Aécio Neves

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Aécio Neves
Aécio Neves da Cunha
Aécio Neves em 2014
Senador por Minas Gerais Minas Gerais
Período de governo 1º de fevereiro de 2011
ate atualidade
Presidente Nacional do PSDB
Período de governo 18 de maio de 2013
até atualidade
Antecessor(a) Sérgio Guerra
17.º Governador de Minas Gerais Minas Gerais
Período de governo 1º de janeiro de 2003
até 31 de março de 2010
Vice-governador Clésio Andrade (2003–2007)
Antônio Anastasia (2007–2010)
Antecessor(a) Itamar Franco
Sucessor(a) Antônio Anastasia
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Brasil
Período de governo 14 de fevereiro de 2001
a 17 de dezembro de 2002
Antecessor(a) Michel Temer
Sucessor(a) João Paulo Cunha
Deputado federal por Minas Gerais Minas Gerais
Período de governo 1º de fevereiro de 1987
a 1º de janeiro de 2003
(4 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 10 de março de 1960 (54 anos)
Belo Horizonte, Minas Gerais Minas Gerais, Brasil Brasil
Dados pessoais
Cônjuge Letícia Neves (2013–atualidade)
Andréa Falcão (1991–1998)
Partido PSDB
Religião Católico
Profissão Economista

Aécio Neves da Cunha (Belo Horizonte, 10 de março de 1960) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi o décimo sétimo governador de Minas Gerais entre 1º de janeiro de 2003 a 31 de março de 2010, sendo senador pelo mesmo estado. Aécio foi candidato de seu partido à presidência do Brasil nas eleições de 2014.

Natural de Belo Horizonte, Aécio é graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É neto do ex-presidente Tancredo Neves, com quem adquiriu suas primeiras experiências políticas. Em 1987, iniciou o seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Minas Gerais, exercendo o cargo até 2002, totalizando quatro mandatos. Presidiu a Câmara dos Deputados no biênio de 2001-2002, renunciando ao cargo em dezembro de 2002.

Aécio foi eleito governador de Minas Gerais em 2002. Como governador, teve bons índices de aprovação e foi reeleito na eleição de 2006, tendo desta vez a maior votação já registrada no estado. Renunciou ao cargo de governador em março de 2010, a fim de concorrer ao senado federal, sendo substituído pelo seu vice, Antônio Anastasia. Nas eleições de 2010, foi eleito o senador com a maior votação do Estado. Assumiu o cargo em 1º de fevereiro de 2011 e, em 2013, foi escolhido presidente nacional do PSDB.

Em 2014, foi candidato a Presidência da República pelo seu partido, tendo como principais adversários a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). No primeiro turno da eleição, Aécio obteve 33,55% dos votos válidos, e foi para o segundo turno com Dilma, que obteve 41,59%. No segundo turno, conseguiu 48,36% dos votos, perdendo para Dilma Rousseff, que se reelegeu.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aécio Neves da Cunha é filho do político Aécio Cunha e de Inês Maria. Aécio nasceu em uma família de políticos tradicionais mineiros. Seu avô materno, Tancredo Neves, foi personagem fundamental na redemocratização do país, governador de Minas Gerais e presidente do Brasil por via indireta (colégio eleitoral), tendo morrido antes de assumir o cargo.[1] Do lado paterno, seu avô Tristão Ferreira da Cunha e seu pai, Aécio Cunha, foram deputados federais por Minas Gerais.[2] É descendente de portugueses e austríacos[3]

Aécio se mudou para o Rio de Janeiro aos dez anos de idade, para acompanhar os pais. Teve a primeira experiência profissional no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça do Rio de Janeiro.[4]

Primeiros anos ao lado do avô[editar | editar código-fonte]

Aécio como secretário-particular do avô materno, Tancredo Neves, no Governo de Minas Gerais.

Em 1981, Tancredo convidou Aécio para participar de sua campanha eleitoral para o Governo de Minas Gerais. Aécio transferiu os cursos de administração que fazia no Rio de Janeiro e se mudou para a capital mineira, onde dividiu um apartamento com o seu avô materno e seu pai.[5] [6] Ele participou de reuniões e comícios em mais de trezentos municípios do Estado. Tancredo foi eleito governador e, em 1983, Aécio passou a ocupar o cargo de secretário particular do avô. Nos anos seguintes, participou do movimento "Diretas Já" e da campanha de Tancredo à presidência da República.

