Fígado gorduroso

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Fígado gorduroso
Classificação e recursos externos
CID-10 K70, K76.0
CID-9 571.0, 571.8
DiseasesDB 18844
eMedicine med/775
MeSH C06.552.241
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Fígado gorduroso, também conhecido como esteatose hepática e doença hepática gordurosa, é uma condição reversível na qual grandes vacúolos de gordura triglicerídia acumula nas células do fígado através do processo da esteatose. Apesar de ter diversas causas, o fígado gorduroso pode ser considerado uma doença única que ocorre em todo o mundo naquelas pessoas que consomem álcool em excesso e naqueles que são obesos (com ou sem efeitos da resistência à insulina). Essa condição também é associada com outras doenças que influenciam o metabolismo da gordura.

O fígado é um órgão de primordial importância, sendo a principal unidade de fabricação e armazenagem do nosso organismo e um dos responsáveis pela transformação das proteínas, dos açúcares e das gorduras que ingerimos.

A esteatose hepática é uma doença que afecta o fígado e na qual se verifica uma acumulação excessiva de gordura.

Causas[editar | editar código-fonte]

Várias causas podem estar na origem desta doença. As mais frequentes são a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, a obesidade e o diabetes mellitus tipo 2 não controlado.

Outras causas são as carências alimentares (dieta pobre em proteínas), o uso de alguns medicamentos (por exemplo, corticoides, amiodarona, aspirina, metotrexato, vitamina A, ácido valpróico, tetraciclina), a cirurgia de bypass intestinal para tratar situações de obesidade mórbida, algumas toxinas hepáticas e algumas doenças hereditárias (por exemplo, doença de Gaucher, doença de Niemann-Pick).

Sintomas[editar | editar código-fonte]

A doença costuma não apresentar sintomas, sobretudo se desenvolvida de forma progressiva.

Nos casos em que aparece subitamente, pode causar dor na parte superior direita do abdómen e icterícia (cor amarela dos olhos e/ou pele), boca seca, sensação de "ressaca" como indisposição após alimentações um pouco mais gordurosas.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O primeiro passo para o diagnóstico é a realização de uma história clínica, com o objectivo de identificar alguma(s) causa(s) possível(is) para esta situação.

A observação física também é importante pois permite identificar, através da palpação abdominal, a existência de um fígado aumentado de tamanho (hepatomegália), com uma superfície lisa e indolor.

As análises de sangue que traduzem o funcionamento do fígado revelam apenas ligeiras alterações inespecíficas.

O diagnóstico será feito com exames que permitam visualizar o fígado, como a ecografia ou a tomografia computorizada, que evidenciam um excesso de gordura no fígado.

O diagnóstico de certeza é feito com a realização de uma biopsia hepática (do fígado), embora esta não seja, geralmente, necessária.

Patogenia[editar | editar código-fonte]

Não se sabe ao certo como se desenvolve a esteatose hepática. Nem todas as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas em excesso, que têm diabetes mellitus, que são obesas ou que tomam corticóides surgem com esta doença.

Nas pessoas que desenvolvem esteatose hepática, existem certamente alguns mecanismos anormais que favorecem a acumulação de gordura no fígado.

A gordura em excesso pode vir doutras partes do organismo (ex. tecido adiposo), ou pode vir de uma absorção excessiva de gordura no intestino. Pode também ser devida a uma diminuição da degradação e remoção de gordura pelo fígado.

Fatores predisponentes[editar | editar código-fonte]

Pessoas que ingerem bebidas alcoólicas em excesso, que sofrem de obesidade, que têm diabetes mellitus mal controlada, que tomam certos medicamentos (corticóides, aspirina, metotrexato, vitamina A, amiodarona, ácido valpróico, tetraciclina), que contactaram com produtos químicos tóxicos para o fígado, que têm carências alimentares (baixa ingestão de proteínas), que foram submetidas a cirurgia de bypass intestinal para tratar obesidade mórbida, que têm doença de Gaucher ou doença de Niemann-Pick.[1] Morfologicamente é difícil diferenciar o fígado gorduroso alcoólico do não-alcoólico.[2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Esta doença não tem um tratamento específico. Porém, devem adoptar-se medidas que conduzam à regressão e ao desaparecimento da esteatose ou que evitem a progressão para situações mais graves de inflamação, fibrose e cirrose hepática.

Estas medidas são adoptadas tendo em conta a causa desencadeante, visando a eliminação dessa mesma causa ou o tratamento da doença de base.

Se a causa é a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, então há que suspender essa ingestão o mais rapidamente possível, recorrendo sempre a apoio médico para se evitarem situações de abstinência alcoólica. Se a causa for a obesidade, devem adoptar-se medidas que visem a perda de peso.

Se esta doença estiver a ser provocada por um determinado medicamento, há que substitui-lo por outro de efeito equivalente, nunca esquecendo que essa substituição só deverá ser realizada pelo seu médico assistente.

Nos casos devidos a uma alimentação deficitária, é importante corrigir essa deficiência.

Um exemplo de tratamento da doença de base, são os doentes com diabetes mellitus mal controlada e que desenvolvem esteatose hepática.

Nesta situação o doente deve esforçar-se por manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos valores normais, conseguindo-se assim, reverter a esteatose.

Referências

  1. Reddy JK, Rao MS. (2006). "Lipid metabolism and liver inflammation. II. Fatty liver disease and fatty acid oxidation". Am. J. Physiol. Gastrointest. Liver Physiol. 290 (5). DOI:10.1152/ajpgi.00521.2005. PMID 16603729.
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