Partido Popular Socialista
| Partido Popular Socialista | |
|---|---|
| Número no TSE | 23 |
| Presidente | Roberto Freire |
| Fundado em | 19 de março de 1992 (19 anos) |
| Sede | Rua Germaine Burchard, 352, Água Branca, São Paulo-SP |
| Ideologia | Socialismo Democrático, Terceira via, Social-democracia, parlamentarismo |
| Cores | Vermelho e Amarelo |
| Website | |
| http://www.pps.org.br | |
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Partido Popular Socialista (PPS) é um partido político do Brasil que surgiu da decisão de parte da executiva nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) de dissolver o partido e fundar um novo. O PPS foi criado frente a uma nova ordem internacional, após a queda dos antigos modelos comunistas (fim da URSS e da Guerra Fria).
Seu código eleitoral é 23,[1] o mesmo utilizado anteriormente pelo PCB. Sua fundação ocorreu em 1992 e obteve registro permanente em 19 de março de 1992.
Seus principais aspectos programáticos são a "radicalidade democrática", uma nova definição do socialismo, pautado no humanismo e no internacionalismo, o que o classifica para alguns como partido defensor da social-democracia.
[editar] História
[editar] Fundação
Na década de 1990, o sistema socialista soviético estava beirando o fim, e o comunismo perdia forças por todo o mundo. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas viria a se fragmentar em países capitalistas, como a Rússia e a Ucrânia, em 1991. Com o fim do bloco soviético, o socialismo passou a ser representado por um pequeno número de países, como China, Coréia do Norte e Cuba. Por todo o mundo, a extrema esquerda foi perdendo força, e o Brasil não foi exceção.
Refundado após a ditadura militar, o Partido Comunista Brasileiro se dividiu com a decadência do comunismo. Durante o X Congresso do PCB, um grupo liderado ex-deputado constituinte e ex-presidenciável Roberto Freire (político) afirmou que o socialismo revolucionário e o regime comunista estava em crise e rompe com o "Partidão"! Em contra-posto a esse grupo, um grupo liderado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, pelo cartunista Ziraldo, pelo educador Horácio Macedo e pelo livreiro Raimundo Jinkings continuam com a legenda do PCB, que decaiu cada vez mais desde o rompimento com o grupo de Freire, sendo hoje uma das menores legendas do país.
Em 1992, Roberto Freire e seus seguidores fundam o Partido Popular Socialista, defensor da esquerda moderada, da social democracia e do socialismo democrático. O novo partido também apóia a terceira via, uma corrente ideológica proposta pelo britânico Anthony Giddens, que busca conciliar a esquerda política com a direita. No plebiscito de 1993, o PPS defendeu a república parlamentarista, o que indica que defenda o parlamentarismo
[editar] Governo Itamar
O partido apoiou desde o princípio o governo de Itamar Franco. Vice-presidente de Fernando Collor de Mello, Itamar assumiu a Presidência em uma manobra do destino, aonde o presidente sofreu o primeiro ''impeachment'' da história do país, após manifestações por todo o Brasil. A cassação do mandato do primeiro presidente eleito da história do país desapontou muito o povo, que logo começou a desacreditar na recém-nascida democracia brasileira. Itamar teve a difícil tarefa de governar o país, desapoiado e desacreditado pelo brasileiros. A imensa inflação da época também foi um grande castigo para o governo Itamar Franco. Contudo, foi nesse governo que nasceu o Plano Real, que estabilizou a economia do país.
O partido, representado por seu fundado, Roberto Freire, assumiu a liderança do governo na Câmara dos Deputados. Junto ao PSDB e ao PC do B, o PPS apóia a república parlamentarista no plebiscito de 1993. O partido tenta atrair figuras petistas para o governo, como a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, que foi ameaçada de expulsão caso aceitasse a proposta. Itamar Franco viria a se filiar ao PPS em 2009, sendo eleito senador por Minas Gerais em 2010 pelo partido.
[editar] Eleições de 1994
Mesmo apoiando o Plano Real, criado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso enquanto ministro da Fazenda, o PPS decide se manter ligado à esquerda política e integra a coligação do PT na eleição presidencial de 1994, a primeira eleição em que o partido participa. A chapa ''Frente Brasil Popular'' encabeçada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva, em sua segunda tentativa de alcançar a Presidência, também era composta por PSB, PC do B, PV e PSTU.
