José Serra

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José Serra
José Serra
Governador de São Paulo
Mandato: 1 de janeiro de 2007
em exercício
Precedido por: Cláudio Lembo
Prefeito de São Paulo
Mandato: 1 de janeiro de 2005
a 31 de março de 2006
Precedido por: Marta Suplicy
Sucedido por: Gilberto Kassab
Senador do Brasil por São Paulo
Mandato: 1995 - 2002
Deputado Federal do Brasil por São Paulo
Mandato: 1986 - 1994
Nascimento: 19 de março de 1942 (67 anos)
Mooca, São Paulo
Primeira-dama: Mónica Allende
Partido: PSDB
Profissão: economista

José Serra[1] (São Paulo, 19 de março de 1942) é um economista e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2006 foi eleito governador de São Paulo, sendo o primeiro governador do estado eleito em primeiro turno.

Além do atual posto que ocupa, os principais destaques da carreira na vida pública foram os mandatos como deputado federal (1987-1995) e senador (1995-2003), ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996), ministro da Saúde (1998-2002) e prefeito de São Paulo (2005-2006). José Serra foi candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PMDB em 2002 e perdeu no segundo turno para Luís Inácio Lula da Silva. Serra também é considerado, informalmente, pré-candidato a Presidência da República pelo PSDB para as eleições brasileiras de 2010, graças ao seu favoritismo nas pesquisas eleitorais[2].

Índice

[editar] Origem e formação

José Serra nasceu na capital paulista, no bairro da Mooca, filho único de Francesco Serra, imigrante italiano (originário de Corigliano Calabro, Calábria) que tinha uma barraca de frutas no Mercado da Cantareira, e de Serafina Chirico (1921-2007), também filha de imigrantes calabreses. É casado com Silvia Mónica Allende (chilena de nascimento). Tem dois filhos, Verônica e Luciano, e dois netos, Antônio e Gabriela.

[editar] Política estudantil

A trajetória política teve início aos dezoito anos, quando ingressou no curso de engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que não chegou a concluir. Nesse período, foi presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1963.

[editar] Golpe militar e exílio

Com o golpe militar de 1964, exilou-se na Bolívia, Uruguai e, em seguida, no Chile, onde fez o curso de economia da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), em 1966, especializando-se em planejamento industrial. Fez mestrado em economia pela Universidade do Chile (1968), da qual foi professor entre 1968 e 1973. Em 1974, fez mestrado e doutorado em ciências econômicas na Universidade Cornell, Estados Unidos. Foi também membro do Institute for Advanced Study, da Universidade Princeton (1978-1979).

Depois de catorze anos no exílio, retornou ao país em 1978, quando a pena de prisão havia prescrevido. Tornou-se então professor da Universidade de Campinas.

[editar] Carreira pública

[editar] Secretário de Economia e Planejamento

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Iniciou a carreira pública assumindo a Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo (1983-1986), um dos principais órgãos da administração paulista, durante a gestão de André Franco Montoro.

[editar] Deputado federal

Foi eleito deputado federal em 1986 e reeleito em 1990, com a maior votação do Estado[3]. Na Câmara dos Deputados, foi mais atuante na área de economia e finanças. Entre seus projetos de maior destaque, estão a criação do FAT e do seguro-desemprego, reformulações do sistema tributário e orçamentos públicos e a primeira Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do país. Em 1988, foi candidato à prefeitura de São Paulo, mas, em uma eleição ainda sem segundo turno, foi derrotado, ficando atrás de Luiza Erundina (à época no PT), João Leiva (PMDB) e Paulo Maluf.

[editar] Deputado constituinte

Foi eleito deputado em 1986 com 161 mil votos. Dentre os 88 parlamentares que apresentaram mais de duzentas propostas na Assembléia Nacional Constituinte, foi o campeão em termos de aproveitamento: cerca de 60% das emendas de autoria foram aprovadas. Uma delas criou o Fundo para Financiamento do seguro-desemprego, fonte de recursos sólida e permanente, permitindo que o seguro-desemprego começasse a ser pago no Brasil[4].

