disputa presidencial com 6,85% dos votos válidos do País. Teve contra si durante a campanha estadual 19 vereadores da capital, 27 deputados estaduais, o governador, os 3 senadores, a grande maioria dos veículos de imprensa e o esforço pessoal de um presidente da República que conta com 94% de aceitação popular. Segundo ela própria, soma-se a isto o fato de ter feito a campanha mais barata entre os seus principais adversários, ter menos tempo de TV e de ainda ter que enfrentar candidatos que foram criados com a única intenção de atacá-la.[21] Numa dura campanha Heloísa Helena foi massacrada por seus adversários. Heloísa enfrentou do Presidente aos políticos locais. "Eles tinham a obrigação de vencer." Disse a ex-senadora. O PSOL no entanto, elegeu dois senadores: Randolfe Rodrigues no Amapá[22] e Marinor Brito no Pará[23] .

Terceira mais votada[editar | editar código-fonte]

A ex-senadora afirmou que foi feito "um conluio de esquerda e de direita" na esferas federal e estadual para derrotá-la. Heloísa Helena enfrentou uma campanha com fortes ataques de seus adversários[24] . "O PSDB agiu articulado com o governo Lula para me derrotar", disse à Folha de São Paulo. O presidente Lula gravou mensagens de apoio para 2 oponentes de seus principais, que acabaram eleitos: o pepista Benedito de Lira, que foi um dos envolvidos no escândalo das ambulâncias superfaturadas também conhecido como sanguessugas, 1° colocado eleito com 904.345 votos (35,94% dos válidos),e o peemedebista Renan Calheiros, que foi Presidente do Senado Federal do Brasil de 2005 até 2007, quando renunciou ao cargo, após várias denúncias de corrupção contra si polarizarem a opinião pública, o 2° colocado reeleito com 840.809 votos (33,42% dos válidos).

Saída da presidência do PSOL[editar | editar código-fonte]

Em 20 de outubro de 2010, a mídia anunciou o afastamento de Heloísa Helena da presidência nacional do PSOL. A vereadora declarou que decidiu se afastar da presidência do partido devido ao apoio deste à campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República[25] . Porém, Heloísa deixa claro no comunicado que continuará na militância do PSOL.

(Na realidade, o PSOL só declarou "apoio crítico" à Dilma Rousseff, afirmando que só optou por fazê-lo, a fim de garantir a derrota da direita convencional representada na candidatura de José Serra nas eleições gerais, e que iria continuar a se opor à política centrista do governo do PT. Muitos membros do partido, incluindo o candidato presidencial Plínio de Arruda Sampaio, optaram pelo voto nulo, recusando-se a apoiar Rousseff[26] .)

Em respeito à nossa militância e aos muitos dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das instâncias nacionais (culminando com o apoio à candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do partido o meu afastamento e a minha permanência como militante fundadora do P-SOL”, afirmou a vereadora na nota.

Heloísa Helena criticou as alterações estatutárias promovidas pela direção do partido que, na prática, já teria lhe afastado “de fato” da presidência da legenda. Por conta dessas disputas internas e por ter sido eleita presidente do partido por uma chapa minoritária, a vereadora optou pelo afastamento mantendo-se, apenas, como militante. Afirmou Heloísa Helena em trecho da nota.[27] [28]

Rumores sobre saída do PSOL[editar | editar código-fonte]

Apesar de Heloísa Helena ter deixado claro que permanece na militância do Partido Socialismo e Liberdade, da qual é fundadora junto a outros membros, a imprensa especulou em 14 de setembro de 2011 que ela deixaria a sigla para se coligar ao movimento político suprapartidário de Marina Silva. Na época a ex-senadora e atual vereadora por Maceió não se pronunciou sobre o assunto e seu nome consta na lista nacional de afiliados ao PSOL.