Aécio acompanhou Tancredo em visitas a países democráticos, estratégia política utilizada para reforçar a transição da democracia no Brasil. Eles estiveram com Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos; François Mitterrand, presidente da França; Sandro Pertini, presidente da Itália; Bettino Craxi, primeiro-ministro da Itália; Rei Juan Carlos da Espanha e o Papa João Paulo II. Ele foi nomeado pelo presidente Tancredo como secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República. Com a morte de Tancredo e a posse do vice-presidente José Sarney, Aécio e todos os ministros e assessores nomeados por Tancredo renunciaram, para que o novo presidente pudesse escolher livremente a composição de seu gabinete. Aécio então foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal.

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Aécio representou Minas Gerais na Câmara dos Deputados por quatro mandatos. Ele foi eleito pela primeira vez nas eleições de 1986, quando concorreu para a Assembleia Nacional Constituinte pelo PMDB. Ele teve 236 mil votos, tornando-se o deputado federal mais votado de Minas Gerais até então.[7] Ele foi reeleito em 1990,1994 e 1998.[8]

Durante a Constituinte ele foi vice-presidente da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher e foi um dos autores da emenda que instituiu o direito de voto aos dezesseis anos.[9] [10] Em seu segundo mandato (1991-1995), votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo.[11] Em 1992, ele concorreu à prefeitura de Belo Horizonte, mas foi derrotado. Essa foi sua única derrota eleitoral até hoje.[12] No seu terceiro mandato (1995-1999), foi eleito presidente do PSDB mineiro. Em 1997, tornou-se o líder do partido na Câmara.[13]

Entre seus trabalhos como parlamentar na Câmara, destaca-se a criação do "Pacote Ético", que acabou com a imunidade parlamentar para crimes comuns; o Conselho de Ética da Câmara e o Código de Ética e Decoro Parlamentar.[14]

Presidente da Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Aécio ocupou o cargo de presidente da Câmara dos Deputados entre 14 de fevereiro de 2001 a 17 de dezembro de 2002. Ele concorreu ao cargo contra Aloizio Mercadante (PT-SP), Inocêncio Oliveira (PFL-PE), Valdemar Costa Neto (PL-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP).[15] Ele foi eleito com mais votos que a soma de todos os outros candidatos, tendo 283 votos, contra 117 de Inocêncio, 81 de Aloizio, 21 de Valdemar e 3 de Nelson.[16] Como presidente da Câmara, assumiu interinamente a presidência da República em 26 de junho de 2001.[17]

Seu mandato ficou marcado por medidas que deram mais transparência às atividades da Câmara, como a disponibilização das votações dos projetos de lei na internet.[18] Nesse período a Câmara promoveu o chamado Pacote Ético, um conjunto de medidas voltadas para moralizar a atuação parlamentar. Aécio coordenou a votação do fim da imunidade parlamentar para crimes comuns, a criação do Código de Ética e Decoro e da Comissão de Ética.[19] Também disponibilizou a tramitação e as votações dos projetos de lei na internet para que o cidadão pudesse acompanhar a tramitação do processo legislativo.[20] Com o objetivo de aproximar a Câmara da sociedade, Aécio também instituiu a Ouvidoria Parlamentar, responsável por encaminhar ao Tribunal de Contas da União, à Polícia Federal ou ao Ministério Público denúncias de irregularidades apontadas pela população.[21]

Senador[editar | editar código-fonte]

Aécio durante um pronunciamento na tribuna do Senado Federal em 25 de junho de 2013.

Em 31 de março de 2010, Aécio renunciou ao cargo de governador para poder concorrer ao Senado Federal.[22] Foi eleito em 3 de outubro do mesmo ano com 7 565 377 votos (39,47%), juntamente com o ex-presidente Itamar Franco.[23] Aécio foi o terceiro senador mais votado em 2010, sendo superado apenas por Aloísio Nunes e Marta Suplicy, eleitos por São Paulo. Foi o sexto proporcionalmente mais votado do país.[24] Ele também conseguiu eleger o seu sucessor para o governo de Minas Gerais, Antônio Anastasia.[25]

Como parlamentar, tem defendido a elaboração de um novo pacto federativo; o fortalecimento da ação parlamentar, com a restrição ao uso das medidas provisórias; a redução de impostos; transformar o Bolsa Família em uma política de Estado;[26] a ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos; o direcionamento de 10% da receita do governo federal para a área de saúde; a mudança no cálculo usado para pagamento dos royalties da mineração. Dentre sua iniciativas, está a articulação de um acordo suprapartidário para fortalecer o Poder Legislativo e alterar as normas para edição e tramitação de medidas provisórias (MPs) no Congresso Nacional.[27]

Aécio faz oposição ao governo de Dilma Rousseff, juntamente com nomes expressivos da política nacional, como Cássio Cunha Lima, Álvaro Dias, Aloysio Nunes Ferreira, Pedro Simon, Randolfe Rodrigues, Pedro Taques e outros. Em abril de 2011, apontou os "Caminhos da Oposição" e definiu três pilares no papel da oposição: ''coragem, responsabilidade e ética''.[28] Em 21 de fevereiro de 2013, no mesmo dia em que o Partido dos Trabalhadores fez um ato comemorando os seus dez anos no governo federal, ele fez um discurso no Senado Federal enumerando os "13 fracassos" do partido durante os dez anos de gestão.[29] [30]

Eleição para governador em 2002[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2002, o governador Itamar Franco desistiu de concorrer à reeleição. Itamar não quis disputar a vaga de candidato do PMDB com Newton Cardoso.[31] Os deputados federais e estaduais do PSDB escolheram Aécio para disputar o cargo de governador.[32] Aécio, porém, preferia concorrer a uma vaga ao Senado.[32] Aécio decidiu então candidatar-se ao cargo de governador de Minas Gerais. Itamar declarou apoio a Aécio em 18 de junho de 2002.[33]

A coligação de Aécio foi composta por nove partidos, e teve como candidato a vice-governador Clésio Andrade (PFL), presidente da Confederação Nacional do Transporte.[34] Os principais concorrentes de Aécio foram o deputado federal Nilmário Miranda, do PT, e o ex-governador Newton Cardoso, do PMDB.[35]

Todas as pesquisas realizadas mostravam Aécio em primeiro lugar. Na reta final da campanha, as pesquisas dos principais institutos mostravam uma grande diferença entre Aécio e o segundo colocado. Aécio também tinha os menores índices de rejeição e nas projeções de segundo turno venceria todos os candidatos.[35]

Em 6 de outubro de 2002, Aécio foi eleito governador de Minas Gerais já no primeiro turno, sendo o primeiro governador a ser eleito em primeiro turno na história do estado.[36] Ele teve 5 282 043 votos (57,68%), a maior votação da história do estado até então.[37] [36] O segundo colocado foi Nilmário, com 2 813 857 votos (30,73%), seguindo por Newton Cardoso com 612 732 votos (6,69%). Os outros candidatos tiveram cerca de 5% dos votos.[37]

Eleição para governador em 2006[editar | editar código-fonte]

Aécio Neves ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e do ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, José Serra.

Em 28 de março de 2006, Aécio anunciou sua candidatura à reeleição.[38] Ele disse que levaria adiante um projeto nacional que visaria um maior "equilíbrio na federação", declarando que "esse movimento pelo equilíbrio da federação vai ficar muito forte, vai desaguar no Estado que estiver mais unido. Temos agora a unidade histórica de Minas, que vai tentar exercer um papel de liderança. Não sei onde isso vai desaguar, vamos ver quem estará mais forte".[38]

Desde o início da campanha, devido a sua alta popularidade, Aécio foi considerado um candidato "quase imbatível".[39] A coligação de Aécio recebeu o nome de "Minas Não Pode Parar" e foi composta por dez partidos, e teve como candidato a vice-governador Antonio Anastasia, também do PSDB. Ele recebeu o apoio do ex-presidente Itamar Franco, de artistas como Fafá de Belém e músicos do Skank e do Jota Quest.[39]

Aécio visitou 53 municípios durante a campanha, mas não compareceu a debates.[39] A sua vitória no primeiro turno já era dada como certa por muitos analistas políticos, mesmo antes dele atingir a faixa dos setenta por cento das intenções de votos.[39] Ele manteve um bom relacionamento com as lideranças petistas, principalmente com o presidente Lula e com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.[40] Isso fez com que denúncias de corrupção fossem ignoradas durante a campanha. Apesar disso, o candidato petista declarou várias vezes que o déficit zero era uma "farsa".[39]

Na votação realizada em 1º de outubro, Aécio foi reeleito governador de Minas Gerais com 7 482 809 de votos (73,03%), seguido por Nilmário Miranda, que obteve 2 140 373 votos (22,03%).[41] Ele alcançou a segunda maior votação percentual do país para o cargo, sendo superado apenas por Paulo Hartung.[42] Na eleição presidencial, Aécio apoiou Geraldo Alckmin, que não foi eleito presidente e perdeu para Lula em Minas Gerais nos dois turnos.[43] [44]

Governador de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

Posse de Aécio como governador de Minas Gerais em 1º de janeiro de 2003.

Em 1º de janeiro de 2003, Aécio tomou posse como governador de Minas Gerais, sucedendo Itamar Franco. Aécio Neves foi reeleito governador de Minas Gerais em 2006, e tomou posse em 1º de janeiro de 2007. Permaneceu no cargo até 31 de março de 2010, quando renunciou para se candidatar a uma vaga no senado.[45] Foi sucedido pelo vice-governador Antônio Anastasia. Ao todo, ficou 7 anos, 2 meses e 30 dias no cargo, tornando-se o governador a permanecer mais tempo no Palácio da Liberdade.

Quando governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso.[46]

Durante seu governo, Minas Gerais pagou o teto salarial para os professores.[46] O salário-base dos médicos em Minas era de R$ 1.050,00, o segundo mais baixo do Brasil.[47]

Choque de Gestão[editar | editar código-fonte]

Um dos principais pontos de seu governo foi o chamado "choque de gestão",[48] que visa à redução de despesas, a reorganização e modernização do aparato institucional do Estado, implementando novos modelos de gestão. O "choque de gestão" propôs um envolvimento de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, com o objetivo de melhorar a qualidade e reduzir os custos dos serviços públicos do estado.[49] [50]

"Os primeiros resultados foram espetaculares e todos em Washington ficaram bem impressionados."

John Briscoe, diretor do Banco Mundial[51]

A médio e longo prazo, o "Choque de Gestão" contemplava a obtenção de resultados baseados na qualidade e na produtividade, mediante critérios de incentivos que induzam o maior comprometimento dos atores responsáveis, através da meritocracia.[49] Ele também prevê o investimento na capacitação do servidor público do Estado e a adoção de novos modelos de parcerias público-privadas que possibilitem a oferta de melhores serviços aos cidadãos.[50]

No Choque de gestão houve o fim da escala de pagamentos. Os salários voltaram a ser pagos em dia, assim como o décimo-terceiro salário, o que não acontecia desde 1989. Foi promovida a implantação dos Planos de Carreiras e foram liberados R$ 100 milhões em verbas retidas (direitos dos servidores que não eram pagos havia muito tempo).[52]

Em 2005, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) liberou o empréstimo para o Governo de Minas Gerais. O Banco Mundial ofereceu ao Estado um empréstimo em contrapartida ao choque de gestão.[53]

Muitos especialistas acreditam que o programa fracassou a longo prazo [54] , pois a partir do segundo mandato tucano o desempenho de Minas ficou igual ou inferior à média nacional. Outros acreditam que a realidade positiva do novo modelo de administração em Minas Gerais afirmada pelos seus partidários, mas questionada inclusive pela estatística oficial do governo.[55] Um dos principais formuladores dessa política, o professor Vicente Falconi, tornou-se cada vez mais procurado para aplicar o método do Choque de Gestão em outras esferas da administração pública, inclusive pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.[56]

Cidade Administrativa Tancredo Neves[editar | editar código-fonte]

Aécio visitando obras da Cidade Administrativa Tancredo Neves.

A Cidade Administrativa Tancredo Neves, construída para ser a nova sede do Governo de Minas, foi inaugurada por Aécio em 4 de março de 2010.[57] A data foi escolhida para homenagear Tancredo Neves, pois marcava o centenário de nascimento do ex-presidente.[58] O conjunto de cinco prédios projetado por Oscar Niemeyer fica no terreno do antigo Hipódromo Serra Verde, no bairro Serra Verde, em Belo Horizonte.[59] [60]

A Cidade Administrativa concentra em um único local todos as secretarias e órgãos públicos estaduais, bem como seus 16 300 servidores, gerando uma economia prevista de R$ 92 milhões por ano.[61] [62] Sua localização também visa promover o desenvolvimento da região Norte de BH e municípios vizinhos, atraindo investimentos públicos e privados e criando mais oportunidades para melhorar a qualidade de vida da população.[63] [64]