Impulsionado pelo sucedo do Real e pela estabilização da economia, Fernando Henrique vence a eleição ainda no primeiro turno, o que coloca o PPS na oposição do governo FHC. O partido consegue eleger Roberto Freire ao Senado Federal, eleito pelo estado de Pernambuco, junto ao tucano Carlos Wilson
[editar] Governo Fernando Henrique
Na oposição, o PPS denunciava a crescente submissão do governo democrático de FHC a uma base de sustentação política, majoritariamente fisiológica e conservadora, insensível às reivindicações da maioria da população e também às conquistas da modernidade. Mesmo assim, nunca deixou de elogiar e apoiar o Plano Real criado pelo presidente enquanto era ministro de Itamar Franco. O partido começa a se relacionar com o também oposicionista Partido Socialista Brasileiro. O PSDB sofre uma baixa quando um dos seu fundadores e ministro da Fazenda de Fernando Henrique, o cearense Ciro Gomes migra para o PPS, em setembro de 1997.
O PPS suaviza seu ponto de vista em relação ao governo FHC em seu segundo mandato. O pernambucano Raul Jungmann, fundador do partido, é convidado para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O partido critica movimentos como o Fora FHC.
[editar] Eleições municipais de 1996
Recém-criado, o PPS já disputou as eleições de 1996. O partido venceu na cidade de Sumaré/SP, com Dirceu Dalben como candidato à Prefeitura, que foi o primeiro prefeito do Partido Popular Socialista do Estado de São Paulo.
[editar] Eleições de 1998
Em 1998, o PPS lança o recém-filiado Ciro Gomes à Presidência da República. A coligação de Ciro era formada também pelo PL (hoje PR) e pelo extinto PAN. O candidato à vice-presidente foi o presidente nacional da sigla, Roberto Freire. A coligação fica em 3º lugar, com mais de 7 milhões de votos. Mesmo relacionado à escândalos políticos, Fernando Henrique consegue se reeleger na Presidência, novamente em primeiro turno. O partido não consegue eleger nenhum governador ou senador.
[editar] Eleições municipais de 2000
O partido venceu na cidade de São Bernardo do Campo, maior reduto petista, com Maurício Soares.
[editar] Eleições de 2002
Em 2002, o PPS decide lançar Ciro Gomes à Presidência mais uma vez. Após o relativo sucesso nas eleições de 1998, o partido forma uma coligação mais poderosa, composta pelas duas maiores siglas trabalhistas do país: o PTB e o PDT. A eleição presidencial de 2002 foi uma das mais concorridas de toda a história brasileira, principalmente porque contava com quatro candidatos principais: Lula, José Serra, Ciro e Anthony Garotinho.
Ciro chegou a aparecer em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, sendo cotado para disputar o segundo turno com o candidato petista. Porém sua candidatura foi alvo da campanha do PSDB, encabeçada por Serra, que desestabilizou o sucesso do candidato pepessista, fazendo-o terminar a eleição em quarto lugar! No segundo turno, apóia Lula, sendo convidado a integrar o governo do petista, levando o PPS para o poder mais uma vez.
Além de eleger a ex-mulher de Ciro, Patrícia Saboya, senadora pelo estado do Ceará, o PPS também conquista os governos do Amazonas, como Eduardo Braga, e de Mato Grosso, como Blairo Maggi.
[editar] Governo Lula
Com Ciro no Ministério da Integração Nacional, o PPS fez parte do governo Lula até 2003. Ao discordar de algumas posturas do presidente, o partido rompe com o governo, o que faz Ciro Gomes migrar para o PSB. Novamente na oposição, o PPS se junta ao PFL (hoje DEM) e ao PSDB, formando um bloco oposicionista que dura até hoje! A oposição critica o governo em diversos momentos do mandato de Lula, como durante o escândalo do mensalão.
[editar] Eleições de 2006
Durante as eleições de 2006, o PPS apoiou de forma efetiva a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, embora nunca tenha formalizado adesão à coligação PSDB-PFL de Alckmin. Nas eleições estaduais, fez coligações com o PFL como no Rio de Janeiro, lançando Denise Frossard para o governo com o apoio do prefeito César Maia do PFL. Elegeu Marina Maggessi e Leandro Sampaio como deputada federal, pelo Rio de Janeiro.
Nas eleições parlamentares brasileiras de 2006 o PPS não conseguiu superar a cláusula de barreira, prevista desde 1996 na legislação eleitoral e que havia recentemente entrado em vigor. Em decorrência disto, o partido fundiu-se com o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) para formar um novo partido, a Mobilização Democrática (MD). Após a cláusula de barreira ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, o PMN decidiu desligar-se da MD, extinguindo, assim, o novo partido e restaurando o PPS e o PHS.
[editar] Eleições municipais de 2008
Nas eleições municipais de 2008, o Partido Popular Socialista disputou o primeiro turno com Alex Manente em São Bernardo do Campo, apoiando no segundo turno a candidatura de Luiz Marinho, do Partido dos Trabalhadores, da coligação São Bernardo de Todos. A candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, fica em 5º lugar, atrás de tradicionais figuras políticas paulistanas. O PPS conquista mais de 140 prefeituras em todo o país!
[editar] Eleições de 2010
O PPS apóia a candidatura presidencial do tucano José Serra, compondo a coligação partido, junto ao DEM, PTB, PMN e PT do B. Conquista uma cadeira no Senado, com o ex-presidente Itamar Franco. Seu candidato ao governo de Rondônia, João Cahulla chega em segundo lugar, perdendo para Confúcio Moura. Com a derrota de Serra, se mantém na oposição, junto ao PSDB, DEM e PSOL.
[editar] Governo Dilma
Mantendo a postura que adota desde 2003, permanecendo na oposição ao governo petista. Com a morte do ex-presidente e senador pelo PPS, Itamar Franco, o partido perdeu sua única cadeira no Senado. O presidente nacional da sigla é Roberto Freire e o líder na Câmara é Rubens Bueno.
[editar] Ranking da corrupção
Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PPS ocupa a oitava posição no ranking, com 14 cassações, atrás do DEM, PMDB e PSDB, PP, PTB, PDT e PR.[2]
[editar] Bancada na Câmara dos Deputados
[editar] Composição atual
| Deputados | AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 11 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 2 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 | 1 | 3 | 0 |
[editar] Bancada eleita para a legislatura
| Legislatura | Eleitos | % | AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO | Diferença |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
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12 | 2,34 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 2 | 0 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 3 | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 3 | 1 | -10 |
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22 | 4,29 | 1 | 0 | 0 | 1 | 2 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 4 | 1 | 1 | 0 | 0 | 1 | 0 | 2 | 3 | 0 | 1 | 0 | 1 | 1 | 0 | 2 | 0 | +7 |
|
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15 | 2,92 | 1 | 0 | 0 | 0 | 1 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 3 | 1 | 0 | 0 | 0 | 1 | 0 | 2 | 0 | 0 | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 3 | 0 | +12 |
|
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3 | 0,58 | 0 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 | 1 | 0 |
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.
[editar] Participação do partido nas eleições presidenciais
| Ano | Candidato a Presidente | Candidato a Vice-Presidente | Coligação | Votos | % | Colocação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2010 | José Serra (PSDB) | Indio da Costa (DEM) | PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PT do B | 43.711.388 | 43,95 | 2º |
| 2002 | Ciro Gomes (PPS) | Paulo Pereira da Silva (PTB) | PPS, PTB e PDT | 10.170.882 | 11,97 | 4º |
| 1998 | Ciro Gomes (PPS) | Roberto Freire (PPS) | PPS, PL e PAN | 7.426.190 | 10,97 | 3º |
| 1994 | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Aloizio Mercadante (PT) | PT, PSB, PC do B, PPS, PV e PSTU | 17.122.127 | 27,04 | 2º |
[editar] Principais figuras
- Roberto Freire, pres. nacional da legenda, deputado federal, ex-senador.
- Rubens Bueno, líder do partido na Câmara dos Deputados.
- Raul Jungmann, pres. do PPS em Pernambuco, ex-deputado federal.
- Soninha Francine, ex-vereadora por São Paulo.
- Fernando Santanna, deputado constituinte, pres. de honra do partido.
- Denise Frossard, candidata ao governo do RJ em 2006, fundadora da ONG Transparência Brasil.
- Arnaldo Jardim, deputado federal.
Referências
- ↑ Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007
- ↑ Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking. O Globo. Página visitada em 11 de julho de 2010.