Márcia Kubitschek

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Márcia Kubitschek
Deputada federal  Distrito Federal
Mandato 1987-1990
Vice-governadora  Distrito Federal
Mandato 1991-1995
Antecessor(a) Wanderley Vallim
Sucessor(a) Arlete Sampaio
Vida
Nascimento 22 de outubro de 1943
Belo Horizonte, MG
Morte 5 de agosto de 2000 (56 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Cônjuge Baldomero Barbará (1965-1975)
Fernando Bujones (1980-1988)
José Carlos Barroso (1991-2000)
Partido MDB, PP, PMDB, PRN, PP
Profissão jornalista

Márcia Lemos Kubitschek de Oliveira (Belo Horizonte, 22 de outubro de 1943São Paulo, 5 de agosto de 2000) foi uma jornalista e política brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha do casal Juscelino Kubitschek e Sarah Kubitschek, nasceu num parto com complicações, o que quase custou sua vida e de sua mãe, mas nasceu aparentemente saudável. Aos dez anos descobriu um problema na coluna vertebral, uma possível sequela do parto. Esse problema a fez desistir da carreira de bailarina. Com o agravamento do seu estado de saúde, foi levada à Europa pelos pais a fim de ser operada pelo melhor médico ortopedista da época. Conseguiu ser curada, apesar de não ter seu sonho realizado de ser bailarina, ficou feliz por ter recuperado sua vida saudável de antes. Seu pai chegou á fase final de seu governo inaugurando Brasilia, a nova capital do Brasil em 21 de abril de 1960.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em terras lusitanas, casou-se com o banqueiro Baldomero Barbará Neto e teve duas filhas: Anna Christina Kubitschek Barbará, nascida na Cidade do Rio de Janeiro em 1 de junho de 1968 e Júlia Diana Kubitschek Barbará, nascida em Nova Iorque, dia 29 de abril de 1976. Depois de mais de dez anos de casamento, acabou por pedir o divórcio.

Mudou-se para os EUA com as filhas e continuou trabalhando. Casou-se novamente em 1980, com o bailarino norte americano, nascido em Miami, de ascendência cubana, Fernando Bujones [4]. Desta união nasceu em Nova Iorque, no ano de 1983, sua filha caçula, Alejandra Patrícia Kubitschek Bujones. O casal separou em 1988 e ela voltou a morar no Brasil com as três filhas.

Alguns anos depois, reencontrou seu namorado de adolescência, o advogado gaúcho José Carlos Barroso e com ele se casou. Foi seu último marido.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi aluna do curso de Comunicação Social, onde estudou de 1960 a 1963, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e se formou jornalista, trabalhando ao se formar em jornais como o Última Hora e o Jornal do Brasil. Também trabalhou na revista Manchete.

Foi diretora da Fundação Cultural do Rio de Janeiro e fez mestrado em Ciências Políticas de 1977 a 1980 pela Universidade de Nova Iorque, cidade na qual dirigiu o escritório da Embratur durante o primeiro ano do governo Sarney.

Falava fluentemente cinco idiomas e viajou o mundo diversas vezes.[2]

Teve dois netos e duas netas: Felipe e André, filhos de Anna Christina com o deputado mineiro Paulo Octávio Alves Pereira e Maria Vitoria e Luiza filhas de Júlia Diana com o banqueiro Frederico Albarran. Alejandra Patrícia ainda não teve filhos, nem se casou.

Vida política[editar | editar código-fonte]

Márcia assinou sua filiação ao PMDB em 1982 e foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal em 1986, atuando na Assembléia Nacional Constituinte. Permaneceu na legenda até 1989, quando ingressou no PRN a convite de Fernando Collor, que inclusive lhe havia oferecido a vaga de vice em sua chapa naquele ano, quando ele se elegeria presidente da República.

Em 1990 houve a primeira eleição direta para o governo do Distrito Federal e Joaquim Roriz foi eleito governador tendo como vice-governadora Márcia Kubitschek, que renunciou ao mandato parlamentar em 21 de dezembro de 1990.

Durante o processo que culminaria com o impeachment de Collor, desligou-se do PRN e, em 1994, concorreu a uma cadeira de senador pelo PP, ficando em terceiro lugar. Nomeada assessora do Ministério da Indústria e Comércio no ano seguinte pelo presidente Fernando Henrique, foi vice-presidente da Embratur entre 1996 e 2000. Foi seu último emprego.

Saúde e Falecimento[editar | editar código-fonte]

Faleceu em 2000, vítima de falência múltipla dos órgãos, pois Márcia sofria de cirrose hepática. Ficou internada por mais de dois meses, e teve insuficiência renal e hepática, e não houve tempo de um transplante de fígado.[3]

Referências

  1. [[1]]
  2. [[2]]
  3. [[3]]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]