Desnutrição

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A desnutrição é uma doença causada pela dieta inapropriada. Segundo Médicos Sem Fronteiras[1] , a cada ano entre 3,5 a 5 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem de desnutrição nos países subdesenvolvidos.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Pode ser classificada pelo nutriente que está em falta:

E pode ser classificada pela causa:

  • Primária: Causada por dieta inadequada;
  • Secundária: Causada por patologia, como parasitas ou má-absorção dos alimentos;

Causas[editar | editar código-fonte]

A causa mais frequente da desnutrição é uma má alimentação. Ainda, outras patologias podem desencadear má absorção ou dificuldade de alimentação e causar a desnutrição e falta de alimento.

Mas também apontam se outras causas da desnutrição, tais como, destúrbios gastro-intestinais o que vai fazer com que a pessoa não tenha vontade de comer, como também, outras causas, tais como:

A solidão, alcoolismo, tabagismo, sedentarismo, obesidade, entre outras coisas.

Fisiopatologia e quadro clínico[editar | editar código-fonte]

Em um indivíduo primeiramente com estado nutricional normal, ao ter sua alimentação altamente limitada, sofre primeiramente com o gasto energético. Gasta-se rapidamente os ATPs produzidos pelas mitocôndrias e em seguida a glicose dos tecidos e do sangue com a liberação de insulina.

Com o esgotamento da glicose, a próxima fonte de energia a ser utilizada é o glicogênio armazenado nos músculos e no fígado. Ele é rapidamente lisado em glicose e fornece um aporte razoável de energia. Sua depleção irá causar apatia, prostração e até síncopes - o cérebro que utiliza apenas a glicose e corpos cetônicos, como fonte de energia sofre muito quando há hipoglicemia.

Em seguida, a gordura (triacilglicerol) é liberada das reservas adiposas, é quebrada em acido-graxo mais glicerol. O glicerol é transportado para o fígado a fim de produzir novas moléculas de glicose. O ácido-graxo por meio de beta-oxidação forma corpos cetônicos que causa aumento da acidez sanguinea (ph sanguineo normal 7,4). O acumulo de corpos cetônicos no sangue pode levar a um quadro de cetomia, sua progressão tende a evoluir com o surgimento de ceto-acidose (ph<7,3) compensado pelo organismo com liberação de bicarbonatos na circulação.

A pele fica mais grossa, sem o tecido adiposo subcutâneo. Nessa etapa, as proteínas dos músculos e do fígado passam a ser quebradas em aminoácidos para que esses por meio da gliconeogênese passem a ser a nova fonte de glicose (energia). Na verdade, o organismo pode usar ainda várias substâncias como fonte de energia além dessas, se for possível. Há grande perda de massa muscular e as feições do indivíduo ficam mais próximas ao esqueleto. A força muscular é mínima e a consequência seguinte é o óbito.

Consequências[editar | editar código-fonte]

  • Coração: o coração perde massa muscular, assim como os outros músculos do corpo. Em estágio mais avançado há insuficiência cardíaca e posteriormente morte.
  • Sistema imune: torna-se ineficiente. O corpo humano não vai ter os nutrientes necessários para produzir as células de defesa. Logo, é comum infecções intestinais subsequentes, respiratórias e outros acontecimentos. A duração das doenças é maior e o prognóstico é sempre pior em comparação a indivíduos normais. A cicatrização é lentificada.
  • Sangue: É possível ocorrer um quadro de anemia ferropriva relacionada à desnutrição.
  • Trato gastro-intestinal: há menor secreção de HCl pelo estômago, tornando esse ambiente mais propício para proliferação bacteriana. O intestino diminui seu ritmo de peristalse e a absorção de nutrientes fica muito reduzida.

Referências

  1. Ana Rosa Reis (11 de novembro de 2009). MSF faz apelo por maiores fundos para a desnutrição infantil. MSF Notícias. Msf.org.br.

Ver também[editar | editar código-fonte]