Aécio Neves

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Aécio Neves
Aécio Neves em julho de 2014.
Senador por Minas Gerais Minas Gerais
Período 1º de fevereiro de 2011
até atualidade
Presidente Nacional do PSDB
Período 18 de maio de 2013
até atualidade
Antecessor(a) Sérgio Guerra
17.º Governador de Minas Gerais Minas Gerais
Período 1º de janeiro de 2003
até 31 de março de 2010
Vice-governador Clésio Andrade (2003–2007)
Antônio Anastasia (2007–2010)
Antecessor(a) Itamar Franco
Sucessor(a) Antônio Anastasia
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Brasil
Período 14 de fevereiro de 2001
até 17 de dezembro de 2002
Antecessor(a) Michel Temer
Sucessor(a) João Paulo Cunha
Deputado federal por Minas Gerais Minas Gerais
Período 1º de fevereiro de 1987
até 1º de janeiro de 2003
(4 mandatos consecutivos)
Vida
Nome completo Aécio Neves da Cunha
Nascimento 10 de março de 1960 (54 anos)
Belo Horizonte, MG Minas Gerais
Nacionalidade  brasileiro
Dados pessoais
Cônjuge Letícia Neves (2013–atualidade)
Andréa Falcão (1991–1998)
Partido PSDB
Religião Católico
Profissão Economista

Aécio Neves da Cunha (Belo Horizonte, 10 de março de 1960) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira. Foi o décimo sétimo governador de Minas Gerais entre 1º de janeiro de 2003 a 31 de março de 2010, sendo senador da República pelo mesmo estado desde então.

Natural de Belo Horizonte, Aécio é graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É neto do ex-presidente Tancredo Neves, com quem adquiriu suas primeiras experiências políticas. Em 1987, iniciou o seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Minas Gerais, exercendo o cargo até 2002, totalizando quatro mandatos. Presidiu a Câmara dos Deputados no biênio de 2001-2002, renunciando ao cargo em dezembro de 2002.

Aécio foi eleito governador de Minas Gerais em 2002. Foi reeleito na eleição de 2006, tendo desta vez a maior votação já registrada no estado. Renunciou ao cargo em março de 2010 para concorrer ao senado federal, sendo substituído pelo seu vice, Antônio Anastasia. Nas eleições de 2010, foi eleito senador com a maior votação do Estado. Assumiu o cargo em 1º de fevereiro de 2011, e, em 2013 foi escolhido presidente nacional do PSDB.

Em 2014, foi candidato à Presidência da República por seu partido, tendo como principais adversários a candidata a reeleição, Dilma Rousseff, e Marina Silva. No primeiro turno da eleição, Aécio obteve 33,55% dos votos válidos, classificando-se para o segundo turno com Dilma, que obteve 41,59%. No segundo turno, conseguiu 48,36% dos votos, perdendo para Dilma Rousseff, que reelegeu-se na eleição mais disputada da história do país.

Início de vida, educação e carreira[editar | editar código-fonte]

Aécio Neves da Cunha é filho do político Aécio Cunha e de Inês Maria. Aécio nasceu em uma família de políticos tradicionais mineiros. Seu avô materno, Tancredo Neves, foi personagem fundamental na redemocratização do país, governador de Minas Gerais e presidente do Brasil por via indireta (colégio eleitoral), tendo morrido antes de assumir o cargo.[1] Do lado paterno, seu avô Tristão Ferreira da Cunha e seu pai, Aécio Cunha, foram deputados federais por Minas Gerais.[2] É descendente de portugueses e austríacos[3]

Aécio se mudou para o Rio de Janeiro aos dez anos de idade, para acompanhar os pais. Teve a primeira experiência profissional no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça do Rio de Janeiro.[4]

Em 1981, Tancredo convidou Aécio para participar de sua campanha eleitoral para o Governo de Minas Gerais. Aécio transferiu os cursos de administração que fazia no Rio de Janeiro e se mudou para a capital mineira, onde dividiu um apartamento com o seu avô materno e seu pai.[5] [6] Ele participou de reuniões e comícios em mais de trezentos municípios do Estado. Tancredo foi eleito governador e, em 1983, Aécio passou a ocupar o cargo de secretário particular do avô. Nos anos seguintes, participou do movimento "Diretas Já" e da campanha de Tancredo à presidência da República.

Aécio acompanhou Tancredo em visitas a países democráticos, estratégia política utilizada para reforçar a transição da democracia no Brasil. Eles estiveram com Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos; François Mitterrand, presidente da França; Sandro Pertini, presidente da Itália; Bettino Craxi, primeiro-ministro da Itália; Rei Juan Carlos da Espanha e o Papa João Paulo II. Ele foi nomeado pelo presidente Tancredo como secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República. Com a morte de Tancredo e a posse do vice-presidente José Sarney, Aécio e todos os ministros e assessores nomeados por Tancredo renunciaram, para que o novo presidente pudesse escolher livremente a composição de seu gabinete. Aécio então foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal.

Carreira legislativa[editar | editar código-fonte]

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Comitê eleitoral de Aécio em sua primeira eleição para deputado federal, em 1986.

Aécio representou Minas Gerais na Câmara dos Deputados por quatro mandatos. Ele foi eleito pela primeira vez nas eleições de 1986, quando concorreu para a Assembleia Nacional Constituinte pelo PMDB. Ele teve 236 mil votos, tornando-se o deputado federal mais votado de Minas Gerais até então.[7] Ele foi reeleito em 1990,1994 e 1998.[8]

Durante a Constituinte ele foi vice-presidente da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher e foi um dos autores da emenda que instituiu o direito de voto aos dezesseis anos.[9] [10] Em seu segundo mandato (1991-1995), votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo.[11] Em 1992, ele concorreu à prefeitura de Belo Horizonte, mas foi derrotado. Essa foi sua única derrota eleitoral até hoje.[12] No seu terceiro mandato (1995-1999), foi eleito presidente do PSDB mineiro. Em 1997, tornou-se o líder do partido na Câmara.[13]

Entre seus trabalhos como parlamentar na Câmara, destaca-se a criação do "Pacote Ético", que acabou com a imunidade parlamentar para crimes comuns; o Conselho de Ética da Câmara e o Código de Ética e Decoro Parlamentar.[14]

Presidente da Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Aécio ocupou o cargo de presidente da Câmara dos Deputados entre 14 de fevereiro de 2001 a 17 de dezembro de 2002. Ele concorreu ao cargo contra Aloizio Mercadante (PT-SP), Inocêncio Oliveira (PFL-PE), Valdemar Costa Neto (PL-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP).[15] Ele foi eleito com mais votos que a soma de todos os outros candidatos, tendo 283 votos, contra 117 de Inocêncio, 81 de Aloizio, 21 de Valdemar e 3 de Nelson.[16] Como presidente da Câmara, assumiu interinamente a presidência da República em 26 de junho de 2001.[17]

Seu mandato ficou marcado por medidas que deram mais transparência às atividades da Câmara, como a disponibilização das votações dos projetos de lei na internet.[18] Nesse período a Câmara promoveu o chamado Pacote Ético, um conjunto de medidas voltadas para moralizar a atuação parlamentar. Aécio coordenou a votação do fim da imunidade parlamentar para crimes comuns, a criação do Código de Ética e Decoro e da Comissão de Ética.[19] Também disponibilizou a tramitação e as votações dos projetos de lei na internet para que o cidadão pudesse acompanhar a tramitação do processo legislativo.[20] Com o objetivo de aproximar a Câmara da sociedade, Aécio também instituiu a Ouvidoria Parlamentar, responsável por encaminhar ao Tribunal de Contas da União, à Polícia Federal ou ao Ministério Público denúncias de irregularidades apontadas pela população.[21]

Senador[editar | editar código-fonte]

Aécio discursando durante sessão conjunta do Congresso Nacional em novembro de 2014.

