Hérnia inguinal

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Hérnia inguinal
Classificação e recursos externos
CID-10 K40
CID-9 550
DiseasesDB 6806
MedlinePlus 000960
Star of life caution.svg Aviso médico

As hérnias inguinais são hérnias que ocorrem na região da virilha e correspondem a 75% de todas as hérnias abdominais. Este tipo de hérnia é 25 vezes mais comum em homens do que em mulheres. São divididas em diretas e indiretas (mais comuns).[1] O tratamento das hérnias inguinais é cirúrgico.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos de hérnia inguinal, a direta e a indireta. A diferenciação do tipo de hérnia inguinal, direta ou indireta, não tem importância no momento da consulta porque o tratamento é semelhante para os dois tipos.

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Hérnia inguinal direta[editar | editar código-fonte]

As hérnias inguinais diretas são as decorrentes da fraqueza da parede do canal inguinal, e são mais comuns em pessoas mais velhas e que se submetem a um grande esforço abdominal (profissionais, esporte, tosse crônica, obstipação, obesidade).

Hérnia inguinal indireta[editar | editar código-fonte]

As hérnias inguinais indiretas ocorrem devido a uma falha congênita da região inguinal, e por isso são mais comuns em crianças e adultos .

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

O paciente com hérnia inguinal se queixa de abaulamento nesta região, com dor discreta associada, que piora com o esforço abdominal (tosse, evacuação, exercício, levantar objetos pesados). Ao exame, o médico percebe o abaulamento da região inguinal, que fica mais evidente quando o paciente aumenta a pressão abdominal por solicitação do médico.

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

Abscessos da região
Cisto do cordão espermático
Criptorquidia
Hematomas pós-traumáticos
Hidrocele
Linfoadenopatia regional
Lipomas 
Orquiepididimite
Tumores locais
Tumores testiculares
Varicocele

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento das hérnias inguinais é cirúrgico. Há alguns anos a cirurgia consistia em recolocar o conteúdo herniário para dentro da cavidade abdominal, e a seguir corrigir o defeito do canal inguinal com pontos (sutura). O grande problema deste tipo de técnica é que se usa um tecido ruim e doente para o fechamento do defeito. Além disso, estes tecidos eram aproximados sob uma grande tensão, o que causava mais dor no pós-operatório. A associação de pontos em tecido doente e, ainda, sob tensão, era responsável pelos altos índices de recidiva das hérnias inguinais.

Devido a isto, atualmente a técnica utilizada é a colocação de tela sintética. Esta técnica corrige o defeito do canal inguinal sem tensão, já que o cirurgião adapta o tamanho da tela para cada caso, além de usar um tecido seguro e íntegro (tela) para a correção do defeito. A técnica com tela é a que apresenta os menores índices de recidiva de hérnia inguinal (menos de 3% dos casos). Outras vantagens deste método são a menor dor no período pós-operatório, a menor necessidade de repouso e o retorno mais rápido às atividades habituais do paciente. A aplicação da tela pode ser realizada tanto pelo método convencional (incisão na região inguinal) quanto por cirurgia vídeo-laparoscópica (através da colocação de pinças na cavidade abdominal).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]