Com 265 mil metros quadrados de área construída, o complexo inclui o Palácio Tiradentes, onde fica o gabinete do governador; dois edifícios para as Secretarias e demais órgãos; um centro de convivência com restaurantes, lojas e bancos; um auditório com 490 lugares; helipontos e estacionamento para cinco mil vagas.[64] O acesso à Cidade foi facilitado por outra obra de igual importância para a configuração urbanística de BH, a Linha Verde.[64]

A obra foi orçada inicialmente em R$ 550 milhões, mas custaram R$ 1,7 bilhão.[61] As obras não utilizaram recursos do tesouro estadual, mas da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig),[65] uma estatal abastecida com royalties das mineradoras, que só pode investir em obras de infraestrutura.[64]

Contas públicas[editar | editar código-fonte]

Aécio recebe o diretor do Banco Mundial (Bird) para o Brasil e para o Caribe John Briscoe, 9 de dezembro de 2008.

Quando assumiu o governo, em janeiro de 2003, Minas tinha R$ 5 bilhões em dívidas com fornecedores e um déficit orçamentário de R$ 2,3 bilhões de reais.[66] O primeiro passo feito por Aécio foi o de proibir gastos e, posteriormente, implementou uma estratégia para zerar o déficit.[66] Oito medidas tomadas deram uma economia de R$ 1 bilhão ao governo de Minas: o número de secretarias do Estado foi reduzido de 21 para 15, resultando na extinção de 1 326 cargos de confiança; funcionários não efetivados foram demitidos; serviços terceirizados foram reduzidos; houve cortes de gratificações; foram reduzidas em 17% as despesas do executivo com compras, combustíveis e serviços; eliminação de salários duplicados ou indevidos e pensões indevidas; realização de leilões para compra de produtos e serviços, que resultaram na redução de 23% nos preços; renegociação de dívida com fornecedores de leilões; redução dos salários do governador, do vice-governador e dos secretários, passando de R$ 19 000 para R$ 10 500; e a informatização dos controles de despesas e da folha de pagamento.[66] Também foram aprovadas alterações na Constituição estadual com o objetivo de evitar que o déficit de recursos crescesse novamente.[66] Um dos primeiros resultados desse conjunto de medidas foi pagar o décimo terceiro integral do funcionalismo dentro do prazo previsto por lei em 2003.[66]

Depois de quatorze anos em dívida, o governo federal reconheceu o equilíbrio das contas do Estado e autorizou o governo de Minas Gerais a voltar a captar recursos no exterior em 2005. Em maio de 2008, o Banco Mundial aprovou um financiamento de US$ 976 milhões para o Estado, dentro de sua nova estratégia de parceria com o Brasil. O financiamento é a maior operação de empréstimo do banco a um estado federado, sem exigir contrapartida financeira. Nesse caso, a contrapartida consistia em 24 metas estipuladas em programas sociais do governo de Minas, em áreas como educação, saúde, gestão e desenvolvimento econômico.[67]

Em 2006, o governo pagou as dívidas de precatórios trabalhistas atrasadas do estado, quitando o valor de R$ 292,08 milhões entre 2003 a 2006.[68] [69] [70] [71]

Educação[editar | editar código-fonte]

Aécio implementou, desde 2003, novos projetos e programas para a educação. Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a colocar as crianças de seis anos de idade na escola, garantindo um ano a mais no ensino fundamental da rede pública.[72] Em 2005, foi criado o programa Aluno em Tempo Integral, que atende mais de 105 mil alunos.[73] Também foi criado o projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, que apoia escolas em áreas urbanas, com população carente. O programa atendeu mais de 450 mil alunos.[74] [75] O estado de Minas Gerais possui a melhor educação fundamental do Brasil, segundo o Ideb, do governo federal. A nota média obtida por alunos mineiros chegou ao nível de países desenvolvidos.[73]

Desenvolvimento social[editar | editar código-fonte]

Jovens de Sabará beneficiados pelo Poupança Jovem.

Entre os programas sociais, o governo de Aécio apresentou resultados expressivos no Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR), desenvolvido com financiamento de US$ 70 milhões do Banco Mundial, dividido em duas parcelas iguais.[76] O projeto abrange 188 municípios situados em áreas de mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.[76] O objetivo é a melhoria da renda e da qualidade de vida da população rural.[77] São as próprias comunidades que se organizam e definem suas prioridades.[77] Os projetos vão desde a construção de creches ao estabelecimento de associações de artesanato ou de piscicultura.[77] O PCPR iniciou em 2006, e até junho de 2008, foram assinados 1 283 convênios no valor de US$ 28 milhões, beneficiando 74,6 mil famílias.[78] [79]

O programa Poupança Jovem foi lançado em março de 2007, com a meta de atender até 2010, cinquenta mil alunos do ensino médio da rede estadual que vivem em áreas de maior risco social.[80] Cada um desses estudantes receberá, ao final do terceiro ano do ensino médio, uma poupança de R$ 3 mil.[80] Para receber o dinheiro, os jovens devem assumir uma série de compromissos relativos ao desempenho escolar, como frequência e aprovação, e ao comportamento pessoal.[80] Eles não podem, por exemplo, se envolver em ocorrências policiais e devem prestar serviços comunitários.[80] Os estudantes são engajados em atividades extracurriculares culturais e profissionalizantes e recebem acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais.[80] O programa oferece aulas de inglês, informática e qualificação profissional.[81]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Aécio durante solenidade de promoção de soldados a cabos da Polícia Militar (PMMG) e do Corpo de Bombeiros (CBMMG), 2 de abril de 2004.

Em 2003, foi criado o "Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo".[82] Esse programa atende anualmente, em média, 13 000 pessoas de 12 a 24 anos em situação de risco social, residentes em áreas de maiores índices de homicídios em Belo Horizonte e cidades da sua região metropolitana e do interior.[83] Nas regiões que abrange, os índices de homicídios caíram 50%.[82] A base do programa são as oficinas de esporte, cultura, inclusão produtiva e comunicação para afastar os jovens da criminalidade.[83]

O governo estadual contratou por meio de concurso público novos policiais civis, militares e Corpo de Bombeiros. Em 2003, o número de novas viaturas para as polícias civil e militar e Corpo de Bombeiros subiu de 7 068 para 13 072. Foi criada a Guarda Penitenciária, com aumento em 400% no número de agentes penitenciários entre 2003 e 2009. No total, o efetivo de segurança em Minas Gerais passou de 49 400, em 2003, para 60 832 em 2009.[84]

Em janeiro de 2009, o governo estadual inaugurou o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, que foi construído em Vespasiano.[85] [86] Esse é o primeiro presídio do país a abrigar detentas grávidas e seus bebês.[87]

A criminalidade violenta caiu 36% em todo o estado entre 2003 e 2008.[88] A diminuição desse índice é mais significativa em Belo Horizonte (menos 52%) e sua região metropolitana (menos 51%).[88] Nesse mesmo período, o governo do Estado destinou para a segurança pública cerca de R$ 22 bilhões.[88]

Saúde pública[editar | editar código-fonte]

O governo de Aécio criou o programa Pro-Hosp, que regionaliza a saúde pública em Minas Gerais, distribuindo os investimentos em todas as regiões. Foram mais de R$ 470 milhões distribuídos em 108 municípios mineiros.[89]

Em outubro de 2003, foi criado o programa Rede Viva Vida, um programa de redução da mortalidade infantil e materna em Minas Gerais. A meta desse programa é a redução da taxa de mortalidade infantil em 25% e a diminuição da razão de morte materna em 15%. Para viabilizar o programa foram criados os centros "Viva Vida" e as Casas de Apoio à Gestante.[90] Houve queda na mortalidade infantil, de 17%, de 2003 a 2008, passando de 17,6 para 14,6 mortos por mil nascidos vivos.[91] [92]

Foram implementadas duas mil novas equipes do PSF através do programa Saúde em Casa, totalizando 4 009 equipes, além da construção, ampliação e reforma de 1 634 UBS - Unidade Básicas de Saúde e compra de 997 veículos.[93]

Também foi criado o programa Farmácia de Minas, com a estruturação do sistema básico de saúde, para a entrega de remédios de atenção primária. Em valores, de 2003 a 2009, foram R$ 2,06 bilhões em medicamentos distribuídos.[94] Posteriormente, o programa começou a fazer a entrega em domicílio para portadores de doenças crônicas.[95]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Um dos principais projetos do governo Aécio na área dos transportes foi o Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários (Proacesso). Iniciado em 2004, com recursos próprios e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o programa prevê o asfaltamento do acesso de 225 municípios que possuíam ligação por estrada de terra.[96] Em 2010, prazo estimado de conclusão, o Proacesso totalizou 5 572 km de acessos pavimentados, beneficiando 1,9 milhão de pessoas.[97] Os objetivos principais do programa são, por meio da melhoria da infraestrutura dos municípios, auxiliar o desenvolvimento econômico e social das cidades beneficiadas e melhorar a qualidade de vida das populações ao facilitar seu acesso a serviços e mercados regionais.[97]

