Paulo Octávio
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| Paulo Octávio | |
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| 14.º Governador do |
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| Mandato | 11 de fevereiro de 2010 23 de fevereiro de 2010 |
| Antecessor(a) | José Roberto Arruda |
| Sucessor(a) | Wilson Lima |
| Deputado federal pelo |
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| Mandato | 1º de fevereiro de 1991 até 1º de fevereiro de 1995 1º de fevereiro de 1999 até 1 de fevereiro de 2003 |
| Senador pelo |
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| Mandato | 1º de fevereiro de 2003 até 1º de fevereiro de 2007 |
| Vice-governador pelo |
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| Mandato | 1º de janeiro de 2007 23 de fevereiro de 2010 |
| Vida | |
| Nascimento | 13 de Fevereiro de 1950 (62 anos) Lavras |
| Esposa | Anna Christina Kubitschek Barbará |
| Profissão | empresário |
Paulo Octávio Alves Pereira (Lavras, 13 de fevereiro de 1950) é um empresário e ex-político brasileiro. Devido à prisão e consequente afastamento do titular do cargo, José Roberto Arruda, o então vice-governador, Paulo Octávio, foi empossado como governador do Distrito Federal, em caráter interino, no dia 11 de fevereiro de 2010, ficando no cargo até o dia 23 de fevereiro, quando renunciou devido à situação de ingovernabilidade reconhecida por ele em carta encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal. É casado com Anna Christina Kubitschek Barbará A. Pereira, neta do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, com quem tem dois filhos, Felipe e André.
Formado em Economia pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), atua no mercado imobiliário desde 1975, com empresas das Organizações Paulo Octávio.[1]
é o dono[2] de 50% da TV Brasília, repetidora da Rede TV! em Brasilia.[3]
No governo João Figueiredo, quando era genro do então ministro da Marinha, Maximiano da Fonseca, associou-se ao empresário, Sérgio Naya, para a construção do hotel St. Paul, onde a Marinha adquiriu 40 dos 272 apartamentos.[4]
Índice |
[editar] Carreira política
Foi eleito duas vezes deputado federal 1990 e 1998, senador pelo Distrito Federal em 2002 e vice-governador no primeiro turno das eleições de 2006 na chapa de José Roberto Arruda, também do Democratas. Deixou seu mandato no Senado para Adelmir Santana.
No seu primeiro ano no Senado, foi nomeado vice-líder do então PFL e vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos. Nessa função, fundou a Subcomissão de Turismo. Paulo Octávio se transformou no principal interlocutor entre o Governo do Distrito Federal, de Joaquim Roriz, e o Palácio do Planalto, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência da república. Sua atitude conciliadora fez com que a União complementasse verbas do Fundo Constitucional do DF. Lutou também para construir uma ramificação do Gasoduto Bolívia-Brasil para o Centro-Oeste, que até hoje é uma de suas bandeiras.
Sua postura e atuação como senador levaram Paulo Octávio a ser indicado por quatro anos seguidos – de 2003 a 2006 – como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).[5]
[editar] Escândalo de corrupção
No dia 27 de novembro de 2009 teve seu nome envolvido na Operação Caixa de Pandora feita pela Polícia Federal, que no inquérito do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) relata gravações feitas com autorização da justiça, sobre a suposta divisão de dinheiro entre membros do primeiro escalão do GDF.[6]
Segundo depoimento prestado ao Ministério Público Federal o ex-secretário secretário do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirma que o então vice governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), na época dono do patrimônio milionário, também recebeu propina.[7]
Em novo depoimento à Polícia Federal, segundo Durval Barbosa, do então vice-Governador, Paulo Octávio, teria recebido 200 mil diretamente das mãos de Durval Barbosa em uma das suítes do Hotel Kubitschek Plaza, que pertence ao grupo do vice-governador.[8]
[editar] Desvio de dinheiro público
Em meio ao escândalo do mensalão do Dem o grupo empresárial do ex-vice-governador do Distrito, é acusado de provocar um rombo de 27 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público entrou com cinco denúncias na Justiça Federal contra as construtoras do vice-governador. O procurador da República, Carlos Herinque Maritins Lima, cobra a devolução do dinheiro à caixa.
Ainda segundo o jornal Estado de São Paulo que teve acesso a novas ações judiciais que complicam ainda mais a vida do vice-governador, citado no inquérito sobre as fraudes do governo do DF. No centro da investigações está o Brasília Shopping, um dos mais luxuosos da cidade, situado na área nobre da capital Federal.
O Ministério Público aponta uma série de irregularidades na construção feita em parceria entre o Grupo Paulo Octávio e a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) -- fundação de pensão pertencente aos funcionários da Caixa Econômica Federal--. Essa sociedade dura até hoje já na administração do shopping. o fundo tem 105 mil associados e um patrimônio de 32 bilhões. O procurador lembra que o rombo prejudica interesses das dezenas de milhares pessoas que participam da Funcef. Dos 27 milhões do prejuízo, R$ 14 milhões referem-se apenas uma das cinco denúncias.[9]
Em maio de 2005 foi condenado pelo Ministério por receber 160 milhões em obras superfaturadas à Funcef.[10]
[editar] Governo do Distrito Federal
No dia 11 de fevereiro de 2010 após a prisão do Governador, José Roberto Arruda, Paulo Octávio decidiu que iria assumir a vaga. Segundo a defesa do vice- governador, não há nenhuma prova contra ele. No mesmo dia que assumiu o Governo, o procurador-geral da República solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal que apreciasse um pedido de intervenção Federal no D.F.[11]. O pedido foi acolhido por Gilmar Mendes para apreciação, e um prazo de cinco dias úteis foi estipulado para que as autoridades distritais se manifestassem. Se acolhido, nos termos da Constituição Federal, o STF solicitaria ao presidente da república que decretasse a intervenção, que deveria então ser ainda submetida ao exame do Congresso Nacional.
No dia 12 de fevereiro de 2010, Paulo Octávio pediu afastamento da presidência do DEM no Distrito Federal e também da executiva Nacional do partido.[12]
Paulo Octávio também foi alvo de quatro pedidos de destituição do cargo na Câmara Legislativa do DF[13]
Segundo o relatório da Polícia Federal, Paulo Octávio era um dos pricipais beneficiados do esquema que, revelado pela Operação Caixa de Pandora com acusações feitas por Durval Barbosa, disse que ele tinha 178 mil reais, frutos de propina, guardados. O valor seria dividido por várias pessoas que eram ligadas a José Roberto Arruda, sendo que 30% era repassado a Paulo Octávio.[14] De acordo com uma reportagem feita pelo jornal, Folha de São Paulo, o Governo do Distrito Federal pagou 10,4 milhões para empresas do governador interino veicularem publicidade oficial; "O Folha mapeou as verbas repassadas por agências de publicidade à empresas das Organizações Paulo Octávio, que inclui emissoras de rádio e TV."[15]
A Executiva nacional do DEM pediu a dissolução do diretório regional no D.F.; a medida foi o primeiro passo para o desligamento do então governador em exercício da legenda.[16]
Duas ações bloqueadas na Polícia Civil de Brasília e recém criadas pela a Polícia Federal e pelo Ministério Público, uma delas conhecida como Operação Tucunaré que apura esquema de distribuição de dinheiro de empresas de faixada em Brasília, e tem como alvo o policial aposentado, Marcelo Toledo, homem de cofiança de Paulo Octávio; a outra, conhecida como Operação Tellus, que apura um suposto esquema de propina quando Paulo Octávio era Secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal.[17]
[editar] Desfiliação do DEM e renúncia do cargo
