Cesar Maia

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Cesar Maia
Cesar Maia
Prefeito do Rio de Janeiro Município do Rio de Janeiro
Mandato - 1 de janeiro de 1993
até 1 de janeiro de 1997
- 1 de janeiro de 2001
até 1 de janeiro de 2005

- 1 de janeiro de 2005
até 1 de janeiro de 2009

Antecessor(a) 1º mandato: Marcello Alencar
2º mandato: Luiz Paulo Conde
Sucessor(a) 1º mandato: Luiz Paulo Conde
3º mandato: Eduardo Paes
Vida
Nascimento 18 de junho de 1945 (69 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Dados pessoais
Partido PCB (1974-1981)
PDT (1981-1991)
PMDB (1991-1996)
PFL (1996-1999)
PTB (1999-2004)
PFL (2004-2007)
DEM (2007-presente)

Cesar Epitácio Maia (Rio de Janeiro, 18 de junho de 1945) é um economista e político brasileiro, ex-prefeito do Rio de Janeiro pelo partido político Democratas.

Foi o prefeito da cidade do Rio de Janeiro que permaneceu mais tempo no cargo (12 anos).

É pai de Daniela Maia e Rodrigo Maia, este deputado federal e presidente nacional do Democratas, além de primo do político José Agripino Maia.[1]

Cesar Maia foi cotado para ser candidato a presidente da República pelo Democratas (DEM) para o pleitos de 2006 e de 2010. Em 2006, renunciou a pré-candidatura. Já em 2010, foi escolhido pela coligação PV, PSDB, PPS e DEM como candidato ao Senado Federal. Acabou sendo derrotado no referido pleito, alcançando o quarto lugar, desempenho considerado muito abaixo do esperado, se comparado com seu histórico político no Rio de Janeiro.

Origens, formação e exílio[editar | editar código-fonte]

Estudou Engenharia na Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais, e, como militante de esquerda no movimento estudantil, tendo sido integrante do Partido Comunista Brasileiro,[2] foi preso depois do golpe de 64 e então exilou-se no Chile em 1968. No Chile conheceu sua mulher, Mariângeles, que teve gêmeos. Estudou Economia na Universidade do Chile, junto com José Serra. Formou-se em Economia em 1972.

Retorno ao Brasil e início da atividade política[editar | editar código-fonte]

Retornou ao Brasil em 1973. Como havia processos pendentes na Justiça Militar, foi preso no aeroporto e levado para detenção no Batalhão de Guardas – onde hoje é a sede da Guarda Municipal da Prefeitura do Rio. Após 3 meses o processo foi arquivado por falta de provas e retomou, gradativamente, a vida profissional e política. Após isso, ocupou vários cargos na Klabin Cerâmica, foi professor da Universidade Federal Fluminense e diretor do Sindicato dos Economistas. Em 1981 filia-se ao PDT e integra o grupo que apoiou Leonel Brizola, cuja eleição garantiu quando descobriu uma tentativa de fraude eleitoral conhecida como o "escândalo da Proconsult". Foi convidado por Brizola para ser Secretário da Fazenda. Foi também presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e da Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários do Estado do Rio de Janeiro (Diverj).

Atividade parlamentar[editar | editar código-fonte]

Eleito deputado federal constituinte nas eleições de 1986 pelo PDT. Foi reeleito para a Câmara dos Deputados em 1990.

Prefeitura do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

César Maia.

Em 1991, após divergências com Brizola, ingressa no PMDB. Concorreu ao cargo de prefeito do Rio no ano de 1992 e venceu as eleições municipais, derrotando a então deputada Benedita da Silva, (que se tornaria governadora por um ano em 2002) do Partido dos Trabalhadores. Sua primeira administração (1993-1996) foi marcada pela realização de várias obras das quais se destacam o Rio-Cidade,[3] o Favela-Bairro[4] e a Linha Amarela.[5] Promoveu a descentralização administrativa, com a divisão da cidade nas subprefeituras e a subdivisão das regiões administrativas; a criação da Multirio (Empresa Municipal de Multimeios ligada a Secretaria de Educação)[6] da Rede Municipal de Teatros,[7] e dá início a criação das primeiras ciclovias do Brasil.

Em 1996 Cesar Maia, então no PFL, lança como candidato a sua sucessão o seu secretário de urbanismo o arquiteto Luiz Paulo Conde. Este vence o pleito municipal com apoio ostensivo de Maia. Em 1998 Cesar é derrotado por Anthony Garotinho na corrida para o governo estadual. Em 1999, Conde rompe com Cesar Maia. No ano seguinte, Maia disputa e conquista pela segunda vez a prefeitura carioca, desta vez pelo PTB, derrotando o seu ex-aliado Conde, pelo PFL.

Em seu segundo mandato dá início a construção da Cidade do Samba,[8] das "Vilas Olímpicas",[9] do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas",[10] das "Escolas Padrão"[11] e da construção do Hospital de Acari.[12] Durante esse período Maia não repetiu os programas Rio-cidade; que foi aprovado, e tampouco o Favela-Bairro reprovado pelos cariocas; manteve apenas a expanção das ciclovias e ciclofaixas. Novamente no PFL, é reeleito em 2004 no primeiro turno para cumprir seu terceiro mandato; algo inédito na história da cidade.

