Amaro Cavalcanti

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Amaro Cavalcanti Soares de Brito, por vezes registrado como Amaro Bezerra Cavalcanti ou Amaro Bezerra Cavalcanti de Albuquerque (Caicó, 15 de agosto de 1849Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 1922), foi um jurista e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no sítio Logradouro, então pertencente ao município de Caicó, atualmente Jardim de Piranhas, no dia 15 de agosto de 1849. Passou em primeiro lugar num concurso de Retórica no Maranhão. Em Baturité, no Ceará, também obteve um primeiro lugar em concurso para a cadeira de Latim. Comissionado para estudar a organização do ensino primário nos Estados Unidos, cumpriu ali sua missão, em 1881 e 1882. Ao mesmo tempo em que se matriculava na Albany Law School, em Nova Iorque, onde recebeu o título de doutor em Direito, defendendo a tese “É a Educação uma Obrigação Legal?”, pela qual conquistou o primeiro lugar na turma. Professor e diretor em colégios famosos (Liceu de Fortaleza, Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro), foi também advogado, jornalista, parlamentar e diplomata.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi juiz da Corte Internacional de Justiça de Haia, ministro das relações exteriores do Brasil, procurador-geral da República e um dos autores da Constituição brasileira de 1891. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal a partir de 11 de maio de 1906, aposentando-se em 31 de dezembro de 1914. Em 12 de janeiro de 1917, foi nomeado prefeito da cidade do Rio de Janeiro quando esta ainda era o Distrito Federal. Governou de 15 de janeiro de 1917 a 15 de novembro de 1918, data em que foi nomeado ministro de Estado da Fazenda pelo então presidente Delfim Moreira. Foi sepultado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

É o patrono da cadeira nove da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. Seu nome batiza uma escola estadual no Largo do Machado, na cidade do Rio de Janeiro, uma avenida que liga os bairros cariocas do Méier e do Encantado.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

A Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais o consagra como patrono da Cátedra 112. [2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Anchieta Fernandes (julho 2006). Grandes nomes da magistratura. Visitado em novembro 2011.
  2. cadeira n° 112 Site da Academia Nacional de Economia
Precedido por
Bernardino José de Campos Júnior
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

18971898
Sucedido por
Epitácio Pessoa
Precedido por
Antônio Augusto de Azevedo Sodré
Prefeito do Rio de Janeiro
19171918
Sucedido por
Peregrino da Silva
Precedido por
Augusto Tavares de Lira
Ministro da Fazenda do Brasil
19181919
Sucedido por
João Ribeiro de Oliveira e Sousa
Precedido por
Carlos Maximiliano Pereira dos Santos
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

1918
Sucedido por
Urbano Santos da Costa Araújo
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