Insuficiência hepática

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Insuficiência hepática
Classificação e recursos externos
CID-10 K72.9
OMIM 161800 256030 605355
DiseasesDB 5728
eMedicine med/990
MeSH D017093
Star of life caution.svg Aviso médico

Insuficiência hepática refere-se a quando todas as funções do fígado se encontram alteradas em maior ou menor grau, quando há dificuldade em desempenhar as funções normais de metabolizar e sintetizar proteínas. Divide-se em aguda ou crónica e cada um em benigna ou maligna.

A insuficiência hepática aguda é a alteração aguda e grave da função hepatocelular secundária à citotoxicidade ou colestase.

A insuficiência hepática fulminante refere-se à insuficiência hepática aguda complicada por encefalopatia.

Causas tóxicas[editar | editar código-fonte]

Causas não-tóxicas[editar | editar código-fonte]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

  • Anorexia, náusea, vómitos e desconforto no quadrante abdominal, superior direito podem aparecer após um período variável de latência.
  • Icterícia e aumento de bilirrubinas podem ocorrer refletindo o progresso da lesão hepática.
  • Hipoglicemia, acidose láctica, coagulopatia e insuficiência renal são manifestações características dos casos graves.
  • Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer devido a diminuição da síntese de fatores de coagulação dependentes de vitamina K.
  • Acidose láctica pode ocorrer como resultado da deficiência da captação e metabolismo do lactato ou pelo aumento da produção do lactato secundário à hipoxia dos tecidos.
  • Casos graves evoluem para insuficiência hepática fulminante, que é caracterizada pelo desenvolvimento de encefalopatia. As manifestações clínicas de encefalopatia incluem depressão de sistema nervoso central e função neuromuscular anormal (aumento do tonus muscular, movimentos mioclónicos e tremores).
  • As complicações da insuficiência hepática fulminante incluem edema cerebral, aumento da pressão intracraniana e hipotensão intratável.

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

  • Insuficiência hepática crónica
  • Hemólise
  • Encefalopatia devido a outras causas

Investigações relevantes[editar | editar código-fonte]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Todos os agentes que podem contribuir para hepatotoxicidade devem ser descontinuados imediatamente.

O tratamento é primariamente de suporte. Pacientes que desenvolvem insuficiência hepática fulminante requerem tratamento de suporte intensivo e das complicações agudas, incluindo a encefalopatia, coagulopatia, distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos, insuficiência renal, sepsis e edema cerebral.

A administração de n-acetil cisteína endovenosa está indicada na insuficiência hepática aguda causada pela intoxicação por acetaminofen.

Evolução clínica e monitorização[editar | editar código-fonte]

Em pacientes que não desenvolvem encefalopatia, geralmente ocorre a recuperação completa. As transaminases, bilirrubinas, função renal e balanço hídrico devem ser monitorizados cuidadosamente até a melhora clínica.

A insuficiência hepática fulminante está associada com mortalidade aguda extremamente elevada, mesmo com tratamento intensivo agressivo.

O transplante hepático pode salvar em alguns casos. Entretanto, os sobreviventes de insuficiência hepática fulminante geralmente terão a recuperação completa em 6 a 10 semanas, com o restabelecimento da estrutura e função hepáticas.

Não é comum haver complicações tardias.