Partido Popular Socialista
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O Partido Popular Socialista (PPS) é um partido político do Brasil que surgiu da decisão de parte da executiva nacional do PCB de dissolver o partido e fundar um novo. O PPS foi criado frente a uma nova ordem internacional, após a queda dos antigos modelos comunistas (fim da URSS e da Guerra Fria). No entanto, uma pequena ala de remanescentes do PCB mantém o Partido Comunista Brasileiro em funcionamento até hoje e em ferrenha oposição às idéias do PPS, e a maior parte dos quadros históricos do PCB que permaneceram no PPS deixaram o partido nos anos seguintes devido a ampliação do escopo ideológico da nova legenda.
Seu código eleitoral é o 23[1]. Sua fundação ocorreu em 1992 e obteve registro permanente em 19 de março de 1992. Suas principais lideranças são os deputados Rubens Bueno, Arnaldo Jardim, Dimas Ramalho, Wagner Rubinelli, Fernado Coruja (lider do partido na Câmara), a vereadora Soninha Francine, o esportista Lars Grael e a ex-deputada Denise Frossard; o presidente da legenda é o ex-senador Roberto Freire, atulamente suplente do Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Tem como presidente de honra o comunista histórico da Bahia, Fernando Santanna.
Seus principais aspectos programáticos são a "radicalidade democrática", uma nova definição do socialismo, pautado no humanismo e no internacionalismo.
O partido concorreu às eleições para presidente de 1998 e 2002 com o candidato Ciro Gomes, que posteriormente transferiu-se para o PSB. No segundo turno de 2002, apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra José Serra (PSDB). Havendo composto a base de sustentação do Governo Lula, o PPS rompeu com o governo. Durante as eleições de 2006, apoiou de forma efetiva a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, embora nunca tenha formalizado adesão à coligação PSDB-PFL de Alckmin. Nas eleições estaduais, fez coligações com o PFL como no Rio de Janeiro, lançando Denise Frossard para o governo com o apoio do prefeito Cesar Maia do PFL.
Nas eleições parlamentares brasileiras de 2006 o PPS não conseguiu superar a cláusula de barreira, prevista desde 1996 na legislação eleitoral e que havia recentemente entrado em vigor. Em decorrência disto, o partido fundiu-se com o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) para formar um novo partido, a Mobilização Democrática (MD). Após a cláusula de barreira ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, o PMN decidiu desligar-se da MD, extinguindo, assim, o novo partido e restaurando o PPS e o PHS.
Referências
- ↑ Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007

