Vitamina A
| Vitamina A ou Retinol 1 Alerta sobre risco à saúde |
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|---|---|
| Nome IUPAC | (2E,4E,6E,8E)-3,7-Dimethyl- 9-(2,6,6-trimethylcyclohex-1-enyl)nona- 2,4,6,8-tetraen-1-ol |
| Outros nomes | Retinol, Axerophthol |
| Identificadores | |
| Número CAS | |
| PubChem | |
| Propriedades | |
| Fórmula molecular | C20H30O |
| Massa molar | 286.456 g/mol |
| Ponto de fusão |
61–63 °C1 |
| Ponto de ebulição |
120–125 °C1 |
| Solubilidade em água | praticamente insolúvel1 |
| Solubilidade | solúvel em solventes orgânicos apolares |
| Farmacologia | |
| Riscos associados | |
| Frases R | R22, R36/38, R63 |
| Frases S | S26, S36/37/39, S45 |
| Compostos relacionados | |
| Compostos relacionados | Ácido retinoico Alfacaroteno Betacaroteno |
| Excepto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições PTN Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. |
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Vitamina A é talvez a vitamina mais importante. Chama-se retinol e é facilmente transformada no corpo humano em ácido retinóico, que é a forma efetiva. Este existe em duas formas principais: all-trans retinoic acid (ATRA, o mais importante) e 9-cis retinoic acid (9-cis RA).
Uma evidente função da vitamina A é como um grande composto das proteínas (chamadas Rhodopsin) nos olhos que reagem à luz e tornam a visão possível. A maior parte das funções dessa vitamina, todavia, é realizada por seus receptores, que são fatores de transcrição da família de receptores nucleares. Por estes receptores, o ácido retinóico pode afetar quase todas as funções na célula humana. Sabendo isso, é simples entender porque a vitamina A deve ser consumida em quantidades normais.
Estudos mais recentes vêm mostrando que a vitamina A age como antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento e estão associados a algumas doenças). Porém, recomenda-se cautela no uso de vitamina A, pois em excesso é prejudicial ao organismo.
Nome científico = Retinol ou Axeroftol.
Índice |
Consequências da deficiência [editar]
A avitaminose que está relacionada com a carência de vitamina A é a xeroftalmia. Um dos epitélios severamente afetado é o do revestimento ocular, levando à xeroftalmia. A xeroftalmia é o nome genérico dado aos diversos sinais e sintomas oculares da hipovitaminose A. A forma clínica mais precoce da xeroftalmia é a cegueira noturna, onde a criança não consegue boa adaptação visual em ambientes pouco iluminados; manifestações mais acentuadas da xeroftalmia são a mancha de Bitot, normalmente localizada na parte exposta da conjuntiva e a xerose; nos estágios mais avançados a córnea também está afetada constituindo a xerose corneal, caracterizada pela perda do brilho assumindo aspecto granular e ulceração da córnea; a ulceração progressiva pode levar à necrose e destruição do globo ocular provocando a cegueira irreversível, o que é chamado de ceratomalácia. Outras complicações ligadas a deficiência de vitamina A incluem visão deficiente à noite (hemeralopia), sensibilidade a luz (fotofobia), redução do olfato e do paladar, ressecamento e infecção na pele e nas mucosas (xerodermia), estresse, espessamento da córnea, lesões na pele e câncer nos olhos. A xeroftalmia é diferente de hemeralopia, esta sendo a chamada 'cegueira noturna' e aquela, secura nos olhos que promove o aumento do atrito entre as pálpebras e o olho, ocasionando ulcerações no epitélio ocular. A deficiência de vitamina A também ocasiona hiperplasias (multiplicação descontrolada das células) e metaplasias (perda da forma celular), além do aparecimento de doenças oportunistas. Infecções freqüentes podem indicar carência, pois a falta de vitamina A reduz a capacidade do organismo de se defender das doenças.
Causas da deficiência [editar]
- Falta de amamentação ou desmame precoce: o leite materno é rico em vitamina A e é o alimento ideal para crianças até dois anos de idade.
- Consumo insuficiente de alimentos ricos em vitamina A.
- Consumo insuficiente de alimentos que contêm gordura: o organismo humano necessita de uma quantidade de gordura proveniente dos alimentos para manter diversas funções essenciais ao seu bom funcionamento. Uma delas é permitir a absorção de algumas vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K).
- Infecções frequentes: as infecções que acometem as crianças levam a uma diminuição do apetite: a criança passa a ingerir menos alimentos podendo surgir uma deficiência de Vitamina A. Além disso, a infecção faz com que as necessidades orgânicas de vitamina A sejam mais altas, levando a redução dos estoques no organismo e desencadeando ou agravando o estado nutricional.
- Colestase: quando a colestase é prolongada e/ou grave, ocorre supressão total ou quase total da secreção de bílis; sendo a bílis, devido à sua composição característica, essencial para a solubilização de lípidos e vitaminas lipossolúveis de modo a que estes possam ser absorvidos, a vitamina A (e também a ) não poderá ser absorvida, resultando em deficit.
Consumo exagerado [editar]
Pela ingestão exagerada podem surgir manifestações como pele seca, áspera e descamativa, fissuras nos lábios, ceratose folicular, dores ósseas e articulares, dores de cabeça, tonturas e náuseas, queda de cabelos, cãimbras, lesões hepáticas e paradas do crescimento. Podem surgir também falta de apetite, edema, cansaço, irritabilidade e sangramentos. Aumento do baço e fígado, alterações de provas de função hepática, redução dos níveis de colesterol e HDL colesterol também podem ocorrer. Grande cuidado deve ser dado a produtos que contenham o ácido retinóico usado no tratamento da acne.
Os precursores da vitamina A têm uma influência significativa sobre a quantidade de vitamina A que deve ser ingerida. Existem compostos relacionados com as vitaminas que podem ser convertidos dentro do organismo em vitaminas ativas (Provitaminas). Alguns carotenóides são pró-vitamínicos A, sendo o mais importante o beta-caroteno, seguido do alfa-caroteno. Como o excesso de vitamina A é armazenado no organismo chegando a provocar níveis tóxicos, pode-se recorrer aos carotenóides que podem ser consumidos em doses consideravelmente elevadas sem um acúmulo prejudicial ao organismo.
Consumo de beta-caroteno de cerca de 30 mg/dia aumenta a probabilidade cancêr de pulmão e de próstata. Fumantes e pessoas que sofreram exposição a amianto não devem consumir suplementos de beta-caroteno.2
Alimentos ricos em Vitamina A [editar]
- Abacate
- Abóbora
- Acelga
- Batata-doce
- Brócolis
- Caju
- Cenoura
- Couve
- Escarola
- Espinafre
- Fígado
- Goiaba
- Leite
- Mamão
- Manga
- Manteiga
- Maçã
- Melão
- Óleo de fígado de bacalhau
- Gema de ovos
- Pêssego
- Queijos gordurosos
- Sardinha
- Taioba
- Tucumã (Amazônia)
Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são lipossolúveis, portanto a absorção de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as paredes das células se rompam e liberem cor também aumentam a absorção.
Referências
- ↑ a b c Registo de Retinol na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 1 de Dezembro de 2007
- ↑ British Cancer Organization Calls for Warning Labels on Beta-Carotene (2000-07-31).