Em 31 de março de 2010, Aécio renunciou ao cargo de governador para poder concorrer ao Senado Federal.[22] Foi eleito em 3 de outubro do mesmo ano com 7 565 377 votos (39,47%), juntamente com o ex-presidente Itamar Franco.[23] Aécio foi o terceiro senador mais votado em 2010, sendo superado apenas por Aloísio Nunes e Marta Suplicy, eleitos por São Paulo. Foi o sexto proporcionalmente mais votado do país.[24] Ele também conseguiu eleger o seu sucessor para o governo de Minas Gerais, Antônio Anastasia.[25]

Como parlamentar, tem defendido a elaboração de um novo pacto federativo; o fortalecimento da ação parlamentar, com a restrição ao uso das medidas provisórias; a redução de impostos; transformar o Bolsa Família em uma política de Estado;[26] a ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos; o direcionamento de 10% da receita do governo federal para a área de saúde; a mudança no cálculo usado para pagamento dos royalties da mineração. Dentre sua iniciativas, está a articulação de um acordo suprapartidário para fortalecer o Poder Legislativo e alterar as normas para edição e tramitação de medidas provisórias (MPs) no Congresso Nacional.[27]

Aécio faz oposição ao governo de Dilma Rousseff, juntamente com nomes expressivos da política nacional, como Cássio Cunha Lima, Álvaro Dias, Aloysio Nunes Ferreira, Pedro Simon, Randolfe Rodrigues, Pedro Taques e outros. Em abril de 2011, apontou os "Caminhos da Oposição" e definiu três pilares no papel da oposição: ''coragem, responsabilidade e ética''.[28] Em 21 de fevereiro de 2013, no mesmo dia em que o Partido dos Trabalhadores fez um ato comemorando os seus dez anos no governo federal, ele fez um discurso no Senado Federal enumerando os "13 fracassos" do partido durante os dez anos de gestão.[29] [30]

Campanhas para governador de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

Eleição para governador em 2002[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2002, o governador Itamar Franco desistiu de concorrer à reeleição. Itamar não quis disputar a vaga de candidato do PMDB com Newton Cardoso.[31] Os deputados federais e estaduais do PSDB escolheram Aécio para disputar o cargo de governador.[32] Aécio, porém, preferia concorrer a uma vaga ao Senado.[32] Aécio decidiu então candidatar-se ao cargo de governador de Minas Gerais. Itamar declarou apoio a Aécio em 18 de junho de 2002.[33]

A coligação de Aécio foi composta por nove partidos, e teve como candidato a vice-governador Clésio Andrade (PFL), presidente da Confederação Nacional do Transporte.[34] Os principais concorrentes de Aécio foram o deputado federal Nilmário Miranda, do PT, e o ex-governador Newton Cardoso, do PMDB.[35]

Todas as pesquisas realizadas mostravam Aécio em primeiro lugar. Na reta final da campanha, as pesquisas dos principais institutos mostravam uma grande diferença entre Aécio e o segundo colocado. Aécio também tinha os menores índices de rejeição e nas projeções de segundo turno venceria todos os candidatos.[35]

Em 6 de outubro de 2002, Aécio foi eleito governador de Minas Gerais já no primeiro turno, sendo o primeiro governador a ser eleito em primeiro turno na história do estado.[36] Ele teve 5 282 043 votos (57,68%), a maior votação da história do estado até então.[37] [36] O segundo colocado foi Nilmário, com 2 813 857 votos (30,73%), seguindo por Newton Cardoso com 612 732 votos (6,69%). Os outros candidatos tiveram cerca de 5% dos votos.[37]

Eleição para governador em 2006[editar | editar código-fonte]

Aécio Neves ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e do ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, José Serra.

Em 28 de março de 2006, Aécio anunciou sua candidatura à reeleição.[38] Ele disse que levaria adiante um projeto nacional que visaria um maior "equilíbrio na federação", declarando que "esse movimento pelo equilíbrio da federação vai ficar muito forte, vai desaguar no Estado que estiver mais unido. Temos agora a unidade histórica de Minas, que vai tentar exercer um papel de liderança. Não sei onde isso vai desaguar, vamos ver quem estará mais forte".[38]

Desde o início da campanha, devido a sua alta popularidade, Aécio foi considerado um candidato "quase imbatível".[39] A coligação de Aécio recebeu o nome de "Minas Não Pode Parar" e foi composta por dez partidos, e teve como candidato a vice-governador Antonio Anastasia, também do PSDB. Ele recebeu o apoio do ex-presidente Itamar Franco, de artistas como Fafá de Belém e músicos do Skank e do Jota Quest.[39]

Aécio visitou 53 municípios durante a campanha, mas não compareceu a debates.[39] A sua vitória no primeiro turno já era dada como certa por muitos analistas políticos, mesmo antes dele atingir a faixa dos setenta por cento das intenções de votos.[39] Ele manteve um bom relacionamento com as lideranças petistas, principalmente com o presidente Lula e com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.[40] Isso fez com que denúncias de corrupção fossem ignoradas durante a campanha. Apesar disso, o candidato petista declarou várias vezes que o déficit zero era uma "farsa".[39]

Na votação realizada em 1º de outubro, Aécio foi reeleito governador de Minas Gerais com 7 482 809 de votos (73,03%), seguido por Nilmário Miranda, que obteve 2 140 373 votos (22,03%).[41] Ele alcançou a segunda maior votação percentual do país para o cargo, sendo superado apenas por Paulo Hartung.[42] Na eleição presidencial, Aécio apoiou Geraldo Alckmin, que não foi eleito presidente e perdeu para Lula em Minas Gerais nos dois turnos.[43] [44]

Governador de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

Posse de Aécio como governador de Minas Gerais em 1º de janeiro de 2003.

Em 1º de janeiro de 2003, Aécio tomou posse como governador de Minas Gerais, sucedendo Itamar Franco. Aécio Neves foi reeleito governador de Minas Gerais em 2006, e tomou posse em 1º de janeiro de 2007. Permaneceu no cargo até 31 de março de 2010, quando renunciou para se candidatar a uma vaga no senado.[45] Foi sucedido pelo vice-governador Antônio Anastasia. Ao todo, ficou 7 anos, 2 meses e 30 dias no cargo, tornando-se o governador a permanecer mais tempo no Palácio da Liberdade.

Campanhas presidenciais[editar | editar código-fonte]

Eleição presidencial em 2010[editar | editar código-fonte]

Aécio com Serra e Anastasia durante a campanha de 2010.

Aécio esperava ser o candidato a presidência da República por seu partido na eleição presidencial em 2010. Segundo a revista Época, ele teria sido convidado em 2009 pelo PMDB para ser o candidato de Lula à presidência do Brasil. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria feito força para que isso acontecesse. Aécio preferiu esperar e não se separar do seu partido, pois esperava contar com o apoio dele para se candidatar no lugar de José Serra.[46]

Aécio declarou que sua prioridade em 2010 seria eleger o vice-governador Antônio Anastasia como seu sucessor.[47] Por diversas vezes, negou a possibilidade de formar uma chapa "puro-sangue" encabeçada por Serra.[48] [49] Em novembro de 2009, Aécio apresentou suas propostas caso fosse escolhido como o candidato do partido.[48] Um mês depois, diante da hesitação do PSDB e de Serra em posicionar-se como candidato, Aécio declarou que se lançaria ao Senado Federal nas eleições de 2010.[50] [51]

Aécio foi recebido com entusiasmo no lançamento da pré-campanha presidencial de Serra em Brasília.[52] Durante a campanha eleitoral, ele compareceu a eventos e fez campanha para Serra.[53]