No terceiro mandato (20052008) Cesar construiu o Museu Cósmico[13] e equipamentos esportivos visando os Jogos Panamericanos de 2007. O Parque Aquático Maria Lenk,[14] o Stadium Rio[15] , o Velódromo Municipal do Rio (o primeiro do Brasil), a HSBC Arena[16] (a única posteriormente privatizada) e a Cidade das Artes.

Pós-prefeitura[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 2008 Maia indicou Solange Amaral para a sucessão, no entanto um 6º lugar com apenas 3,9% dos votos. Em 2010, tentou concorrer a uma das três vagas do Senado Federal, onde chegou ao 4º lugar com 11% dos votos.[17] eM 2012, Cesar Maia se elegeu vereador, pelo partido Democratas (DEM) na cidade do Rio de Janeiro.[18] , sendo eleito para a Câmara de Vereadores.[19] [20] Em novembro de 2013, Cesar Maia foi foi condenado por improbidade administrativa pela 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça. A decisão suspende por oito anos os direitos políticos do vereador. Cesar, porém, pode continuar exercendo seu mandato atual. Ele informou que já entrou com recurso, pedindo a anulação da decisão.De acordo com a ação civil pública proposta pela promotora Gláucia Santana, Cesar contratou sem licitação por 27 vezes, durante sua gestão como prefeito do Rio, seu cunhado, o advogado Paulo Eduardo de Araújo Saboya, para defendê-lo em questões judiciais.[21]

Críticas[editar | editar código-fonte]

César Maia é muito elogiado pelas realizações de seu primeiro mandato, 1993-1996, onde realizou grandes obras como a Linha Amarela e o Rio Cidade. Porém, nos outros 2 mandatos, entre 2001 e 2008, sofreu criticismos crescentes.

Em 2007, o Ministério Público Estadual decidiu responsabilizar o município do Rio, e o prefeito Cesar Maia, por não ter barrado a favelização do Morro Dois Irmãos.[22]

Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, várias obras atrasaram, sendo inauguradas a poucos dias dos Jogos ou mesmo sendo adiadas para depois do evento.[23] Houve acusações de que as obras teriam sido atrasadas de propósito para que fossem dispensadas as licitações, o que facilitaria desvio de dinheiro público.

Em 2008, com a decisão do STF de proibir o nepotismo no Brasil, Cesar Maia transformou uma subsecretaria em secretaria para manter sua irmã na prefeitura do Rio de Janeiro, de acordo com exceção para cargos de ministro e secretário à tal proibição.[24]

No geral, as ruas da capital foram deixadas em péssimo estado de conservação por César Maia, o que obrigou a prefeitura posterior a realizar muitas obras de conservação. 98% das ruas do Rio de janeiro foram avaliadas como tendo asfalto regular, ruim, ou péssimo, em 2009. [25]

Outra obra bastante polêmica da última gestão Cesar Maia foi a Cidade da Música. A obra foi considerada excessivamente cara, além de haver suspeitas de superfaturamento; embora tenha sido inaugurada em 2008 por César Maia, não está concluída até hoje, embora tenham sido gastos mais de R$ 473 milhões.[26] . Na época, foi também considerada não-prioritária, visto que a cidade do Rio de Janeiro possuía diversos problemas graves que poderiam ter sido amenizados com o enorme volume de dinheiro aplicado na obra. A Cidade da Música é considerada por muitos a maior falha de César, que o fez perder muito de sua popularidade. No entanto, para a maioria das pessoas, a pior falha de Maia foi na Educação. Ele implantou o sistema de ciclos, que consiste na progressão continuada. O aluno só seria reprovado ao final do ciclo, devendo a escola voltar aos conteúdos que ele não aprendeu. O sistema de ciclos tem a sua origem na própria LDB. No entanto, se partirmos do pressuposto de que o aluno não deve acumular dúvidas, mas, sim, solucioná-las antes de passar para a série seguinte, tal sistema é bastante controverso. Viável ou não, o fato é que ele não gerou benefício à educação carioca, ficando popularmente conhecido como "aprovação automática", o que manchou ainda mais a imagem Cesar Maia. A oposição não se cansava de dizer que, na cidade do Rio, os alunos passam mesmo sem saber ler e escrever.

Presença na internet[editar | editar código-fonte]

Entre agosto e outubro de 2005, manteve um blog, em que dava suas opiniões sobre política interna e externa. Atualmente mantém o chamado "Ex-blog", um boletim eletrônico distribuído para e-mails que podem ser cadastrados no endereço do blog. Nesse boletim, costuma fazer oposição ao governo federal. Cesar Maia tem feito utilização extensiva de meios de comunicação digitais, sendo um dos pioneiros na política brasileira na utilização do twitter[27] e o formspring[28] como canais de comunicação.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Prefeito do Rio de Janeiro
19931997
Sucedido por
Luiz Paulo Conde
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Luiz Paulo Conde
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20012009
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Eduardo Paes