Conforme a Rede Brasil Atual relatou, "a coligação caminha muito mais pela vontade da ex-candidata a presidenta, Marina Silva, e da vereadora do PSOL, Heloísa Helena, do que por aspirações de ambas as siglas". Em fevereiro de 2013 Heloísa garantiu que não sairá do PSOL.[29]

Suspensão preventiva[editar | editar código-fonte]

A vereadora, Heloísa Helena, que tem se engajado na criação da Rede de Sustentabilidade do governo federal, sempre negou o interesse de deixar o PSOL, entretanto, no dia 4 de março de 2013, o PSOL nacional aprovou uma resolução que decreta a “suspensão preventiva” da vereadora por ajudar na criação do novo partido da ex-senadora Marina Silva.[30]

Crise de Asma[editar | editar código-fonte]

Acompanhada de parentes e amigos, a vereadora por Maceió, Heloísa Helena, foi internada[31] , na noite de terça-feira 30 de agosto de 2011, no Hospital Geral do Estado(HGE)[32] , no Trapiche da Barra[33] . Segundo informações passadas por médicos especialistas, a parlamentar teria sofrido uma queda de pressão arterial[34] [35] [36] [37] .A assessoria de Heloísa Helena disse que ela não tem convênio médico por "convicção". Medicada, fez diversos exames que não constararam problemas. A vereadora e ex-senadora têm problemas de hipertensão. De acordo a assessoria do hospital, a UDT (Unidade de Dor Torácica), é espécie de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e ela foi encaminhada ao local para ter mais privacidade, uma vez que sua presença no local causou alvoroço entre funcionários e pacientes. O HGE é o hospital público do Estado que atende urgências e emergências.

Apoio à cantora Rita Lee[editar | editar código-fonte]

Heloísa usou seu perfil no Twitter no domingo, 29 de janeiro de 2012, para reafirmar seu apoio a cantora Rita Lee, que foi detida por policiais na madrugada do dia anterior após último show de sua carreira realizado em Aracaju (SE), no Festival Verão Sergipe 2012. “Chegando de Aracaju após lamentável e triste acontecimento na tentativa de Rita Lee em promover uma linda despedida de palco. Aceito democraticamente ferozes críticas recebidas, mas entre a ‘contabilidade de seguidores’ e minha Consciência em relatar o que vi”, escreveu Heloísa Helena. “Ficarei sempre com minha consciência e nunca na comodidade do silêncio! O assunto está na Justiça e por obrigação moral vou testemunhar! O que aconteceu? Eu estava bem pertinho e vivenciei... Vi e ponto!!!”. A ex-senadora terminou dizendo que “vou testemunhar em defesa da Rita Lee como faria diante de qualquer injustiça a policial, catador de lixo, morador de rua”.[carece de fontes?]

Assuntos internacionais[editar | editar código-fonte]

Historicamente, o PSOL é geralmente positivo sobre a ex-União Soviética, descrevendo a Revolução de Outubro como "o maior evento único que moldou a política mundial no século 20". O PSOL reconhece que a Nova Política Econômica de Lenin levou "a uma re-polarização das classes sociais, especialmente no interior". O PSOL culpa as reformas iniciadas por Mikhail Gorbachev para a queda da União Soviética.[38]

Heloísa Helena apoia o governo de Cuba, e ao mesmo tempo crítico do atual governo chinês, que vê a Revolução Chinesa favoravelmente. O PSOL também apoia a Revolução Bolivariana na Venezuela - um tema freqüente em sua revista. A legenda apoiou atividades que exigem a liberação do Cinco Cubanos - considerados presos políticos por partidários - e pediu a extradição de Luis Posada Carriles dos EUA.[39]

Heloísa Helena apoia os direitos das nações para a autodeterminação. A ex-senadora condenou o Estado de Israel e seu papel no Oriente Médio. O PSOL também liderou manifestações contra a invasão israelense do Líbano em julho de 2006 e apoia o direito de retorno para o povo palestino[40] .

Reação ao Julgamento do Mensalão[editar | editar código-fonte]

Heloisa Helena criticou duramente a postura do Campo Majoritário do PT, ao defender os petistas considerados culpados pelos ministros do STF no julgamento do Mensalão em 12/11/2012. "O PT que me expulsou por manter-me fiel aos ideais de outrora é o mesmo que rasga o estatuto e defende a "marginália" condenada", disparou.

