Vitamina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Abril de 2014).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.


As vitaminas são compostos orgânicos, presentes nos alimentos, essenciais para o funcionamento normal do metabolismo, e em caso de falta, pode levar a doenças. Quase todas não são produzidas pelo organismo em questão, devendo obrigatoriamente ser obtidas na dieta. A disfunção de vitaminas no corpo é chamada de hipovitaminose ou avitaminose. O excesso pode trazer problemas, no caso das vitaminas lipossolúveis, de mais difícil eliminação, é chamado de hipervitaminose. Atualmente é reconhecido que os seres humanos necessitam de 13 vitaminas diferentes, sendo que o nosso corpo só consegue produzir vitamina D.

O nome vitamina foi criado pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra latina vita (vida) e no sufixo - amina (aminas vitais ou aminas da vida). Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome se manteve. As vitaminas podem ser classificadas em dois grupos de acordo com sua solubilidade. Quando solúveis em gorduras, são agrupadas como vitaminas lipossolúveis e sua absorção é feita junto à da gordura, podendo acumular-se no organismo alcançando níveis tóxicos. São as vitaminas A, D, E e K. Já as vitaminas solúveis em água são chamadas de hidrossolúveis e consistem nas vitaminas presentes no complexo B e a vitamina C. Essas não são acumuladas em altas doses no organismo, sendo eliminada pela urina. Por isso se necessita de uma ingestão quase diária para a reposição dessas vitaminas. Algumas vitaminas do Complexo B podem ser encontradas como co-fatores de enzimas, desempenhando a função de coenzimas.

Apesar de precisarem ser consumidas em pequenas quantidades, se houver deficiência de algumas vitaminas, estas podem provocar doenças específicas, como: beribéri, escorbuto, raquitismo e xeroftalmia.

São encontradas em derivados do leite, folhas verdes, frutas e óleos.

Vitaminas
Fontes Doenças provocadas pela carência (avitaminoses). Funções no organismo
A fígado de aves, animais e cenoura problemas de visão, secura da pele, diminuição de glóbulos vermelhos, formação de cálculos renais combate radicais livres, formação dos ossos, pele; funções da retina
D óleo de peixe, fígado, gema de ovos raquitismo e osteoporose regulação do cálcio do sangue e dos ossos
E verduras, azeite e vegetais dificuldades visuais e alterações neurológicas atua como agente antioxidante.
K fígado e verduras de folhas verdes, abacate deficiência na coagulação do sangue, hemorragias. atua na coagulação do sangue, previne osteoporose, ativa a osteocalcina (importante proteína dos ossos).
B1 cereais, carnes, verduras, levedo de cerveja beribéri atua no metabolismo energético dos açúcares
B2 leites, carnes, verduras inflamações na língua, anemias, seborréia atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso.
B5 fígado, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite, vegetais fadigas, cãibras musculares, insônia metabolismo de proteínas, gorduras e açúcares
B6 carnes, frutas, verduras e cereais seborréia, anemia, distúrbios de crescimento crescimento, proteção celular, metabolismo de gorduras e proteínas, produção de hormônios
B12 fígado, carnes anemia perniciosa formação de hemácias e multiplicação celular
C laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, , brócolis, melão, manga escorbuto atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino.
H noz, amêndoa, castanha, lêvedo de cerveja, leite, gema de ovo, arroz integral eczemas, exaustão, dores musculares, dermatite metabolismo de gorduras, 
M ou B9 cogumelos, hortaliças verdes anemia megaloblástica, doenças do tubo neural metabolismo dos aminoácidos, formação das hemácias e tecidos nervosos
PP ou B3 ervilha, amendoim, fava, peixe, feijão, fígado insônia, dor de cabeça, dermatite, diarréia, depressão manutenção da pele, proteção do fígado, regula a taxa de colesterol no sangue 

Classificação das vitaminas[editar | editar código-fonte]