No fim de 2005, começaram as obras da Linha Verde, com a finalidade de iniciar o processo de crescimento e desenvolvimento da região metropolitana de Belo Horizonte.[98] As obras, que foram concluídas em 2008, beneficiaram o eixo norte de Belo Horizonte e também dez municípios da região metropolitana da capital do estado.[98]

Aprovação do governo[editar | editar código-fonte]

Aécio liderou o ranking de avaliação dos governadores feito pelo Datafolha em dezembro de 2007,[99] em março e em dezembro de 2009.[100] [101] De uma escala de 0 a 10, sua nota foi de 7,0 em julho de 2006,[102] 7,7 em março de 2007,[99] 7,6 em março de 2009 e de 7,5 em dezembro de 2009.[100] [101] Sua aprovação ao deixar o governo do Estado foi de 92%, sendo que 76% consideraram seu governo como ótimo ou bom.[103]

Campanhas presidenciais[editar | editar código-fonte]

Eleição presidencial em 2010[editar | editar código-fonte]

Aécio com Serra e Anastasia durante a campanha de 2010.

Aécio esperava ser o candidato a presidência da República por seu partido na eleição presidencial em 2010. Segundo a revista Época, ele teria sido convidado em 2009 pelo PMDB para ser o candidato de Lula à presidência do Brasil. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria feito força para que isso acontecesse. Aécio preferiu esperar e não se separar do seu partido, pois esperava contar com o apoio dele para se candidatar no lugar de José Serra.[104]

Aécio declarou que sua prioridade em 2010 seria eleger o vice-governador Antônio Anastasia como seu sucessor.[105] Por diversas vezes, negou a possibilidade de formar uma chapa "puro-sangue" encabeçada por Serra.[106] [107] Em novembro de 2009, Aécio apresentou suas propostas caso fosse escolhido como o candidato do partido.[106] Um mês depois, diante da hesitação do PSDB e de Serra em posicionar-se como candidato, Aécio declarou que se lançaria ao Senado Federal nas eleições de 2010.[108] [109]

Aécio foi recebido com entusiasmo no lançamento da pré-campanha presidencial de Serra em Brasília.[110] Durante a campanha eleitoral, ele compareceu a eventos e fez campanha para Serra.[111]

Eleição presidencial em 2014[editar | editar código-fonte]

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Aloysio Nunes, senador por São Paulo, foi o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio.

Em dezembro de 2012, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou Aécio como pré-candidato do PSDB à presidência em 2014.[112] Como na eleição de 2010, José Serra e Aécio travaram uma disputa interna pelo apoio do partido pela candidatura à presidência.[113] Com a desistência de Serra em dezembro de 2013, Aécio tornou-se o único pré-candidato do partido.[114] Ele foi oficializado como candidato em 14 de junho, durante a Convenção Nacional do PSDB.[115] Seu candidato a vice foi anunciado em 30 de junho, sendo escolhido Aloysio Nunes, senador por São Paulo.[116]

Aécio divulgou até agora como principais propostas: recuperação da credibilidade financeira do país com a melhoria no ambiente de negócios e aumento da produtividade;[117] reduzir o número de ministérios;[118] aumento da eficiência e planejamento no setor público através de choque de gestão;[119] a manutenção e melhoria de programas como Bolsa-Família e Mais Médicos;[120] o combate pleno a corrupção e compromisso com a ética pública;[121] educação de qualidade como direito básico de cidadania;[122] segurança pública como responsabilidade nacional;[123] mais autonomia para estados e municípios;[124] retomada de pautas ligadas a preservação do meio ambiente e sustentabilidade;[125] e reforma tributária.[126] Também comprometeu-se a encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma política com fim da reeleição, mandatos de cinco anos, fim do voto de legenda e instituição do voto distrital.[127]

Em 5 de outubro de 2014, Aécio foi para o segundo turno após obter 34,8 milhões de votos, cerca de 33,5%.[128] [129]

No dia 26 de outubro de 2014, Aécio foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. O tucano obteve 51 038 023 votos, cerca de 48,36% dos válidos, enquanto a petista conseguiu 54 501 118 votos, menos de 3,5 milhões de diferença. A eleição ficou marcada por ser a mais acirrada da história.[130]

