José Serra
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| José Serra | |
| Governador de São Paulo |
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| Mandato: | 1 de janeiro de 2007 em exercício |
| Precedido por: | Cláudio Lembo |
| Prefeito de São Paulo |
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| Mandato: | 1 de janeiro de 2005 a 31 de março de 2006 |
| Precedido por: | Marta Suplicy |
| Sucedido por: | Gilberto Kassab |
| Senador do Brasil por São Paulo |
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| Mandato: | 1995 - 2002 |
| Deputado Federal do Brasil por São Paulo |
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| Mandato: | 1986 - 1994 |
| Nascimento: | 19 de março de 1942 Mooca, São Paulo |
| Primeira-dama: | Mónica Allende |
| Partido: | PSDB |
| Profissão: | economista |
José Serra[1] (São Paulo, 19 de março de 1942) é um economista e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2006 foi eleito governador de São Paulo, sendo o primeiro governador do estado eleito em primeiro turno.
Além do atual posto que ocupa, os principais destaques da carreira na vida pública foram os mandatos como deputado federal (1987-1995) e senador (1995-2003), ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996), ministro da Saúde (1998-2002) e prefeito de São Paulo (2005-2006). José Serra foi candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PMDB em 2002 e perdeu no segundo turno para Luís Inácio Lula da Silva.
Serra também é considerado, informalmente, pré-candidato a Presidência da República pelo PSDB para as eleições brasileiras de 2010.[2]
Índice |
[editar] Origem e formação
José Serra nasceu na capital paulista, no bairro da Mooca,[3] filho único[4] de Francesco Serra (falecido em 1981[5]), imigrante italiano (originário de Corigliano Calabro, Calábria[6]) e de Serafina Chirico Serra (falecida em 2007[7]), também filha de imigrantes italianos.[8] Serra nasceu numa pequena casa de quarto e sala, geminada a outras 24, numa rua sem saída, onde o filho tinha que dormir na sala. Seu pai, semi-analfabeto, era um vendedor de frutas no Mercado Municipal, onde trabalhava sem ajudantes, evitando que o filho o ajudasse, para se concentrar nos estudos. Mudaram-se depois para uma casa maior, de dois quartos, numa rua sem asfalto no mesmo bairro, ao lado de uma fábrica. Quando o filho já estava no científico, mudaram-se para um apartamento alugado no Ipiranga. Apesar dos ganhos modestos de uma família de classe média baixa,[9] foi o suficiente para que o filho chegasse à faculdade sem precisar trabalhar.[5]
Tendo feito curso pré-vestibular junto com o último ano do científicio, ingressou, em 1960, no curso de engenharia civil.[8][10] da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.[5]
[editar] Política estudantil
Na universidade, logo se interessou pelo movimento estudantil, que era especialmente forte nos anos 60, sobretudo nas universidades.[5] Tímido, o teatro lhe ajudou a se superar, fazendo o papel principal da peça Vento forte para papagaio subir, de José Celso Martinez, no grupo teatral da faculdade.[3] Tentou fazer parte da diretoria do grêmio da Escola Politécnica, e para ser admitido na chapa, teve que mostrar que era contra as multinacionais e a favor da Revolução Cubana. Derrotado em sua primeira eleição, acabou ingressando na diretoria dos eleitos, em meados de 1962, quando houve uma greve dos alunos em que reivindicavam maior representatividade. Nessa época, aproximou-se de José Carlos Seixas, presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina, que era um dos líderes nacionais da Juventude Universitária Católica (JUC) e viria a ser o padrinho de Serra no movimento estudantil.[5][11]
Impressionado pela facilidade de aprendizado político de Serra, bem como de seu poder de argumentação, Seixas o indicou meses depois para concorrer à presidência da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), como candidato apoiado pela JUC, que à época controlava a maioria dos centros acadêmicos. Serra saiu-se vitorioso e, no comando da entidade, implementou várias mudanças, cortando o uso indevido de instalações e recursos e promovendo mais eventos culturais e debates políticos, o que deu mais visibilidade à UEE-SP.[11]