Liderou a elaboração da proposta de reforma tributária que permitiu a descentralização de receitas em favor de estados, municípios e regiões menos desenvolvidas[carece de fontes?]. Desde a Constituinte, a receita tributária disponível no Nordeste cresceu 105%, a da região Norte cresceu 208% e a da região Sul-Sudeste, 70%. Lutou ainda pela criação dos fundos constitucionais regionais, que destinam recursos para o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Foi o relator da comissão que reformulou todo o sistema tributário, os orçamentos públicos e o Sistema Financeiro Nacional. Propôs a elaboração do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), tendo sido relator da primeira LDO da história do país, referente ao orçamento de 1990.

[editar] Senador da República

Em 1994, foi eleito senador, com 6,5 milhões de votos. Convidado a assumir ministério, nem chegou a atuar no Senado, entregando a vaga a seu suplente, o megaempresário do papel Pedro Piva. Em 1996, concorreu novamente à prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado, ficando em terceiro lugar e nem mesmo participou do segundo turno, em que Celso Pitta (indicado do então prefeito Paulo Maluf), derrotou Luiza Erundina (ainda no PT).

[editar] Ministro do Planejamento

Licenciou-se do Senado Federal, para tornar-se ministro do Planejamento e Orçamento (1995-1996). Deixou a pasta para disputar a prefeitura de São Paulo, que perdeu para Celso Pitta. Com isso, retornou ao Senado, onde ficou por dois anos.

[editar] Ministro da Saúde

Assumiu então o Ministério da Saúde (1998-2002). O programa de combate à AIDS implantado na gestão foi copiado por outros países e apontado como exemplar pela ONU.[5] Deu prosseguimento à política de incentivo aos, cuja regulamentação e implementação havia sido feita pelo Ministro da Saúde do Governo Itamar Jamil Haddad[6][4] medicamentos genéricos, o que possibilitou a queda preço dos medicamentos.[7] Eliminou os impostos federais dos medicamentos de uso continuado.[8] Regulamentou a lei de patentes e enfrentou os interesses da indústria multinacional de medicamentos, aprovando resolução na Organização Mundial do Comércio para quebrar patentes em caso de interesse da saúde pública.[9] Ampliou as equipes do Programa de Saúde da Família. Organizou o Sistema Nacional de Transplantes e a Central Nacional de Transplantes, que articula o trabalho das centrais estaduais e facilita as transferências de órgãos entre os estados.[10] Promoveu milhares de cirurgias por intermédio de mutirões combatendo doenças como, por exemplo, a catarata.[11] Introduziu a vacinação dos idosos contra a gripe, eliminou doenças como o sarampo. Não obteve, porém, grande sucesso no combate à dengue, doença que em sua gestão tornou-se epidêmica.[12]

Serra no primeiro pronunciamento como prefeito eleito de São Paulo em 2004. Foto: Antônio Milena/ABr

[editar] Candidato à Presidência

Disputou a Presidência da República em 2002, quando obteve mais de 33 milhões de votos no segundo turno (38,73%), perdendo para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve quase 53 milhões de votos (61,27%) [13] . Dos votos obtidos por Serra, 2,9 milhões o foram na cidade de São Paulo, cidade na qual obteve 127 mil votos a menos que Lula.

Em 2003, assumiu a presidência nacional do PSDB, partido do qual é um dos fundadores. Depois que assumiu a prefeitura da cidade de São Paulo, eleito em 2004, licenciou-se do cargo no partido. Foi sucedido em 2005 por Eduardo Azeredo (senador por Minas Gerais e também veterano no PSDB).

[editar] Prefeito de São Paulo

Em 2004, disputou a Prefeitura de São Paulo, sendo eleito no segundo turno com 3,3 milhões de votos (55% dos votos válidos).

No dia 1º de janeiro de 2005 tomou posse do cargo de prefeito com mandato para até 1º de janeiro de 2009. Deixou, um ano depois, a prefeitura de São Paulo nas mãos do seu vice Gilberto Kassab para concorrer às eleições para governador do estado de São Paulo, mesmo tendo assinado um documento dizendo que não o faria quando candidato à prefeitura [14] [15]. Foi eleito governador em primeiro turno.

A política urbana (especialmente aquela relacionada ao centro da cidade e ao projeto Nova Luz) foi criticada, no entanto, por alguns professores universitários e intelectuais ligados ao urbanismo e ao planejamento urbano e por movimentos sociais que a consideraram excludente e tendo como resultado, segundo os mesmos especialistas, o agravamento do fenômeno de gentrificação que, segundo os mesmos críticos, ocorre na região.[16]

[editar] Governador de São Paulo

[editar] As eleições para governador em 2006

Em debate eleitoral realizado na Rede Record antes da eleição, também garantira terminar o mandato. Perguntado no debate, se recomendaria a seus eleitores a não votarem nele se fizesse o oposto, Serra afirmou que o compromisso estava assumido, com os termos ditos por Boris Casoy, âncora do debate. Sua saída gerou polêmica e causou protestos [17] Aloizio Mercadante (seu adversário na disputa pelo governo do estado de São Paulo) e Marta Suplicy, adversários políticos diretos de José Serra na época, classificaram a renúncia como um "estelionato eleitoral"[18].

A renúncia não atingiu a imagem perante o eleitorado e José Serra foi eleito em primeiro turno para o governo do estado de São Paulo. Foi o governador mais votado, em termo absolutos, entre os 27 candidatos a governador de todos os estados, com 12.381.038 de votos, sendo empossado no cargo em 1 de janeiro de 2007, com mandato previsto até a mesma data de 2011.

[editar] O Governo José Serra

Desde que chegou ao Palácio dos Bandeirantes, Serra combina uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas[19].

José Serra tem seguido[carece de fontes?], no governo de São Paulo, e antes como secretário de planejamento de Franco Montoro, o ideal do presidente Washington Luis que era "Governar é Abrir Estradas", ênfase que José Serra tem dado especialmente na recuperação e contrução de estradas vicinais, com investimentos maciços neste setor.

As prioridades de governo têm sido o Rodoanel Mário Covas, a SP-21, o anel ferroviário em volta da Grande São Paulo, FATECs e estradas vicinais.

[editar] O Acidente do Metrô

No dia 4 de janeiro de 2007, 12º dia do primeiro mês do mandato de Serra como governador, ocorreu o acidente da Linha 4 do Metrô de São Paulo, onde foi aberta uma cratera devido ao desabamento das obras. Durante os dias que se sucederam, o corpo de bombeiros agiu para resgatar os mortos e feridos que teriam sido soterrados no desabamento. Serra compareceu a velórios de vítimas e conversou com as famílias [20], em seu papel como chefe do governo estadual, responsável pelas obras do metrô.

José Serra e o Papa Bento XVI.

[editar] Política de investimentos

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O governo Serra tem como uma de suas prioridades o aumento da capacidade de investimento do estado, sendo que Serra está investindo em São Paulo mais que o governo federal está investindo em todo o país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), [21]. Em 2007, o governo paulista investiu R$ 9 bilhões e o PAC, R$ 8 bilhões. Em 2008, desembolsou R$ 12,7 bilhões até outubro, enquanto o governo federal liberou apenas R$ 8,2 bilhões para seu programa prioritário[22]. Ao assumir o governo estadual em 2007, Serra constatou que São Paulo tinha capacidade limitada de investimento - entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano em recursos do orçamento, sem levar em conta o dinheiro das estatais. Por essa razão, procurou rapidamente criar fontes alternativas (arrocho salarial dos servidores publicos, concessão de rodovias para a iniciativa privada e venda de estatais). Em menos de dois anos, obteve R$ 17,7 bilhões adicionais. Com isso, está elevando em 135%, de R$ 5,9 bilhões para R$ 13,9 bilhões, a média anual de investimento do Estado no período entre 2007 e 2010, quando se consideram inclusive os dispêndios das estatais[23].

Nos últimos dez anos, os investimentos feitos pelo estado representaram de 5,3% a 8,5% da receita. Em 2008, alcançaram 9,1%. Em 2009, a previsão é que os investimentos cheguem a 17% da receita[24]. Os investimentos previstos para 2009 são quase 130% maiores do que os previstos para 2007, primeiro ano do governo de José Serra, e representam mais de quatro vezes o total investido pelo Estado em 2006, último ano da gestão anterior, de Geraldo Alckmin. O objetivo do governador José Serra é continuar aumentando os investimentos, que poderão chegar a R$ 24 bilhões em 2010[25]. Críticos de Serra afirmam que sua política agressiva de investimentos tem fins eleitorais[26], já que Serra é um dos nomes mais cotados para disputar a presidência pelo PSDB em 2010, enquanto seus defensores dizem que a população de São Paulo é muito beneficiada com os investimentos e que o governo faz um papel muito positivo ao estimular o desenvolvimento econômico[27].

