Nitrofurantoína

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Nitrofurantoína é um antibiótico habitualmente utilizado para o tratamento de infecções urinárias. Pode ser usado para antiobioticoterapia tópica em cirurgias. Ex. Furadantina A exposição crônica desse fámaco pode causar uma pneumonite secundária a drogas e tratamento medicamentoso (doença pulmonar parenquimatosa difusa de etiologia conhecida).

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nitrofurantoína em macrocristais, permite o retardamento da solubilidade no aparelho gastroentérico, reduzindo com isso os efeitos indesejáveis (náuseas e vômitos) sem, contudo, modificar sua concentração na excreção urinária. A nitrofurantoína assegura a obtenção dos máximos níveis plasmáticos entre 4 a 5 horas após a sua administração. Difunde-se em nível renal, pelo tecido intersticial; é secretada, reabsorvida e novamente excretada pelos túbulos renais em cerca de 50% ao final de 8 horas.

A nitrofurantoína é excretada por via renal, em forma ativa, sendo particularmente eficaz contra Escherichia coli, Streptococcus faecalis e Staphylococcus aureus.

A nitrofurantoína, sendo altamente solúvel na urina, confere-lhe uma coloração amarelada.

O reduzido teor de eliminação biliar e fecal explica por que não atinge a flora bacteriana intestinal normal, a qual conserva-se inalterada e equilibrada. - INDICAÇÕES

Tratamento das infecções urinárias agudas e crônicas produzidas por bactérias sensíveis à nitrofurantoína, como: cistites, pielites, pielocistites e pielonefrites.


- CONTRA-INDICAÇÕES

Anúria , oligúria ou comprometimento significativo da função renal (depuração de creatinina abaixo de 40 ml/minuto). O tratamento destes pacientes apresenta um aumento do risco de toxicidade devido à redução da excreção da nitrofurantoína.

Na fase final da gestação e em crianças com menos de um mês de idade, devido à possibilidade de anemia hemolítica, motivada pela imaturidade do sistema enzimático.

Hipersensibilidade à nitrofurantoína.


- PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Reações pulmonares agudas, subagudas e crônicas foram observadas em pacientes tratados com a nitrofurantoína. Caso ocorram, o tratamento deverá ser suspenso e deverão ser tomadas as medidas apropriadas.

Casos de anemia hemolítica, semelhantes aos que ocorrem por sensibilidade à primaquina, foram relatados. Qualquer sinal de hemólise indica a suspensão do tratamento, pois ela é reversível com a retirada do medicamento.

A segurança da nitrofurantoína na gravidez e lactação não foi estabelecida, razão pela qual, o seu emprego nestas condições exige avaliação criteriosa dos riscos e benefícios.

A neuropatia periférica poderá raramente ocorrer em pacientes portadores de diabetes , hipovitaminose B, nefro ou hepatopatia, anemia e doenças debilitantes.

A redução posológica ou a suspensão do medicamento promoverá a necessária reversão do quadro clínico.


- REAÇÕES ADVERSAS

Anorexia , náuseas e vômitos poderão ocorrer, além de dor abdominal e diarréia . A incidência desses sintomas é reduzida com a ingestão do medicamento acompanhado de leite ou alimento sólido.

Cefaléia , tontura, sonolência e mialgias são controláveis da mesma forma ou com a administração de medicação auxiliar. Erupções cutâneas, febre , calafrios, icterícia , eosinofilia e reações pleuropulmonares poderão ocorrer em pacientes hipersensíveis ao fármaco. A supressão do medicamento assegura o imediato desaparecimento desses sintomas. POSOLOGIA

Adultos 50 a 100 mg, 4 vezes por dia, durante 7 a 10 dias. Crianças 5 a 7 mg por kg de peso/dia, divididos em 4 vezes por dia, durante 7 a 10 dias.

Observação A terapêutica deverá ser continuada, no mínimo, por mais 3 dias, após a urina tornar-se estéril. Caso a infecção persista, será necessária a reavaliação do caso. Se necessário o uso do medicamento por longo prazo, a redução da dose deverá ser considerada.