Em fins de 1962, Serra foi um dos fundadores da Ação Popular (AP). Participou de congressos em vários locais fora de seu estado, como presidente da UEE-SP, tornando-se conhecido, o que veio a facilitar sua eleição para presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em julho de 1963, como candidato da Ação Popular, tendo ainda o apoio do Partido Comunista Brasileiro. A UNE, na época, tinha status de partido político,[3][11] dando a Serra a condição de protagonista na política nacional[4] e a oportunidade de contato com as mais altas autoridades, até mesmo governadores e o presidente João Goulart, o Jango.[11]
Recém eleito, foi convidado a ser um dos oradores de um comício em homenagem a Getúlio Vargas, em 23 de agosto de 1963, onde o último a discursar seria João Goulart e esperava-se que os antecessores apoiassem as propostas do governo. O discurso de Serra, no entanto, ao invés de apenas apoiar o presidente de esquerda pressionado pela direita, criticou também o presidente da República, pois havia rumores de que Jango pretendia uma intervenção nos estados de São Paulo e Guanabara, cujos governadores trabalhavam para derrubá-lo.[12][13][14] Ainda assim, Jango sabia de sua importância: "Há generais loucos atrás de ti. Eu é que não deixo eles te fazerem mal."[3]
[editar] Golpe militar e exílio
No comício da Central do Brasil, realizado em 13 de março de 1964, onde Jango defendeu as reformas de base, Serra foi o mais jovem a discursar, atacando tanto os que tramavam contra Jango, como qualquer tentativa dele de desrespeitar a Constituição.[14][15] O comício foi considerado pelos conservadores como uma provocação,[4] e visto como um momento-chave de radicalização do governo,[14] ajudando na junção de forças políticas, sociais e militares para derrubar Jango.[4]
Consumado o golpe militar, Serra escondeu-se por alguns dias na casa de amigos, sem contato nem mesmo com a família, até encontrar refúgio na embaixada da Bolívia, onde permaneceu por três meses.[12] Os militares não queriam deixá-lo sair do país, como dissera o então ministro da Guerra, Costa e Silva, aos bolivianos: "Este não deixaremos ir embora. É muito perigoso."[3] Resolvido o impasse, foi então para a Bolívia e depois para a França,[4] onde permaneceu até 1965.[16] Teve que interromper os estudos sem ter completado o curso de engenharia.[4][17]
Retornou clandestinamente ao Brasil em março de 1965, quando os integrantes da Ação Popular tentavam reorganizar a entidade, já na clandestinidade e com muitos líderes exilados ou perseguidos.[11] Escondido na casa de Beatriz Segall,[3][15] foi convencido a não comparecer a uma reunião em São Paulo, enfim descoberta pela polícia, que deteve todos os participantes, levando-os para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).[11] Permaneceu no país alguns meses, mas teve que sair novamente do país.[3][4]
Radicou-se no Chile, onde conheceu outros exilados, como César Maia,[3] permanecendo ali por oito anos, vivendo sossegado até 1973.[11] Trabalhou ao lado de Fernando Henrique Cardoso e conheceu Maria da Conceição Tavares.[12] Casou-se em 1967 com a psicóloga[9] e bailarina[3]Sílvia Mônica Allende,[18] com quem teve dois filhos, Verônica, nascida em 1969, e Luciano, em 1973, meses antes do golpe de estado naquele país.[3]
Fez mestrado na Escolatina (Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile[18]), concluído em 1972,[16] além de dar aulas de matemática para economistas, num instituto da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).[12]
Decretado o golpe liderado por Augusto Pinochet, em setembro de 1973, Serra ajudou a transportar vários perseguidos à embaixada do Panamá. Foi preso no aeroporto quando tentava deixar o país com a família, sendo levado ao Estádio Nacional, onde muitos foram torturados e mortos. Um major que o libertou foi posteriormente fuzilado. Serra refugiou-se na embaixada da Itália (conseguindo chegar até lá com a ajuda de Paulo Renato Souza, que o escondeu no porta-mala de seu carro[17]), ficando na embaixada por oito meses,[12] rumando após para os Estados Unidos.[3] Ali, fez doutorado na Universidade de Cornell, concluído em 1976[16][19] e foi membro do Instituto para Estudos Avançados em Princeton, NJ entre 1976 e 1978.[20]
[editar] Carreira pública
