Acari (bairro do Rio de Janeiro)

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Acari
—  Bairro do Brasil  —
Acari.JPG
Acari.svg
Distrito Zona Norte[1]
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 160,55 ha (em 2003)
População
 - Total 27 347 (em 2 010)[2]
 - IDH 0,720[3] (em 2000)
Domicílios 8 502 (em 2010)
Limites Pavuna, Costa Barros,
Coelho Neto e Irajá[4]
Subprefeitura Zona Norte[1]
Fonte: Não disponível
Commons
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Acari é um bairro de classe média baixa da Zona Norte do município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Faz limite com os bairros Pavuna, Costa Barros, Coelho Neto e Irajá.[5]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome do bairro é uma referência ao rio Acari, que o banha. "Acari" é um termo com origem na língua tupi: significa "rio dos acarás", através da junção dos termos aka'ra (acará)[6] e 'y (rio)[7] .

História[editar | editar código-fonte]

Desfile da escola de samba Favo de Acari no carnaval de 2010

Até o século XIX, o bairro tinha ocupação predominantemente rural, com muitas fazendas de cana-de-açúcar. Sua principal referência geográfica era o Rio Acari. Em 1875, a Estrada de Ferro Rio d'Ouro passou a cortar o bairro, promovendo um crescimento populacional no entorno da ferrovia. Em 1946, foi inaugurada a Avenida Brasil, o que fez aumentar a população do bairro.

No final da década de 1950, foi construído o Conjunto Residencial Amarelinho, às margens da avenida Brasil. Em 23 de julho de 1981, o bairro foi oficialmente criado[8] . Em 1998, o metrô chegou ao bairro, se utilizando do caminho da antiga Estrada de Ferro Rio d'Ouro. Em 2004, foi criado um bloco carnavalesco no bairro: o Favo de Acari. Em 2008, o bloco se transformou em escola de samba[9] .

Lá também funcionou a Fábrica de Esperança que foi um projeto social iniciado no ano de 1994 pelo Pastor Caio Fábio D'Araújo Filho num prédio incendiado da fábrica Formitex.

Sediada num prédio de seis andares, cravado na entrada da favela de Acari, transformou-se numa das mais importantes Organizações Não-Governamentais (ONGs) do País. Entre cursos profissionalizantes, creche e atendimento médico, chegou a ter 55 projetos sociais graças à parceria com o governo, empresários e outras entidades (inclusive o Instituto Ayrton Senna). A Fábrica de Esperança teve papel fundamental para diminuir a violência na favela de Acari. A sua importância foi reconhecida pelo presidente Fernando Henrique numa visita ao local logo depois da posse, no seu primeiro mandato, como o maior projeto Social da América Latina.

Economia[editar | editar código-fonte]

Transportes

A Estação Acari-Fazenda Botafogo pertence à Linha Dois do metrô do Rio de Janeiro. Foi inaugurada em 1998. O bairro é servido, também, pelas avenidas Brasil e Pastor Martin Luther King Junior

Sociedade[editar | editar código-fonte]

É o bairro com menor Índice de Desenvolvimento Humano da cidade e o de menor renda da região.[10] Seu IDH, no ano 2000, era de 0,720, o 124º colocado entre 126 regiões analisadas na cidade do Rio de Janeiro, melhor apenas que Costa Barros e o Complexo do Alemão.[11]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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