Eleição presidencial em 2014[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2012, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou Aécio como pré-candidato do PSDB à presidência em 2014.[54] Como na eleição de 2010, José Serra e Aécio travaram uma disputa interna pelo apoio do partido pela candidatura à presidência.[55] Com a desistência de Serra em dezembro de 2013, Aécio tornou-se o único pré-candidato do partido.[56] Ele foi oficializado como candidato em 14 de junho, durante a Convenção Nacional do PSDB.[57] Seu candidato a vice foi anunciado em 30 de junho, sendo escolhido Aloysio Nunes, senador por São Paulo.[58]

Aécio no último debate do segundo turno da eleição presidencial de 2014.

Aécio divulgou durante a campanha as seguintes propostas: recuperação da credibilidade financeira do país com a melhoria no ambiente de negócios e aumento da produtividade;[59] reduzir o número de ministérios;[60] aumento da eficiência e planejamento no setor público através de choque de gestão;[61] a manutenção e melhoria de programas como Bolsa-Família e Mais Médicos;[62] o combate pleno a corrupção e compromisso com a ética pública;[63] educação de qualidade como direito básico de cidadania;[64] segurança pública como responsabilidade nacional;[65] mais autonomia para estados e municípios;[66] retomada de pautas ligadas a preservação do meio ambiente e sustentabilidade;[67] e reforma tributária.[68] Também comprometeu-se a encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma política com fim da reeleição, mandatos de cinco anos, fim do voto de legenda e instituição do voto distrital.[69]

Em 5 de outubro de 2014, Aécio foi para o segundo turno após obter 34,8 milhões de votos, cerca de 33,5%.[70] [71] No segundo turno, realizado em 26 de outubro, Aécio foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O tucano obteve 51 038 023 votos, cerca de 48,36% dos válidos, enquanto a petista conseguiu 54 501 118 votos, menos de 3,5 milhões de diferença. A eleição ficou marcada por ser a mais acirrada da história.[72]

Presidente Nacional do PSDB[editar | editar código-fonte]

Em 18 de maio de 2013, Aécio foi eleito presidente nacional do PSDB, substituindo o deputado federal Sérgio Guerra. A convenção que o elegeu, com 97,3% dos votos, foi uma das maiores da história do partido, com mais de quatro mil presentes.[73] Como presidente do partido, ele foi o protagonista do programa partidário do PSDB exibido em setembro de 2013.[74] Neste programa, Aécio falou sobre a inflação, problemas de infraestrutura e de obras inacabadas, e sobre as manifestações populares ocorridas em 2013.[74]

Em setembro de 2013 Aécio Neves e o Instituto Teotônio Vilela, organização de estudos e formação política do PSDB, lançaram o Portal Social do Brasil. O Portal contém informações de 81 projetos sociais nas áreas de juventude, infância, educação, saúde, pobreza, assistência social, emprego, habitação, segurança alimentar, prevenção e combate às drogas, mulheres, idosos e pessoas com deficiência implantados pelos governos estaduais e prefeituras administrados pelo PSDB.[75] [76]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Aécio e a irmã Andréa Neves da Cunha em 17 de agosto de 2009.
Aécio com a filha Gabriela em março de 2010.

Aécio é casado com Letícia Weber.[77] Ela nasceu em 1979 em Panambi, no Rio Grande do Sul, e foi modelo.[78] Eles se conheceram em 1999, e se casaram em 9 de outubro de 2013 em uma cerimônia com poucos convidados, que foi feita no apartamento da mãe de Aécio no Rio de Janeiro.[78] Em 17 de janeiro de 2014, Aécio anunciou que Letícia estava grávida.[79] Os gêmeos Julia e Bernardo nasceram prematuramente em 8 de junho.[80] Ele também foi casado com a advogada Andréa Falcão entre 1991 a 1998.[81] Eles tiveram uma filhaː Gabriela Falcão Neves, nascida em 1991.[82]