Depois de catorze anos no exílio, retornou ao país em 1978, sendo um dos poucos que se arriscaram a fazê-lo antes da lei de anistia de 1979. Ao tentar uma cadeira de deputado pelo MDB, teve sua candidatura impugnada, sob a alegação de que continuavam suspensos seus direitos políticos. Coordenou, então, a campanha a senador, pelo mesmo partido, de Fernando Henrique Cardoso, que obteve apenas a suplência (perdendo para André Franco Montoro), e foi admitido como professor de economia da Universidade de Campinas, onde permaneceu até 1983.[10][12]
Em 1982, coordenou a elaboração do programa de governo do candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Franco Montoro, que sendo eleito convidou Serra para assumir a Secretaria de Planejamento, com a sua posse do novo governo em março de 1983.[10]
[editar] Secretário Estadual de Planejamento
Ao assumir a pasta, o estado estava com elevado endividamento, levando Serra a realizar uma gestão considerada centralizadora e impor um austero programa de corte de despesas e adiamento de projetos. Ainda assim, deu andamento a grandes obras, como o metrô na capital e a hidrovia Tietê-Paraná.[10]
Por ocasião da candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, licenciou-se do cargo, em dezembro de 1984, para integrar o grupo de economistas escolhido para elaborar o programa econômico do candidato, ao lado de Celso Furtado, Hélio Beltrão e Sérgio Coutinho, dentre outros. Indicado para coordenar o grupo, seu nome não foi bem aceito por integrantes da Frente Liberal, formada por dissidentes do partido governista, o PDS, que apoiavam a candidatura oposicionista de Tancredo, o que levou o grupo a ser constituído como comissão paritária - Comissão do Plano de Ação do Governo (Copag) - sem centralização das decisões. Com a morte de Tancredo Neves, Serra retornou a seu cargo de secretário.[10]
Seu nome foi cogitado para assumir o Ministério da Fazenda quando da saída de Francisco Dornelles, em agosto de 1985, mas o nome escolhido foi o de Dílson Funaro. Voltaria a ser cogitado quando da saída de Funaro, em abril de 1987, mas novamente o convite não foi consumado, sendo então indicado Luís Carlos Bresser Pereira.[10]
Afastou-se da secretaria em 13 de fevereiro de 1986, para se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados, a fim de integrar a assembleia nacional constituinte que fora convocada. Duas semanas depois, foi lançado o Plano Cruzado, que consistia, dentre outras medidas, em um congelamento de preços para conter a alta inflação que assolava o país. Serra apoiou o plano, lembrando que se tratava de um regime democrático, ao contrário dos planos econômicos gestados durante a ditadura militar. Na campanha para deputado, foi acusado dentro do próprio partido de usar a máquina administrativa do estado para obter aliados nos municípios. Recebeu cerca de 160 mil votos, elegendo-se com a quarta maior votação do estado.[10]
[editar] Deputado federal e constituinte
Na constituinte, Serra foi relator da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças e também integrou a Comissão de Sistematização. Criticando a atuação sem coordenação de seu partido, o PMDB, o que facilitaria a atuação da esquerda, não votou conforme a orientação partidária em todas as votações. Votou a favor da desapropriação das propriedades rurais improdutivas e foi contra a estabilidade no emprego e o presidencialismo. Foi o constituinte que conseguiu o maior percentual de aprovação de emendas, logrando aprovar 130 das 208 que apresentou.[10] Uma delas criou o Fundo para Financiamento do seguro-desemprego, fonte de recursos sólida e permanente, permitindo que o seguro-desemprego começasse a ser pago no Brasil.[8]
Liderou a elaboração da proposta de reforma tributária que permitiu a descentralização de receitas em favor de estados, municípios e regiões menos desenvolvidas[carece de fontes]. Desde a Constituinte, a receita tributária disponível no Nordeste cresceu 105%, a da região Norte cresceu 208% e a da região Sul-Sudeste, 70%. Lutou ainda pela criação dos fundos constitucionais regionais, que destinam recursos para o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.[carece de fontes]
Foi o relator da comissão que reformulou todo o sistema tributário, os orçamentos públicos e o Sistema Financeiro Nacional. Propôs a elaboração do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), tendo sido relator da primeira LDO da história do país, referente ao orçamento de 1990.[carece de fontes]
Foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB, em junho de 1988, presidindo sua comissão executiva até 1991. Nas eleições municipais de 1988, foi candidato à prefeitura de São Paulo, mas, em uma eleição ainda sem segundo turno, foi derrotado, ficando atrás de Luiza Erundina (à época no PT), João Leiva (PMDB) e Paulo Maluf.[10]
Foi reeleito deputado federal em 1990, com cerca de 340 mil votos, a maior votação do Estado.[21] Nessa eleição, foi um dos candidatos qeu recebeu apoio preferencial da Federação Brasileira de Bancos - Febraban.[10]
Em 1991, foi convidado pelo presidente Fernando Collor para assumir o Ministério da Fazenda, mas declinou, assumindo então Marcílio Marques Moreira. Em 29 de setembro de 1992, votou a favor do afastamento do presidente Collor, acusado de corrupção.[10]
Em 1994, apoiou o Plano Real, manifestando sua confiança no êxito, mas com reservas, uma vez que alertava a necessidade de reformas, especialmente a tributária. Candidatou-se nesse ano ao Senado, defendendo uma nova revisão constitucional, que daria ênfase à reforma tributária. Defendeu o voto distrital, o fim do voto obrigatório, o fortalecimento dos partidos e a correção das distorções na representação dos estados na eleição dos deputados federais.[10]
[editar] Senador
Em 1994, foi eleito senador, com 6,5 milhões de votos,[8] muito à frente do segundo colocado, Romeu Tuma. Declarou-se de imediato a favor da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, desde que lei anterior autorizasse a presença de capital estrangeiro nas concessões. Cogitado para assumir o Ministério da Fazenda, enquanto empresários de seu estado preferiam vê-lo no Ministério da Indústria e Comércio, o presidente eleito escolheu Pedro Malan para a Fazenda, convidando Serra para assumir o Ministério do Planejamento. Sua vaga no Senado foi ocupada por seu suplente, Pedro Piva.[10]
Em 1996, concorreu novamente à prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado, ficando em terceiro lugar e nem mesmo participou do segundo turno, em que Celso Pitta (indicado do então prefeito Paulo Maluf), derrotou Luiza Erundina (ainda no PT).
[editar] Ministro do Planejamento
Licenciou-se do Senado Federal, para tornar-se ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996). Deixou a pasta para disputar a prefeitura de São Paulo, que perdeu para Celso Pitta. Com isso, retornou ao Senado, onde ficou por dois anos.
[editar] Ministro da Saúde
Assumiu então o Ministério da Saúde (1998-2002). O programa de combate à AIDS implantado na gestão foi copiado por outros países e apontado como exemplar pela ONU.[22] Deu prosseguimento à política de incentivo aos medicamentos genéricos, cuja regulamentação e implementação havia sido feita pelo Ministro da Saúde do Governo Itamar, Jamil Haddad,[23][24] o que possibilitou a queda preço dos medicamentos.[25] Eliminou os impostos federais dos medicamentos de uso continuado.[26] Regulamentou a lei de patentes e encaminhou resolução junto à Organização Mundial do Comércio para licenciamento compulsório de fármacos em caso de interesse da saúde pública.[27] Ampliou as equipes do Programa de Saúde da Família[carece de fontes]. Organizou o Sistema Nacional de Transplantes e a Central Nacional de Transplantes, que articula o trabalho das centrais estaduais e facilita as transferências de órgãos entre os estados.[28] Promoveu milhares de cirurgias por intermédio de mutirões combatendo doenças como, por exemplo, a catarata.[29] Introduziu a vacinação dos idosos contra a gripe, eliminou doenças como o sarampo. Não obteve, porém, grande sucesso no combate à dengue, doença que em sua gestão tornou-se epidêmica.[30]
[editar] Candidato à Presidência
Disputou a Presidência da República em 2002, quando obteve mais de 33 milhões de votos no segundo turno (38,73%), perdendo para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve quase 53 milhões de votos (61,27%).[31] Dos votos obtidos por Serra, 2,9 milhões o foram na cidade de São Paulo, cidade na qual obteve 127 mil votos a menos que Lula.
Em 2003, assumiu a presidência nacional do PSDB, partido do qual é um dos fundadores. Depois que assumiu a prefeitura da cidade de São Paulo, eleito em 2004, licenciou-se do cargo no partido. Foi sucedido em 2005 por Eduardo Azeredo (senador por Minas Gerais e também veterano no PSDB).
[editar] Prefeito de São Paulo
Em 2004, disputou a Prefeitura de São Paulo, sendo eleito no segundo turno com 3,3 milhões de votos (55% dos votos válidos).