Presidente Nacional do PSDB[editar | editar código-fonte]

Em 18 de maio de 2013, Aécio foi eleito presidente nacional do PSDB, substituindo o deputado federal Sérgio Guerra. A convenção que o elegeu, com 97,3% dos votos, foi uma das maiores da história do partido, com mais de quatro mil presentes.[131] Como presidente do partido, ele foi o protagonista do programa partidário do PSDB exibido em setembro de 2013.[132] Neste programa, Aécio falou sobre a inflação, problemas de infraestrutura e de obras inacabadas, e sobre as manifestações populares ocorridas em 2013.[132]

Em setembro de 2013 Aécio Neves e o Instituto Teotônio Vilela, organização de estudos e formação política do PSDB, lançaram o Portal Social do Brasil. O Portal contém informações de 81 projetos sociais nas áreas de juventude, infância, educação, saúde, pobreza, assistência social, emprego, habitação, segurança alimentar, prevenção e combate às drogas, mulheres, idosos e pessoas com deficiência implantados pelos governos estaduais e prefeituras administrados pelo PSDB.[133] [134]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Aécio e a irmã Andréa Neves da Cunha em 17 de agosto de 2009.
Aécio com a filha Gabriela em março de 2010.

Aécio é casado com Letícia Weber.[135] Ela nasceu em 1979 em Panambi, no Rio Grande do Sul, e foi modelo.[136] Eles se conheceram em 1999, e se casaram em 9 de outubro de 2013 em uma cerimônia com poucos convidados, que foi feita no apartamento da mãe de Aécio no Rio de Janeiro.[136] Em 17 de janeiro de 2014, Aécio anunciou que Letícia estava grávida.[137] Os gêmeos Julia e Bernardo nasceram prematuramente em 8 de junho.[138] Ele também foi casado com a advogada Andréa Falcão entre 1991 a 1998.[139] Eles tiveram uma filhaː Gabriela Falcão Neves, nascida em 1991.[140]

Nas eleições de 2010, Aécio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter um patrimônio de R$ 617 mil.[141] Na sua prestação de contas para as eleições de 2014 declarou ter um patrimônio de R$ 2,4 milhões.[142] Segundo Aécio, o aumento se deve pelo recebimento da herança de seu pai, falecido em 2010.[142]

Em abril de 2011, Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro.[143] A carteira de habilitação foi apreendida por estar vencida.[143] Segundo os policiais, Aécio foi liberado por não apresentar sinais de embriaguez.[143] Sua assessoria informou que o bafômetro não foi realizado e que ele não sabia que a carteira de habilitação estava vencida.[144]

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Aécio foi considerado pela revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.[145] Como deputado federal e senador, foi eleito um dos "Cabeças do Congresso", lista produzida pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).[146] [147]

Honrarias nacionais[editar | editar código-fonte]

Fita Honra Data
Medalha Ulysses Guimarães 29 de outubro de 2013[148]

Honrarias internacionais[editar | editar código-fonte]

Fita País Honra Data
Legion Honneur Commandeur ribbon.svg  França Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra 13 de novembro de 2008[149] [150]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  141. Detalhes do Registro de Candidaturaː Aécio Neves Tribunal Superior Eleitoral. Visitado em 2 de novembro de 2013.
  142. a b Dilma, Aécio e Campos declaram evolução do patrimônio Época (5 de julho de 2014). Visitado em 11 de julho de 2014.
  143. a b c Bernardo Tabak (17 de abril de 2011). Aécio Neves tem habilitação apreendida em blitz da Lei Seca no Rio G1. Visitado em 2 de novembro de 2013.
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  146. "Cabeças" do Congresso: DIAP divulga os 100 mais influentes DIAP. Visitado em 20 de fevereiro de 2014.
  147. Aécio Neves é eleito congressista mais influente do país Folha De S.Paulo. Visitado em 20 de fevereiro de 2014.
  148. Em homenagem à Constituinte, Aécio recebe medalha Diário do Poder (29 de outubro de 2013). Visitado em 19 de janeiro de 2014.
  149. Antonio Ribeiro (15 de novembro de 2008). Paris: Conversa com Aécio Neves Veja. Visitado em 19 de janeiro de 2014.
  150. Aécio recebe Legião de Honra da França O Estado de São Paulo (14 de novembro de 2008). Visitado em 19 de janeiro de 2014.

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