[editar] Avaliação positiva do governo

O governador José Serra, em seu primeiro trimestre segundo o Datafolha, obteve 39% de aprovação pelos paulistas. O índice de aprovação supera a do ex-governador Mário Covas, o qual obteve, no seu primeiro trimestre (entre janeiro e março de 1995), 31% de aprovação[28].

Em 2007 foi o terceiro governador mais bem avaliado, com nota média 6,5, ficando atrás de Aécio Neves e Cid Gomes.[29][30]

[editar] Pesquisas eleitorais para a eleição presidencial de 2010

Serra é um político cotado para candidato nas próximas eleições presidenciais, em 2010.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em março de 2009 indicou que Serra teria a preferência de 41% dos eleitores.[31]

Na última pesquisa CNT-Sensus, de janeiro de 2009, Serra aparecia com 42,8% das intenções de voto. [32].

Referências

  1. Apesar de algumas fontes, como a Folha Online, apontarem seu nome como José Serra Chirico ("José Serra toma posse hoje na Prefeitura de São Paulo", Folha Online, 1 de janeiro de 2005), a página oficial do senado brasileiro registra oficialmente seu nome como José Serra (Galeria dos senadores)
  2. Serra amplia liderança para disputa presidencial de 2010, mostra Datafolha (Dezembro, 2008)
  3. Revista Época online — acedido em 30 de março de 2008
  4. Especial 2006 Eleições.
  5. "Brasil é destaque no encontro", da Folha de S. Paulo em Nova York, Folha Online, 25/06/2001, 11h41.
  6. [1]
  7. "OMS elogia iniciativa do Brasil de incentivo aos genéricos", Folha de S. Paulo, 05/04/2000
  8. Ives Gandra da Silva Martins, "Tributos e medicamentos", Folha de S. Paulo, 26/12/2000.
  9. "OMS defende remédio contra Aids mais barato a carentes", da Folha de S.Paulo, em Brasília, Folha Online, 19/05/2001, 04h21
  10. Presidência da República, Mensagem ao Congresso Nacional 2002, "Saúde", pp. 118-19.
  11. Idem, p. 119-120
  12. Idem, pp. 102-3, 107.
  13. Tribunal Regional Eleitoral, Resultados 2° Turno, Presidenet, Brasil
  14. SCHWARTSMAN, Hélio. O dia do 'não fico'. São Paulo: Pensata, Folha de S. Paulo, 06/04/2006
  15. SCHWARTSMAN, Hélio. Violações. São Paulo: Pensata, Folha de S. Paulo, 30/03/2006
  16. Nobre, 2007
  17. Último Segundo (da Agência Estado): Protesto deve marcar anúncio da candidatura Serra
  18. Folha Online: Marta e Mercadante acusam Serra de "estelionato eleitoral"
  19. http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?&tit=Serra+investe+mais+que+o+PAC&dtmateria=10/11/2008&codmateria=5254995&codcategoria=83&tp=235636112
  20. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u130749.shtml
  21. http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Serra%20investe%20mais%20que%20o%20PAC&dtmateria=10/11/2008&codmateria=5254995&codcategoria=83&tp=235636112&p=-1&t=12px
  22. http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Serra%20investe%20mais%20que%20o%20PAC&dtmateria=10/11/2008&codmateria=5254995&codcategoria=83&tp=235636112&p=-1&t=12px
  23. http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Serra%20investe%20mais%20que%20o%20PAC&dtmateria=10/11/2008&codmateria=5254995&codcategoria=83&tp=235636112&p=-1&t=12px
  24. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299060,0.php
  25. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299060,0.php
  26. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299060,0.php
  27. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081226/not_imp299060,0.php
  28. Valor Online - "Serra é aprovado por 39% dos paulistas, e seu antigo vice na prefeitura, Kassab, é rejeitado por 42%"
  29. [2]
  30. [3]
  31. Datafolha - "José Serra mantém favoritismo para 2010" (Março, 2009)
  32. http://www.opovo.com.br/opovo/politica/853374.html

[editar] Ligações externas

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19951996
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19982002
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Marta Suplicy
Prefeito de São Paulo
20052006
Sucedido por
Gilberto Kassab
Precedido por
Cláudio Lembo
Governador de São Paulo
20072009
Sucedido por


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