Cronologia política[editar | editar código-fonte]

  • Até 1992 - Atividade política do Movimento Estudantil, dedicando-se posteriormente ao Movimento Docente e Sindical.
  • 1992 - Eleita vice-prefeita de Maceió pela coligação PSB/PT;
  • 1994 - Eleita deputada estadual pelo PT de Alagoas, atuando na área da saúde, educação e reforma agrária, dentre outras;
  • 1998 - Eleita pelo PT, a primeira senadora por Alagoas;
  • 2003 - Expulsão do PT;
  • 2004 - Participa da fundação do PSOL, no dia 6 de junho;
  • 2006 - Candidata à Presidência da República pela coligação PSOL/PSTU/PCB, mas não foi eleita.
  • 2008 - Eleita vereadora de MaceióAL, a vereadora mais votada da cidade com quase o dobro de votos do 2° colocado.
  • 2010 - Em outubro, deixa o cargo da presidência nacional do PSOL.
  • 2010 - Terceira colocada na eleição para o Senado.
  • 2012 - Re-eleita vereadora de MaceióAL, novamente a vereadora mais votada da cidade com quase o dobro de votos do 2° colocado.
  • 2013 - Participa ativamente na Rede Sustentabilidade de Marina Silva

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Folha.com (14/12/2003). Heloísa Helena foi bóia-fria na infância. Visitado em 14/12/2003.
  2. a b Heloísa Helena reassume posto de professora Terra (28/03/2007).
  3. Cf. Valter Pomar, org., Socialismo ou Barbárie: Documentos da Articulação de Esquerda. S.Paulo, Editora Viramundo, 2000, ISBN 85-85934-49-2
  4. Folha.com (14/12/2003). Expulsa do PT, Heloísa Helena diz que "não chora mais". Visitado em 14/12/2003.
  5. Direito2.com (19/09/2005). Heloisa Helena anuncia registro definitivo do PSOL. Visitado em 19/09/2005.
  6. Folha.com (26/09/2005). Petistas históricos anunciam saída do partido e filiação ao PSOL. Visitado em 25/08/2012.
  7. Mandato Deputado Federal Chico Alencar PSOL/RJ (03/10/2005). Governo Lula é aposta perdida. Visitado em 25/08/2012.
  8. Heloísa Helena critica decisão do STF sobre ficha limpa (em português) Alagoas 24 Horas (24-3-2011).
  9. Chomsky, Loach e outros intelectuais apoiam Heloísa Helena http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u82547.shtml)
  10. Resultado das eleições 2006 ([Ascensão de Heloísa Helena faz PT temer 2o turno.jhtm http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2006/07/19/ult1928u2242.jhtm ])
  11. Resultado das eleições 2006 (http://placar.eleicoes.uol.com.br/2006/sp/index.jhtm)
  12. G1.COM (05/10/2008). Heloísa Helena é vereadora mais votada na capital de Alagoas. Visitado em 05/10/2008.
  13. TERRA.COM (02/01/2009). Ex-senadora Heloísa Helena assume como vereadora. Visitado em 02/09/2009.
  14. Primeira Edição.com (29/12/2010). Heloísa Helena acusa vereadores de golpe do aumento salarial. Visitado em 29/12/2010.
  15. G1.COM (28/09/2010). TSE libera candidatura de Heloísa Helena ao Senado. Visitado em 28/09/2010.
  16. Fundação Lauro Campos (19/02/2008). Heloisa Helena entre os mais votados nas simulações para 2010. Visitado em 19/02/2008.
  17. a b Faria, Tales. "PSol aprova resolução para se afastar de Marina Silva". Último Segundo. December 8, 2009.
  18. Folha Online. "PSOL decide encerrar conversas com Marina Silva após aliança PV-PSDB no Rio". BOL. 21 de janeiro de 2010.
  19. TERRA.COM (24/12/2009). AL: Câmara arquiva pedido de cassação contra Heloísa Helena. Visitado em 24/12/2009.