Nas eleições de 2010, Aécio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter um patrimônio de R$ 617 mil.[83] Na sua prestação de contas para as eleições de 2014 declarou ter um patrimônio de R$ 2,4 milhões.[84] Segundo Aécio, o aumento se deve pelo recebimento da herança de seu pai, falecido em 2010.[84]

Em abril de 2011, Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro.[85] A carteira de habilitação foi apreendida por estar vencida.[85] Segundo os policiais, Aécio foi liberado por não apresentar sinais de embriaguez.[85] Sua assessoria informou que o bafômetro não foi realizado e que ele não sabia que a carteira de habilitação estava vencida.[86]

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Aécio foi considerado pela revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.[87] Como deputado federal e senador, foi eleito um dos "Cabeças do Congresso", lista produzida pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).[88] [89]

Honrarias nacionais[editar | editar código-fonte]

Fita Honra Data
Medalha Ulysses Guimarães 29 de outubro de 2013[90]

Honrarias internacionais[editar | editar código-fonte]

Fita País Honra Data
Legion Honneur Commandeur ribbon.svg  França Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra 13 de novembro de 2008[91] [92]

Referências

  1. Trancedo Neves foi a fiador transição para democracia, diz sociólogo Folha De S.Paulo. Visitado em 17 de fevereiro de 2014.
  2. A História da Câmara dos Deputados Câmara dos Deputados. Visitado em 17 de fevereiro de 2014.
  3. KOIFMAN, Fábio. Presidentes Do Brasil: De Deodoro A FHC.
  4. veja a trajetória política de Aécio Neves Minas Gerais. Visitado em 17 de fevereiro de 2014.
  5. Executiva do PSDB confirma vinda de Aécio Neves para a região de Marília Correio Mariliense. Visitado em 24 de fevereiro de 2014.
  6. Aecio Neves IG. Visitado em 24 de fevereiro de 2014.
  7. A história política de Aécio Neves Transparência politica (13 de maio de 2013). Visitado em 3 de novembro de 2013.
  8. Aécio Neves 45 Eleições 2014. Visitado em 13 de julho de 2014.
  9. Aécio Neves Câmara dos Deputados do Brasil. Visitado em 3 de novembro de 2013.
  10. Senadores que foram constituintes Senado Federal. Visitado em 18 de fevereiro de 2014.
  11. Em O Globo, a força da democracia: 20 anos, do impeachment ao mensalão Jus Brasil. Visitado em 3 de novembro de 2013.
  12. Um Discurso Para Aécio Correio de Uberlândia (6 de março de 2013). Visitado em 3 de novembro de 2013.
  13. Aécio Neves Governo de Minas Gerais. Visitado em 3 de novembro de 2013.
  14. Márcio Pacelli (8 de agosto de 2001). Ética, que Ética? Veja. Visitado em 3 de novembro de 2013.
  15. Câmara dos deputados Folha Online. Visitado em 3 de novembro de 2013.
  16. Na Câmara Folha Online. Visitado em 3 de novembro de 2013.
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  18. Resolução Nº 21, de 2001 Câmara dos Deputados (30 de maio de 2001). Visitado em 3 de novembro de 2013.
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  21. Ouvidoria Parlamentar Câmara dos Deputados. Visitado em 3 de novembro de 2013.
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  26. Mariana Jungmann (30 de outubro de 2013). Aécio Neves apresenta projeto para que Bolsa Família se torne política de Estado Agência Brasil. Visitado em 12 de dezembro de 2013.
  27. Agência Senado (11 de maio de 2011). Agência Senado: Aécio Neves comemora aprovação, pela CCJ, de proposta que muda tramitação de MPs Senado Federal. Visitado em 3 de novembro de 2013.
  28. Aécio faz primeiro discurso no Senado: entre o Brasil e o partido, ‘o PT escolheu o PT’ Estadão. Visitado em 20 de fevereiro de 2014.
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