No dia 1º de janeiro de 2005 tomou posse do cargo de prefeito com mandato para até 1º de janeiro de 2009. Deixou, um ano depois, a prefeitura de São Paulo nas mãos do seu vice Gilberto Kassab para concorrer às eleições para governador do estado de São Paulo, mesmo tendo assinado um documento dizendo que não o faria quando candidato à prefeitura.[32][33] Na mesma época José Serra recomendou a seus eleitores que não votassem mais nele caso deixasse a prefeitura antes do fim de seu mandato.[34] Foi eleito governador em primeiro turno.
A política urbana (especialmente aquela relacionada ao centro da cidade e ao projeto Nova Luz) foi criticada, no entanto, por alguns professores universitários e intelectuais ligados ao urbanismo e ao planejamento urbano e por movimentos sociais que a consideraram excludente e tendo como resultado, segundo os mesmos especialistas, o agravamento do fenômeno de gentrificação que, segundo os mesmos críticos, ocorre na região.[35]
[editar] Governador de São Paulo
[editar] As eleições para governador em 2006
Em debate eleitoral realizado na Rede Record antes da eleição, também garantira terminar o mandato. Perguntado no debate, se recomendaria a seus eleitores a não votarem nele se fizesse o oposto, Serra afirmou que o compromisso estava assumido, com os termos ditos por Boris Casoy, âncora do debate. Sua saída gerou polêmica e causou protestos[36] Aloizio Mercadante (seu adversário na disputa pelo governo do estado de São Paulo) e Marta Suplicy, adversários políticos diretos de José Serra na época, classificaram a renúncia como um "estelionato eleitoral".[37]
[editar] O Governo José Serra
Desde que chegou ao Palácio dos Bandeirantes, Serra combina uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas.[38]
As prioridades de governo têm sido o Rodoanel Mário Covas, a SP-21, o anel ferroviário em volta da Grande São Paulo, FATECs e estradas vicinais.[carece de fontes]
[editar] O Acidente do Metrô
No dia 4 de janeiro de 2007, 12º dia do primeiro mês do mandato de Serra como governador, ocorreu o acidente da Linha 4 do Metrô de São Paulo, onde foi aberta uma cratera devido ao desabamento das obras. Durante os dias que se sucederam, o corpo de bombeiros agiu para resgatar os mortos e feridos que teriam sido soterrados no desabamento. Serra compareceu a velórios de vítimas e conversou com as famílias,[39] em seu papel como chefe do governo estadual, responsável pelas obras do metrô.
[editar] O Acidente do Rodoanel
No dia 13 de novembro de 2009 três vigas do Rodoanel caíram na altura do km 279 na região de Embu. Nesse grave acidente um caminhão e dois carros foram atingidos, deixando um saldo de três pessoas feridas.[40] Após o acidente do Rodoanel, várias investigações estão sendo feitas pelo TCU sobre um possível corte de custos na construção,[41] o que pode ter ligação com o acidente. Segundo o TSE, o governador José Serra teria recebido um auxílio no valor de R$ 1.000.000,00[42] do consórcio responsável pela construção do Rodoanel, para a sua candidatura em 2006.
[editar] Política de investimentos
Nos últimos dez anos, os investimentos feitos pelo estado representaram de 5,3% a 8,5% da receita. Em 2008, alcançaram 9,1%. Em 2009, a previsão é que os investimentos cheguem a 17% da receita.[43] Os investimentos previstos para 2009 são quase 130% maiores do que os previstos para 2007, primeiro ano do governo de José Serra, e representam mais de quatro vezes o total investido pelo Estado em 2006, último ano da gestão anterior, de Geraldo Alckmin.[43]
[editar] Avaliação do governo
O governador José Serra, em seu primeiro trimestre de governo, segundo o Datafolha, obteve 39% de aprovação pelos paulistas. O índice de aprovação supera a do ex-governador Mário Covas, o qual obteve, no seu primeiro trimestre (entre janeiro e março de 1995), 31% de aprovação.[44]
Em 2007 foi o terceiro governador mais bem avaliado, com nota média 6,5, ficando atrás de Aécio Neves e Cid Gomes.[45][46] Em 2008, apesar de um aumento do índice de aprovação de seu governo -de 49% para 54%-, Serra caiu dois degraus em comparação ao ranking elaborado em novembro de 2007, ocupando agora a 5ª colocação entre os 10 mais bem avaliados. Há um ano e quatro meses, Serra era o terceiro colocado, com nota 6,5.[47]
Referências
- ↑ Apesar de algumas fontes, como a Folha Online, apontarem seu nome como José Serra Chirico ("José Serra toma posse hoje na Prefeitura de São Paulo", Folha Online, 1 de janeiro de 2005), a página oficial do senado brasileiro registra oficialmente seu nome como José Serra (Galeria dos senadores)
- ↑ Serra amplia liderança para disputa presidencial de 2010, mostra Datafolha (Dezembro, 2008).
- ↑ 3,00 3,01 3,02 3,03 3,04 3,05 3,06 3,07 3,08 3,09 3,10 Costa, Florência (15/12/2004). Os Brasileiros do Ano 2004 - José Serra. IstoÉ. Página visitada em 22/08/2009.
- ↑ 4,0 4,1 4,2 4,3 4,4 4,5 4,6 Turazi, Deigma. Golpe de 64: José Serra: "O comportamento de Jango facilitou o golpe". Agência Brasil. Página visitada em 22/08/2009.
- ↑ 5,0 5,1 5,2 5,3 5,4 Furtado, Bernardino; Friedlander, David (21/10/2002). SERRA. O candidato enfrentou o funil da mobilidade social, a ditadura e o exílio antes de se tornar um dos principais políticos do Brasil. Época. Página visitada em 22/08/2009.
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- ↑ JB Online (20/07/2007). Mãe do governador José Serra morre aos 86 anos. Página visitada em 22/08/2009.
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- ↑ 10,00 10,01 10,02 10,03 10,04 10,05 10,06 10,07 10,08 10,09 10,10 10,11 10,12 ABREU, Alzira Alves de (coord.) Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro Pós-1930. Rio de Janeiro: Editora FGV, ed. rev. e atual., 2001, p. 5357-5361.
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- ↑ 15,0 15,1 Estadao.com.br (31/10/2004). Serra tem fama de rigoso e "descascador de abacaxis". Página visitada em 22/08/2009.
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- ↑ 17,0 17,1 Rothenburg, Denise (08/09/2002). José Serra. O trator tucano.. Correio Braziliense. Página visitada em 22/08/2009.
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- ↑ Folha Online (03/10/2004). Veja perfil de José Serra, que "lidera" empate técnico em São Paulo. Página visitada em 22/08/2009.
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- ↑ Revista Época online — acedido em 30 de março de 2008.
- ↑ Brasil é destaque no encontro", da Folha de S. Paulo em Nova York, Folha Online, 25/06/2001, 11h41..
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ OMS elogia iniciativa do Brasil de incentivo aos genéricos", Folha de S. Paulo, 05/04/2000.
- ↑ Ives Gandra da Silva Martins, "Tributos e medicamentos", Folha de S. Paulo, 26/12/2000..
- ↑ OMS defende remédio contra Aids mais barato a carentes", da Folha de S.Paulo, em Brasília, Folha Online, 19/05/2001, 04h21.
- ↑ Presidência da República, Mensagem ao Congresso Nacional 2002, "Saúde", pp. 118-19..
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- ↑ SCHWARTSMAN, Hélio. O dia do 'não fico'. São Paulo: Pensata, Folha de S. Paulo, 06/04/2006.
- ↑ SCHWARTSMAN, Hélio. Violações. São Paulo: Pensata, Folha de S. Paulo, 30/03/2006.
- ↑ Serra: Vou ficar 4 anos na prefeitura. E não vote mais em mim se eu não fizer isso !.
- ↑ Nobre, 2007.
- ↑ Último Segundo (da Agência Estado): Protesto deve marcar anúncio da candidatura Serra.
- ↑ Folha Online: Marta e Mercadante acusam Serra de "estelionato eleitoral".
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ 43,0 43,1 http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299060,0.php
- ↑ Valor Online - "Serra é aprovado por 39% dos paulistas, e seu antigo vice na prefeitura, Kassab, é rejeitado por 42%".
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
- ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
[editar] Ligações externas
- Página oficial do governo do estado de São Paulo (em português)
- A Unicamp na trajetória de um governador eleito (em português)
| Precedido por Beni Veras |
Ministro do Planejamento do Brasil 1995 — 1996 |
Sucedido por Antônio Kandir |
| Precedido por Carlos Albuquerque |
Ministro da Saúde do Brasil 1998 — 2002 |
Sucedido por Barjas Negri |
| Precedido por Marta Suplicy |
Prefeito de São Paulo 2005 — 2006 |
Sucedido por Gilberto Kassab |
| Precedido por Cláudio Lembo |
Governador de São Paulo 2007 — 2009 |
Sucedido por — |