As vitaminas atualmente consideradas essenciais aos humanos são as seguintes:

Hidrossolúveis
As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos em que serão utilizadas. Como o organismo não tem capacidade para as armazenar, o excesso desse tipo de vitaminas é secretado (principalmente na urina). Deste modo, as vitaminas hidrossolúveis necessitam de reposição diária.
Lipossolúveis
Este tipo de vitaminas necessita do auxílio de gorduras para serem absorvidas. As vitaminas lipossolúveis mais importantes são: A, D, E, K. As vitaminas A e D são armazenadas principalmente no fígado, a vitamina E nos tecidos gordurosos e nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K. Ingeridas em excesso, algumas vitaminas lipossolúveis podem alcançar níveis tóxicos no interior do organismo.

Vitaminas com letra[editar | editar código-fonte]

Antigamente, não era possível denominar cientificamente uma vitamina. Sendo assim, para não dar nomes científicos a essas substâncias que, quando fosse possível estudá-las, fossem considerados errôneos, decidiu-se dar a cada vitamina uma letra. Chegaram a ir de A a U (pulando o jota). Algumas, todavia, mudaram de nome, como a Vitamina B, que virou um complexo vitamínico, ou a vitamina M (B9).

A atual lista é:

  1. Tiamina
  2. Riboflavina
  3. Nicotinamida/Niacina
  4. Adenina
  5. Ácido pantotênico
  6. Piridoxina
  7. ou 8.Biotina

9. Ácido fólico

10. Ácido para-aminobenzóico

12. Cobalamina

13. Ácido orótico

15. Ácido pangâmico

17. Amigdalina

x. Ranitina

x. Pitolamina

Dose Diária Recomendada (DDR)[editar | editar código-fonte]

Segundo o Food and Drug Administration (FDA)[1] Riboflavina (B2): É um pigmento fluorescente amarelo esverdeado que forma cristais de agulhas amarelo amarronzadas. É solúvel em água relativamente instável ao calor, mas facilmente destruída pela luz e irradiação. Funções: Disponibiliza a energia dos alimentos, crescimento em crianças, restauração e manutenção dos tecidos. Carência: Queilose (rachaduras nos cantos da boca), glossite (edema e vermelhidão da língua), visão turva, fotofobia, descamação da pele e dermatite seborréica. Excesso: Não existe toxicidade conhecida. Fontes alimentares: Iogurte, leite, queijo, fígado, rim, coração, gérmen de trigo, cereais matinais vitaminados, grãos, peixes oleosos, levedura, ovos, siri, amêndoa, semente de abóbora e vegetais. Necessidades diárias: 1,3mg para homens e 1,1mg para mulheres.


Niacina (B3): A niacina (ácido nicotínico) é convertida para nicotinamida, que é solúvel em água, estável em ácido e ao calor. Funções: Necessário para a produção de energia nas células. Está envolvida nas ações das enzimas, incluindo o metabolismo dos ácidos graxos, respiração dos tecidos e para expelir toxinas. Carência: Fraqueza, pelagra, anorexia, indigestão, erupções na pele, confusão mental, apatia, desorientação e neurite. Excesso: Não existe toxicidade conhecida. Fontes alimentares: Carnes magras, fígado, peixes oleosos, amendoim, cereais matinais vitaminados, leite, queijo, cogumelo, ervilha, vegetais folhosos verdes, ovos, alcachofra, batata e aspargos. Necessidades diárias: 16mg para homens e 14 mg para mulheres.

Devido ao importante papel no metabolismo como um todo, é necessário que recebamos uma gota mínima de vitaminas diariamente. De acordo com o FDA, os valores diários recomendados para uma pessoa adulta são:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Dose Diárias Recomendadas de Vitaminas. Traduzido por Dr. José Hamilton Vargas no site Saúde do Futuro.

Referências Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • Stedman dicionário médico - 23ª edição - Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, 2007, ISBN 85-226-0226-3.