  20. Folha.UOL.com.br (05/10/2010). Derrotada, Heloísa Helena fala em 'conluio da esquerda e direita'. Visitado em 06/10/2010.
  21. Terra.com (05/10/2010). Heloisa Helena: "enfrentei do presidente aos políticos locais". Visitado em 06/10/2010.
  22. VEJA.com (27/09/2010). -.shtml Senado, nova trincheira do PSOL. Visitado em 27/09/2010.
  23. IG.com (8/02/2011). PSOL está menos trotskista. Visitado em 8/02/2011.
  24. ESTADÃO.COM (29/09/2010). Pelo Senado, Heloísa Helena contra todos. Visitado em 29/09/2010.
  25. PSOL indica 'voto crítico' em Dilma ou voto nulo no 2º turno (em português) G1 (15 de outubro de 2010). Visitado em 15 de outubro de 2010.
  26. PSOL pede voto nulo ou voto ‘crítico’ em Dilma e ‘nenhum voto em Serra’ (em português) G1 (15 de outubro de 2010). Visitado em 15 de outubro de 2010.
  27. Em nota, Heloísa Helena comunica afastamento da presidência do PSOL (em português) G1 (20 de outubro de 2010). Visitado em 3 de novembro de 2010.
  28. Heloísa Helena comunica afastamento da presidência do PSOL (em português) UOL (20 de outubro de 2010). Visitado em 2 de novembro de 2010.
  29. Heloísa Helena volta a dizer que não deixa o PSOL publicado em 19 de fevereiro de 2013 [1]
  30. "Após notícia de ‘suspensão preventiva’, Heloísa Helena confirma candidatura ao Senado" publicado em 5/3/13 [2]
  31. TERRA.COM (01/09/2011). Internada em hospital, Heloísa Helena passa por tomografia. Visitado em 01/09/2011.
  32. Folha.com (01/09/2011). Heloísa Helena passa por tomografia e apresenta quadro estável. Visitado em 01/09/2011.
  33. R7.COM (01/09/2011). Estado de saúde de Heloísa Helena é estável, mas ela continua internada. Visitado em 01/09/2011.
  34. TERRA.COM (31/08/2011). Após passar mal, Heloísa Helena é internada em hospital de AL. Visitado em 31/08/2011.
  35. R7.com (31/08/2011). Melhora o estado de saúde de Heloísa Helena. Visitado em 31/08/2011.
  36. G1.COM (01/09/2011). Heloísa Helena está internada em hospital público de Maceió. Visitado em 01/09/2011.
  37. Últimosegundo (01/09/2011). Heloísa Helena recebe alta médica em Maceió. Visitado em 01/09/2011.
  38. Partido Socialismo e Liberdade. Heloisa Helena fala sobre Ex-União Soviética 2 pp. 5 de outubro de 2008. Visitado em 6 de dezembro de 2008. "Mais cedo ou mais tarde, a história cobra sua conta. O absurdo apoio às “reformas” de Gorbachev na URSS, que culminaram na restauração capitalista controlada pela máfia pró-Washington, ou a entusiasmada defesa em torno da “revolução” que culminou com a unificação das alemanhas em uma única potência capitalista, deveria servir de lição àqueles que ora outorgam sua solidariedade aos mercenários de Benghazi.."
  39. Crítica do governo chinês, Heloisa Helena apoia Cuba e a Revolução Bolivariana. Para a ex-senadora, Os cinco cubanos devem ser libertados, cf. Carvalho, Heloísa Helena. Entrevista: "Heloisa Helena fala sobre assuntos internacionais ". Entrevistado por Marcelo Salles. In: Cult – Revista Socialismo e Liberdade, n.118, outubro de 2009, p.8-12.
  40. Fundação Lauro Campos (09/12/2011). Declaração e propostas do 2º Seminário Internacional do PSOL. Visitado em 09/12/2011.

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