Tasso Jereissati

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Tasso Jereissati
Tasso Jereissati
Senador pelo  Ceará
Mandato 1 de fevereiro de 2003
até 31 de janeiro de 2011
56.º Governador do  Ceará
Mandato 1 de janeiro de 1995
até 6 de abril de 2002
Antecessor(a) Francisco de Paula Rocha Aguiar
Sucessor(a) Beni Veras
52.º Governador do  Ceará
Mandato 15 de março de 1987
até 15 de março de 1991
Antecessor(a) Gonzaga Mota
Sucessor(a) Ciro Gomes
Vida
Nascimento 15 de dezembro de 1948 (65 anos)
Fortaleza, CE
Dados pessoais
Cônjuge Renata Queiroz Jereissati
Partido PSDB
Profissão Administrador de empresas

Tasso Ribeiro Jereissati (Fortaleza, 15 de dezembro de 1948)[1] é um político brasileiro. Filho do senador Carlos Jereissati e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati. Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, foi líder empresarial e governou o Estado do Ceará em três gestões: 1987/1990, 1995/1998 e 1999/2002.

Eleito Senador da República pelo PSDB, em outubro de 2002, com 1.915.781 votos, Tasso Jereissati exerceu o mandato no período de 2003 a 2011. Como candidato nas eleições de 2010 ao Senado, não conseguiu ser reeleito, sendo a primeira vez que perde uma eleição.

Na condição de uma das principais lideranças nacionais do PSDB, Tasso Jereissati foi presidente nacional do Partido em duas oportunidades: 1991 a 1993 e 2005 a 2007. No seu primeiro mandato, exerceu importante papel na consolidação da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República.

Em 28 de maio de 2011, assumiu a presidência nacional do Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do PSDB.

Em 2014, decidiu voltar a política como candidato a senador do Ceará, numa aliança com Eunício Oliveira (PMDB).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido a 15 de dezembro de 1948 em Fortaleza, Tasso Jereissati é filho do senador Carlos Jereissati, falecido em 1963, e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, falecida em 2006. Com a morte do pai, foi orientado pela mãe para as atividades na empresa da família, formando-se em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Tasso É neto de imigrantes libaneses.[2]

Em 1973 casa-se com Renata Queiroz, filha do empresário Edson Queiroz e no ano seguinte, como diretor do Grupo Jereissati no estado, inaugura o primeiro Shopping Center de Fortaleza, o Shopping Center Um. Já em 1982, Tasso inaugura o Iguatemi Fortaleza que foi o primeiro grande shopping do Ceará. Em maio de 2011, o GrupoJereissati - por intermédio da holding Calila, lançou o Shopping Bosque dos Ipês, em construção na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Este empreendimento marca o início do processo de expansão de shoppping centers do Grupo Jereissati.

No fim dos anos 70, integrou um grupo de jovens empresários preocupados com a crise institucional que ameaçava alongar o período autoritário. Presidiu o Centro Industrial do Ceará – CIC, transformado na época em fórum de debates das questões econômicas, sociais e políticas da região e do país.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Governador do Ceará[editar | editar código-fonte]

Em 1986, Tasso Jereissati, então com 38 anos, aceitou o desafio de liderar um projeto de mudanças no Ceará, que representou a ruptura com o clientelismo e assistencialismo. Eleito governador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), pôs fim ao chamado ciclo oligárquico dos "coronéis" no Estado. Implantou um projeto de moralização, austeridade e transparência na gestão pública, sendo o seu governo reconhecido pelo Unicef como modelo no combate à mortalidade infantil - e pela ONU, como o Estado brasileiro que mais cresceu no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH. O Ceará sofreu uma grande mudança política, com o resgate da credibilidade e da autoestima de sua gente. O período ficou marcado pela denominação de "Projeto das Mudanças"

Em 1994, já pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi eleito mais uma vez governador do Ceará. Deu prosseguimento aos programas sociais implantados na primeira gestão e avançou com a implantação do Plano de Desenvolvimento Sustentável, visando à proteção ambiental, reordenamento do espaço, capacitação da população, geração de emprego e renda e estímulo à cultura, ciência e tecnologia. 

Reeleito para o terceiro mandato em 1998, tornou-se o segundo político a governar o Estado por três vezes em quase 110 anos de história republicana.

São marcas dos governos Tasso ações de impacto social e econômico como o Castanhão, Complexo Portuário do Pecém, Aeroporto Internacional, Centro Cultural Dragão do Mar, reforma do estádio Castelão, Canal da Integração, Rodovias, Eletrificação, início das obras do Metrofor, ligação à rede de esgoto de milhares de lares com os projetos Sanear I e II, Projeto São José de produção no campo e melhoria de renda, entre outras. O Ceará beneficiou-se da credibilidade e do prestígio no país e no exterior, passando a ser referência pelo modelo administrativo e político adotado a partir dos Governos das Mudanças.

Senador[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Tasso elegeu-se senador da República pelo estado do Ceará. No Senado, seu primeiro discurso foi sobre os rumos do governo Lula, anunciando que sua atuação parlamentar seria a de “oposição propositiva”. Assumiu o comando dos debates sobre a violência, criando a Subcomissão de Segurança Pública, que ainda preside. Dela resultaram várias medidas na área, inclusive a Lei que permitiu a tomada de audiências de presos por videoconferência, entre outras. Apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap – como um dos senadores mais influentes, são de sua autoria inúmeras propostas relativas a temas como tributação, orçamento, saúde, educação, pesquisas com células-tronco, combate às desigualdades regionais, trabalho escravo, financiamentos agrícolas, etc.

Presidiu as Subcomissões de Desenvolvimento Regional e Reforma Tributária, sendo ainda titular das comissões de Constituição e Justiça e Assuntos Econômicos, além de suplente nas comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Regional e Relações Exteriores. Apresentou propostas à Reforma Tributária, Lei de Falências, Parcerias Público-Privadas e não hesitou em denunciar a corrupção de membros do governo e de sua base.

Denúncias de corrupção[editar | editar código-fonte]

Os maiores escândalos envolvendo o nome de Tasso Jereissati foram aqueles ligando-o ao desvio de verbas no BEC (Banco Estadual do Ceará)[3] e na Sudene[4] . O caso do avião fretado com dinheiro do Senado teve ampla divulgação na mídia nacional principalmente devido ao desentendimento no plenário com o senador Renan Calheiros, inclusive com o emprego de palavras de baixo calão[5] .

Eleições de 2010[editar | editar código-fonte]

Na eleição presidencial de 2010, onde era candidato à reeleição para o Senado Federal, perdeu para os candidatos que eram apoiados pelo Presidente Lula, José Pimentel e Eunício Oliveira. Após a apuração dos votos, em entrevista coletiva, visivelmente decepcionado com o resultado, anunciou que esta seria sua última disputa a um cargo político mas que, no entanto, se empenharia em formar e fortalecer novos políticos para o Estado e que é totalmente contra a forma de governar dos "Ferreira Gomes" (Cid Gomes e Ciro Gomes). Seu grupo político tem se debilitado bastante. Em 2012, o PSDB fez apenas 8 prefeitos no estado, frente a 54 nas eleições municipais ocorridas em 2008 [6] .

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Tasso Jereissati


Precedido por
Gonzaga Mota
Governador do Ceará
19871991
Sucedido por
Ciro Gomes
Precedido por
Francisco de Paula Rocha Aguiar
Governador do Ceará
19952002
Sucedido por
Beni Veras