No dia 23 de fevereiro de 2010, Paulo Octávio pede a sua desfiliação do DEM para não ser expulso do partido, pois a executiva nacional do DEM havia dado o prazo de até o dia 24 de fevereiro de 2010 para que ele deixasse a legenda ou renunciasse o governo do DF.[18] No mesmo dia, renuncia ao governo do Distrito Federal.[19]
Com a renúncia, Paulo Octávio sai da cena política e vai assim dedicar-se apenas as suas empresas.[20]
Após um mês da renúncia de Paulo Octávio surgiram denúncias que funcionários do GDF continuam a serviço do ex-vice-governador que Atualmente têm um escritório no (SHN) Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, onde trabalha um assessor da vice-governadoria. Já na casa de Paulo Octávio, mais um funcionário do Governo do Distrito Federal estaria a serviço da família do ex-vice-governador do DF.[21]
[editar] Tentativa de Suborno
No 1º de abril de 2010, o jornalista, Edmilson Edson dos Santos (o "Sombra"), revelou por telefone ao portal G1 que teve três encontros com o ex-vice-Governador do DF, Paulo Octávio (sem partido), que queria garantir a continuidade de Paulo Octávio no governo. O Sombra afirmou que teve três encontros com Paulo Octávio Sombra afirma também que Paulo Octávio perguntou o que ele queria com o governo dele, caso ele assumisse, para permitir terminar o governo; o jornalista ainda afirma: Ele queria saber o que eu queria para não ferrar com ele. Ainda, segundo o Sombra, os encontros com Paulo Octávio teria ocorrido em dezembro de 2009, época em que começava a declinar o escândalo de corrupção que ficou conhecido como Mensalão do DEM de Brasília.[22]
No dia 25 de julho de 2010, a CPI da Codeplan, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, sugeriu ao Ministério Público do Distrito Federal o indiciamento de 22 pessoas; entre elas, os ex governadores, José Roberto Arruda, Joaquim Roriz e o ex-vice Paulo Octávio, por pagamemtos feitos sem contrato, dispensa de licitações, superfaturamento de preços e entre outras irregularidades.[23]
Referências
- ↑ Saiba mais sobre Paulo Octávio
- ↑ http://www.conjur.com.br/2002-mai-31/fhc_escolhe_novos_integrantes_cade_proximos_dias
- ↑ TV Brasília: nova gestão
- ↑ http://www.terra.com.br/istoe/politica/148330a.htm
- ↑ Estatística da série: Os "Cabeças" do Congresso Nacional, desde 1994
- ↑ Gravação envolve Arruda e seu vice, Paulo Octávio
- ↑ Vice-governador do DF também recebeu propina, diz inquérito
- ↑ Paulo Octávio recebeu R$ 200 mil em propina, afirma Durval
- ↑ Investigação liga vice de Arruda a rombo de R$ 27 mi
- ↑ O golpe do senador Paulo Octávio é processado pelo Ministério Público por ganhar R$ 160 milhões em obras superfaturadas que causaram prejuízos ao fundo de pensão dos funcionários da CEF
- ↑ PGR pede intervenção federal no Distrito Federal
- ↑ Paulo Octávio pede afastamento da presidência do DEM-DF e da Executiva Nacional
- ↑ Paulo Octávio já é alvo de 4 pedidos de impeachment
- ↑ Relatório da PF cita Paulo Octávio várias vezes
- ↑ DF paga R$ 10,4 milhões a empresas de Paulo Octávio
- ↑ Parlamentares querem dissolver DEM no DF
- ↑ Duas novas investigações complicam Paulo Octávio
- ↑ Paulo Octávio se desfilia do DEM para não ser expulso
- ↑ Paulo Octávio renuncia ao cargo de governador do Distrito Federal
- ↑ Paulo Octávio sai de cena
- ↑ Funcionários do GDF trabalham em empresas de Paulo Octávio
- ↑ Testemunha do mensalão do DEM fala sobre 'rolo compressor' de Durval
- ↑ CPI da Câmara do DF recomenda indiciamento de 22 pessoas
[editar] Ligações externas
| Precedido por José Roberto Arruda |
Governador do Distrito Federal 2010 |
Sucedido por Wilson Lima |