Nereu Ramos

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Nereu Ramos
20º Presidente do Brasil Brasil
Mandato 11 de novembro de 1955
a 31 de janeiro de 1956
Vice-presidente Nenhum
Antecessor(a) Carlos Luz
Sucessor(a) Juscelino Kubitschek
Ministro da Justiça e Negócios Interiores
Mandato 31 de janeiro de 1956
a 4 de novembro de 1957
Antecessor(a) Francisco de Meneses Pimentel
Sucessor(a) Eurico de Aguiar Sales
Ministro da Educação
Mandato 3 de outubro de 1956
a 4 de novembro de 1956
Antecessor(a) Celso Brant
Sucessor(a) Clóvis Salgado da Gama
Presidente da Câmara dos Deputados
Mandato 2 de fevereiro de 1951
a 2 de fevereiro de 1955
Antecessor(a) Carlos Cirilo Júnior
Sucessor(a) Carlos Luz
12º Vice-presidente do Brasil Brasil
Mandato 31 de janeiro de 1946
a 31 de janeiro de 1951
Antecessor(a) Fernando de Melo Viana
Sucessor(a) Café Filho
13º Governador de Santa Catarina
Mandato 1 de maio de 1935
a 6 de novembro de 1945
Antecessor(a) Aristiliano Ramos
Sucessor(a) Luís Gallotti
Vida
Nome completo Nereu de Oliveira Ramos
Nascimento 3 de setembro de 1888
Lages, Santa Catarina,  Brasil
Morte 16 de junho de 1958 (69 anos)
São José dos Pinhais, Paraná,
 Brasil
Dados pessoais
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Cônjuge Beatriz Paranhos
Partido Liberal Catarinense (1931–1937)
Social Democrático (1937–1958)
Profissão Advogado
Assinatura Assinatura de Nereu Ramos

Nereu de Oliveira Ramos (Lages, 3 de setembro de 1888São José dos Pinhais, 16 de junho de 1958) foi um advogado e político brasileiro.

Foi presidente da República durante dois meses e 21 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956. Foi vice-presidente do Brasil, eleito pelo Congresso Nacional, de 1946 a 1951.

Foi o único catarinense que presidiu o Brasil. Contudo, o catarinense Márcio de Sousa Melo fez parte da junta militar que governou o país de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969.

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho de Vidal Ramos, governador de Santa Catarina de 1910 a 1914, formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1909.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Correspondência do advogado Nereu Ramos com um cliente de Jaguaruna, de 1º de setembro de 1916, tratando de um litígio sobre posse de terras (documento do acervo particular de Sílvio Nunes - Tubarão, neto de Pedro Gomes de Carvalho).

Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 7ª legislatura (1910 — 1912) e na 10ª legislatura (1919 — 1921).

Em 1927 foi fundador e primeiro presidente do Partido Liberal Catarinense.Em 1930 foi eleito deputado federal, mas com o fechamento do congresso teve seu mandato extinto. Apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932 e em 1933 foi eleito deputado constituinte com a maior votação de seu estado. Foi um dos 26 deputados integrantes da comissão encarregada de examinar o anteprojeto de constituição preparado pelo Governo Provisório da Revolução de 1930.

Em 1935 foi eleito governador, sendo nomeado interventor em 1937, permanecendo neste cargo até 1945. Foi eleito em 1946 simultaneamente deputado federal e senador pelo PSD. Eleito novamente deputado federal para a 39ª legislatura (1951 — 1955), foi Presidente da Câmara de Deputados em 1951, sendo vice-presidente do Senado em 1955.

Como 1º vice-presidente do Senado Federal, assumiu a Presidência do Brasil após o suicídio do titular, Getúlio Vargas, e o impedimento do vice-presidente, Café Filho, e do impedimento do presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, liderados pelo General Henrique Lott no Movimento de 11 de Novembro.

Nereu Ramos.

Coube a Nereu Ramos, em sua breve passagem pela presidência do Brasil, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, sob estado de sítio, completar o quinquênio presidencial.

A crise política em que mergulhara o país, após o suicídio de Getúlio Vargas, projetou a figura do Ministro da Guerra Henrique Lott, por ter assegurado tanto a posse de Juscelino Kubitschek e de João Goulart, eleitos em 1955, como a continuidade democrática. Com a posse de Juscelino Kubitschek, Nereu assumiu o Ministério da Justiça. Em 1957 voltou ao Senado, demitindo-se do ministério.

Faleceu em 16 de junho de 1958, em desastre aéreo. O avião, um Convair CV-440 de matrícula PP-CEP da Cruzeiro do Sul, procedente de Florianópolis, acidentou-se durante o pouso em São José dos Pinhais, vitimando 18 dos 24 ocupantes.[1] Também faleceram no acidente os políticos catarinenses Jorge Lacerda, governador de Santa Catarina na ocasião, e Leoberto Leal, então deputado federal por Santa Catarina.

Foi sepultado no Rio de Janeiro. Seus restos mortais foram depois transladados para Lages, sua cidade natal, sendo resguardados no Memorial Nereu Ramos, juntamente com um acervo de documentos e fotografias, e também partes do avião acidentado.

Estátua de Nereu Ramos, no centro de Lages.

Ministros[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CORREA, Carlos Humberto, Nereu Ramos, Edições Fcc, 1988.
  • JAMUNDÁ, Theobaldo Costa, Nereu Ramos o da Hora da Reconstrução Nacional, Editora Edição do Autor, 1968.
  • KOIFMAN, Fábio, Organizador, Presidentes do Brasil, Editora Rio, 2001.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Aristiliano Ramos
Governador de Santa Catarina
1935 — 1945
Sucedido por
Luís Gallotti
Precedido por
Vital Soares
Vice-presidente do Brasil
1946 — 1951
Sucedido por
Café Filho
Precedido por
Valdomiro de Barros Magalhães
Presidente do Senado Federal do Brasil
1946 — 1951
Sucedido por
Café Filho
Precedido por
Carlos Cirilo Júnior
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
1951 — 1955
Sucedido por
Carlos Coimbra da Luz
Precedido por
-
1º Vice-Presidente do Senado Federal do Brasil
1955
Sucedido por
-
Precedido por
Carlos Luz
Brasil. Presidente do Brasil
1955 — 1956
Sucedido por
Juscelino Kubitschek
Precedido por
Francisco de Meneses Pimentel
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

1956 — 1957
Sucedido por
Eurico de Aguiar Sales
Precedido por
Celso Brant
Ministro da Educação do Brasil
1956
Sucedido por
Pedro Calmon
Precedido por
Jonas de Oliveira Ramos
Fundador da Cadeira 22 da Academia Catarinense de Letras
Sucedido por
Joaquim Domingues de Oliveira