Hipervitaminose

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Hipervitaminose
Classificação e fontes externas
CID-10 E67.0-E67.3
CID-9 278.2, 278.4

Hipervitaminose, ou envenenamento por vitamina, refere-se à condição de armazenamento de altos níveis de vitaminas, que podem levar a sintomas tóxicos. Os nomes médicos das diferentes condições são derivados da vitamina envolvida: um excesso de vitamina A, por exemplo, é chamado de hipervitaminose A.

Alta dosagem de vitamina A; alta dosagem, liberação lenta de vitamina B3; e dosagem muito alta de vitamina B6 isolada (isto é, sem o complexo de vitamina B) são algumas vezes associadas com efeitos colaterais de vitamina, que normalmente rapidamente cessam com a redução ou interrupção do suprimento. Por outro lado, certas vitaminas não produzem toxicidade em níveis excessivos. A vitamina C tem sido utilizadas em dosagens acima de 100.000 mg no tratamento de doenças graves — mais de 1000 vezes acima da dose diária recomendada — sem efeitos tóxicos. Porém, a vitamina C tem em forte efeito laxativo, tipicamente quando a dosagem de vitamina C está na faixa de 5-20 gramas por dia para uma pessoa com "boa saúde".[1]

Altas doses de suplementos minerais podem também causar efeitos colaterais e intoxicação. Envenenamento por suplementos minerais ocorre ocasionalmente devido ao excesso e incomum dosagem de suplementos que contenham ferro, incluindo algumas multivitaminas, mas isto não é comum.

As recomendações para doses diárias do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América define um "nível de tolerância máxima" para a maior parte de vitaminas.

Estatísticas comparativas de segurança[editar | editar código-fonte]

Caso de morte por envenenamento por vitamina é raro nos Estados Unidos da América, quase nenhum acontecimento anual. Contudo, antes de 1998 diversas mortes por ano estavam associadas com suplementos farmacêuticos que continham ferro, especialmente os de cores brilhantes, cobertos de açúcar, suplementos com altas doses de ferro, e a maioria das mortes eram de crianças.[2] Restrições nas embalagens de suplementos com mais de 30 mg de ferro têm desde então reduzido as mortes para 0 ou 1 por ano.[3] Estas estatísticas comparam com 59 mortes devido ao envenenamento por aspirina em 2003,[4] 147 mortes associadas com produtos que contêm acetaminofeno em 2003,[4] e uma média de 54 mortes por ano devido a raios de 1990 a 2003.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências